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O Brasil provavelmente já se tornou a sétima maior economia do mundo. Segundo estimativa de Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating, o Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 3,675 trilhões em 2010 corresponde a US$ 2,089 trilhões, tomando-se a cotação média do dólar no ano. Com esse valor, o PIB brasileiro ultrapassa o da Itália no ranking do Fundo Monetário Internacional (FMI), que é de US$ 2,037 trilhões.
Crescimento - Agostini diz que o ranking do PIB do FMI ainda tem uma estimativa para o crescimento em 2010 da Itália, e não o resultado efetivo do ano. Se a comparação for feita com a estimativa do PIB em 2010, que também é o que ainda consta do ranking, a Itália está na frente - o tamanho da economia brasileira seria de US$ 2,024 bilhões.
Abril - Segundo Agostini, o FMI só incluirá no seu ranking os resultados efetivos do crescimento do PIB dos diversos países em abril. "Só aí dá para dizer com 100% de certeza que o Brasil já é a sétima maior economia", diz. A estimativa do FMI de crescimento do PIB italiano em 2010 é de 1%, enquanto o resultado efetivo foi de 0 1%. É bem possível que o tamanho do PIB da Itália caia quando o resultado efetivo for incluído em abril. Mas pode haver mudanças também no câmbio médio utilizado para converter para dólares.
Taxa de câmbio - No caso brasileiro, apesar de a estimativa de alta do PIB do FMI para 2010 ser exatamente os 7,5%, o valor do PIB no ranking é menor do que o calculado por Agostini por causa do uso de uma taxa de câmbio diferente. Ele nota que, no fim de 2011, o Brasil deve estar na frente da Itália, já que as expectativas de crescimento brasileiro são maiores. Em termos cambiais, ele espera que tanto o euro quanto o real se valorizem ante o dólar. Pelas previsões de Agostini, o Brasil será a quinta maior economia do mundo em 2018, com PIB de US$ 3,3 trilhões, atrás de EUA, China, Japão e Alemanha. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. (Agência Estado)
O governo federal deverá publicar, até o próximo dia 18, um decreto estabelecendo a distância de 1.200 metros como área de amortecimento para o plantio de milho geneticamente modificado no entorno das Unidades de Conservação. A informação foi repassada pelo presidente do Instituto Chico Mendes, Rômulo José Fernandes Barreto Mello, nesta quarta-feira (02/03), em Brasília, durante reunião liderada pelo deputado Moacir Micheletto e que contou com a participação do presidente do Sistema Ocepar, João Paulo Koslovski, do diretor financeiro da Faep, João Luiz Rodrigues Biscaia, representantes de sindicatos e prefeituras. De acordo com Rômulo, o assunto foi tratado no âmbito do governo federal, especialmente Ministério do Meio Ambiente, e está caminhando para uma solução.
O grupo de trabalho criado para discutir o Código Florestal na Câmara dos Deputados já tem a composição definida: serão quatro parlamentares ambientalistas e quatro ruralistas. No primeiro time, estão Sarney Filho (PV-MA), Márcio Macêdo (PT-SE), Ricardo Tripoli (PSDB-SP) e Ivan Valente (Psol-SP). No segundo, Reinhold Stephanes (PMDB-PR), Paulo Piau (PMDB-MG); Luis Carlos Heinze (PP-RS) e Assis do Couto (PT-PR).
Vagos - Há ainda dois postos vagos para a bancada de apoio ao governo e outros dois para a oposição: um deles deve ser o de Mendes Thame (PSDB-SP). A primeira reunião do grupo de trabalho - batizado de "Câmara de Negociação" ocorreu nesta quarta-feira (02/03) a portas fechadas e foi comandada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS).
Embates - Em tese, a Câmara já pode votar o texto que atualiza o Código Florestal. O projeto já passou por todas as comissões - inclusive uma formada justamente para discutir o tema. Mas ainda restam itens controversos. Agora, com o novo grupo de trabalho, a missão é aparar as arestas e buscar um consenso que permita a votação. A proposta está em tramitação há 12 anos no Congresso e divide opiniões até no governo.
