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Os efeitos das mudanças climáticas na produção agrícola será um dos temas discutidos pelos ministros da Agricultura do Cone Sul, em encontro que acontece em Buenos Aires, na Argentina, até sexta-feira, 1º de abril. Os ministros estarão presentes na 20ª Reunião Ordinária do Conselho Agropecuário do Sul (CAS). É o primeiro encontro do CAS sob a presidência do ministro brasileiro, Wagner Rossi, que assumiu o posto em outubro de 2010.
Estratégias - Rossi diz que o encontro é uma oportunidade para compartilhar as estratégias para o setor agrícola dos países da região. "Juntos, nossos seis países têm grande peso no mercado mundial de alimentos. E é importante que tenhamos a oportunidade de trocar visões e falar sobre os desenhos de nossas políticas públicas para ampliar essa participação", disse.
Preços - A evolução dos preços dos alimentos e a oferta mundial de proteína animal e vegetal também estarão na pauta do encontro. Além de Wagner Rossi, estão confirmadas as presenças dos ministros Julián Dominguez (Argentina), Nemesia Achacollo (Bolívia), José Antonio Galilea (Chile), Enzo Cardozo (Paraguai) e Tabaré Aguerre (Uruguai).
Sustentabilidade - O programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC), lançado no ano passado pelo governo brasileiro, será apresentado pelo ministro Wagner Rossi aos colegas. "A agricultura do Brasil vai dar uma contribuição significativa para a redução da emissão de gases de efeito estufa nos próximos dez anos", comenta. "Queremos tratar de iniciativas que possam ampliar os efeitos das nossas políticas que tragam segurança alimentar e sustentabilidade".
Boas práticas - O programa ABC prevê recursos e linhas de financiamento mais baratos e em melhores condições aos produtores brasileiros que adotem boas práticas agronômicas. "Precisamos compatibilizar aumento de produção e preservação ambiental. Acho que essa preocupação é de todos os países da América do Sul", disse Wagner Rossi. A agenda do conselho inclui ainda assuntos relacionados à sanidade animal e vegetal. Os encontros terão a participação de especialistas, acadêmicos, representantes do setor privado e pesquisadores. Na sexta-feira, está prevista, às 12h45 (horário local), uma coletiva de imprensa dos ministros.
Saiba mais - O Conselho Agropecuário do Sul (CAS) foi criado em 2003 e constitui foro de discussão e coordenação de ações em políticas públicas para a agricultura dos governos dos países membros: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai. O organismo prevê a realização de, pelo menos, duas reuniões ordinárias por ano. (Mapa)
A comercialização de fertilizantes encerrou o primeiro bimestre de 2011 com 3,48 milhões de toneladas. O número representa um crescimento de 10,3% em relação ao mesmo período de 2010, quando foram entregues 3,15 milhões de t. Os números foram divulgados nessa segunda-feira (28/03), na 52ª reunião ordinária da Câmara Temática de Insumos Agropecuários, em Brasília.
Nitrogenados - As vendas de fertilizantes nitrogenados apresentaram evolução de 12,8%, passando de 483 mil t em janeiro e fevereiro de 2010, para 545 mil t no mesmo intervalo de 2011. Segundo dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), o Estado de Mato Grosso concentrou o maior volume de entregas. Foram comercializadas 616 mil t, no período analisado No Paraná, a comercialização chegou a 542 mil t e em São Paulo, a 535 mil t.
Aumento da demanda - "A justificativa é o aumento da demanda para as culturas de cana de açúcar, algodão, café, milho safrinha e arroz. Os dois primeiros meses de 2011 representam o segundo maior acumulado da história. Notamos que a sazonalidade normal do setor pré-crise financeira voltou em 2010", analisa o diretor executivo da Anda, David Roquetti.
Produção nacional - A produção nacional também registrou uma pequena elevação e passou de 1,33 milhão de t no primeiro bimestre de 2010, para 1,36 milhão de t na mesma época deste ano. O maior salto ocorreu na importação de fertilizantes, que teve o expressivo acréscimo de 68,3%, com 2,73 milhões de t. No mesmo período do ano passado foram comprados 1,62 milhão de t do exterior.
.Defensivos agrícolas - Segundo a Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef), o setor de defensivos alcançou um faturamento de R$ 1,27 bilhão no acumulado janeiro-fevereiro de 2011. O resultado representa aumento de 10%, se comparado ao mesmo período de 2010, com R$ 1,16 bilhão.
