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Ainda que seus embarques tenham rendido quase 27% mais no primeiro trimestre de 2011 do que em igual intervalo do ano passado, a elite exportadora do agronegócio perdeu peso na balança nacional no início deste ano, em virtude do forte avanço de empresas de outros setores e das ofertas mais limitadas de produtos como soja e açúcar. De acordo com estatísticas da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compiladas pelo Valor, de janeiro a março 13 empresas diretamente ligadas ao agronegócio entraram na lista das 40 maiores exportadoras do país e obtiveram, em conjunto, US$ 5,7 bilhões com seus embarques. No mesmo período de 2010, 14 companhias vinculadas ao campo estiveram entre as "40 mais" e venderam ao exterior o equivalente a US$ 4,5 bilhões.
Queda - Mas, como os embarques das 40 principais exportadoras cresceram 42,8% na comparação entre os primeiros trimestres, para US$ 26,3 bilhões, a participação do grupo vinculado ao campo entre as líderes caiu de 24,3% para 21,3%. Uma vez que as exportações nacionais em geral engordaram 30,6%, para US$ 51,2 bilhões, a fatia da elite do agronegócio no total passou de 11,5% para 11,1%. Entre todas as companhias exportadoras do país, o grande destaque do primeiro trimestre deste ano foi a Vale. A mineradora encabeçou o ranking com embarques equivalentes a US$ 6,6 bilhões, 135,4% mais que entre janeiro e março do ano passado, e superou a Petrobras, que vendeu 0,45% menos ao exterior (US$ 4,4 bilhões) e caiu para a segunda posição, bem à frente da terceira no rol, a Samarco Mineração (US$ 942 milhões).
Liderança - A Bunge permaneceu na liderança entre as empresas exportadoras do agronegócio nos meses de janeiro e março. A multinacional com sede nos EUA ficou em quarto lugar na lista geral, com embarques equivalentes a US$ 739,2 milhões, 30,6% acima de igual intervalo de 2010, quando ficou no quinto posto no ranking nacional. Completam a elite do campo exportador do país as também múltis de origem americana Cargill - a 6ª da lista das 40 - e ADM (13ª), as brasileiras JBS (7ª), Sadia (9ª), Brasil Foods (11ª), Seara (19ª), Copersucar (21ª), Cutrale (32ª), Marfrig (35ª), Amaggi (36ª) e Cosan Açúcar e Álcool (40ª), além da multinacional francesa Louis Dreyfus Commodities (24ª).
Receita - Levando-se em consideração que a Brasil Foods é resultado da incorporação da Sadia pela Perdigão, que ainda depende do aval final do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), e que a Seara foi comprada pela Marfrig, a elite do campo é um pouco menor do que indica a relação da Secex. Mas toda ela, exceto pela Amaggi, apresentou aumento da receita com os embarques no primeiro trimestre.
Soja - Com embarques mais concentrados na soja do que as tradings Bunge, Cargill, ADM e Dreyfus, a Amaggi, com sede em Mato Grosso, foi prejudicada no início do ano pelo atraso da colheita do grão no Estado. Mas tende a recuperar o terreno perdido, até porque as projeções apontam para um incremento das exportações brasileiras de soja neste ano. Segundo levantamento do Ministério da Agricultura, no primeiro trimestre as exportações brasileiras do complexo soja (grão, farelo e óleo) lideraram as vendas do setor ao exterior e totalizaram US$ 3,2 bilhões, um aumento de 25,5% em relação a igual intervalo de 2010. O resultado decorreu o aumento dos preços, já que os volumes patinaram.
Preços x volume - Em geral foi assim. Ainda conforme os critérios do ministério, o agronegócio como um todo exportou o equivalente a US$ 17,9 bilhões, 23,2% mais que entre janeiro e março do ano passado - os preços dos bens exportados aumentaram 18,4%, enquanto os volumes cresceram apenas 4,1%.