Embates - Entre os pontos do Novo Código Florestal que provocam mais embates estão a anistia para desmatadores e o tamanho da reserva legal - área que o agricultor deve preservar em sua propriedade. O presidente Marco Maia pretende colocar o tema em pauta até o fim de março. (Revista Veja/Twitter)
Um dia de treinamento sobre cancro cítrico, enfermidade que atinge pomares de citros e é mais comum no Paraná. Com este objetivo, a Fazenda Ypiranga, pertencente à Cocamar e localizada no município de Paranavaí, região noroeste do Estado, recebeu, nesta quarta-feira (02/03), uma equipe de funcionários da fabricante de sucos Fischer, do Estado de São Paulo. A convivência com o cancro tornou-se possível, ainda na década de 80, após pesquisas desenvolvidas pelo especialista Rui Pereira Leite, do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar). O grupo da Fischer, segundo informou o coordenador de culturas perenes da cooperativa, Leandro Cezar Teixeira, veio saber como o Paraná realiza o manejo dessa doença. (Imprensa Cocamar)
Teve início na manhã de quarta-feira (02/03) e vai até o final da tarde desta quinta-feira (03/03), o Dia de Campo Copagril 2011. O evento iniciou com uma solenidade de abertura onde estiveram presentes o diretor vice-presidente Eloi Darci Podkowa e diretor secretário Marcio Buss, além de autoridades representantes dos municípios da área da atuação da Copagril. Durante os dois dias, os associados, produtores, clientes e profissionais do agronegócio que visitarem a Estação Experimental da Copagril poderão conferir os mais de 100 stands das empresas expositoras e o que há de mais moderno e eficaz nas áreas de insumos, defensivos, sementes, máquinas e implementos agrícolas, pneus. Além destes atrativos, também estarão acontecendo as mini-palestras ministradas nos stands para apresentação e esclarecimento dos visitantes.
Alimentação animal - Por parte da Copagril, os visitantes podem conferir opções em alimentos e suplementos animais como ração de gado leiteiro e de corte, suíno, aves e peixes. Podem ainda conhecer a Loja Agropecuária Copagril, onde é possível fazer compras de calçados e material de campo. Os profissionais das várias áreas da cooperativa estão à disposição dos visitantes para esclarecer dúvidas, apresentar os produtos e serviços e, principalmente, fazer da visitação um passeia agradável e de muita informação, afinal, cooperativa e os parceiros expositores trouxeram o que há de mais moderno e atual no agronegócio. (Imprensa Copagril)
A prestação de contas relativas ao exercício de 2010 da Credicorol foi aprovada durante Assembleia Geral Ordinária (AGO), realizada no último dia 25 de fevereiro, em Rolândia, Norte do Estado. A cooperativa apresentou sobra bruta de R$ 4.695 milhões que, após destinação dos fundos, disponibilizou para a assembleia o valor de R$ 3.521 milhões. Conforme proposta do Conselho de Administração, foi aprovada por unanimidade a capitalização de 2/3, no valor de R$ 2.347 milhões, na conta capital e distribuição de 1/3 com crédito em conta corrente, no valor de R$ 1.173 milhões, proporcionalmente das operações financeiras realizadas pelos associados.
Eleição - Na AGO foi ainda realizada a eleição do Conselho Fiscal, que cumprirá mandato até 2013. Assumiram como membros efetivos Nivaldo Panchoni, Rosangela Miqueletti Martins de Oliveira e Sidnei Neves Pereira. Os suplentes são Edson Iácomo, Paulo Vietze e José Felício Salla.
Meta - Uma das metas da cooperativa para 2011 é atingir R$ 100.000 milhões de ativos totais, aproximadamente 30% a mais que o exercício de 2010 e conquistar 500 associados em sua área de ação.