Expectativa - Para 2011, a expectativa do setor privado é que as entregas ao consumidor final aumentem cerca de 5% sobre os R$ 12,4 bilhões de 2010. Especialistas apostam num crescimento de até 15%. Cerca de 80% dos produtos vendidos foram destinados às lavouras de soja (46%), cana (11%), milho (10%) e algodão (10%). Os estados de Mato Grosso (20%), Paraná (15%), São Paulo (14%), Rio Grande do Sul (11%), Goiás (10%) e Minas Gerais (9%) são os maiores consumidores de defensivos. (Mapa)
As obras de infraestrutura do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) vão melhorar a logística e impulsionar a produção agropecuária brasileira nos próximos anos. A avaliação é do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wagner Rossi. Ele recebeu nesta terça-feira (29/03), líderes de produtores agrícolas norte-americanos. Comandada pelo presidente da American Farm Bureau Federation (AFBF), Robert Stallman, a comitiva contou com dirigentes de cinco federações estaduais de agricultura dos Estados Unidos.
Obras importantes - No encontro, Wagner Rossi mencionou obras importantes do PAC que vão dar outra dinâmica ao escoamento da safra brasileira, como a revitalização dos eixos ferroviários Norte-Sul e Transnordestina e de hidrovias. "Temos consciência de que o modal rodoviário não é a melhor forma de escoar a produção agrícola. Temos que usar a intermodalidade para baixar nossos custos", explicou.
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Investimentos estrangeiros - Os investimentos estrangeiros no Brasil também estiveram no centro da reunião com os empresários dos Estados Unidos. Robert Stallman deixou claro o interesse norte-americano em produzir no país. "As terras produtivas brasileiras são quase um ímã para qualquer produtor", disse.
Aquisição de terras - O ministro Wagner Rossi explicou que o governo brasileiro limitou a aquisição de terras por estrangeiros no ano passado para impedir a entrada de capital especulativo no Brasil. Mas, esclareceu, a decisão, tomada ainda no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não significa que há uma rejeição aos investimentos. Rossi disse que o governo da presidente Dilma Rousseff está estudando uma forma jurídica para garantir investimentos produtivos estratégicos sem ameaça à soberania nacional.
Produção de alimentos - Os produtores americanos também ouviram de Wagner Rossi explicações sobre os programas desenvolvidos para ampliar a produção de alimentos de maneira sustentável. O ministro mencionou que o país está na vanguarda no desenho de políticas públicas na agricultura para a redução da emissão de gases de efeito estufa.
Impressionados - Stallman e dirigentes da AFBF se mostraram impressionados com o esforço brasileiro em compatibilizar produção de alimentos e meio ambiente. Com números, o ministro demonstrou que o aumento da produção é resultado da maior produtividade e não da ampliação de terras utilizadas. "Nos últimos 20 anos, a área plantada no Brasil cresceu apenas 25% enquanto nossa produção global cresceu 152%", disse Rossi. "O Brasil tem 55% de sua área de cobertura vegetal original e já atuamos em 8 milhões de hectares extraindo das florestas naturais aquilo que elas podem oferecer sem que seu equilíbrio seja ameaçado", completou.
Contenciosos - Os contenciosos comerciais entre os dois países também foram objeto da reunião. O ministro defendeu que os governos brasileiro e norte-americano busquem consensos, mencionando como exemplo o caso do algodão. "Somos concorrentes em muitos campos, mas também somos parceiros em outros. Só vejo dois caminhos para aumentar a produção de alimentos no mundo: as terras brasileiras e a produtividade americana", disse. (Mapa)
O Brasil admite examinar a negociação de um acordo comercial com os Estados Unidos, embora ainda mantenha esperança de evitar o fiasco da Rodada Doha, na Organização Mundial do Comércio (OMC). "Não temos problema de nossa parte, os americanos é que têm com suas barreiras comerciais e resistência (de liberalização) no Congresso", afirmou o assessor internacional do Palácio do Planalto, Marco Aurélio Garcia.
Discussão bilateral - Depois do novo impasse sobre Doha, na semana passada, negociadores americanos falaram informalmente na cena comercial que agora se poderia, inclusive, examinar uma discussão bilateral entre o Brasil e os EUA. Na prática, os problemas que bloqueiam Doha persistiriam também. Garcia informou que o diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, vai ao Brasil em fins de abril. O objetivo é mais uma vez tratar da combalida negociação de Doha, agora com as autoridades do novo governo. Lamy sabe que a posição brasileira mudou e a margem para negociar se estreitou bastante.
