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A Unimed Paraná iniciou o Ciclo de Capacitação em Responsabilidade Social e Sustentabilidade, previsto para este ano. A primeira fase do ciclo aconteceu nos dias 21/02 (em Curitiba), 22/02 (em Cascavel), 24/02 (em Maringá) e 25/02 (em Londrina). Ministrado pelo consultor Leonardo Venâncio, da Fundação Unimed, e pelo analista Yuri Beltramim, da Federação Unimed PR, o ciclo tem como objetivo discutir, alinhar e afinar conceitos sobre Responsabilidade Social, Sustentabilidade e Gestão, para posteriormente apresentar e implantar uma metodologia de gerenciamento dos projetos de Responsabilidade Social e ferramentas de apoio às Singulares. Essa foi a primeira capacitação de uma série de cinco encontros que deverão acontecer até o mês de junho. (Assessoria de Imprensa Unimed Paraná)
Mais uma empresa anunciou apoio financeiro para a realização da Agroleite 2011. A fornecedora de equipamentos de ordenha DeLaval assinou o contrato de patrocínio Diamante para o evento. Também adquiriram cotas Diamante as empresas Nutron e Dekalb. Além de garantir a exposição expressiva da marca, a DeLaval vai montar dois estandes para receber seus clientes e prepara uma programação especial para a feira, que será realizada em Castro, no Paraná, de 8 a 12 de agosto.
A empresa - Presente em mais de 115 países, o grupo destaca o Agroleite como principal evento do calendário nacional da empresa e já organiza a vinda de produtores de outros países para visitar o Agroleite e conhecer a tecnologia empregada no Município, que ganhou destaque nacional em 2010 com o título de "capital nacional do leite". "É uma alegria para a DeLaval poder apoiar a Agroleite, seus organizadores e produtores. A busca pela excelência não tem linha de chegada, fato este observado no progresso consistente da região. A DeLaval estará trazendo produtores de toda America Latina para prestigiar a feira, visitar propriedades e participar dos eventos técnicos. Com certeza, a Agroleite é um evento de sucesso, para sempre", disse o diretor presidente da DeLaval na América Latina, Fabiano Amaro.
Cota Diamante - A cota Diamante é um tipo de patrocínio que permite ampla visualização e sobressai em todos os materiais de divulgação do evento (impressos, internet, rádio e televisão) garantindo que a presença e o investimento da empresa patrocinadora sejam ainda mais marcantes. (Com informações da Imprensa Castrolanda)
O secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, recebeu no dia 04 de fevereiro o chefe-geral da Embrapa Florestas, com sede em Colombo, Helton Damin da Silva, para discutir estratégias e ações articuladas para o desenvolvimento florestal do Estado. Foi a primeira reunião entre a Seab e Embrapa com o objetivo de envolver diversos segmentos para execução da proposta.
Presenças - Também participaram do encontro o diretor-geral da Seab, Otamir César Martins, o diretor do Deagro (Departamento de Desenvolvimento Agropecuário), Rômulo de Assis Lima, e os pesquisadores da Embrapa Floresta, Edson Tadeu Iede e Erich Schaitza, que já foi secretário executivo do Programa de Gestão Ambiental, da Secretaria da Agricultura.
Programa conjunto - De acordo com o chefe da Embrapa Florestas, a empresa já vem desenvolvendo algumas parcerias na área de pesquisas com outros Estados visando o desenvolvimento florestal. "Podemos estabelecer um programa conjunto envolvendo as Secretarias da Agricultura, do Meio Ambiente e a da Ciência e Tecnologia, além de outros segmentos - como cooperativas, universidades, associações de produtores florestais e outras instituições públicas e privadas - para mudar o quadro do setor florestal", disse Helton Damin da Silva.
Campo fértil - De acordo com ele, há um campo fértil para trabalhar essa ideia, e o Paraná pode sair na frente de outros Estados que também estão carentes de área florestal. O secretário Norberto Ortigara gostou da proposta e lembrou que faz parte do Programa de Governo do Estado fortalecer o setor florestal que tem como meta aumentar a área em 800 mil hectares.
Carência - "Há carência de madeira, seja para celulose, para a indústria moveleira ou para a construção civil, e é preciso rever essa situação com urgência", diz Ortigara. O Plano de Governo - observa - já prevê o incentivo de plantio de florestas na região noroeste e em outras áreas degradadas do Estado, envolvendo nesta missão a Emater e outras instituições. "A contribuição da Embrapa Florestas nesse momento é valiosa para dar consistência à esses projetos", explica o secretário.
Valor Bruto - O VBP (Valor Bruto de Produção) de Florestas em 2009 foi de R$ 2,8 milhões, o que corresponde a 7,65% do VBP total do Estado.
Nova reunião - No final do encontro ficou decidido que uma nova reunião deve acontecer ainda neste mês de março, com a participação de todo o setor produtivo florestal para a realização de um diagnóstico das necessidades, elaborar o programa de atuação conjunta e formalizar o início da parceria. (AEN)
Já o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou, nesta quinta-feira (10/03), que a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas deve somar 151,2 milhões de toneladas, quantidade 1,2% superior em relação à safra recorde de 2010 (149,5 milhões de toneladas). É o que indica a segunda estimativa do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) em 2011. A área a ser colhida em 2011, de 48,1 milhões de hectares, apresenta acréscimo de 3,3%, frente à área colhida em 2010. As três principais culturas, que somadas representam 90,5% da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas, o arroz, o milho e a soja, respondem por 82,3% da área a ser colhida e registram, em relação ao ano anterior, variações de +1,6%, +1,9% e +1,8%, respectivamente. No que se refere à produção, o arroz e a soja apresentam, nessa ordem, acréscimos de +12,7% e +0,7%, enquanto que o milho, decréscimo de -1,6%.