Homenagem - Na assembleia, a Credicorol também foi homenageada pela empresa JD Consultores, representada pelo diretor José Jardim, por ser a primeira cooperativa de crédito independente do Brasil a obter autorização do Banco Central do Brasil para operar por meio da conta de liquidação do sistema de pagamento brasileiro, uma conquista histórica em seus 27 anos. (Credicorol)
A exemplo do que aconteceu em 2010, o Dia Internacional da Mulher, celebrado a 8 de março, será comemorado durante programação conjunta no Pavilhão Azul do Parque Internacional de Exposições Francisco Feio Ribeiro. Nesta quinta-feira (03/03), um grupo de associadas e esposas de cooperados da Cocamar, que integram núcleos femininos em vários municípios, participa do evento que reunirá também representantes das cooperativas Integrada e Nova Produtiva, do Sindicato Rural de Maringá e da Sociedade Rural de Maringá (SRM). A previsão é reunir cerca de 700 convidadas. A programação começa às 13h com recepção e credenciamento, seguida de abertura às 13:30h e participação da palestrante motivacional Leila Navarro, às 14h. Após um coquetel, o Coral Cocamar apresenta-se às 16h, sendo o dia finalizado com atividades recreativas. Sistema Faep, Ocepar/Sescoop e Cesumar apóiam a realização. (Imprensa Cocamar)
Após transmitir, nesta quarta-feira (02/03), a presidência da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados ao colega democrata Julio Cesar (PI), o deputado federal Abelardo Lupion (PR) fez questão de enaltecer a importância do cargo e destacar o trabalho do líder do partido, ACM Neto (BA), para manter o colegiado sob o comando dos democratas. "O nosso líder não poupou esforços para que continuássemos com a presidência da Comissão de Agricultura, que é para nós, indiscutivelmente, a comissão mais atuante, objetiva e respeitada desta Casa. Quem faz parte deste grupo tem um papel diferenciado", evidenciou.
Responsabilidade - Antes de deixar a mesa diretora da Comissão, Lupion falou sobre a responsabilidade dos parlamentares que a integram. "Ninguém aqui é dono desta comissão. Todos nós somos, sim, liderados pelo produtor rural e em seu nome falamos, em alto e bom som, aquilo que é o sonho de cada um em qualquer recanto deste país", enfatizou.
União - Ao se dirigir ao novo presidente e aos deputados integrantes do colegiado, o parlamentar paranaense pregou união em defesa do setor agropecuário brasileiro. "Juntos com o deputado Julio Cesar vamos fazer esta comissão brilhar e representar com dignidade o produto rural brasileiro. Faremos o possível e o impossível para representá-los com honradez", finalizou.
Gestão - Durante o segundo mandato do deputado federal Abelardo Lupion (DEM-PR) a frente da Comissão de Agricultura da Câmara foram votadas 59 propostas (47 foram aprovadas e 12 rejeitadas). Entre os projetos analisados está o PL 1089/03, que institui o medicamente genérico para uso veterinário. O colegiado também realizou 19 audiências públicas e participou de feiras agropecuárias para discutir assuntos como políticas para a cadeia produtiva do leite e tecnologia agrícola.
Código Florestal - Na opinião do parlamentar paranaense, único a presidir a Comissão por duas vezes, o principal debate de 2010 para o setor agropecuário foi o novo Código Florestal Brasileiro (PL 1876/99 e outros). O projeto, que foi aprovado em julho por uma comissão especial, e está pronto para ser votado em Plenário, é de grande interesse nacional. Lupion acredita que a proposta protege o meio ambiente sem inviabilizar a produção, o que, segundo ele, é o desejo da maioria dos parlamentares. "Nós não tratamos esse assunto ideologicamente, mas tecnicamente", afirmou. (Assessoria de Imprensa do deputado Aberlardo Lupion)
O deputado Eduardo Sciarra (DEM-PR) tomou posse nesta quarta-feira (02/03) como membro titular da Comissão de Viação e Transportes na Câmara dos Deputados. A comissão analisa, entre outras propostas, as que ajudam a melhorar o dia a dia da população, garantindo um sistema de transportes mais ágil e um trânsito mais seguro. No ano passado, a comissão votou 90 projetos.