Percepção - A percepção na cena comercial é de que a indústria brasileira atualmente não quer acordo de liberalização com ninguém, nem na OMC, entre Mercosul e União Europeia ou qualquer outro. A pressão sofrida pelo câmbio forte, o enorme volume de importações e outras dificuldades tiraram o ânimo de boa parte da indústria por barganha de abertura comercial.
Situação internacional - Enquanto isso, a situação internacional também dificulta os negócios para empresas brasileiras. O distanciamento diplomático com o Irã pode resultar em menos comércio, sobretudo de exportação de carne bovina, que atingiu US$ 800 milhões no ano passado. Mas Garcia tem dúvidas de que a baixa do comércio ocorrerá. Na Líbia, segundo ele, construtoras brasileiras não estão perdendo com a paralisação de obras, porque "está tudo segurado". Por outro lado, ele deixou claro que na visita da presidente Dilma à China, dentro de duas semanas, ela não abordará a questão de direitos humanos. (Valor Econômico)
*Reinhold Stephanes
Reclamo, há tempos, que faltam ciência e racionalidade ao debate sobre a alteração do Código Florestal. Porém, não me iludo de que os argumentos racionais e lógicos sempre prevalecem na defesa de um ideal. O meio ambiente é uma dessas causas capazes de mobilizar seguidores, que, de tão bem-intencionados, repudiam qualquer tipo de mudança, mesmo em áreas que sequer conhecem a realidade. E aqueles que tentam apontar alternativas são vistos como "inimigos" da natureza, o que deixa em segundo plano os reais motivos para revisar o Código.
Essa omissão ficou clara no seminário da Frente Parlamentar Ambientalista, da qual participo, com membros da Sociedade Brasileira para Proteção da Ciência (SBPC) e da Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" (Esalq), vinculada à USP. Sob a aprovação do público predominantemente ambientalista, técnicos apresentaram três teses, com as quais há consenso: o Código Florestal de 1934 e o de 1965 foram feitos com base na ciência; a agricultura deve crescer por produtividade sem avançar em novas áreas; e, antes de desmatar, áreas degradadas devem ser recuperadas.
Portanto, o seminário nenhuma novidade trouxe ao debate, embora a discussão seja oportuna já que vamos votar o projeto que altera o atual Código. E isso vai acontecer para simplificar uma legislação com mais de 16 mil itens e longe de ser aquela definida pelos agrônomos e especialistas em 1965. Na verdade, 80% das normas tiveram mudanças profundas de conceito, principalmente, por Medida Provisória, em 2001, que deixou de fora do processo produtores, Ministério da Agricultura e cientistas.
É bom lembrar que a agricultura mudou muito. Desde os códigos de 1934 e 1965, houve transformações expressivas na ciência agrícola, entre elas a descoberta da fixação biológica de nitrogênio, que retira este elemento químico da atmosfera, convertendo-o em compostos importantes para plantas e, ainda, reduzindo o custo de produção. Essa tecnologia permitiu alimentos mais baratos e saudáveis e valeu a indicação aos prêmios Nobel da Paz e de Química, em 1997, da pesquisadora Johanna Döbereiner, que aperfeiçoou o processo e integrou os quadros da Embrapa.
Outra prática importante e sustentável chegou ao Paraná e ao Brasil nos anos 1970: o plantio direto na palha; um sistema conservacionista, eficiente no controle da erosão, que reduz custos e aumenta a produtividade. A prática vem sendo difundida e se alia a tantas outras técnicas modernas difundidas por órgãos ligados à ciência agrícola, como a Embrapa, as 17 unidades estaduais de pesquisa e outras instituições.
Uma prova incontestável do avanço da ciência agrícola está nos números, sendo assunto de amplo conhecimento de líderes e dirigentes do setor: a produção nacional vem crescendo 3% ao ano, por aumento de produtividade e sem expansão da área de plantio. Além disso, nos últimos dez anos, somos o País que mais cresce em eficiência. Também a recuperação de áreas degradadas já é realidade no campo e da Embrapa, sendo orientação de governo, com oferta de financiamentos aos produtores.