Produtos - De acordo com o levantamento do ministério, entre os principais produtos exportados pelo setor no primeiro trimestre as carnes (bovina, de frango e suína) aparecem em primeiro lugar, acima da soja, com vendas de US$ 3,5 bilhões, 18,8% mais que no mesmo período de 2010. Daí as boas colocações de JBS, Sadia, Brasil Foods, Seara e Marfrig no ranking dos maiores exportadores.
Sucroalcooleiro - E o incremento dos embarques do complexo sucroalcooleiro - de 10,4% na comparação, para US$ 2,5 bilhões, apesar da oferta mais restrita de açúcar, também por causa de variações climáticas na safra de cana - justificou as posições de Copercuscar e Cosan na lista, além de ter ajudado a fortalecer Bunge, Cargill, ADM e Dreyfus, cujos embarques, sobretudo de açúcar, vêm crescendo.
Critérios - Pelos critérios do Ministério da Agricultura, os chamados produtos florestais renderam US$ 2,4 bilhões em exportações ao país no primeiro trimestre de 2011, 7,9% mais que entre janeiro e março do ano passado. Fibria e Suzano, exportadoras sobretudo de celulose, ficaram entre as 40 maiores no intervalo analisado. Mais dados em www.mdic.gov.br e em www.agricultura.gov.br. (Valor Econômico)
Os cotonicultores brasileiros devem começar a ver neste ano as aplicações práticas da compensação paga pelos Estados Unidos após a vitória do Brasil na Organização Mundial do Comércio (OMC) no contencioso sobre os subsídios norte-americanos aos produtores de algodão. O Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), criado para gerir esse dinheiro, prevê publicar em dez dias as normas para aprovação de projetos e investir ainda em 2011 até R$ 35 milhões neles.
Projetos - O instituto, que foi criado em junho de 2010 como uma associação sem fins lucrativos, tem como principal objetivo receber e analisar projetos em prol da cotonicultura brasileira. O IBA já tem em conta US$ 145 milhões, referentes ao primeiro ano de pagamento, e no fim do mês recebe mais uma parcela mensal de US$ 12,275 milhões. Após atrasos administrativos para sua implementação, o órgão está definindo o planejamento estratégico e as regras para financiamento de projetos.
Investimento - Segundo Haroldo Cunha, ex-presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e que agora preside o IBA, o investimento no primeiro ano deverá ser feito com cautela, de maneira escalonada, e por isso o valor previsto será baixo em relação ao que já está na conta. "Esse é o limite máximo para este ano, o que não significa que tudo vai ser usado. Isso porque teremos toda uma análise dos projetos, que vão passar por uma consultoria para verificar se estão bem fundamentados", disse. "Por enquanto são só R$ 35 milhões." O executivo diz que a entidade trabalha com um cenário de pelo menos cinco anos de investimentos.
Dificuldade - Cunha explicou que uma das maiores dificuldades para definir o uso do dinheiro é a restrição à aplicação em pesquisas - para combate ao bicudo, por exemplo. Essa limitação foi imposta pelos próprios norte-americanos para evitar a competição. "Para nós, isso era fundamental e foi frustrante, porque toda mudança passa por pesquisas", disse Cunha. "Mas eles foram taxativos e entendemos que há espaço para outras atuações."
Linhas de ação - Assim, as linhas de ação incluem programas de cooperação internacional, estudos de infraestrutura, fortalecimento da capacitação, na atividade de combate a pragas, promoção do uso do algodão, programas de sustentabilidade socioambiental e de melhoria do sistema de classificação do produto. Os projetos podem ser apresentados por meio da Abrapa, associações estaduais de produtores, órgãos de administração pública federal e universidades. (Agência Estado)
O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, encaminhou ontem à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado proposta do governo de reforma tributária que prevê a unificação de alíquotas interestaduais do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). A ideia é de que haja uma transição gradual de uma alíquota final de 12% para 2% até 2016. No modelo, a cobrança deixa de ser feita na origem para estar concentrada no destino.
