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No dia 11 de março, a Unimed Londrina comemorou seu 40º aniversário em clima de nostalgia. Seguindo a campanha institucional publicitária de 2011, que remete ao sonho que começou em 1971, os colaboradores vivenciaram um dia especial, com cara de anos 70. Já na entrada do trabalho, atores vestidos com trajes da década fizeram uma recepção divertida, entregando a todos um botton comemorativo dos 40 anos. No almoço, cardápio especial e música ao vivo no refeitório animaram o intervalo do expediente, que terminou com uma deliciosa sobremesa: bolo de aniversário.
Lembrança - Dando sequência nas comemorações do dia, o diretor presidente, Issao Udihara, surpreendeu os colaboradores quando visitou todas as áreas entregando uma lembrancinha simbólica a cada integrante da cooperativa - um sonho de doce de leite - ao som de "Dancing Queen" e outros hits da década. Ao longo do ano, outras ações estão previstas para comemorar a data, entre elas o lançamento de um vídeo de memória, que vai contar a história da Unimed Londrina nestas quatro décadas de atuação. (Unimed Londrina)
As contratações do crédito rural para a pecuária de corte, em 2010, alcançaram R$ 10,8 bilhões. Do total, R$ 4,8 bilhões foram destinados ao investimento (como aquisição de animais, implantação de pastagens, curral e cerca) e R$ 6 bilhões para custeio (compra de ração, vacina e manutenção de pastagens). O resultado representa crescimento de 40,2%, em relação ao registrado em 2009, de R$ 7,7 bilhões. Os números foram apresentados pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura nesta segunda-feira (21/03), na reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Carne Bovina, em Brasília.
Programas - Hoje, existem quatro programas do Ministério da Agricultura voltados aos produtores de pecuária de corte. O de Estímulo à Produção Agropecuária Sustentável (Produsa), que tem limite de R$ 400 mil por beneficiário para os projetos destinados à recuperação de áreas degradadas, com taxa de juros de 5,75% ao ano. O de Modernização da Agricultura e Conservação de Recursos Naturais (Moderagro), com limite de financiamento de R$ 300 mil e juros de 6,75% ao ano; o de Apoio ao Médio Produtor (Pronamp) e o de Agricultura de Baixo Carbono (ABC), que financia a implantação e ampliação de sistemas de integração de agricultura com pecuária ou de integração Lavoura-Pecuária-Florestas.
Sugestões - De acordo com o presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Carne Bovina, Antenor Nogueira, o setor produtivo encaminhará ao governo, nesta semana, algumas sugestões para serem incluídas no Plano Agrícola e Pecuário 2011/2012. Entre elas, a criação de uma linha de financiamento específica para retenção de matrizes - que tem o objetivo de manter as fêmeas no rebanho para produção de bezerros."Vamos avaliar as propostas encaminhadas pelo setor produtivo em conjunto com outros órgãos do governo envolvidos no Plano Agrícola e Pecuário. As novas normas passarão a vigorar no dia 1° de julho de 2011", explica o coordenador-geral para Pecuária e Culturas Permanentes do Ministério da Agricultura, João Antônio Fagundes Salomão.
Saiba mais - As exportações de carne bovina, em 2010, alcançaram US$ 4,8 bilhões, contra US$ 4,1 bilhões, em 2009. As vendas representaram crescimento de 16,4% no período. Os principais destinos da carne bovina in natura, em 2010, foram Rússia, com US$ 1 bilhão, Irã, US$ 807,3 milhões e Egito, com US$ 409,9 milhões. A Câmara Setorial é um fórum consultivo ligado ao Ministério da Agricultura, que reúne representantes dos setores público e privado. (Mapa)
O Brasil alcançou recorde nas exportações brasileiras do agronegócio nos últimos 12 meses. O número chegou a US$ 78,439 bilhões entre março de 2010 e fevereiro de 2011, um valor 19,8% acima do exportado no mesmo período do ano passado (US$ 65,460 bilhões). E o saldo acumulado neste intervalo foi de US$ 63,812. Pela primeira chega-se ao valor de US$ 5,333 bilhões em fevereiro na série histórica que iniciou em 1991. Em relação ao mesmo mês do ano passado, houve um aumento de 21% nas vendas externas. O resultado foi um superávit de US$ 4,05 bilhões na balança comercial do agronegócio.
Carnes - O setor de carnes foi o principal item das exportações, com registro de vendas de US$ 1,146 bilhão. O bom desempenho pode ser atribuído ao aumento de preço nas carnes bovina, suína e de frango - estas duas últimas registraram acréscimo da quantidade vendida.
Setores - Os setores responsáveis pelo aumento recorde do mês foram cereais, farinhas e preparações, que subiram 182,4%; café, com incremento de 72,8%; carnes, com 17,8%; complexo sucroalcooleiro (etanol e açúcar), 14,7%; e produtos florestais, 10,5%. O complexo soja (grão, farelo e óleo) registrou um aumento de 186,5% nas vendas do óleo, apesar do decréscimo registrado no valor exportado em relação ao grão e ao farelo. Os produtos mais importantes - grão e farelo - devem subir consideravelmente a partir do próximo mês, quando aumentam os embarques.