Se há ciência na produção agrícola, a questão concreta que o seminário ignorou é o que acontecerá, em três meses, quando se tornar inviável um milhão de pequenas e médias propriedades, em áreas consolidadas há décadas, por cumprir uma legislação elaborada sem critérios técnicos? Quando for proibido o plantio em encostas e morros, o que será feito com as plantações de maçã em São Joaquim (SC); com cafezais em Minas Gerais e no Espírito Santo; e com os vinhedos e arrozais do Rio Grande do Sul? Como retirar dos agricultores o direito de produzir e até viver nessas regiões? E como isso vai afetar o bolso dos trabalhadores? Essas são questões práticas que se colocam.
O debate sobre o Código tem que caminhar na direção de encontrar amparo legal para mantermos, de forma sustentável, a produção de alimentos que abastece o País e mais de 180 mercados fora daqui. Não podemos ser omissos em deixar prevalecer posições ideológicas e doutrinárias, afetadas pelo preconceito contra o campo daqueles que sequer conhecem o meio ambiente que defendem. Estou certo de que há ciência disponível para equilibrar o desejo de ambos os lados.
*Deputado federal pelo PMDB/PR e ex-ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Produtores rurais de todo o país vão se reunir na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, no próximo dia 05 de abril, com objetivo de sensibilizar os deputados e senadores para a votação do Projeto de Lei 1876/1999, que trata da reformulação do Código Florestal Brasileiro. A mobilização, encabeçada pela Confederação Nacional da Agricultura (CNA), conta com o apoio do Sistema Ocepar e da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). No Paraná, as caravanas estão sendo organizadas pela Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) juntamente com os sindicatos rurais e deverão contar com a participação de agricultores associados às cooperativas paranaenses. O evento inicia às 8h e se estende até às 19h30.
Agilidade na votação - O sistema cooperativista defende a aprovação do substitutivo ao PL 1876, de autoria do deputado Aldo Rebelo. No início do mês, a Ocepar, Faep, Fetaep e secretarias estaduais da Agricultura e do Meio Ambiente, promoveram um café da manhã na capital federal, com a presença de 23 deputados federais da bancada paranaense no Congresso Nacional para discutir o tema e solicitar agilidade na votação da matéria. Na oportunidade, o presidente da Ocepar, João Paulo Koslovski, e representantes das demais entidades ressaltaram grande preocupação com a demora na definição das mudanças na lei ambiental. Eles também estiveram reunidos com o presidente da Câmara, Marco Maia.
O presidente da Frente Parlamentar Agropecuária, deputado Moreira Mendes (PPS-RO), afirmou nesta segunda-feira (28/03) que as bancadas de sete partidos (PMDB, PTB, PR, PP, PSC, PSB e DEM) fecharam acordo em torno do substitutivo do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) ao Projeto de Lei 1876/99, que altera o Código Florestal Brasileiro. De acordo com Mendes, o fato de Rebelo ainda estar analisando a possibilidade de alterar o texto não inviabiliza o apoio. "Isso apenas reflete uma demonstração clara de que não estamos de portas fechadas para o diálogo. Tudo o que vier para melhorar será bem vindo", disse o deputado, ao reconhecer que "parte da proposta será discutida somente em Plenário". (Agência Câmara)
O governo do Paraná elabora um projeto que prevê remuneração para produtores rurais que preservam o ambiente, particularmente em volta de nascentes de água. A iniciativa deve seguir modelo de pagamento aperfeiçoado pelo município de Apucarana no projeto Oásis. A iniciativa local recompensa os responsáveis pela proteção de 235 nascentes, que envolvem uma área de 800 hectares. Os recursos saem de um fundo, composto principalmente por repasses da Sanepar. Indiretamente, os moradores da zona urbana contribuem com 1% da conta de água para a preservação do ambiente no meio rural. O governo do estado ainda estuda como será composto o fundo para remuneração dos produtores e quanto cada um deve receber. (Caminhos do Campo / Gazeta do Povo)
"Mulher, suas dores e seus amores" será o tema do 12º Seminário da Mulher da C.Vale. O evento está programado para esta quarta-feira (30/03), a partir das 14h, na Asfuca de Palotina. O palestrante será o médico-ginecologista Malcolm Montgomery. A assessora de cooperativismo da C.Vale, Mirna Klein, diz que o evento será bastante atrativo já que o palestrante intercala as orientações com músicas e vídeos. As associadas, esposas e filhas de cooperados podem retirar os convites nas unidades da cooperativa. Mirna Klein pede que as participantes do seminário levem um quilo de alimento não perecível. As doações serão repassadas a entidades assistenciais dos municípios da área de ação da C.Vale. O seminário é patrocinado pela Basf. (Imprensa C.Vale)
A Copagril iniciou o programa de desenvolvimento profissional com o objetivo de capacitar os funcionários das diversas áreas envolvidas com o administrativo, vendas e unidades, propiciando uma visão sistemática da empresa. A primeira parte do treinamento aconteceu no sábado (26/03), no Centro Administrativo da Copagril, em Marechal Cândido Rondon. A aula inaugural foi ministrada pelo diretor presidente da cooperativa, Ricardo Silvio Chapla. Na ocasião, ele abordou os aspectos da sociedade cooperativista, atividades funcionais, os ramos e setores que a Copagril tem e desenvolve negócios, a representatividade do associado perante a empresa, funcionários e do próprio negócio. "Precisamos lembrar sempre que a razão pela qual existe a Copagril é pela força e determinação dos associados, unidos ao bom trabalho de gestão da diretoria, assim como o empenho e determinação dos funcionários. Essa soma de fatores representa o sucesso da cooperativa", enalteceu o diretor presidente.