Modelo - O modelo de reforma tributária fatiada defendido pelo governo compreende, além da unificação das alíquotas do ICMS, a desoneração da folha de pagamento, com a eliminação dos encargos fiscais, além de prazos menores para a devolução dos créditos do PIS, da Cofins e do IPI e da ampliação da faixa do Supersimples a empresas com faturamento anual de até R$ 3,6 milhões.
Redução da alíquota - Um dos principais pontos da proposta diz respeito à redução da alíquota de ICMS na importação, que virou, recentemente, a grande batalha da guerra fiscal entre os estados. Em audiência pública na CAE, Barbosa discutiu o projeto de resolução 72/10, do líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), que reduz a zero a alíquota do ICMS cobrada pelos estados na importação de produtos. "É uma medida drástica, mas que acabaria com a guerra fiscal", justificou o secretário, ponderando que "temos urgentemente um problema dos incentivos sobre as importações", agravado pelo contexto atual de "forte apreciação cambial". A proposta apresentada ontem, porém, prevê a redução gradativa da alíquota na importação para 2%.
Guerra fiscal
Estados - Vários estados passaram a conceder, nos últimos anos, benefícios para estimular a movimentação dos seus portos e aeroportos. Um levantamento da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), mostra que 17 estados e o Distrito Federal praticam algum tipo de guerra fiscal. Os incentivos vão desde corte de ICMS até linhas de financiamento para compra de equipamentos. A prática tem gerado protestos de setores empresariais, que consideram que os estados estão estimulando as importações e prejudicando a competitividade da indústria nacional. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) entrou com uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal contra os estados para barrar esse tipo de incentivo. "Isso gera um efeito nocivo ao Brasil como um todo e diminui a competitividade da indústria brasileira. É imprescindível que a gente comece a eliminar esses incentivos fiscais às importações", afirmou o secretário.
Compensação - O secretário da Fazenda do Paraná, Luiz Carlos Hauly, diz que está confiante em relação à possibilidade de aprovação da proposta. Hauly, que participou da elaboração do projeto de reforma tributária do governo, dá a entender, no entanto, que os estados terão que ter alguma contrapartida financeira ou de capacidade de investimento para compensar a perda de arrecadação. "Os estados não vão perder arrecadação", argumenta. "Estamos vendo algumas possibilidades, como a de viabilizar a capacidade de investimento do estado e de compensar as perdas com a Lei Kandir", afirma.
Debate - Para o tributarista Gilberto Luiz do Amaral, do Instituto de Planejamento Tributário (IBPT), a proposta do governo tem muito mais o objetivo de retomar o debate sobre o tema do que significar um avanço significativo no caminho para a reforma tributária. "Seria muito otimista achar que os governadores vão aceitar abrir mão de receita tributária e que o Congresso vá aprovar a mudança para valer a partir do próximo ano", afirma, ao lembrar que as propostas anteriores não evoluíram justamente por causa da dependência dos estados da arrecadação tributária.
Autonomia - Segundo ele, o documento apresentado pelo secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, esbarra também no fato de o governo federal e o Congresso não terem como tirar a autonomia dos estados em legislar sobre o ICMS. "O Senado pode regulamentar, mas não pode mexer nas alíquotas de um imposto que é atribuição dos estados", afirma. Apesar dos entraves, Amaral considera que a proposta de uma reforma gradual - com a alíquota sendo reduzida aos poucos - é bem-vinda para que os estados possam se adaptar às mudanças. (Gazeta do Povo, com agências)
A primeira etapa da campanha estadual de vacinação contra febre aftosa de 2011 começa no próximo domingo (1º/05) e prossegue até o dia 31 daquele mês. De acordo com a estratégia que vem sendo adotada desde 2009, nesta etapa serão vacinados apenas os animais bovinos e bubalinos de zero a 24 meses. A expectativa é vacinar 4,3 milhões de animais, o que corresponde a quase metade do rebanho existente no Estado, estimado em 9,2 milhões de cabeças. Como faz em todas as etapas, a Cocamar vai disponibilizar doses de vacinas aos produtores e sua expectativa é comercializar entre 500 mil e 600 mil unidades. Segundo informou o coordenador comercial de pecuária, Clóvis Aparecido Domingues, lotes de vacinas já foram distribuídos para todos os entrepostos e, em paralelo ao período de vacinação, a cooperativa estará realizando campanha de venda de produtos da linha veterinária com prazos de pagamento para 7/7 ou 7/10.