Temas - Entre os temas a serem debatidos na Comissão, Sciarra afirmou que pretende colocar em discussão a retomada da construção da Ferroeste, principalmente o trecho ferroviário ligando os estados de Mato Grosso do Sul e Paraná. "Esse é um empreendimento importante para o escoamento da safra do país e precisa ser debatido na Câmara Federal", afirmou Sciarra. "Também temos que fazer bons investimentos em mobilidade urbana, privilegiar projetos de Bus Rapid Transit (BRT), e focar na sustentabilidade do transporte público", ressaltou.
Infraestrutura aérea - A Comissão também vai debater a infraestrutura aérea do Brasil, que está saturada e precisa de melhorias para atender a demanda proveniente da Copa do Mundo de Futebol de 2014, e das Olimpíadas de 2016. Outro tema importante a ser debatido na Comissão é a construção do trem de alta velocidade (trem-bala) que ligará Campinhas (SP) ao Rio de Janeiro. O deputado Sciarra também será suplente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática. (Assessoria de Imprensa do deputado Eduardo Sciarra)
As colheitadeiras estão estacionadas em boa parte das fazendas de soja do Noroeste do Paraná à espera de uma trégua do clima. Em Umuarama, choveu o dobro do normal somente em fevereiro, estima o técnico do Departamento de Economia Rural (Deral) na cidade, Ático Ferreira. Até agora, 20% da soja foi colhida no Noroeste, contra 50% nesta época do ano passado. O grande volume de água que cai sobre a região, no entanto, ainda não compromete a produtividade. "Acredito em rendimentos acima de 50 sacas (60 quilos) por hectare", calcula Ferrreira.
Índice - Com cerca de 160 hectares destinados ao grão nesta temporada, Carlos Quagio, de Perobal, tem conseguido ultrapassar o índice de 2009/10. Nos quase 30 hectares já colhidos, o produtor retirou 56 sacas por hectare, contra média de 42 sacas no ano anterior. "Na safra passada tive problema com a seca após o plantio. Já neste ano deu para contar nos dedos a quantidade de dias de sol", afirma.
Percevejo - Não bastasse o alto volume de chuvas que levou as colheitadeiras para baixo dos galpões, alguns produtores do Noroeste do Paraná ainda se preocupam com o aparecimento de um imenso batalhão de percevejos nas lavouras de soja, conferiu a Expedição Safra Gazeta do Povo. O inseto é o principal suspeito pela incidência da haste verde, ainda pontual na região. O problema é conhecido por afetar a formação de grãos de soja e obriga os operadores de máquinas a diminuir a rotação das colheitadeiras. Ao se alimentar das plantas, o inseto injeta uma toxina que afeta a qualidade do grão de soja e também o bolso dos produtores. Quanto maior o índice de variações dos grãos, maior é o desconto na hora da venda.
Ataque severo - "Em 30 anos de atividade, nunca vi um ataque tão grande como o de agora", conta Quagio, que vê 80% da área tomada pela praga.Para o fitopatologista da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em Londrina, Rafael Soares, o ataque de percevejos pode estar relacionado com as constantes chuvas, que impedem a fixação dos inseticidas. Mas para chegar a um diagnóstico é preciso analisar as lavouras in loco. (Caminhos do Campo / Gazeta do Povo)
A Expedição Safra Gazeta do Povo chega nesta quinta-feira (03/03) a Buenos Aires para dar início ao giro pelo cinturão de produção de grãos da Argentina. Durante o percurso, os técnicos e jornalistas cumprem agenda no Ministério da Agricultura (MinAgri), na Bolsa de Rosário, na Associação de Cooperativas Argentinas (ACA) e visitam produtores das províncias de Buenos Aires, Córdoba e Santa Fe, que juntas respondem por cerca de 80% da produção de grãos do país.