Regiões- Entre as grandes regiões, esse volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresenta a seguinte distribuição: Região Sul, 60,3 milhões de toneladas; Centro-Oeste, 55,1 milhões de toneladas; Sudeste, 16,5 milhões de toneladas; Nordeste, 15,1 milhões de toneladas e Norte, 4,2 milhões de toneladas. Comparativamente à safra passada, são constatados incrementos nas Regiões Norte, 4,5%, Nordeste, 27,6% e Centro-Oeste, 4,9% e decréscimos na Sudeste, 3,1% e Sul, 5,9%. Nessa avaliação para 2011 o Paraná retorna a posição de liderança na produção nacional de grãos, com uma participação de 20,0%.
Variação - Dentre os vinte e cinco produtos selecionados, treze apresentam variação positiva na estimativa de produção em relação ao ano anterior: algodão herbáceo em caroço (57,4%), amendoim em casca 1ª safra (6,6%), arroz em casca (12,7%), batata-inglesa 1ª safra (13,8%), batata-inglesa 2ª safra (12,1%), feijão em grão 1ª safra (30,5%), feijão em grão 2ª safra (17,4%), mamona em baga (59,4%), mandioca (5,8%), milho em grão 2ª safra (0,4%), soja em grão (0,7%), sorgo em grão (6,1%) e triticale em grão (17,8%). Com variação negativa: amendoim em casca 2ª safra (10,7%), aveia em grão (24,5%), batata-inglesa 3ª safra (5,3%), cacau em amêndoa (3,4%), café em grão (9,3%), cana-de-açúcar (9,3%), cebola (4,5%), cevada em grão (10,9%), feijão em grão 3ª safra (9,6%), laranja (2,6%), milho em grão 1ª safra (2,9%) e trigo em grão (18,3%).
Outros - O IBGE esclarece que, para os cultivos de segunda e terceira safras de alguns produtos e para as culturas de inverno (trigo, aveia, centeio e cevada) que, devido ao calendário agrícola, não permitem que se tenha ainda uma avaliação da produção, os dados correspondem às projeções obtidas a partir das informações ocorridas em anos anteriores. Mais detalhes em www. ibge.gov.br. (IBGE)
Mesmo com as crescentes restrições à compra de terras por estrangeiros, o Brasil segue representando peça-chave para a ampliação dos negócios de empresas agropecuárias da Argentina. No rastro de multinacionais como Los Grobo e El Tejar, que diluem riscos e multiplicam seu faturamento cultivando grãos nos países vizinhos, o Grupo Gaviglio quer ampliar sua movimentação de 400 mil para 1 milhão de toneladas de grãos expandindo sua atuação e entrando em território brasileiro.
Estabilidade econômica - A Expedição Safra Gazeta do Povo entrevistou os diretores do grupo numa de suas fazendas em Clucellas, pronvíncia de Santa Fé, a 530 quilômetros de Buenos Aires. Eles disseram que buscam no Brasil a estabilidade econômica e a coerência na política agrícola que não encontram em "casa". Neste ano, procuram uma forma de se estruturar no país com aquisições de terras ou parcerias com produtores e empresas. O Gaviglio vem atuando por meio de duas empresas na Argentina: a Cuatro Lunas, dedicada a atividades agropecuárias em áreas próprias e arrendadas, e a Gaviglio Comercial, que administra a compra de insumos e a venda da produção. A área de atividade abrange 22 mil hectares para agricultura e 17 mil para criação de gado - 20 mil próprios e o restante arrendado. Mas o alcance do braço comercial vai além dessas terras.
Áreas próprias - Do total de 400 mil toneladas de grãos movimentadas anualmente, apenas entre 15% e 20% são originadas em áreas próprias. Para chegar a 1 milhão de toneladas, será necessário crescer na Argentina e passar a atuar no Brasil, afirma Analía Gaviglio, diretora da Gaviglio Comercial. "Deixamos de ser uma empresa exclusivamente familiar para atuar de forma competitiva com participação de gestores externos. Isso é que permite esse salto", argumenta.
Diferenciais - O encarregado de traçar as estratégias do grupo, José Bonansea, toma como referência empresas que, além de atuarem na produção, se especializaram na comercialização de grãos e insumos e na prestação de serviços financeiros. Ele redesenha o grupo buscando diferenciais ante a concorrência. "Na Argentina, nosso diferencial é estar mais perto dos produtores do que dos terminais de embarque portuários como a maioria das empresas de logística e comercialização", cita. A área de atuação do Gaviglio se estende a um raio de aproximadamente 50 quilômetros de suas fazendas. Elas ficam a 250 quilômetros de Rosário, região que embarca 80% da soja e do milho produzidos na Argentina.
Volume - Para competir com gigantes do setor, o grupo tenta gerar volume de grãos cada vez maior, ganhando força de barganha, e se obriga a oferecer mais agilidade no transporte dos produtos agrícolas que o mercado. A capacidade de armazenagem ainda é pequena para o volume de grãos movimentados: 80 mil toneladas. Uma forma de ampliar a atuação seria arrendando mais terras na própria Argentina. No entanto, a instabilidade das políticas nacionais faz com que a atuação no Brasil se torne cada vez mais atraente, afirma Horacio Gaviglio, gerente da Cuatro Lunas. "Nossas leis de arrendamento estão mudando à revelia. A impressão que temos é que as decisões de governo são tomadas com tal improviso que geram o caos", reclama.