Destinos das exportações - A União Europeia é uma das regiões para as quais o Brasil exporta mais expressivamente. Nos últimos 12 meses, houve um aumento de 8,8% em vendas para a comunidade que engloba 27 países. Na Ásia, houve um amento de 6,4% e no Oriente Médio, de 57,8%. Outro ganho significativo refere-se à África, que subiu 47% no valor e ultrapassou o bloco econômico Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta), que aumentou em 21,3%. (Mapa)
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), empresa pública vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, promove, nesta quarta-feira (24/03), quatro operações de venda direta de estoques públicos de milho. Estarão à venda 83,6 mil toneladas do grão produzidas em três estados. Do Mato Grosso, serão 50,3 mil t; de Goiás, 16,7 mil t; e, do Mato Grosso do Sul, 16,5 mil t. A função desse tipo de leilão é regular o abastecimento e o preço dos produtos agrícolas. Poderão participar dos leilões avicultores, suinocultores, bovinocultores (de leite e de corte), cooperativas de criadores de aves, de suínos e de bovinos (de leite e de corte), indústrias de ração para avicultura, suinocultura e bovinocultura, indústrias de insumo para ração animal e indústrias de alimentação humana à base de milho. Confira os avisos nº 77, 78, 79 e 80. (Mapa)
A proliferação de barreiras à entrada de produtos importados na Argentina, duramente criticada por indústrias brasileiras, tem levado a diplomacia brasileira a pressionar o governo argentino, em contatos da embaixada brasileira de Buenos Aires com autoridades daquele país. Mas está fora da pauta do governo, por enquanto, repetir a reação tomada pelo governo em 2009, quando o então ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, obrigou os argentinos a negociar a liberação mais rápida de licenças de importação, ao impor licenças também no Brasil a produtos argentinos.
Máquina agrícola - Como informou nesta segunda-feira (21/03) o Valor, desde janeiro não se exporta nenhuma máquina agrícola brasileira para a Argentina, caminhões de doces chocolates foram parados na fronteira, e empresários de setores como cutelaria, têxtil e produtos de beleza acusam o governo argentino de extrapolar o prazo máximo que havia prometido ao Brasil para liberação das licenças, de 60 dias. O Itamaraty tem apostado nos contatos diretos com o governo argentino, que prometeu dar prioridade à liberação de licenças para os produtos brasileiros e atribui os atrasos a dificuldades com a transição do sistema, de manual para informatizado, o que deve se resolver em curto prazo.
Liberação célere - Segundo o Itamaraty, o governo tem cobrado dos argentinos a liberação mais célere de produtos de estação, como ovos de Páscoa e coleções têxteis, ameaçadas de encalhe caso não cheguem a tempo ao varejo no país vizinho. Os argentinos alegam que, no caso de alimentos, o instituto certificador sanitário, Inal, está em fase de extinção e ainda não há definição sobre quem vai substituí-lo - só quem já possui certificado sanitário podem se beneficiar da promessa de liberação rápida de licenças.
Crescimento - Diplomatas dos dois países dizem que, apesar das barreiras, danosas a setores como calçados, alimentos, têxteis e eletrodomésticos, o comércio com a Argentina cresce exponencialmente, com um aumento significativo do superávit em favor do Brasil. No ano passado, as exportações de produtos industriais do Brasil à Argentina superaram em quase US$ 9 bilhões as compras brasileiras de produtos daquele país. No primeiro bimestre, o superávit total no comércio bilateral foi de US$ 572 milhões em favor do Brasil, mais que o dobro do registrado no ano passado.
Problemas - Os problemas foram levados às autoridades argentinas há cerca de duas semanas, em reunião da comissão de monitoramento do comércio, e os argentinos prometeram acelerar as liberações, de produtos como máquinas agrícolas e alimentos. Os diplomatas têm feito reuniões constantes em Buenos Aires levando casos específicos que, segundo informa o Itamaraty, têm sido resolvidos. Os empresários brasileiros se queixam, porém, das incertezas levantadas com esses procedimentos caso a caso.
Dificuldades - A situação lembra a de 2009, quando as dificuldades de liberação de licenças só terminaram quando, por pressão de Miguel Jorge e do então secretário de Comércio Exterior, Welber Barral, o presidente Lula autorizou a aplicação de licenças não automáticas produtos argentinos vendidos ao Brasil. A escalada protecionista só foi resolvida com um compromisso argentino de cumprir o prazo de no máximo 60 dias para liberar as licenças de importação, o que não vem acontecendo. (Valor Econômico)
A União Europeia (UE) fez um acordo com o Canadá garantindo acesso adicional para a carne bovina canadense, por meio de uma cota que exclui o produto exportado pelo Brasil e outros parceiros. Por um acordo assinado em Bruxelas, a UE estendeu uma cota com tarifa zero para a importação de mais 1.500 toneladas de carne bovina de alta qualidade canadense até agosto de 2012. O volume será ampliado para 3.200 toneladas até 2013. Em contrapartida, o Canadá não vai mais retaliar produtos europeus no valor de US$ 11 milhões, através de elevação de tarifas, como autorizara a Organização Mundial do Comércio (OMC). Em maio de 2009, os EUA conseguiram aumento de cota de 20 mil toneladas por três anos, seguido de elevação para 45 mil toneladas no quarto ano, também na barganha com os europeus.
Definição - A definição de "carne de alta qualidade" foi feita de tal modo que a cota de importação só poderá ser preenchida pelos americanos e canadenses. No passado, alguns negociadores chegaram a mencionar que o caso poderia ser contestado na OMC, mas isso nunca ocorreu. O acordo foi feito para pôr fim à briga - iniciada em 1996 - provocada pela decisão europeia de bloquear a entrada de carne bovina canadense, sob alegação de que o produto tinha hormônio e não era compatível com o padrão europeu.