Expoagro - A agenda no país vizinho contempla também uma participação na Expoagro 2011, nesta sexta-feira (03/03), quando a equipe participa de uma conferência de imprensa que deve reunir mais de 100 jornalistas sul-americanos e representantes da cadeia produtiva. A partir do Indicador de Safra Gazeta do Povo, a Expedição vai discutir a produção de grãos nas Américas do Sul e do Norte, mostrando números de oferta, demanda e mercado.
Contribuição - "Será uma oportunidade para mostrar à imprensa da América do Sul a contribuição da Gazeta do Povo e do Grupo Paranaense de Comunicação (GRPCom) para o desenvolvimento do agronegócio sul-americano", diz Giovani Ferreira, que estará à frente da apresentação junto com o analista Robson Mafioletti, da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar). "Vamos levar para a Expoagro uma visão agronômica e de mercado, a partir de um diagnóstico do ciclo atual e das tendências para o setor em todo o mundo", acrescenta Mafioletti. "Intervenções como esta, num espaço como este, mostram que a informação torna-se um insumo cada vez mais essencial à expansão, competitividade e sustentabilidade do agronegócio", finaliza Ferreira.
Painel - O painel é organizado em parceria com a New Holland e com os diários argentinos Clarin e La Nación. Realizada no chamado Corredor Produtivo, entre Baradero e San Pedro, a Expoagro é considerada a maior feira agropecuária da Argentina, com cerca de 500 expositores e previsão de 150 mil visitações. Na próxima semana, a Expedição segue para o Paraguai, percorrendo a região de Assunção a Cidade do Leste. (Caminhos do Campo / Gazeta do Povo)
Depois ampliar em 34% a produção em 2010, a indústria de máquinas agrícolas do Brasil vai ter de colocar o pé no freio neste ano. Isso porque a Argentina, principal cliente nesse mercado, fechou suas fronteiras para importação dos produtos brasileiros. Há dois anos, o país vizinho começou a regular as compras do setor e, desde o início de 2011, parou de importar tratores e colheitadeiras. As restrições, que até então se limitavam à entrada de máquinas prontas, nesta semana foram estendidas a peças de reposição, travando ainda mais o comércio entre os dois países.
Frustração - A decisão argentina frustrou os planos de expansão do setor no Brasil, que esperava exportar cerca de 20 mil unidades neste ano. Segundo a Associação Nacional das Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), perto de 1 mil máquinas - 700 tratores e 300 colheitadeiras - estão paradas no pátio das indústrias aguardando a liberação de licenças de importação por parte do país vizinho.
Impacto negativo - "Certamente haverá impacto negativo nas vendas externas. O primeiro trimestre, que é justamente o período de maior demanda, já foi todo comprometido. Mesmo se os argentinos reabrissem a fronteira agora, 4% a 5% dessas vendas já estariam perdidas. E ,se essa situação persistir, perdermos mais 5% a cada três meses", estima Milton Rego, vice-presidente da entidade.
Licenças - Apesar de não estar prevista no acordo automotivo do Mercosul, a emissão de licenças não-automáticas de importação é permitida pela Organização Mundial do Comércio (OMC) e, até o final do ano passado, não impedia as exportações brasileiras para a Argentina. Desde dezembro, no entanto, o ritmo de concessão dessas autorizações diminuiu e, em 2011, nenhum embarque foi autorizado. "O acordo previa a utilização de forma pontual e passageira desse mecanismo e, mesmo assim, o prazo de liberação das licenças teria que ser de dez dias. A praxe, contudo, estava sendo de 60 dias, que é o máximo permitido pela OMC, mas há licenças com mais de 100 dias ainda sem aprovação", relata Rego.
Déficit comercial - Com a estratégia, a Argentina tenta reverter o déficit na balança comercial do setor, que somou US$ 450 milhões em 2010. No mês passado, as empresas se reuniram com representantes do governo que, nas entrelinhas, deixou claro que as licenças só voltarão a ser emitidas depois que as montadoras apresentarem um plano para elevar a produção local e ampliar as exportações.