Cronograma - Por se tratar de diferentes áreas e setores dentro da cooperativa, o treinamento interno será dividido por módulos e aplicado para duas turmas heterogêneas, contando com a participação de funcionários de todas as áreas e unidades da Copagril. Com carga horária de 24 horas, os conteúdos serão ministrados aos sábados, a cada 15 dias, por profissionais de cada setor, sempre no centro administrativo. Em sua explanação, Chapla também falou sobre o funcionamento e procedimentos adotados para o melhor desenvolvimento da diretoria que representa, democraticamente, os interesses dos associados. "Fomos eleitos pelos associados para representá-los e também para tomarmos as decisões sobre os investimentos oriundos da cooperativa. Todos nós temos deveres e direitos a serem cumpridos, essa é uma das premissas da Copagril", comentou Chapla. (Imprensa Copagril)
A Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e a Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) divulgaram a agenda da semana, referente ao período de 28 de março a 01 de abril, com as deliberações pertinentes ao cooperativismo no Congresso Nacional, sugestões de pareceres e propostas do Sistema. Clique aqui e acesse o documento. (Com informações da Assessoria Parlamentar da OCB)
O Sistema Integrado de Projetos e Atividades (Siproa) será a grande novidade do Encontro de Projetos do Sescoop 2011, que acontece nesta segunda e terça-feira (28 e 29/03), em Brasília (DF). A informação foi dada pelo gerente Geral do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop), Ryan Carlo, durante a abertura do evento, que reúne 36 representantes de 21 unidades estaduais, na Casa do Cooperativismo, em Brasília (DF).
Análise e acompanhamento - O Siproa foi construído de forma a espelhar os procedimentos para fins de proposição, análise, execução, monitoramento e prestação de contas dos projetos especiais estabelecidos na Portaria 001/2010. "O Sistema não somente apoiará as unidades estaduais na elaboração e na execução de projetos especiais, como facilitará o trabalho de análise e acompanhamento por parte da unidade nacional", disse o gerente Geral.
Plano estratégico - Além disso, o evento vai proporcionar um alinhamento a respeito do atual Plano Estratégico do Sescoop. "Futuramente, o que vocês estão vendo aqui poderá ser realizado pelas unidades estaduais, inclusive com recursos do Fundo Solidário de Desenvolvimento Cooperativista (Fundecoop)", completou Ryan Carlo.
Reforço - A intenção, de acordo com a gestora da Assessoria em Gestão Estratégica do Sescoop, Karla Tadeu Duarte de Oliveira, é reforçar as metodologias no que diz respeito às temáticas "elaboração e gerenciamento de projetos", bem como repasse dos principais procedimentos de apresentação, execução, monitoramento e prestação de contas dos projetos especiais, com exercícios práticos de elaboração de projetos.