Violação - Em 2008, a OMC decidiu que a UE violara as regras internacionais de comércio ao proibir a carne com hormônio do Canadá e dos EUA. O acerto com o Canadá sai num momento em que o bloco negocia acordo de livre comércio com o país. Nesse cenário, quem perde são os produtores do Mercosul. Ainda mais que o acordo de comércio Mercosul-UE está longe de ser concluído e é grande a oposição na Europa ao produto do Cone Sul. (Valor Econômico)
A necessidade de investimentos na qualificação da mão de obra foi o principal assunto do encontro desta segunda-feira (21/03) entre o secretário da Indústria, do Comércio e Assuntos do Mercosul, Ricardo Barros, e o diretor comercial da Associação Paranaense de Supermercados (Apras), Walde Renato Prochmann. Prochmann explicou ao secretário as dificuldades dos empresários do setor na contratação de funcionários com a qualificação desejada. Ricardo Barros salientou que um dos focos do governo para aumentar a competitividade da economia do Estado é a qualificação profissional.
Debate - "Essa é uma das áreas que serão debatidas no programa Paraná Competitivo. Teremos uma câmara reunindo representantes do poder público, associações, federações, sindicatos, trabalhadores e setor produtivo para definir ações que criem condições para qualificarmos melhor a nossa mão de obra", disse Ricardo. "Vamos trabalhar em conjunto com os empresários para investir no atendimento das principais necessidades existentes", acrescentou. Prochmann explicou que para enfrentar o problema a Apras possui uma academia empresarial voltada a realizar cursos, palestras e oficinas, em Curitiba e no interior, para empresários e funcionários do setor. "Foi a maneira que achamos para preencher com qualidade a nossa demanda", disse.
Mercosuper - O diretor da Apras aproveitou o encontro para entregar ao secretário Ricardo Barros o convite para a abertura da 30ª edição da Feira e Convenção Paranaense de Supermercados - Mercosuper. O evento, que neste ano tem o tema "A Evolução do Varejo", ocorre de 11 a 13 de abril em Curitiba e deve reunir indústrias brasileiras, multinacionais e os principais compradores do varejo paranaense. São 285 expositores e a previsão é de que passem mais de 50 mil visitantes nos três dias da feira. "É uma das principais feiras do setor no País", afirmou Prochmman. (Assessoria de Imprensa Seim)
Biocombustíveis sob pressão mais uma vez
O presidente francês Nicolas Sarkozy, que defende maior regulação no mercado de commodities para evitar especulaçãoA pressão contra a produção de biocombustíveis voltou à agenda, agora num relatório de nove organizações internacionais que será examinado no encontro de vice-ministros de agricultura do G-20, amanhã e quinta-feira em Paris. O documento foi preparado em resposta a uma demanda dos líderes das maiores economias desenvolvidas e emergentes para tratar de questões de segurança alimentar no contexto de uma das maiores altas dos preços dos alimentos desde 2008, que causou inclusive revoltas populares em países importadores.
Incisivo - Em janeiro, o presidente francês Nicolas Sarkozy, que ocupa a presidência rotativa do G-20, foi incisivo, declarando que "a especulação cria revoltas da fome". Semanas depois, a ministra de Finanças do país, Christine Lagarde atenuou o tom: "Não dizemos que a especulação alimenta a alta de preços".
Especulação - A FAO, agência de agricultura e alimentação da Organização das Nações Unidas, a OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico) e mais sete agências internacionais constatam a crescente especulação financeira sobre o mercado de commodities, mas não chegam a um acordo sobre até que ponto esse comportamento especulativo tem um papel na alta dos preços dos alimentos.
Cooperação - O documento insiste sobre a importância de maior cooperação entre os países do G-20 para mitigar os efeitos negativos da alta de preços, por exemplo através de mais transparência no mercado agrícola, envolvendo estoques, oferta, demanda e transações de derivativos. Mas vai além e expressa igualmente "preocupações" em relação ao crescente uso de biocombustíveis sobre o suprimento global de alimentos, conforme fontes que tiveram acesso ao estudo confidencial.
Inquietação - O Brasil sinalizou inquietação com essa questão, já que o relatório fala de maneira genérica e sem fazer diferenciação entre o impacto da produção de etanol a partir de milho nos Estados Unidos sobre o mercado de alimentos e o do etanol produzido à base de cana-de-açúcar.Para uma fonte, "com esforço" seria possível identificar nas entrelinhas uma nuance contra o etanol americano, que os técnicos evitaram explicitar, para não enfrentar a reação americana à sua produção de etanol.
Impacto - O documento também reclama do impacto de restrições à exportação de produtos agrícolas, iniciativa tomada por Rússia e Ucrânia após quebra na safra e que elevou os preços de cereais. Sempre na linguagem diplomática, essas agências indicam ser contrárias a controle de preços no mercado agrícola internacional. Quanto à criação de estoques regionais de alimentos, isso poderia eventualmente ser estimulado em casos de emergência em países pobres. Como se previa, as ideias de controle de preço ou formação de estoques regionais de alimentos foram enterradas, depois da reação do Brasil, Argentina, EUA e outros países exportadores.