Decisão estratégica - "É uma decisão estratégica do governo para promover uma indústria nacional de máquinas agrícolas forte, pois há um mercado potencial enorme se pensarmos que, em cinco anos, a nossa safra de grãos vai crescer de 100 milhões para 150 milhões de toneladas anuais", declarou a ministra da Indústria da Argentina, Débora Giorgi, após reunião com diretores da Câmara Argentina de Fabricantes de Máquinas Agrícolas (CAFMA) e representantes de empresas nacionais, em fevereiro.
Dependência externa - De acordo com Giorgi, a meta é reduzir a dependência externa do setor para 50% nos próximos anos. Atualmente, cerca de 80% das máquinas vendidas na Argentina vêm de outros países. No ano passado, 85% dos 6,5 mil tratores e 75% das 1,2 mil colheitadeiras comercializadas vieram do exterior. Com as importações, o país gastou, respectivamente, US$ 280 milhões e US $ 200 milhões, conforme os dados oficiais. Com crédito facilitado e mais barato, a indústria aregentina promete responder ao chamado do governo. Duas grandes montadoras já anunciaram intenção em aumentar entre 35% e 100% a produção de tratores neste ano.
Planos frustrados - Principal fornecedor de máquinas agrícolas para a Argentina, o Brasil deve ser prejudicado caso o país consiga mesmo fortalecer a sua produção doméstica. Hoje, entre 30% e 35% das vendas externas brasileiras - que correspondem a pouco mais de 10% da produção nacional - têm como destino os portos argentinos. A expectativa da indústria é que a produção seja reduzida nessa mesma proporção. Em 2010, a produção de máquinas agrícolas cresceu 34% no Brasil, para 88,7 mil unidades. 68,5 mil foram vendidas no mercado interno (+23,8% ante 2009) e 18,7 mil unidades (+26,5%) no externo. (Caminhos do Campo / Gazeta do Povo)
A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) terá mais autonomia para atuar no exterior. A Lei nº 12.383, publicada nesta quarta-feira, 2 de março, permite mais flexibilidade nas operações em outros países, incluindo atividades de cooperação científica, tecnológica e de transferência de tecnologia. Além disso, a norma facilita o atendimento às demandas das nações em desenvolvimento pelas tecnologias tropicais desenvolvidas pela estatal. "A ampliação do trabalho da Embrapa no exterior vai consolidar a posição de liderança do Brasil na produção de alimentos", afirma o ministro da Agricultura Wagner Rossi.
Cooperação - Para o presidente da Embrapa, Pedro Arraes, essa autonomia garantida pela lei vai facilitar a cooperação internacional e a transferência de tecnologia tropical para outros países, beneficiando a agricultura brasileira e a de outros países em desenvolvimento. A medida altera a lei de criação da Embrapa (Lei nº 5.851/72), que autorizava a empresa a atuar apenas em território brasileiro. A lei publicada hoje teve origem em medida provisória editada pelo governo em setembro de 2010. "Até então, a presença formal fora do Brasil ocorria por meio de projetos estabelecidos com instituições parceiras", informa o coordenador de cooperação internacional da Secretaria de Relações Internacionais da Embrapa, Antônio Prado. Na prática, a Embrapa torna-se independente para criar escritórios no exterior, por exemplo, com maior flexibilidade de gestão e administração.
Recursos - A medida permite à empresa enviar e receber recursos para regiões onde já estão instalados projetos, sem limitações jurídicas. Dessa forma, operações como abertura de contas bancárias, contratação de profissionais e procedimentos administrativos locais não dependem mais exclusivamente de convênios. Segundo Prado, a intenção não é criar centros de pesquisa ou novas estruturas no exterior, tampouco tornar sem efeito os acordos já existentes. O objetivo principal é que não seja mais indispensável a intermediação de organismos internacionais na atuação da Embrapa em outros países.