Cobertura - De acordo com o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, a expectativa é vacinar 100% dos bovinos e bubalinos que se enquadram na faixa etária prevista para essa fase da campanha, inclusive os bezerros com poucos dias de vida. Ortigara diz que para isso espera contar com a colaboração de todos os produtores para que não deixem de vacinar seus animais.
Área livre - O Paraná é considerado área livre de febre aftosa, com vacinação, desde 2000, quando foi reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). Estão nessa mesma condição sanitária outros 14 Estados, o Distrito Federal e a região Centro-Sul do Pará. (Imprensa Cocamar, com informações da Seab)
A Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e a Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) divulgaram a agenda da semana, referente ao período de 25 a 29 de abril, com as deliberações pertinentes ao cooperativismo no Congresso Nacional, sugestões de pareceres e propostas do Sistema. Clique aqui e acesse o documento. (Com informações da Assessoria Parlamentar da OCB)
Mais de 70% dos líderes de cooperativas capixabas, que fazem parte do Sistema OCB, participaram nesta segunda-feira (25/4) da Assembleia Geral Ordinária (AGO) da Organização das Cooperativas do Estado do Espirito Santo (OCB/ES). "Nos últimos anos, o sentimento de pertencimento dos cooperados ao nosso Sistema possibilitou o crescimento das cooperativas do estado", diz Renato Nobile, superintendente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). Segundo Nobile, a maior participação dos associados na AGO é resultado do trabalho que está sendo desenvolvido pela OCB/ES.
Presidência - Durante o evento, Esthério Sebastião Colnago foi reconduzido à presidência da instituição. "É com muita alegria e disposição que recebo mais esse voto de confiança das nossas cooperativas. "Em nome de todo o Conselho assumo o compromisso de fazer um cooperativismo ainda mais plural nos próximos quatro anos', disse. Colnago agradeceu também à OCB pelo apoio constante e pela elaboração estratégias para o desenvolvimento do cooperativismo do país. (Informe OCB)
O anestesiologista André Pacelli, médico cooperado da Unimed João Pessoa, foi eleito presidente da Organização das Cooperativas do Estado da Paraíba e do Serviço Nacional de Aprendizagem para o Cooperativismo - seção Paraíba (OCB/Sescoop-PB). João Feitoza será o vice-presidente que acompanhara Pacelli no mandato de quatro anos. As eleições ocorreram durante a Assembleia Geral Ordinária da OCB/Sescoop, nesta segunda-feira (25/04) na sede da instituição, em João Pessoa (PB). Na gestão que termina este mês, André Pacceli ocupa o cargo de vice-presidente da entidade. Na Unimed JP, exerce o cargo de secretário de Responsabilidade Social e Desenvolvimento Humano. O médico também é cooperado da Unicred João Pessoa e já foi presidente da Sociedade de Anestesiologia do Estado da Paraíba. O Sistema OCB-Sescoop/PB representa toda a estrutura do Cooperativismo do Estado, com mais de 120 cooperativas filiadas, em todos os ramos. (OCB, com informações da OCB-Sescoop/PB)
Com votação marcada para a primeira semana de maio, a reforma do Código Florestal está fazendo o agronegócio retomar antigos argumentos em defesa do setor. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) se associaram a outras 13 entidades agropecuárias para lançar um vídeo que destaca a importância da produção de alimentos. A "atualização" da legislação ambiental é considerada fundamental para a contínua redução nos preços da comida. O brasileiro investe 20% de sua renda em alimentação, metade da proporção de 50 anos atrás, defende a campanha. "Não precisamos desmatar mais nem um palmo de floresta", sustenta a presidente da CNA, a senadora Kátia Abreu. A reforma do Código Florestal deve ser votada a partir de 3 de maio na Câmara dos Deputados. (Caminhos do Campo / Gazeta do Povo)
O novo Código Florestal poderá conceder benefícios a agricultores que sempre obedeceram à legislação e mantiveram em suas propriedades área de proteção permanente (APP) e Reserva Lega. O relator da matéria, Aldo Rebelo (PCdoB-SP) disse que vai acolher sugestão feita pelo líder do Partido Verde, Sarney Filho (MA). Entre os benefícios estão a dedução no Imposto de Renda dos gastos com a preservação da área, obtenção de crédito agrícola com juros menores e limites maiores do que os que não preservaram, além da contratação favorecida na comercialização da produção agrícola.