Encontro - A reunião desta quarta e quinta-feira (23 e 24/03) em Paris prepara o grande encontro de ministros de agricultura do G-20 nos dias 22 e 23 de junho na capital francesa, durante o qual a França quer levar adiante o seu projeto de regular o mercado futuro de commodities para evitar a especulação. (Valor Econômico, com Bloomberg)
O Ministério da Agricultura definiu nesta segunda-feira, 21 de março, os requisitos fitossanitários para a importação de mudas in vitro de teca (espécie florestal) da Malásia. "O produto deverá ser importado em meio isento de pragas, em embalagens lacradas de forma correta e acompanhado de Certificado Fitossanitário (CF) emitido pela Organização Nacional de Proteção Fitossanitária (ONPF) do país de origem", explica Jefé Ribeiro, chefe da Divisão de Análise de Risco de Pragas do Ministério da Agricultura. A norma foi publicada no Diário Oficial da União (DOU), na Instrução Normativa n° 11.
Inspeção - Os produtos importados serão inspecionados no ponto de ingresso e terão amostras coletadas e enviadas para análise em laboratório oficial ou credenciado pelo Ministério da Agricultura. Os custos dos testes serão dos interessados em trazer o produto para o Brasil.
Praga - No caso de detecção de praga, a Organização Nacional de Proteção Fitossanitária (ONPF) da Malásia será notificada e poderá haver a suspensão das importações, até a revisão da Análise de Risco de Pragas (ARP). Quando houver mudanças na condição fitossanitária do país, o Ministério da Agricultura deverá ser comunicado. Se essas exigências não forem cumpridas, o produto não poderá ser liberado pelo fiscal do ministério no ponto de ingresso no Brasil.
Saiba mais - A análise de risco de pragas avalia os prejuízos qualitativos ou quantitativos que uma praga ainda não introduzida no Brasil poderia causar à agricultura brasileira, caso conseguisse entrar. Consideram-se como pragas, insetos, ácaros, vírus, bactérias, fungos ou plantas invasoras. Desde 1995, o Ministério da Agricultura realiza esse tipo de análise, com base nas normas do Acordo para Aplicação de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias (SPS). O Brasil é signatário da Organização Mundial do Comércio (OMC) e país fundador da Convenção Internacional de Proteção de Vegetais (CPIV). Assim, deve seguir as diretrizes internacionais de comércio acordadas entre os países. (Mapa)
"Os jovens, o futuro da empresa cooperativa" é o tema definido pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI) para celebrar o 89º Dia Internacional do Cooperativismo, em 2 de julho de 2011. De acordo com o boletim da ACI-Américas, o assunto está relacionado com o Ano Internacional da Juventude, proclamado pelas Nações Unidas em 2010 com o propósito de promover a compreensão do diálogo entre gerações, os ideais de paz, de respeito pelas liberdades e pelos direitos humanos e da solidariedade. Segundo o diretor geral da ACI, Charles Gould, a juventude, que representa a próxima geração "é crucial para o futuro da cooperação".
Participação - Diz ainda o boletim da ACI-Américas, que o Dia Internacional das Cooperativas responde à necessidade de todos os atores envolvidos na cooperação para promover a participação dos jovens no movimento. Grande parte deles não conhece o modelo cooperativo e seu potencial, o que poderia ser aprendido na escola, mas raramente o assunto é abordado nos currículos. No entanto, as cooperativas oferecem muitas oportunidades para os jovens a resolver as suas necessidades práticas e estratégicas, além de possibilitar o acesso experiências de trabalho profissional, melhorar a sua educação e formação, e encorajar sua participação nas tomadas de decisão cooperativas ou criando suas próprias organizações.
Antecedentes - Cooperativas em todo o mundo têm celebrado o Dia Internacional das Cooperativas desde 1923, quando a data foi instituída para reforçar a unidade do sistema e divulgar o movimento cooperativo mundial. Em 1992, a Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou o primeiro sábado de julho de 1995 como o Dia Internacional das Cooperativas das Nações Unidas, marcando o centenário da fundação da Aliança Cooperativa Internacional. Em 1994, convidou a comunidade internacional para celebrar este dia por ano, começando em 1995. Assim, a ONU decidiu usar suas próprias celebrações para apoiar e expandir o movimento de cooperação internacional. Desde 1995, a ACI e a Organização das Nações Unidas, através da Copac, estabelecido em comum o tema da celebração de cada dia, que geralmente tem como objetivo destacar a contribuição do movimento para resolver os grandes problemas globais. (Com informações do boletim da ACI-Américas)
Com quase meio século, a Cocamar Cooperativa Agroindustrial atravessa o melhor período em toda a sua história. E chega aos 48 anos no próximo domingo (27/03), cumprindo uma agradável rotina: batendo recordes. A cooperativa está presente desde meados de 2010 também na região de Londrina, onde está operacionalizando 26 unidades da Corol e, com isso, mais que dobrou a sua região de abrangência no Estado, com 56 unidades no total.
Crescer - São números robustos. Vem de um faturamento histórico de R$ 1,596 bilhão no ano passado e projeta R$ 2 bilhões para 2011. O recebimento de produtos, que em 2010 já foi o maior de todos os tempos em soja (908 mil toneladas), milho (426 mil) e laranja (4,868 milhões de caixas de 40,8 quilos), deve continuar se superando. E, no parque industrial, os recordes foram as 872 mil toneladas esmagadas de soja (a projeção é chegar a 920 mil neste ano), 26 milhões de litros de bebidas prontas, o envase de 7,243 milhões de caixas de óleo e o refino de 137.700 toneladas de óleo.