Contribuição - "Esperamos contribuir para que o Sescoop cumpra os objetivos para os quais foi criado, ao mesmo tempo em que aprimoramos nossos métodos de elaboração, gestão e monitoramento dos projetos em andamento no Sistema, independentemente da fonte de financiamento, visto que, com o Plano Estratégico do Sescoop para 2010-2013, a tendência é trabalharmos via projetos para o alcance dos objetivos estratégicos propostos", resumiu Karla. A assessora destacou ainda os Projetos Especiais do Fundecoop - Fundo Solidário de Desenvolvimento Cooperativo à Rádiocoop. Clique aqui e acesse. (Informe OCB)
O deputado Moacir Micheletto (PMDB-PR) pronunciou nesta segunda-feira (28/03), da tribuna da Câmara Federal, discurso enaltecendo as ações do Sicredi - sistema cooperativo de crédito com atuação em 10 estados, 881 municípios e que atende 1,7 milhão de associados. "Em nosso país o Sicredi dispõe de 1.150 unidades, constituindo a sexta maior rede de atendimento de instituições financeiras, com ativos totais de R$ 20 bilhões, patrimônio líquido de R$ 2,7 bilhões e operações de crédito que alcançam o volume de R$ 11,3 bilhões".
Aumento de cooperados - Micheletto destacou que o ano de 2010 foi especial para as cooperativas de crédito que atuam no Paraná, pois a ampliação da base de associados no estado foi de 17% - um crescimento de 53 mil cooperados, fechando o ano com 370 mil associados. "Os expressivos resultados que o Sicredi alcançou em 2010 são reflexos da solidez, a força e dimensão deste sistema em âmbito nacional e estadual. O Sicredi chega aos mais diversos lugares, levando crescimento e desenvolvimento aos seus associados e às comunidades onde vivem.
Diferencial - Para o deputado, o Sicredi é diferente dos demais sistemas de crédito existentes no Brasil. Ele citou o exemplo do município de Umuarama no Paraná, onde os clientes não precisam mais ir até a agência para abrir uma conta corrente. A própria cooperativa que vai ao seu encontro. O serviço que prevê a visita na casa dos associados foi lançado recentemente na 37ª Expo-Umuarama/ 10ª Internacional. Agentes treinados fazem as visitas com o objetivo de apresentar a cooperativa, tirar dúvidas e formalizar a abertura da conta. (Assessoria de Imprensa do deputado federal Moacir Micheletto)
Paraná e Mato Grosso estão colhendo 1,45 milhão de toneladas de soja a mais do que na safra passada. Líderes nacionais em grãos, os dois estados devem alcançar, respectivamente, 14,57 milhões e 19,53 milhões de toneladas no ciclo 2010/11, avalia a Expedição Safra Gazeta do Povo. Técnicos e jornalistas percorreram a região durante dois meses entrevistando produtores, técnicos, analistas e empresários e concluíram a estimativa na última semana.
Números - Historicamente, as colheitas mato-grossense e paranaense representam 49% da safra nacional de soja. Como o Paraná já colheu 70% e Mato Grosso 80% da área cultivada, os números são considerados sólidos e representativos pela equipe da Expedição e refletem a sensação de alívio experimentada no campo neste momento. As lavouras atravessaram ameaça de seca no plantio e elevado risco de perda por excesso de chuva na colheita, numa das safras mais tensas já registradas. Poucos conseguiram antecipar e escalonar a semeadura, aumentando a exposição ao problema que o clima irregular representa.
Produtividade - Mesmo assim, as plantas cresceram com vigor e, na maior parte dos casos, superam os recordes de produtividade alcançados na temporada passada, elevando os índices gerais. A situação só não é melhor por causa das perdas com grãos ardidos e excesso de umidade. Houve lavouras completamente inundadas, como os 700 hectares de Nelson Bortoli, em Mariópolis (PR). Em áreas de integração lavoura-pecuária, como a de Eduardo Godoi, de Sapezal (MT), a superação vem ocorrendo anualmente, chegando a 3,6 mil quilos por hectare. Nesta safra, o avanço foi de três sacas por hectare, ou 180 quilos.
Novo recorde - A ampliação da área da soja abriu espaço para um novo recorde de produção. "A soja avançou sobre o milho e só não se expandiu onde houve aumento na produção de algodão, em Mato Grosso", observa o agrônomo Robson Mafioletti, assessor técnico-econômico da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar) que participa da Expedição desde a primeira edição do projeto, há cinco safras.
Milho - A área de milho recuou aos patamares da década de 70, mostram as estatísticas oficiais. Houve avanço de 2,1% em produtividade nesta colheita e, no fim das contas, a produção encolheu 20,1% no estado. Os produtores estão colhendo em média 7.350 quilos por hectare, mas índices acima de 10 mil quilos tornam-se cada vez mais comuns, constatou a Expedição Safra.