Sugestão - Outra sugestão feita por Sarney Filho e que deverá estar no relatório de Aldo Rebelo é a que trata do tamanho da APP nas propriedades. A ideia é manter os 30 metros de preservação nas encostas de rios, mas, naquelas propriedades onde não haja nenhum tipo de preservação, a distância deve ser de 15 metros. "Não se trata de reduzir de 30 para 15 metros. O que existe é tratamento diferenciado nas áreas de recuperação. Agora, haverá mais reflorestamento nessas áreas", explicou Sarney Filho. Esses dois pontos, sugeridos pelo PV, encontram apoio de Aldo Rebelo, que disse esperar que a proposta seja, finalmente, aprovada. "Se eu fosse o governo, acolheria essas sugestões", disse.
Agricultura familiar - Aldo Rebelo disse ainda que deverá incluir em seu relatório a determinação para que propriedades de agricultura familiar tenham 7,5 metros de APP. Segundo ele, na Região Nordeste, metade das propriedades é de agricultura familiar, com até 5 hectares. Com isso, ficaria inviável para essas famílias cumprirem a determinação de 15 ou 30 metros. "Não podemos retirar deles a possibilidade de continuar sobrevivendo."
Votação - A votação do Código Florestal foi marcada pelo presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), para a primeira semana de maio. Sarney Filho disse preferir esperar um pouco mais para que haja mais negociações sobre a matéria. Aldo Rebelo, no entanto, acredita que o prazo seja suficiente para solucionar todos os impasses.
Urgente - Ele afirmou, nesta segunda-feira (25/04), após reunião com cientistas que também pediram o adiamento da votação do seu relatório, que o país precisa de uma nova legislação ambiental antes da entrada em vigor, em junho, do decreto assinado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que pune aqueles que desmataram ilegalmente. Rebelo disse que irá analisar as propostas apresentadas pelos representantes da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e da Academia Brasileira de Ciências (ABC), mas ressaltou a urgência de se votar o Código Florestal. (Agência Brasil)
A RádioCoop desta segunda-feira (25/04) traz uma entrevista com o presidente do Conselho Diretor e o diretor Executivo da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef). Ele falou sobre a prorrogação das inscrições para o 14º Prêmio Andef. O prazo para postagem dos projetos foi prorrogado até o dia 29 de abril. Os trabalhos podem chegar à OCB (via Correio ou pessoalmente) até o dia 3 de maio. Ouça a entrevista e saiba mais. (Informe OCB)
O não pagamento de mais de R$ 162 milhões do seguro rural pode ser tema de audiência pública na Comissão de Agricultura, Pecuária e Abastecimento Rural da Câmara dos Deputados. O requerimento (40/2011) que solicita o evento foi proposto pelo deputado federal Moreira Mendes (PPS/RO) e será votado nesta quarta-feira (27/04), na reunião deliberativa da Comissão que ocorrerá no plenário 6, do anexo 2. Moreira Mendes solicita a presença dos ministros da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wagner Rossi, e da Fazenda, Guido Mantega, para discutir os motivos do não pagamento da subvenção ao prêmio do seguro rural, referente ao exercício de 2010. A dívida existe desde outubro do ano passado.