Confiança - O grande momento da Cocamar se soma a uma fase auspiciosa do mercado de commodities agrícolas, com cotações que premiam os produtores e, tão importante quanto isso, a colheita de uma safra volumosa, a maior de todos os tempos, já na reta final. Para o presidente Luiz Lourenço, o crescimento é consequência da própria realidade da Cocamar, que hoje recebe 70% das safras em sua região (um dos índices mais altos do cooperativismo estadual), o que, a seu ver, permite medir a confiança dos associados. "Estamos crescendo de maneira sustentável, com absoluta segurança", comenta o presidente, que, em paralelo ao interesse e à alta participação dos produtores e seus familiares na vida da cooperativa, exalta o profissionalismo da equipe de colaboradores e a qualidade dos serviços oferecidos. (Imprensa Cocamar)
A cada ano, a estrutura da cooperativa recebe novos investimentos em ampliações e melhorias. Em Maringá, a indústria de óleos conta, desde fevereiro, com um novo extrator que dinamiza o processo de esmagamento de soja para a produção de óleo. A capacidade de produção é de 3,2 mil toneladas/dia, segundo informa a gerente de projetos Maura Moreira Quadros. O equipamento substituiu o antigo, que operava há 32 anos e absorvia 2,6 mil toneladas. Por sua vez, o sistema de armazenamento de grãos, também em Maringá, está ganhando 8 novos silos com capacidade para 6 mil toneladas cada. Tudo isso sem falar do pátio de triagem de caminhões, que tem capacidade para 250 veículos, e de dois tombadores para caminhões bi-trem. Em Iporã, a previsão é que a nova estrutura operacional para grãos, do município, fique pronta nas próximas semanas, incluindo quatro silos também para 6 mil toneladas cada.
Região de Londrina - Estão sendo entregues as primeiras estruturas de recebimento construídas em Warta, distrito de Londrina, e em Primeiro de Maio. Com isso, atende-se a uma demanda antiga dos produtores, que precisavam deslocar-se para municípios vizinhos para entregar a safra. Ao mesmo tempo, foram implementadas melhorias em outras unidades, como a instalação de tombadores para caminhões truck em Bela Vista do Paraíso e Alvorada do Sul. (Imprensa Cocamar)
''Em 1967, quando se criou o INPS (Instituto Nacional de Previdência Social), unindo todas as chamadas caixas de assistência, os médicos daquela época se sentiram traídos na sua visão de que a relação entre médico e paciente deveria ser direta, e não intermediada por terceiros. Só que isso veio de uma forma impositiva, de cima para baixo, na época do primeiro governo militar'', conta o presidente da Unimed Londrina, Issao Udihara.
Cooperativismo - Foi neste contexto que, em 1967, na cidade de Santos (SP), um grupo de médicos idealizou o sistema Unimed dentro do conceito de cooperativismo, como uma forma de preservar a ética médica em que acreditavam. ''O médico gerenciando a parte de relacionamento econômico com o paciente ou com a entidade a que o paciente pertence, mas mantendo por parte do paciente a livre escolha e, por parte do médico, a relação direta do seu paciente, sem intermediários.''
Autonomia - É por isso que as 376 Unimeds espalhadas pelo País se caracterizam como uma Cooperativa de Trabalho Médico. Cada unidade, no entanto, é autônoma para decidir, localmente, os rumos a serem tomados, explica Udihara. ''A experiência (de Santos) foi muito boa e começou a se espalhar pelo Brasil. Londrina foi a quinta experiência. Em 1971, foi fundada a Unimed Londrina por 57 médicos pioneiros.''
Gestão democrática - Outra característica do sistema de cooperativa é que, independentemente da importância de cada um dos cooperados, ''uma pessoa é um voto''. ''Torna-se muito mais democrático do ponto de vista de gestão.'' Além disso, as cooperativas operam em sistema de intercâmbio, por meio do qual o cliente pode ser atendido em qualquer outra Unimed do país.
Regulamentação - A partir de 1999, o governo regulamentou a Medicina Suplementar no Brasil criando a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). ''A partir daí, as cooperativas médicas que vendiam planos passaram a ser denominadas operadoras de planos de saúde'', lembra Udihara. ''Com muito orgulho, a Unimed Londrina é, sem sombra de dúvida, uma das melhores experiências em cooperativismo medico dentro destas 375 unidades'', finaliza. (Folha de Londrina)
A estabilidade representada pelos números destes 40 anos de atividade é resultado, segundo o presidente da cooperativa, Issao Udihara, da credibilidade adquirida no decorrer dos anos, da acessibilidade com a inclusão das classes C e D nos planos da cooperativa, e da remuneração digna dos profissionais - considerada uma premissa da operadora de saúde dentro da condição de cooperativa.
Credibilidade - ''A primeira palavra é credibilidade. A Unimed Londrina é uma empresa que goza da crença do londrinense de que é uma efetiva cooperativa de solução de saúde.'' Há quinze anos, a Unimed Londrina se mantém na primeira colocação na pesquisa Top Of Mind na categoria Planos de Saúde em Londrina. Pelo quarto ano consecutivo, a operadora também recebe o prêmio Top Posicionamento, de Londrina e região.
