Acumulado de julho a setembro O Informe de Crédito Rural da Gerência de Desenvolvimento Técnico da Ocepar tem como objetivo monitorar a evolução do financiamento agrícola no Brasil, com foco especial na destinação de recursos para as cooperativas, tanto no âmbito nacional quanto no estado do Paraná. Além disso, realiza a análise e a comparação do volume de recursos contratados mensalmente em relação às safras anteriores. No acumulado dos três primeiros meses (julho a setembro) de vigência do Plano Safra 2026/27, os recursos aplicados no crédito rural têm origem em diversas fontes, sendo a principal os Recursos Obrigatórios, que respondem por 31% do total. Na sequência, destacam-se os Recursos Livres (21%), LCA (22%), Fundos Constitucionais (9%), Poupança Rural (8%), BNDES (5%) e Outras Fontes (5%). Os dados, divulgados pelo Banco Central do Brasil, evidenciam a diversificação das fontes de financiamento disponíveis para o setor rural. A evolução do crédito rural nos últimos anos revela uma tendência de redução no volume contratado, reflexo, em grande parte, do aumento das taxas de juros em decorrência da elevação da taxa Selic. No Plano Safra 2024/25, o montante contratado foi de R$ 383,23 bilhões, enquanto no ciclo seguinte (2025/26) totalizou R$ 351,44 bilhões. Para a safra atual (2026/27), estão disponíveis R$ 610,30 bilhões para contratação. No entanto, no acumulado dos três primeiros meses de operação (julho a setembro de 2026) foram contratados R$ 78,89 bilhões, valor 30,5% inferior ao registrado no mesmo período da safra passada (R$ 113,49 bilhões). As cooperativas brasileiras contrataram, neste período inicial da safra 2026/27, cerca de R$ 10,7 bilhões em financiamentos rurais. Desse total, as cooperativas paranaenses respondem por, aproximadamente, 31% (R$ 3,30 bilhões), reforçando a relevância do Paraná no cenário nacional do crédito rural.