Próximos anos - As multinacionais agropecuárias de origem argentina consideram que o Brasil tem 30 milhões de hectares para expandir sua produção de grãos nos próximos anos - área maior que toda a extensão dedicada atualmente à soja (24 milhões de hectares). As terras cultivadas no Brasil pelos grupos argentinos El Tejar, em Mato Grosso, e Los Grobo, concentrado no Nordeste, somam 240 mil hectares, correspondentes a 1% dos campos cobertos pela oleaginosa, principal cultivo brasileiro. Nessa área, as duas empresas colhem no Brasil mais de 2 milhões de toneladas de grãos por ano.
Seguradora sonda mercado do PR - O grupo argentino Sancor Seguros, que vem sondando o mercado brasileiro desde o ano passado com um escritório em Campinas (SP), decidiu se instalar em Curitiba ainda neste semestre para expandir seus negócios no Brasil a partir dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A empresa, que funciona como uma cooperativa, chegou há seis anos ao Uruguai e há quatro anos à Bolívia e ao Paraguai, onde é líder em seguros agrícolas.
Brasil - O mercado de seguro agrícola será o foco da Sancor também no Brasil. Os investimentos totais ainda não foram definidos. Num primeiro momento, a empresa vai buscar parcerias com organizações ligadas ao agronegócio, para em seguida buscar espaço no setor de garantia à produção. Para a cooperativa, o país tem um amplo mercado a ser explorado. A Sancor considera que, na Argentina, perto de 55% da área de produção de grãos é assegurada enquanto, nas lavouras brasileiras, esse porcentual não chega a 15%.
Liderança - Com faturamento de US$ 1 bilhão em 2010, a empresa alcançou a liderança na Argentina vendendo principalmente contratos de seguro agrícola contra granizo. No Brasil, deverá oferecer cobertura também a riscos como seca, inundação e geada, como fazem as seguradoras que já operam no país. O presidente do grupo, Raúl Colombetti, avalia que nem todos os riscos têm cobertura viável do ponto de vista das seguradoras, mas considera que uma parcela maior que a atual das plantações brasileiras pode ser garantida.
Habilitação - A empresa tentará se habilitar junto ao programa nacional de subvenção ao seguro agrícola, que custeia até 70% do prêmio ao produtor, no caso do trigo. O risco de corte na subvenção - de R$ 400 milhões para R$ 200 milhões - não vai afetar os planos da Sancor, afirma o gerente de Seguros Agropecuários, Carlos Hoffmann. O seguro tende a ser adotado como uma ferramenta da política agrícola, defende o operador de Seguros Agropecuários Andrés Martino.
Nova sede - Em Sunchales, na província argentina de Santa Fé, a Sancor inaugura nesta semana nova sede com área de 16 mil metros quadrados e investimento de US$ 33 milhões. Conforme os diretores da cooperativa, 600 pessoas vão trabalhar no local. Entre os dias 4 e 9 de abril, os executivos vão percorrer o Paraná para conhecer melhor a estrutura das cooperativas e das unidades de produção do estado. (Caminhos do Campo / Gazeta do Povo)
As exportações brasileiras de carne suína tiveram incremento em volume e receita em fevereiro na comparação com o mesmo período do ano passado, mas o número ficou aquém do esperado, informou nesta quarta-feira a associação que reúne produtores e exportadores do setor (Abipecs). Os embarques aumentaram 7,62 por cento em volume, para 39 mil toneladas, na comparação com fevereiro do ano passado, também ficando acima das 34,8 mil toneladas exportadas em janeiro.
Recuo - Contudo, o volume embarcado no acumulado do ano recuou para 73,8 mil toneladas, queda de 1,97 por cento sobre o primeiro bimestre de 2010. "Não se iniciou, portanto, o movimento de ampliação das exportações, que, esperamos, ocorra mais adiante", disse em comunicado Pedro de Camargo Neto, presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs).
Destinos - Os principais destinos no período foram Rússia, Hong Kong, Argentina, Angola e Cingapura, desbancando a Ucrânia que figurou entre os grandes compradores no mesmo período do ano passado. A receita com as vendas externas de carne suína em fevereiro subiu 20 por cento, para 100,58 milhões de dólares, contra 83,8 milhões de dólares de igual mês no ano passado. A Abiec destaca que a tendência de elevação dos preços prevalece e aponta um aumento de 11,5 por cento no preço médio da tonelada embarcada no mês passado, se comparado ao mesmo mês de 2011.
China - Em nota, a Abiec disse ter expectativas positivas com a visita à China da presidente Dilma Rousseff, prevista para o início de abril. Em Pequim, "espera-se que na reunião bilateral entre os presidentes do Brasil e da China a habilitação dos frigoríficos brasileiros de carne suína seja finalizada, permitindo o início imediato de exportações", afirmou Camargo Neto em nota. (Reuters / Gazeta do Povo)
Nos últimos 33 anos, os valores médios do café no mercado internacional nunca estiveram em um patamar tão elevado. O indicador de preços medido pela Organização Internacional do Café (OIC), que leva em conta os valores dos cafés suaves colombianos, suaves de outras origens, os naturais brasileiros, o café robusta e também as cotações de Nova York, fechou fevereiro a US$ 2,1603 por libra-peso, o maior nível desde 1977.