Atuação no exterior - A cooperação científica entre Embrapa e instituições de pesquisa de outros países ocorre há 12 anos por meio de programas de treinamentos, intercâmbio de pesquisadores e execução de projetos de pesquisa. A atuação fora do Brasil foi intensificada em 1998, com a criação do Labex (Laboratório Virtual no Exterior) nos Estados Unidos, em parceria com o Serviço de Pesquisa Agrícola do Departamento de Agricultura norte-americano. Além do Labex EUA, estão hoje em operação laboratórios virtuais em três países da Europa (Holanda, França e Inglaterra) e um na Coreia do Sul.
Demanda - No âmbito da cooperação para transferência de tecnologia, a estatal brasileira - considerada líder na agricultura tropical - tem sido demandada por países da África e da América Latina e outros continentes. Essa procura tornou necessário à Embrapa montar projetos na Venezuela, na África e no Panamá. (Mapa, com informações da Embrapa)
O governador Beto Richa assinou nesta quarta-feira (02/03) um protocolo de intenções com a empresa Potencial Petróleo, que vai implantar uma usina com capacidade para produzir até 170 milhões de litros de biodiesel (B100) por ano no município da Lapa, a 65 km de Curitiba. A Potencial Industrial e Comércio de Biodiesel receberá um investimento de R$ 87 milhões e abrirá pelo menos 120 empregos diretos.
Paraná Competitivo - Este é o primeiro empreendimento a ser formalmente enquadrado no programa Paraná Competitivo, lançado pelo governador em 24 de fevereiro, para incentivar a geração de empregos por meio da concessão de incentivos para expansão de empresas e implantação de novos empreendimentos no Paraná. Menos de uma semana depois do lançamento, estão autorizados onze empreendimentos, que somam mais de R$ 265 milhões e devem abrir 3.532 novos postos de trabalho. "É um momento especial para o Paraná, uma conquista importante para o Estado e para a Lapa e seu povo, que confiou nas nossas propostas. É uma prova de que o setor público pode ser tão rápido e competente quanto a iniciativa privada", disse o governador.
Primeiro de uma série - O secretário de Indústria e Comércio e Assuntos do Mercosul, Ricardo Barros, disse que o anúncio da Potencial Petróleo é o primeiro de uma série de empresas que vão se instalar no Paraná, onde vão gerar empregos e contribuir com impostos que ajudarão a vencer o desafio de melhorar a vida dos paranaenses. "Estamos alongando o prazo para que as empresas paguem os impostos em troca da geração imediata de novos empregos para os paranaenses, principalmente os jovens", afirmou Barros. O secretário da Fazenda, Luiz Carlos Hauly, disse que o programa Paraná Competitivo já está dando mostras de sua qualidade e agilidade. "Esse anúncio é a demonstração de que a partir de agora as empresas terão segurança e agilidade para investir no Paraná", afirmou Hauly.
Biodiesel B100 - A previsão da Potencial Petróleo é de alcançar uma receita de R$ 350 milhões por ano com a produção de biodiesel B100, o que deve aumentar o PIB da Lapa em aproximadamente 30%. O biodiesel é um produto biodegradável, não é tóxico e é uma fonte de energia renovável. O empresário Arnoldo Hammerschmidt, presidente da Potencial Petróleo, elogiou a agilidade e a competência da equipe do governador Beto Richa, que estudou e aprovou rapidamente a proposta da empresa para implantação da usina. "Sinto-me ainda mais valorizado em ter sido o nosso o primeiro projeto deste novo programa de incentivos para a industrialização do Paraná", disse o empresário. O prefeito da Lapa, Paulo Furiatti, acompanhou o encontro com o governador e disse que esse investimento vai mudar o perfil do município. "A usina vai alavancar o processo industrial e atrair novos investimentos", disse Furiatti.