Planos acessíveis - Udihara acredita ainda que a acessibilidade é o que tem levado a operadora a conseguir bons resultados. ''Temos procurado atingir cada vez mais as classes C e D com a oferta de planos locais mais acessíveis ou de planos empresariais, sensibilizando o empresariado de que, para ele, compensa ter o funcionário saudável e com a família protegida.'' Já as ações sociais são uma forma de a cooperativa atingir as faixas mais excluídas da sociedade em parceria com a Prefeitura e com Oscips, observa Udihara.
Responsabilidade social - No último ano, a cidade sediou o Encontro Nacional de Responsabilidade Social do Sistema Unimed, destacando a cooperativa de Londrina no selo de Responsabilidade Social da Unimed do Brasil. O presidente acrescenta que, desde sua criação, a Unimed Londrina vem perseguindo os valores estipulados pela Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM) procurando dar remuneração digna aos atos médicos. Em 2010, a Unimed Londrina esteve entre as 23 operadoras de saúde do país a receberem nota dentro da faixa mais alta do Índice de Desempenho de Saúde Suplementar da ANS (IDSS). (Folha de Londrina)
De 2009 para 2010, o número de associados da Sicredi União, que congrega as regiões norte e noroeste do Paraná, cresceu 73% e as operações de crédito 500%. Esse crescimento expressivo e o grande potencial da região para o fortalecimento do cooperativismo de crédito têm motivado novos investimentos. Exemplo disso é a inauguração da maior unidade da Sicredi União, na última sexta-feira na Avenida Tiradentes, em Londrina, com mais de mil metros quadrados de área construída, onde funcionará a sede regional da cooperativa.
Dobro - Em 2010, a Sicredi União ampliou em 33% o número de associados, em comparação ao ano anterior, saltando de 33.903 para 46.966. O presidente da Sicredi União e conselheiro da Sicredi Participações S.A., Wellington Ferreira, adianta que até 2015 a unidade pretende dobrar a base de associados na região, chegando a 100 mil. ''Vamos continuar ampliando também o número de unidades'', garante. De julho de 2009, quando a Sicredi União chegou a Londrina, até janeiro deste ano, a unidade cresceu 116% em liberações de créditos. Já o número de associados evoluiu 70%, nesse mesmo período. Segundo Ferreira, Londrina oferece enorme potencial para o desenvolvimento do cooperativismo de crédito. ''Hoje temos 5% do mercado financeiro do município e nosso objetivo é ter 10% dos depósitos desse sistema'', diz.
Investimento - De acordo com o superintendente de desenvolvimento Henrique Baggio, para a instalação da sede da Sicredi União em Londrina foram investidos mais de R$ 20 milhões. ''Isto se deve à importância da cidade para todo o Estado, além do crescimento pujante da unidade em Londrina e região metropolitana'', justifica. ''O londrinense já tem uma percepção de como agir no cooperativismo, um pensamento muito parecido com os princípios do Sicredi. Sem dúvida, isso irá contribuir muito para o desenvolvimento da cooperativa na cidade'', estima.
Números - De 2009 para 2010, os ativos totais saíram dos R$ 503.433 milhões para R$ 624,938 milhões. No mesmo período, a expansão do número de unidades foi de 20%, passando de 51 para 61, enquanto o quadro de colaboradores cresceu 13%, de 390 para 440 integrantes. O volume de depósitos, evoluiu de R$ 267,117 milhões para R$ 325,392 milhões. Os recursos totais, por sua vez, passaram de R$ 410,202 milhões para R$ 503,254 milhões.
Mais dados - Na mesma comparação, as operações de crédito subiram de R$ 331,713 milhões para R$ 432,811 milhões; o crédito rural, de R$ 167,131 milhões para R$ 216,84 milhões; o crédito geral de R$ 108,889 milhões para R$ 139,150 milhões, e os recursos repassados pelo BNDES, de R$ 55,693 milhões para R$ 77,576 milhões. No ano passado, o patrimônio líquido da Sicredi União chegou a R$ 76,794 milhões contra R$ 68,509 milhões de 2009.
Diferenciais - A nova unidade oferecerá atendimento especializado para pessoas com deficiência, em parceria com a Prefeitura de Londrina. A intenção é que essa prioridade de atendimento comece por Londrina e depois se espalhe para as outras unidades, tornando-se um modelo para o Sistema Sicredi. Para tanto, além da adaptação do espaço físico, todos os colaboradores estão sendo treinados na Linguagem Brasileira de Sinais (Libras) e a agência terá um funcionário específico para atendimento especializado. Por ser uma cooperativa de livre admissão, qualquer pessoa física ou jurídica pode associar-se e usufruir dos produtos e serviços oferecidos. (Folha de Londrina)
A cada ano as cooperativas de crédito ampliam a soma dos seus ativos e o número de associados. O crescimento efetivo desse setor, que surgiu há cerca de 15 anos no Paraná, começou a ser verificado a partir de 1999. A expansão pôde ser fortemente observada em 2010. As perspectivas para o Paraná e Londrina são bastante positivas a partir da experiência do último ano. Segundo dados do Sistema Ocepar, o Paraná conta com 64 cooperativas de crédito. No ano passado, o total de recursos administrados ultrapassou R$ 4 bilhões; empréstimos e financiamentos superaram a ordem dos R$ 3 bilhões; o total de depósitos foi superior a R$ 1 bilhão e os ingressos totais chegaram a R$ 1,6 bilhão. As cooperativas do Estado somam 367.067 cooperados e 3.130 funcionários.