Pagamento - O governo federal pagou somente R$ 35 milhões dos R$ 198 milhões previstos. Por enquanto, as seguradoras estão cobrindo os riscos do produtor, mas há ameaças de que abandonem o negócio por falta de pagamento. "Uma quebra de contrato, como a que se configura, tende a desencorajar a entrada de novas empresas, na contramão do esforço do governo. Pior, já manifestações de seguradoras e de resseguradoras, junto a Frente Parlamentar da Agropecuária, no sentido de não mais trabalhar com seguro rural no Brasil", justificou Mendes no requerimento que solicita a audiência pública. (Site Plantando Notícias)
Nesta quarta-feira (27/04), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), ligada ao Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, realiza o segundo leilão de trigo deste ano. Serão três operações de venda direta de estoques públicos, que comercializarão 191,5 mil toneladas do produto. O cereal provém de seis estados diferentes: 72,7 mil t do Rio Grande do Sul; 48,9 t do Paraná; 31,7 mil t de São Paulo; 20 mil t do Mato Grosso do Sul; 18 mil t de Santa Catarina; e 351 t de Minas Gerais. Desde o início do ano, a Conab organizou apenas um leilão de trigo, com a negociação de 170,1 mil toneladas. A finalidade das operações é regular o abastecimento e o preço do produto agrícola. Confira os avisos nº 127, 128 e 129. (Mapa)
Enquanto as últimas colheitadeiras de soja deixam as lavouras, os produtores dos Campos Gerais paranaenses começam os preparativos para a safra de inverno de 2011 e planejam nova redução na área de trigo. A menos de um mês do início do plantio, os agricultores da região definiram suas apostas e devem diminuir em cerca de 30% o plantio do cereal, relata o vice-presidente do Sindicato Rural de Guarapuava, Anton Gora. No ano passado, desestimulado pelo mercado, já haviam cultivado 10% área menor.
Cevada - Gora, que também é produtor rural no município, conta que dará preferência à cevada neste ano. Vai manter os 80 hectares plantados no ano passado e reduzir quase à metade a área destinada ao trigo, que em 2010 ocupou 80 hectares e neste ano cobrirá apenas 50 hectares. Os 30 hectares restantes ficarão ociosos neste inverno. "Vou cobrir o solo com aveia para plantar milho no próximo verão", explica o produtor.
Política pública - A ausência de uma política pública de incentivo à cultura desestimula investimentos no trigo, relata. "O grande entrave é a comercialização. O mercado não tem liquidez. Além disso, o trigo atrasa o plantio da soja, que acaba produzindo menos. Não vale a pena. Até porque com o preço mínimo não dá para contar. No ano passado o governo mudou as regras no meio do jogo", diz Gora, referindo-se ao corte de 10% nos valores de referência anunciado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) às vésperas do plantio de 2010.
Preço de garantia - Para o trigo pão, mais produzido no Paraná, o preço de garantia do governo foi fixado em R$ 28,62 (tipo 1). O valor, insuficiente para cobrir o custo operacional de produção, estimado em R$ 30/saca para a região de Guarapuava, não é respeitado pelo mercado. Hoje, a indústria oferece ao produtor pouco mais de R$ 27 (média Paraná) pela saca do produto, mostra levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab).
Acúmulo - Diante de preços pouco atrativos, o trigo se acumula nos armazéns. Conforme o Deral, 947,7 mil toneladas do cereal que foi colhido no ano passado ainda estão estocados em silos paranaenses à espera de melhores cotações. O volume equivale a cerca de 28% da safra de 2010 e considera apenas os grãos que estão nas mãos do produtor.