Área - Em Mato Grosso, o cereal ocupou 50 mil hectares, área considerada inexpressiva na safra de verão. Os produtores mato-grossenses adotam o milho como principal opção de cultivo no inverno, com lavoura 36 vezes maior do que na primeira safra. "O clima foi bom para a soja e melhor ainda para o milho. O cereal gosta mais de água do que a oleaginosa. O avanço em produtividade, na média, compensa as perdas", avalia o coordenador da Expedição Safra, Giovani Ferreira, jornalista e técnico agrícola.
Números nacionais - A Expedição Safra Gazeta do Povo fecha nesta semana sua avaliação sobre a safra nacional de soja e milho. Os indicadores serão divulgados na edição do Caminhos do Campo da próxima terça-feira (05/04). As equipes de técnicos e jornalistas viajaram por 12 estados brasileiros e continuam monitorando as principais regiões produtivas do país. (Caminhos do Campo / Gazeta do Povo)
Mesmo em regiões onde houve registro de perdas, como no Oeste do Paraná, os produtores se mostram animados com a safra 2010/11. Com a colheita da soja concluída há pouco mais de uma semana - com cerca de 10 dias de atraso -, a cooperativa C.Vale, com sede em Palotina, contabilizou queda de 12% na produtividade média neste ano. A baixa, contudo, não tira o sono dos agricultores, que comemoram o encerramento de uma safra que pode não ter sido cheia como a do ciclo anterior, mas que será mais lucrativa.
Rendimento - O potencial era para 3,6 mil quilos de soja por hectare, rendimento similar ao da temporada passada, mas a média apurada ao final da colheita ficou pouco acima dos 3,1 mil quilos/ha. O período seco esperado para a virada do ano não se confirmou, mas a previsão de estiagem foi suficiente para comprometer o resultado da safra.
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População de plantas - Conforme o supervisor do departamento Agronômico da C.Vale, Luis Pedroso, o produtor aumentou a população de plantas. Como a seca não veio, a soja cresceu demais e acamou. "Também houve problema de insolação, com perda de peso, e excesso de chuva, que dificultou os tratos culturais", explica. Mas a safra será mais rentável para o produtor neste ano. Em média, calcula o técnico, os agricultores estão recebendo R$ 10 a mais por saca. A soja, que no ciclo passado foi vendida entre R$ 30 e R$ 32, agora alcança médias de R$ 40 a R$ 42 no Oeste do Paraná.
Vendas antecipadas - Para aproveitar os bons valores oferecidos pelos compradores, os cooperados da C.Vale anteciparam as vendas e, no início de 2011, já tinham um quarto da safra comprometido, contra menos de 5% há um ano. Mesmo na venda antecipada a renda foi maior que a de um ano atrás.
Projeção otimista - Com produção e preço maiores, a Cocamar também projeta resultado positivo para 2011. Agora com estrutura ampliada após fusão com a Corol, a cooperativa espera receber neste ciclo mais de 1 milhão de toneladas, contra 903 mil toneladas na temporada anterior. Na esteira da boa produção, deve ampliar o volume de grãos processados, de 872 mil toneladas para 920 mil. Diante do bom desempenho da oleaginosa no campo e na indústria, a Cocamar espera romper com folga a marca dos R$ 2 bilhões em faturamento, 25% a mais que em 2010 (R$ 1,6 bi). Em 2009, a Cocamar faturou R$ 1,4 bi e a Corol, R$ 600 milhões. (Caminhos do Campo / Gazeta do Povo)
a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), empresa vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, realiza quatro operações de venda direta de estoques públicos de feijão - primeiro leilão do ano - e milho nesta quarta-feira (30/03). O total chega a 62,2 mil toneladas de grãos. Do total, 37 t referem-se à venda de feijão preto do estado do Paraná. Poderão participar os interessados que estejam devidamente cadastrados na bolsa por meio da qual pretendam realizar a operação e que estejam em situação regular no Sistema de Registro e Controle de Inadimplentes da Conab (Sircoi).