Estímulo - O presidente da Central Sicredi do Paraná e da Sicredi Participação S.A., Manfred Alfonso Dasenbrock, atribui essa expansão ao ''grande'' estímulo do governo por meio do Banco Central, que visa motivar a participação das cooperativas no sistema financeiro nacional. A expectativa do governo federal, segundo ele, é que as cooperativas cheguem a 10% de participação em 2011. ''As cooperativas de crédito são uma alternativa para concorrência em taxas e tarifas'', acrescenta. Outro fator que estimula o crescimento, conforme DasenbrocK, é o diferencial que as cooperativas oferecem aos associados, que são atendidos como donos, usufruem de produtos e serviços na mesma linha de um banco e ainda têm participação nos resultados.
Sistemas - No Paraná há três sistemas de crédito organizados em centrais: Sicredi, Sicoob e Unicredi. As cooperativas Sicredi estão filiadas à Cooperativa Central de Crédito do Paraná (Sicredi Central) e são acionistas do Banco Cooperativo Sicredi (Bansicredi). As cooperativas do Sicoob, por sua vez, atuam principalmente junto ao público urbano, estão filiadas à Sicoob Central Paraná e são acionistas do Banco Cooperativo Brasileiro (Bancoob). As Unicreds, formadas principalmente por profissionais da área da saúde, são filiadas à Unicred Central.
"Solteiras" - Além desses três sistemas, no Estado há também cooperativas de créditos urbano e rural não vinculadas às centrais, conhecidas como ''solteiras''.
Sicoob Norte do Paraná - A Sicoob Norte Paraná, que abrange três agências em Londrina, uma em Rolândia, uma em Ibiporã e outra em Assaí, também tem sentido o reflexo da adesão de associados em seus resultados. Em 2010, com relação ao ano anterior, os ativos totais da cooperativa cresceram 65% e o número de cooperados aproximadamente 30%. O diretor-presidente da cooperativa, George Hiraiwa, compara que o desempenho das cooperativas de crédito tem sido superior ao dos bancos da área financeira. ''Cada vez mais as pessoas estão conhecendo os benefícios que elas (cooperativas) trazem para o dia a dia das pessoas'', justifica.
Unicredi - A Unicred possui 16 agências no Estado, sendo duas em Londrina, 13 no Norte do Paraná e uma em Curitiba. A última unidade inaugurada, no ano passado, foi a Empresarial, em Londrina. De 2009 para 2010, o número de associados cresceu 9,6% e os ativos totais 35,1%.
Sicredi - A Sicredi, por sua vez, conta com 119 cooperativas espalhadas pelo Brasil, sendo 25 no Paraná e uma Sicredi União em Londrina. No País são 1.172 unidades do Sicredi, 347 no Estado, somadas a mais 61 da Sicredi União. O total de associados no território brasileiro é de 1,7 milhão, sendo 370 mil só no Paraná e 47 mil do Sicredi União. Em ativos, são R$ 16 bilhões no Brasil, R$ 3,5 bilhões no Estado e R$ 625 milhões da Sicredi União.
Serviços e produtos - As cooperativas de crédito podem oferecer aos seus associados empréstimos pessoais, financiamento de bens duráveis, conta corrente/cheque especial, poupança cooperativa comum, poupança cooperativa programada, recebimento de contas/débitos em conta. Também incluem suas atribuições: aplicações financeiras (recibo de depósito a prazo, recibo de depósito cooperativado com taxas pré e pós-fixadas), cartões de afinidade e de crédito, seguro de vida solidário, capitalização e saneamento financeiro. (Folha de Londrina)
A Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e a Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) divulgaram o resultado da agenda da semana, referente ao período de 14 a 18 de março, relativas às deliberações pertinentes ao cooperativismo no Congresso Nacional. A Assessoria Parlamentar da OCB também lembra que está disponível um novo canal de comunicação, acessível por meio do portal Brasil Cooperativo, o blog "OCB no Congresso" (http://ocbnocongresso.brasilcooperativo.coop.br), onde estão disponíveis os arquivos encaminhados por e-mail, além de notícias e produtos da Aspar-OCB. Clique aqui e confira a Agenda da Semana referente ao período de 14 a 18 de março
Agenda Legislativa - Nesta terça-feira (22/03), a OCB e a Frencoop realizam o lançamento da Agenda Legislativa do Cooperativismo 2011, em Brasília. No evento também acontece a reinstalação da Frencoop, com a presença de lideranças do movimento, parlamentares e representantes do governo federal e de outras instituições. A apresentação será feita pelos presidentes da OCB, Márcio Lopes de Freitas, e da Frencoop, deputado Zonta, respectivamente. O presidente do Sistema Ocepar, João Paulo Koslovski participa do lançamento. A Agenda Legislativa está em sua quinta edição e é uma iniciativa conjunta da OCB e da Frente. Ao todo contém 57 proposições de interesse do Sistema Cooperativista Brasileiro em tramitação na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. "Para atuar em defesa das cooperativas brasileiras, a OCB conta com o comprometimento dos parlamentares integrantes da Frencoop. No sentido de contribuir com esse trabalho, lançamos a Agenda Legislativa do Cooperativismo, que já se tornou referência e base para deputados e senadores. Essa articulação foi determinante para avanços importantes como, em 2010, nas discussões sobre a regulamentação das cooperativas de trabalho e o novo Código Florestal Brasileiro", ressalta o presidente da OCB. "Em 2011, além destes, diversos outros temas serão trabalhados e priorizados, entre estes o adequado tratamento tributário ao ato cooperativo, marco regulatório essencial para o desenvolvimento do setor", comenta Zonta, presidente da Frente. (Com informações da OCB)
Ao contrário do que ocorreu com o milho de verão, a área plantada para o milho safrinha, que ainda está em andamento neste mês de março, sofrerá um acréscimo de 15% em relação à safra passada. A expectativa é que ultrapasse 1,57 milhão de hectares. ''Sem dúvida já é um reflexo depois da elevação dos preços do grão. A produção estimada é de 6,86 milhões de toneladas, superando o ano passado, que ficou em 6,77 milhões'', comenta Margorete Demarchi, engenheira agrônoma do Deral.