Janeiro - E essa valorização não é de hoje. Em janeiro deste ano, o indicador da OIC já havia alcançado o valor mais alto em 17 anos. Mas, sem qualquer sinal de retração da demanda, de aumento explosivo da oferta ou sequer de influência negativa de outros mercados, o café parece ainda não ter encontrado um fator de resistência que possa interromper sua escalada.
Preços - Em seu relatório mensal, a própria OIC reconhece que nem mesmo o aumento da safra de café no Brasil, maior produtor mundial, está sendo capaz de limitar o aumento dos preços. Segundo a OIC, as cotações seguem sustentadas na baixa disponibilidade da variedade arábica - de melhor qualidade - no mercado internacional e também pelo crescente consumo do produto, em especial no Brasil, atual segundo maior consumidor global.
Terceira alta - Diante da atual conjunta, os preços em Nova York tiveram a terceira alta consecutiva e já se aproximam dos US$ 3,00 por libra-peso. Ontem, os contratos com vencimento em maio fecharam o dia a US$ 2,9485 por libra-peso, ganho de 765 pontos, ou 2,66%. Com níveis tão atrativos, as exportações crescem em um ritmo superior à capacidade de produção. Dessa forma, os estoques nos países exportadores, segundo a OIC, estavam em 13 milhões de sacas em outubro do ano passado, primeiro mês da safra 2010/11. "Nos países importadores os estoques eram de 18,3 milhões de sacas em dezembro de 2010", diz o relatório da OIC. (Valor Econômico)
Após aumentarem quase 30% no ano passado, os investimentos no segmento de fertilizantes deverão bater um novo recorde histórico no país em 2011. Liderados pela Vale e mais concentrados na ampliação da oferta de nutrientes derivados do fosfato, os aportes poderão superar a marca de R$ 1,5 bilhão, segundo estimativas de mercado.
2010 - Em 2010, quando o faturamento líquido da indústria alcançou cerca de US$ 11,2 bilhões, a Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda) identificou pelo menos US$ 646 milhões em manutenção e expansão da oferta - ou pouco mais de R$ 1,1 bilhão, segundo conversão realizada pelo Valor Data. Como já informou o Valor, Vale e Petrobras (cujo foco está em nutrientes derivados do nitrogênio) responderam por 80% do montante do ano passado, conforme fontes do segmento.
Investimentos - Com R$ 667 milhões, 68% mais que em 2009, a Vale puxou os investimentos no ano passado, confirmando as expectativas que gerou em janeiro, quando comprou os ativos minerais de fertilizantes da Bunge no Brasil e assumiu o controle da Fosfertil, maior fabricante de matérias-primas para adubos do país.
Aportes totais - Como em 2011 apenas os aportes da Vale Fertilizantes deverão subir para R$ 1,25 bilhão, segundo relatório de resultados operacionais e econômicos resumidos divulgados pela empresa em 25 de fevereiro, é quase "barbada" no mercado que os aportes totais vão superar R$ 1,5 bilhão. E, dependendo do ritmo do projeto que a Petrobras desenvolve em Mato Grosso do Sul, o valor previsto poderá aumentar de forma expressiva.
Licença prévia - A petroleira recebeu recentemente do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) a licença prévia ambiental para a fábrica que pretende erguer no município de Três Lagoas a partir de investimentos totais estimados em cerca de US$ 2 bilhões. Terceira Unidade de Fertilizantes Nitrogenados (UFN) da Petrobras no país, e a maior delas, a fábrica produzirá ureia e amônia e deverá estar concluída em 2014.
Petrobrás - No fim de fevereiro, a Petrobras informou que as obras de terraplenagem no município sul-matogrossense deverão começar em abril e que a construção da unidade em si deverá ter início em setembro. A empresa também lembrou que tem outros dois projetos em andamento com impacto em fertilizantes, em Linhares (ES) e Uberaba (MG).
Orçamento - No caso da Vale Fertilizantes, o orçamento de investimentos prevê que R$ 756 milhões do montante total projetado servirão para financiar os investimentos de capital, R$ 482 milhões serão aplicados na "sustentação de projetos correntes" e R$ 12 milhões irrigarão projetos da área de pesquisas e desenvolvimento. Ainda segundo o relatório de resultados divulgado recentemente pela empresa - que foi procurada pelo Valor, mas preferiu não conceder entrevista -, os principais projetos de capital programados para este ano estão em Patrocínio/MG (R$ 621 milhões), Uberaba/MG (R$ 80 milhões), Cubatão/SP (R$ 18 milhões) e Araxá/MG (R$ 13 milhões).
Patrocínio - Desses, o maior e já em andamento é o de Patrocínio, que envolve exploração e produção de fosfatados e foi orçado inicialmente em US$ 2 bilhões. A Vale também tem projetos nas áreas de nutrientes derivados do potássio e do nitrogênio, mas de menor porte. Investimentos da mineradora no exterior não estão incluídos no pacote de R$ 1,25 bilhão.
Abertura de capital - Com os aportes programados no país, a Vale Fertilizantes, que planeja abrir o capital no segundo semestre deste ano, projeta ampliar sua capacidade de produção em mais de 40% até 2014, atendendo à demanda do governo e dos agricultores, que querem ver reduzida a dependência brasileira de fertilizantes importados, que ainda ronda 70%. (Valor Econômico)
Para evitar o aumento da fila de caminhões na BR-277, a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) suspendeu ontem a emissão de senhas do Carga On-Line, sistema que gerencia o fluxo de veículos até o porto. O programa estabelece cotas diárias de recebimento de caminhões de acordo com o espaço livre para armazenagem dos grãos. Os caminhões só deixam a origem em direção ao litoral quando já têm uma senha determinando o local e a data do desembarque.