Sustentabilidade - Por meio de uma ação conjunta com o Ministério do Desenvolvimento Agrário, agricultores familiares serão incentivados a fornecer matéria-prima para a nova usina de biodiesel (soja, sebo bovino, óleo de cozinha usado). O projeto chama-se "Selo Combustível Social" e deve atingir mais de 7 mil famílias da Lapa e de cidades próximas, com o pagamento adicional por saca de soja adquirida desses produtores. A usina será totalmente automatizada e poderá produzir também óleo comestível refinado. Para produzir 170 milhões de litros de biodiesel serão necessárias aproximadamente 700 mil toneladas de soja, o equivalente a 5% da produção do Paraná. A empresa também pretende desenvolver um projeto para processar óleo de cozinha usado, que hoje é descartado no meio ambiente. O projeto depende de parcerias para a coleta do produto.
Potencial - Em operação desde 1994, a Potencial Petróleo iniciou suas atividades na cidade de Araucária, onde ainda mantém sua sede administrativa. A empresa está presente nos estados do Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais, com uma rede de postos com bandeira própria. (AEN)
O Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, fechou 2010 com crescimento de 7,5 % em relação ao ano anterior. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou nesta quinta-feira (03/03) os dados, esse é o maior resultado desde 1986, quando a economia também teve expansão de 7,5%.
Valores correntes - Em valores correntes, o PIB ficou em R$ 3,675 trilhões no ano. A expansão da economia em 2010 foi beneficiada, segundo o IBGE, pela baixa base de comparação no ano anterior, quando o PIB registrou queda de 0,6%, influenciado pelos efeitos da crise financeira internacional. O crescimento observado é resultado do aumento de 6,7% do valor adicionado a preços básicos e da elevação de 12,5% nos impostos.
Indústria - O documento do IBGE também aponta que, no que se refere à produção, o PIB da indústria, com alta de 10,1%, foi o que mais cresceu entre os três componentes, puxado pelo bom desempenho da extrativa mineral (15,7%), seguida pela construção civil (11,6%).
Agricultura - O PIB agrícola registrou elevação de 6,5%. Neste caso, o resultado foi influenciado pelo aumento de produção de várias culturas importantes da lavoura brasileira, com destaque para a soja, com aumento de 20,2%, do trigo (20,1%), do café (17,6%), do milho (9,4%), da cana (5,7%) e da laranja (4,1%).
Serviços - O setor de serviços teve crescimento de 5,4% em 2010, puxado pelas atividades de intermediação financeira e seguros; e comércio, ambas com alta de 10, 7%. Segundo o IBGE, o crescimento da população empregada, da massa salarial e do crédito foi o fator que sustentou o crescimento das vendas no ano. Além disso, houve expansão de 8,9% em transportes, armazenagem e correio; e de 3,8% em serviços de informação.
Consumo - Já em relação à demanda, o IBGE apurou aumento de 7,0% do consumo das famílias, sétimo ano de alta consecutiva; e elevação de 3,3% no consumo do governo. A formação bruta de capital fixo cresceu 21,8%, representando a maior taxa acumulada em quartos trimestres desde o início da série, em 1996. No setor externo, houve aumento tanto nas exportações (11,5%) como nas importações (36,2%).
PIB - O Produto Interno Bruto representa o total de riquezas produzidas no país e é usado para dimensionar o tamanho da economia nacional. Para calcular o PIB, o IBGE utiliza os resultados de pesquisas do próprio instituto ao longo do ano, em áreas como agricultura, indústrias, construção civil e transporte. (Agência Brasil de Notícias)
O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, afirmou que o relatório do deputado Aldo Rebelo sobre o Código Florestal será submetido à apreciação em plenário ainda este mês. "Maia se comprometeu em colocar a matéria na pauta de votações na segunda quinzena de março", afirmou o presidente da Ocepar, João Paulo Koslovski. A medida foi anunciada nesta quarta-feira (02/03), em Brasília, aos dirigentes da Ocepar, Faep e Fetaep após a reunião com os deputados federais e estaduais sobre o tema.