Rendimento - Em 2010, o rendimento do milho safrinha ficou em torno de cinco mil quilos por hectare, com a estimativa de que em 2011 fique um pouco abaixo disso, cerca de 4,4 mil quilos. ''O plantio estava atrasado, em média 69% já foi cultivado (deveria estar entre 75% e 77%), mas já houve um avanço. No safrinha, o principal risco são as geadas'', aponta Margorete.
Zoneamento - O pesquisador do Iapar Pedro Chioga ressalta a importância de respeitar o zoneamento agroclimático para esta nova safra. ''Quem ultrapassar os limites do zoneamento, que segue até o final de março, pode enfrentar geadas e baixas temperaturas. A colheita está prevista para agosto. Na safra de verão, quando o preço começou a melhorar não deu tempo do produtor iniciar o plantio''.
Produtor - Samuel Faustino Romero Filho é produtor de soja e milho safrinha no município de Jataizinho. Ele está terminando de colher a oleaginosa e bem empolgado para iniciar o plantio do milho numa área de 120 hectares. No ano passado, sua produtividade ficou em 137,5 sacas por hectare. ''Acho que continuaremos com um nível de chuvas mais ou menos normal. Se os preços permanecerem neste patamar e eu mantiver esta produção está ótimo'', comenta o produtor.
Preço - Quando plantou o milho safrinha no ano passado, o preço estava em média R$ 15. Entretanto, Samuel segurou cerca de 80% da sua produção na cooperativa para vender em janeiro deste ano, quando o valor já ultrapassava a casa dos R$ 20. ''Apesar do alto custo de produção, a expectativa é boa. Vou colher no final de agosto e início de setembro e com boa lucratividade'', completa. (Folha Rural / Folha de Londrina)
A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, oferece novas variedades de trigo para a próxima safra. O cultivo começa a partir de abril na região Sul e nos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul.
Cultivares - Em Santa Catarina e no Paraná, maior produtor nacional do grão, os produtores têm a opção de cinco cultivares cujas sementes são comercializadas pela Embrapa Transferência de Tecnologia. Na última safra, a mais plantada delas foi a BRS 220. Essa variedade apresenta ciclo médio e palha forte, pertence à classe Trigo Pão e tem melhor desempenho em ambientes de temperaturas amenas e de boa fertilidade. Em sistema de rotação de culturas, o rendimento é excelente com reduzida aplicação de fungicidas.Utilizada pelos produtores do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, a BRS 208 é resistente às principais doenças do trigo, como a ferrugem da folha, as manchas foliares e os fungos. Apresenta qualidade industrial estável em diferentes ambientes e classifica-se como trigo Pão.
Pardela - A BRS Pardela é uma boa opção para a produção do tradicional pão francês devido ao alto teor de glúten, tenacidade e estabilidade de farinha. Também pode ser utilizada na fabricação de massa. A BRS Pardela apresenta boa resistência a fungos e à ferrugem da folha, moderada resistência à brusone e às manchas foliares. É indicada para áreas de alta fertilidade, onde pode apresentar bom rendimento de grãos.
Tangará - Outra variedade indicada para a fabricação de pão francês é a BRS Tangará, que tem resistência a fungos e à ferrugem da folha e apresenta melhor rendimento em locais com temperaturas mais amenas. Outra opção de cultivo para os agricultores é a BRS Albatroz, da classe Pão e com excelente potencial produtivo, lançada no ano passado em parceria com a Fundação Meridional.
BRS 210 - Para o estado de São Paulo, a cultivar mais indicada é a BRS 210, também desenvolvida pela Embrapa, que apresenta porte baixo e adapta-se bem tanto em sistema de cultivo de sequeiro quanto em condições irrigadas.
Guamirim - No Rio Grande do Sul, segundo maior produtor brasileiro de trigo, a cultivar da Embrapa mais plantada na última safra foi a BRS Guamirim. Essa variedade caracteriza-se pelo porte baixo e grande número de espigas por metro quadrado. Classificada como Trigo Pão, é indicada para panificação industrial e mesclas de farinha.
Outras variedades - Também da classe Pão, a BRS Tarumã serve tanto para produção de grãos, quanto para forragem voltada à alimentação animal. Por conta disso, é indicada para a integração lavoura-pecuária, principalmente leiteira. Lançada no ano passado, a BRS 327 apresenta várias características de interesse do produtor, como produtividade e sanidade. A cultivar é resistente às principais pragas e doenças da cultura, como manchas foliares e ferrugem da folha. A BRS 296 apresenta ciclo precoce, excelente sanidade e estabilidade produtiva, sendo classificada como Trigo Pão. Tanto ela como as variedades BRS Guamirim, BRS Tarumã e BRS 327 são comercializadas pela Embrapa Transferência de Tecnologia. (Mapa, com informações da Embrapa)