Caráter emergencial - De acordo com o superintendente do porto, Airton Maron, a medida tem caráter emergencial e deve ser mantida até que haja a regularização dos embarques. "Assim que a chuva parar voltaremos a liberar as senhas. Isso deve durar um dia", prevê o executivo. Por outro lado, quem acompanha de perto os embarques no porto paranaense não acredita em uma solução tão rápida para o problema. "Nenhuma safra é igual a outra. Sempre tivemos fila no porto e esse gargalo não é tão simples de resolver quanto parece", analisa Maurício Silva Xavier, sócio da Gransol, operadora portuária que movimenta 1,5 milhão de toneladas de grãos anualmente.
Carregamento - O superintendente do porto revela que o último navio a deixar a Baía de Paranaguá levou seis dias para ser carregado, quase cinco dias a mais que o considerado padrão. Mas, segundo Xavier, o tempo de carregamento dos navios tem sido maior do que estima a administração do porto. "Vi dois navios levando dez dias entre atracação e saída. Esse processo deveria durar, no máximo, quatro dias", descreve.
Capacidade - Em condições normais de clima, o porto paranaense embarca 100 mil toneladas de grãos por dia - carga equivalente a cerca de 3,3 mil caminhões. O volume atual, porém, tem sido de 20 mil toneladas por dia. A Appa atribui essa redução às constantes chuvas, que elevam o risco de apodrecimento caso a carga seja embarcada com umidade.
Atraso - O atraso no carregamento dos produtos atrapalha não só a partida dos navios já atracados, mas também a chegada dos que aguardam autorização para atracar. De acordo com a Appa, nesta quarta-feira (09/03) havia 16 navios ao largo aguardando autorização para serem carregados com soja, milho, trigo e farelo. Outros três estão em processo de carregamento no porto, com muita lentidão.
Caminhões - Consequência dessa situação, a quilométrica fila de caminhões persistia na tarde desta quarta-feira na BR-277, desta vez com 29 quilômetros de extensão. Além das chuvas, o superintendende do porto diz que o episódio está atrelado à concentração da colheita da safra brasileira de grãos. "Estamos colhendo com atraso uma safra muito grande e muito vendida. Tem muita soja para ser escoada ao mesmo tempo. Isso explica o tumulto nos principais portos do país", diz o analista da Informa Economics FNP Aedeson Pereira.
Aglutinação - Segundo a consultoria, até o fim do mês passado 51,5% da produção brasileira da oleaginosa havia sido comercializada. Na mesma época do ano passado, esse índice era de 35%. "O line up dos portos está gigantesco. Haverá aglutinação em março porque o que não foi cumprido em fevereiro terá de ser escoado neste mês", avalia Pereira.
Investimentos - Puga destaca que a ampliação da formação bruta de capital fixo no país cresceu muito nos últimos anos, com a colaboração do BNDES. Os investimentos que contaram com a colaboração do banco oficial chegaram a R$ 987 bilhões entre 2006 e 2009. Esse montante deve subir, segundo o presidente do banco, Luciano Coutinho, para R$ 1,6 trilhão até 2014. "A concessão de empréstimos pelo BNDES, que atende todos os setores, ocorre com grande controle, o que gera um nível de inadimplência mínimo, 0 2% em 2010 e 2009", disse Puga. (Gazeta do Povo)
A produção industrial do Paraná cresceu 9% em janeiro, em relação a dezembro, ficando bem acima da média nacional (0,2%). O resultado foi o segundo melhor do País, atrás do Espírito Santo (9,4%), mas à frente de Bahia (2%) São Paulo (0,7%), Santa Catarina (-0,4%), Minas Gerais (-1,2%), Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul (-2,3%). No acumulado dos últimos 12 meses, o avanço do Paraná foi de 14,8%, também acima da média nacional (9,4%). Os dados foram divulgados na sexta-feira (04/03), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Paraná Competitivo - Para o secretário da Indústria, do Comércio e Assuntos do Mercosul, Ricardo Barros, o recente lançamento da nova política fiscal do Estado com o programa Paraná Competitivo vai criar condições para a manutenção dos índices positivos: "Temos hoje uma política fiscal flexível e inteligente para atrair investimentos nacionais e internacionais. Da mesma forma vamos dar total suporte aos empresários já instalados aqui no Estado". Ricardo lembra que o Paraná Competitivo já começou a mostrar resultados. Na quarta-feira, o governador Beto Richa assinou protoloco de intenções com a empresa Potencial Petróleo para a construção de uma usina de biodiesel na Lapa, com investimentos de R$ 87 milhões e a geração de pelo menos 120 empregos diretos. "Esse foi o primeiro empreendimento do Paraná Competitivo, mas já temos outros 11 autorizados, que somam mais de R$ 265 milhões de investimentos e devem abrir mais de 3,5 mil postos de trabalho", detalha Ricardo Barros.
Setores - Entre os setores com resultado positivo na comparação de janeiro com o mesmo mês do ano anterior, destacam-se edição e impressão (115,2%), madeira (18,8%), produtos de metal (14%), minerais não metálicos (13%), mobiliário (12,2%), bebidas (10,4%), alimentos (9,3%), veículos automotores (8,3%), celulose e produtos de papel (2,5%), refino de petróleo e álcool (1,5%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (1,4%). Apresentaram resultados negativos os segmentos de máquinas e equipamentos (-2,2%), borracha e plástico (-5,1%) e outros produtos químicos (17,2%).