Milho - O montante de milho posto à venda chega a 62,1 mil t, com 41,4 mil t do Mato Grosso, 16,6 mil t de Goiás e 4 mil t do Mato Grosso do Sul. São três operações das quais poderão participar avicultores, suinocultores, bovinocultores (de leite e de corte), cooperativas de criadores de aves, de suínos e de bovinos (de leite e de corte), indústrias de ração para avicultura, suinocultura e bovinocultura, indústrias de insumo para ração animal e indústrias de alimentação humana à base de milho. Este ano, já foram feitos 11 leilões de milho, com a negociação total de 1,8 milhão de t. (Mapa)
O valor da carne bovina pago ao pecuarista brasileiro vem sendo pressionado pela crise árabe, que estaria reduzindo o ritmo das exportações. A tendência é confirmada pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec). A Líbia recebia 350 toneladas de carne do Brasil, semanalmente, mas os embarques foram suspensos. Os exportadores de carne suína, embora não dependam do mercado árabe, também sentem um ritmo menor nas vendas, que vinham melhorando nos últimos meses, segundo Pedro de Camargo Neto, presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abiecs). O setor de avicultura ainda avalia o cenário atual, mas as alterações não são significativas. (Caminhos do Campo / Gazeta do Povo)
O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) retomou o recebimento de pedidos para o PSI (Programa de Sustentação do Investimento). Essa modalidade de financiamento foi prorrogada até dezembro pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e conta com orçamento de R$ 75 bilhões. O programa tem sido acessado por empresas paranaenses de todos os portes. Somente a agência do Paraná contratou, nesta linha de financiamento, R$ 204,9 milhões no ano passado, sendo R$ 75,1 milhões para micro, pequenas e médias empresas.
Posição confortável - O novo orçamento do BNDES para o programa é de R$ 75 bilhões. "Os recursos colocam o banco em posição confortável para atender à demanda do setor produtivo por financiamentos em 2011", comenta Thiago Tosatto, gerente de planejamento da instituição.
Juros - Os juros cobrados para a aquisição de máquinas e equipamentos novos fabricados no País, inclusive agrícolas, passam de 5,5% para 6,5% ao ano para micro, pequenas e médias empresas e produtores rurais e 8,7% ao ano para grande empresa, com faturamento anual acima de R$ 90 milhões. Outro grande atrativo da linha de crédito é o prazo de financiamento, que pode chegar a 10 anos, com até dois anos de carência.
Expansão e modernização - O PSI seria encerrado no fim de março, mas foi estendido para que as empresas acompanhem o crescimento da economia com investimentos em expansão e modernização. Criado em 2009 para conter os efeitos da crise internacional, o PSI também tinha sido prorrogado no ano passado, e se tornou uma das alavancas para incentivar a retomada dos investimentos na indústria e recuperar o setor de bens de capital. Por ser uma medida anticrise, possui atualmente taxas e condições de financiamento mais atrativas que a de outras linhas do banco de fomento. No caso de micro, pequenas e médias empresas, o financiamento pode ser de até 90% do valor do bem. (AEN)
A Secretaria de Estado da Saúde prepara a campanha de vacinação contra a influenza, que será realizada entre os dias 25 de abril e 13 de maio, sendo 30 de abril o dia de mobilização nacional. Serão imunizados idosos com 60 anos ou mais, trabalhadores de saúde dos estabelecimentos que fazem atendimento direto à população, povos indígenas, crianças na faixa etária de seis meses a menores de dois anos e gestantes, o que representa 1,6 milhão de pessoas no Estado. A meta é vacinar 80% deste público.
Dose única - A vacinação será em dose única, com exceção das crianças, que receberão duas doses da vacina. A primeira será aplicada durante a campanha e a segunda, após 30 dias. A imunização estará disponível em mais de 2,2 mil postos de vacinação nos 399 municípios. Os outros grupos - como crianças de dois a cinco anos de idade, doentes crônicos, adultos saudáveis de 20 a 39 anos que receberam a dose da vacina contra a influenza H1N1 no ano passado - não precisarão se vacinar novamente porque já estão imunes, explica o superintendente de Vigilância em Saúde, Sezifredo Paz.
Justificativa técnica - Ele diz que não há justificativa técnica para imunizar toda a população. "O ano de 2010 foi diferente, pois vivíamos uma pandemia de gripe. Além disso, não foram observadas epidemias da doença no hemisfério norte que possam refletir no hemisfério sul neste inverno", explicou.
Contraindicação - A vacinação só é contraindicada para pessoas com histórico de reação anafilática prévia ou alergia severa ao ovo de galinha ou seus derivados, assim como a qualquer componente da vacina, e também para pessoas que apresentaram reações anafiláticas graves a doses anteriores. No entanto, a Secretaria da Saúde recomenda que as pessoas que estiverem com doenças agudas febris moderadas ou graves devem adiar a vacina até melhorar. O Ministério da Saúde (MS) também recomenda que seja respeitado o intervalo de 48 horas após a aplicação da vacina para coleta de sangue. (AEN)