Destaques - De acordo com Fernando de Lima, pesquisador do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), a produção de materiais didáticos, automóveis, móveis e madeira, derivados da soja, rações, café solúvel, cimento e massa de concreto foram os produtos que mais se destacaram. Ricardo Kureski, pesquisador do Ipardes e professor da PUC-PR, acrescenta que o crescimento da produção da indústria de produtos de madeira se deu pelo aumento do volume exportado. Comparando-se janeiro de 2011 com janeiro de 2010, a produção industrial paranaense cresceu este ano 18,4%, enquanto na média nacional o crescimento foi de 2,5%. (AEN)
Representantes do governo e do setor produtivo do Paraná organizaram uma comitiva e foram a Brasília pedir agilidade na votação das alterações do Código Florestal. As lideranças se preocupam que a nova lei entre em vigor em junho deste ano sem as alterações propostas pelo relator Aldo Rebelo. O presidente da Federação da Agricultura do Paraná (Faep), Ágide Meneguette, destacou a necessidade de aprovação do documento e fez um apelo aos deputados para que o tema seja encaminhado ao plenário da Câmara com prioridade. "O decreto federal sobre o Código Florestal já foi prorrogado por duas vezes, em julho e dezembro de 2009. Isso tem causado uma incerteza muito grande nos agricultores, que não sabem o que fazer diante dessa situação", completou o presidente da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), João Paulo Koslovski. O secretário da Agricultura do Paraná, Norberto Ortigara, afirmou que a falta de uma solução para a questão é prejudicial aos produtores e tem representado ainda um acúmulo de trabalho nos órgãos públicos vinculados à secretaria de Meio Ambiente. (Caminhos do Campo / Gazeta do Povo)
A contagem é regressiva para uma das mais importantes votações no Legislativo nacional dos últimos anos quando se trata de agronegócio. O Plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília, deve votar na segunda quinzena de março o Projeto de Lei do Código Florestal (PLCF), alterando a legislação que está em vigor há 45 anos. Em 2009, uma Comissão Especial da Câmara Federal foi criada para discutir de forma homogênea todos os projetos de lei que tratavam da reforma, cujo relator é o deputado Aldo Rebelo (PC do B/SP).
Audiências públicas - Até que o relatório fosse aprovado, foram realizadas mais de 60 audiências públicas em diversos estados do País para discutir o Projeto de Lei, na busca de provar que agora será possível aliar o aumento da produção agropecuária com a preservação ambiental. Porém, tanto os ambientalistas quanto os ruralistas ainda estão longe de chegar a um consenso em relação à reforma. Entre os pontos que causam maior embate estão a suspensão dos crimes ambientais, a isenção de Reserva Legal (RL) para imóveis com até quatro módulos, a alteração do critério que fixa o ponto de partida para as Áreas de Preservação Permanente (APPs) e a compensação de áreas desmatadas em um estado por áreas de floresta ou bacias hidrográficas em outros estados.
Prazo - Junto a esses entraves há mais um problema: já está em vigor um decreto editado pelo Governo Federal que estipula que a partir do dia 13 de junho todas as obrigações relacionadas à RL (80% de mata nativa na Amazônia, 35% no Cerrado e 20% nas demais regiões) passam a ser totalmente exigidas. Ou seja, caso o projeto não seja votado até essa data (independentemente do texto final), grande parte dos produtores ficará na ilegalidade. ''Todas as atividades realizadas em propriedades que não atenderem as exigências de RL poderão ser consideradas ilegais, o que pode gerar a aplicação de pesadas multas, a interdição de áreas de lavoura, o bloqueio de financiamentos bancários para as atividades agropecuárias, entre outras punições'', explica Leonardo Papp, consultor jurídico da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e integrante das discussões na Comissão Especial da Câmara Federal.
Adequação - Papp ressalta que a discussão em torno da RL é mais intensa devido à impossibilidade prática da maioria das propriedades rurais se adequarem à legislação em vigor. ''Um estudo da Universidade de São Paulo indica que para atender às exigências de RL e APP na legislação atual, seria necessário promover a recomposição florestal numa área de 87 milhões de hectares, atingindo uma grande quantidade de terras já utilizadas para a realização de atividades agropecuárias''. (Folha Rural / Folha de Londrina)
A Caixa Econômica Federal vai oferecer às mulheres, entre quarta e sexta-feira (09 e 11/03), serviço de inscrição gratuita no Cadastro de Pessoa Física (CPF), em todas as agências do banco. A iniciativa faz parte de comemoração ao Dia Internacional da Mulher, festejado nesta terça-feira (08/03). Segundo a Caixa, o objetivo é possibilitar a inclusão das mulheres às políticas públicas do governo federal: Programa Fome Zero, Bolsa Família e o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), além de facilitar o acesso à inclusão bancária e ao microcrédito. As informações são da Agência Brasil. (Agencia Estado)
Em 5 de março comemora-se o Dia da Integração Cooperativista. A data serve para promover a integração entre os cooperativistas e cooperativas, além de difundir os princípios da doutrina. Olhando internamente e projetando-se para o exterior, o programa Conheça sua Cooperativa, implantado há quatro anos, foi uma forma encontrada pela Unimed Curitiba para promover a integração cooperativista e difundir seus conhecimentos aos seus associados e, a partir deles, disseminar os princípios do cooperativismo para a sociedade, principalmente através da boa prática de uma medicina de qualidade, praticada sob a égide de profissionais altamente qualificados.
Peculiaridades - O programa, além de contribuir para a melhoria da qualidade da cooperativa, também permite que os associados entendam as peculiaridades de uma operadora de planos de saúde, assim como o funcionamento e a gestão do empreendimento, despontando de forma positiva para a cooperativa. O programa Conheça sua Cooperativa atendeu, desde a sua criação, em 2007, 834 médicos cooperados. Somente em 2010 foram 178 cooperados participantes.
Data - Neste dia tão importante para a Unimed Curitiba e para muitas outras organizações, é sempre bom relembrar duas datas importantes que marcaram o surgimento do cooperativismo: em 1844, na Inglaterra, surge a 1ª cooperativa, criadas por tecelões; em 1847, os movimentos cooperativistas começam a se formar no Brasil, através dos imigrantes europeus do norte do Paraná.
Democracia e participação - Desde o princípio, as organizações cooperativistas são regidas de forma democrática e participativa, de acordo com o que é estabelecido por seus integrantes. A estrutura organizacional chama a atenção, uma vez que podem ser aplicadas a qualquer área, oferecendo uma solução eficiente para muitos problemas sociais e econômicos enfrentados por boa parte da sociedade. (Unimed Curitiba)
Para 2011, a Alcopar oferece mais um curso de aperfeiçoamento destinado aos engenheiros agrônomos e técnicos agrícolas que atuam na área de tratos culturais das usinas e cooperativas conveniadas. Tendo como tema "Matologia e Herbicidas na Cultura da Cana-de-Açúcar", conta com o apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop PR), Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) que integram a Rede Interuniversitária para Desenvolvimento do Setor Sucroalcooleiro (Ridesa).
Vagas - Serão 30 vagas para agrônomos e 30 para técnicos agrícolas com dez aulas, totalizando 80 horas/aulas, ministradas separadamente. O conteúdo, entretanto, é basicamente o mesmo. Como parte do programa, serão abordados conteúdos como: botânica e ecologia das plantas daninhas, herbicidas, tecnologia de aplicação, controle das plantas daninhas na cultura da cana, manejo destas em cada unidade (prática de campo) e legislação e receituário agronômico.
Herbicidas e manejo - "Ao final do curso, o aluno será capaz de compreender os princípios de manejo e da tecnologia de aplicação de herbicidas e suas implicações na produtividade da cana-de-açúcar", afirma Edelclaiton Daros, coordenador do curso e professor doutor da UFPR. O objetivo, ressalta, é que os profissionais tenham subsídios necessários para identificar, planejar e ter respostas a problemas relacionados com aplicação de herbicidas e manejo, fazendo uma recomendação estritamente técnica.
Aulas - As aulas têm início no dia 15 abril e vão até dezembro. As inscrições podem ser feitas até o dia 10 de abril na Alcopar (44) 3225-2929 ou pelo site www.alcopar.org.br.(Jornal Paraná)
Começa nesta quinta-feira (10/03), em Umuarama, no Parque Dario Pimenta Nóbrega, uma das exposições agropecuárias mais importantes do Estado. Promovida pela Sociedade Rural, a 37ª Expo-Umuarama, que vai até o dia 20, tem o desafio de ser a maior de todas as edições já realizadas. A Cocamar é uma das 300 empresas participantes do evento, com um estande direcionado principalmente a pecuaristas.
Elite - O presidente da Sociedade Rural, Juninho Peres, afirma que a feira "vai começar em grande estilo". Além de receber em suas baias a elite da pecuária regional, de um rebanho majoritariamente zebuíno que se coloca entre os melhores do país, a realização também dará ao público a oportunidade de tomar contato com os mais variados produtos e serviços. Um dos destaques da programação é a 8ª Olimpíada do Leite, evento técnico voltado para a pecuária leiteira, reunindo produtores e animais de todo o Estado.
Leilões - Os leilões também são um dos pontos fortes da Expo-Umuarama. "Em um momento muito favorável, a expectativa é que a programação de leilões seja um grande sucesso de comercialização", afirma Peres. (Cocamar, com assessoria de imprensa da Expo-Umuarama)
Numa safra de clima seco e irregular, a Argentina mostra por que seus solos estão classificados entre os melhores do mundo para a agricultura. Os pampas da região central e do leste do país atravessaram dois meses sem chuvas no fim do ano passado, mas estão cobertos de lavouras vigorosas. O início da colheita, acompanhado pela Expedição Safra Gazeta do Povo na última semana, derruba as previsões pessimistas sobre o rendimento das lavouras de milho e soja. O cereal não se recuperou totalmente, mas deve render perto de 20 milhões de toneladas. E a oleaginosa, que no final de 2010 chegou ter safra estimada em 45 milhões de toneladas, tende a passar de 50 milhões.
Limite - "Voltou a chover quando as lavouras estavam no limite. Haverá perda expressiva no milho, mas a soja se recuperou bem e pode chegar perto do recorde do ano passado, graças às chuvas e ao solo fértil", avalia o agrônomo Robson Mafioletti, da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), que acompanhou a Expedição no percurso de 2,5 mil quilômetros em território argentino. Ele acrescenta que a maior parte das plantações de soja ainda depende de um mês de clima equilibrado, com 60 milímetros de chuvas.
Segunda melhor safra - Confirmado o resultado, esta será a segunda vez que a Argentina atinge 50 milhões de toneladas de soja. A primeira foi na safra passada, com a marca de 54 milhões, alcançada depois de 15 anos de ampliação das lavouras. Em uma década e meia, as plantações foram triplicadas, uma expansão em velocidade maior que a registrada nos dois países líderes na produção de soja: o Brasil dobrou e os Estados Unidos ampliaram a área da oleaginosa em 21% nos últimos 15 anos.
Incremento - Considerando que as lavouras de soja argentinas tiveram incremento de 300 mil hectares nesta safra - chegando a 18,3 milhões de hectares -, a perda climática será de aproximadamente 4 milhões de toneladas. "Apesar dos problemas que atrasaram o plantio e prejudicaram a fase inicial de desenvolvimento das plantas, o país terá uma safra muito boa, numa demonstração da grande capacidade de recuperação da soja", afirma o técnico e coordenador da Expedição Safra, Giovani Ferreira. A produtividade média deve ser de 2.750 quilos por hectare - 250 quilos acima da média mundial.
Milho - Quatro milhões de toneladas é também o tamanho da redução admitida para o milho, que ocupa 4,1 milhões de hectares - 400 mil a mais que em 2009/10. "Como ocorre normalmente, parte dessa área é destinada à silagem para alimentação animal. Neste ano, aproximadamente 800 mil hectares terão esta destinação e, por isso, não entram nessa conta", pondera Mafioletti. A produtividade da área colhida deve ser de 6 mil quilos por hectare, apenas 200 quilos a menos que a de um ano atrás, quando saíram dos campos argentinos 22,7 milhões de toneladas de milho. Neste ano, o país deve lançar no mercado 19,8 milhões de toneladas do cereal, estima a Expedição Safra.
Colheita - O prestador de serviços Matteoni René, que atua na região de Pergamino, 240 quilômetros a oeste de Buenos Aires, se prepara para iniciar a colheita de verão de seus clientes em 4 mil hectares. Ele afirma que, em geral, os produtores argentinos terão bons rendimentos, apesar dos problemas com a falta de água nos últimos meses de 2010. O milho, calcula, deve render menos que no ano passado, com médias entre 6 mil e 10 mil quilos por hectare. Para a soja, prevê rendimentos entre 2,5 mil e 3 mil quilos por hectare.
Produtividade - Um dos primeiros produtores a colocarem as colheitadeiras para trabalhar, Cláudio Scaglia, de Loma Alta, província de Santa Fé, vem registrando produtividade maior do que previa para o milho. Ele comemora a colheita de 7 mil quilos por hectare, índice inferior ao do ano passado, mas bem acima do que a lavoura prometia depois da seca de outubro a dezembro. Para não alimentar falsas esperanças, chegou a cogitar rendimento de 5 mil quilos por hectare, 4 mil a menos do que obteve no verão de 2010.
Renda - Considerando a quebra climática, Scaglia avalia que a renda do milho neste ano vai empatar com os custos totais, que correspondem a 7 mil quilos de cereal por hectare, incluindo 2,4 mil quilos para remuneração pelo uso da terra. Ele está entre os produtores que relatam os custos mais elevados na Argentina, equivalentes a R$ 2,2 mil por hectare, o equivalente ao que gastam os produtores brasileiros do Paraná.
Lucro - O lucro neste ano virá da soja, assegura Scaglia. O produtor dedica área seis vezes maior (600 hectares) à oleaginosa, de onde espera retirar 3 mil quilos por hectare. "Teremos rendimento próximo do registrado ano passado, mesmo sem ter semeado soja de alto potencial (que exige clima equilibrado) diante dos prognósticos de seca." Ele escolheu variedades com potencial médio, mais resistentes a estiagens. As lavouras de soja suportam mais de dez dias de sol sem alterações. Porém, o resultado ainda depende de umas três boas chuvas, considera. (Caminhos do Campo / Gazeta do Povo)
Os solos férteis e planos que ajudam a Argentina a se sustentar como um dos maiores players do agronegócio mundial são também o principal diferencial competitivo do país vizinho em relação ao Brasil. Além de conferir às plantas maior potencial de recuperação após períodos de estiagem, também reduzem os custos de produção, pois permitem que o agricultor invista menos em fertilizantes. Produtores argentinos ouvidos pela Expedição relatam que, para cultivar um hectare de soja, gastam em média US$ 200, valor que sobe a US$ 300/ha quando a opção é pelo milho. "No Paraná, o produtor precisa desembolsar o dobro disso", compara o agrônomo Robson Mafioletti, da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar).
Rentabilidade - Mas, mesmo com custos menores, a rentabilidade da safra do país vizinho deve ser parecida com a dos brasileiros neste ano, calcula Mafioletti. Problemas internos como falta de apoio do governo corroem parte da renda dos argentinos. A política das retenções, por exemplo, abocanha 35% do lucro com a venda da soja, 18% do milho e 23% do trigo, relatam os produtores.
Arrendamento - Em um país onde 65% dos grãos são produzidos em terras alugadas, o custo do arrendamento também é um entrave ao crescimento. Pago anualmente, o aluguel de um hectare produtivo consome entre 1,4 mil e 2 mil quilos de soja nos pampas centrais da Argentina. Isso eleva o custo direto do produtor para 6 mil quilos/ha no caso do milho e para 1,3 mil quilos na soja, calcula o consultor Elio Mochini, de Pergamino, província de Buenos Aires. (Caminhos do Campo / Gazeta do Povo)