Estoques públicos - Nas mãos do governo, existem outras 550 mil toneladas somente no Paraná. Os estoques públicos foram acumulados nos últimos três anos e, desde a semana passada, vêm sendo desovados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) no mercado. Em leilão marcado para esta quarta-feira (27/04), a estatal vai ofertar 48,7 mil toneladas de trigo no Paraná. Na primeira operação, 12,9 mi toneladas (41,6% do total) foram comercializadas no estado. (Caminhos do Campo / Gazeta do Povo)
O aumento de produção e a recuperação nos preços das commodities no mercado internacional refletiram positivamente na economia paranaense. O Valor Bruto da Produção (VBP), um dos índices que reflete a geração de renda na agropecuária aponta para um total de R$ 43 bilhões em 2010, o segundo melhor resultado dos últimos 10 anos e cerca de 10% maior em relação ao VBP anterior (2009) que atingiu R$ 39,3 milhões.
2008 - O VBP de 2010 só não superou o de 2008, que atingiu R$ 43,8 bilhões, também em função dos bons preços das commodities atingidos no mercado externo naquele ano que refletiram no mercado interno e beneficiaram o produtor rural com a elevação no faturamento bruto com a venda da safra e da produção pecuária.
Pesquisa - O valor do VBP de 2010 é resultante de pesquisa feita pela divisão de Estatística do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab) e corresponde a uma estimativa referente ao desempenho das vendas da safra 2009/10, cujo fechamento definitivo deverá ocorrer até setembro de 2011.
Produtos - Entre os produtos que mais contribuíram para o VBP em 2010 estão os grãos, carnes e leite, os mesmos produtos que tiveram melhora de preços no mercado externo e interno. O produto campeão em faturamento foi a soja que atingiu um VBP de R$ 8,1 bilhão, um aumento de 13% em relação ao faturamento do ano anterior. O VBP da soja foi melhor em 2010 porque refletiu a recuperação da produção que no ano anterior (2009) registrou quebra de safra. Na safra 2009/10 a produção de soja aumentou 50% em relação à anterior (2008/09).
Frango - O segundo produto que teve melhor faturamento em 2010 foi o frango com um VBP de R$ 5,3 bilhões, uma ligeira queda em relação ao VBP do ano anterior que atingiu R$ 5,5 bilhões. Em 2010 a produção de frangos foi maior, mas a queda de preços do produto justifica a redução do VBP, disse o engenheiro agrônomo Hugo Godinho, chefe da divisão de Estatística Básica do Deral.
Milho - O faturamento com as duas safras de milho cultivadas no Paraná atingiu R$ 3,7 bilhões em 2010, um aumento de 21% em relação ao faturamento do ano anterior que registrou um VBP de R$ 3 bilhões. No ano passado, o aumento na produção de milho e a recuperação nos preços a partir do segundo semestre resultou num faturamento de R$ 700 milhões a mais em relação à safra anterior.
Leite - A expansão da pecuária leiteira no Paraná também está refletindo num faturamento maior do setor. O VBP do leite de 2010 foi de R$ 2,9 bilhões, que correspondeu a um aumento de R$ 500 milhões em relação ao ano anterior, quando o VBP atingido foi de R$ 2,4 bilhões.
Madeira - Produtos derivados da madeira oriundos de serraria e laminação contribuíram com um VBP de R$ 1,9 bilhões. A bovinocultura de corte foi outro produto beneficiado com a recuperação de preços da carne nos mercados externo e interno e também em função do aumento no número de abates. Em 2010, o faturamento bruto do setor atingiu R$ 2,4 bilhões, um aumento de R$ 600 milhões em relação ao ano anterior quando a bovinocultura de corte rendeu R$ 1,8 bilhão aos pecuaristas paranaenses.
Cana de açúcar - Apesar da queda na produção, a cana de açúcar registrou aumento de preços o que refletiu num VBP de R$ 1,7 bilhão em 2010, 7% maior em relação ao ano anterior quando o faturamento do setor atingiu R$ 1,6 bilhão. O VBP correspondente á produção de suínos aumentou 24%, passando de R$ 1,6 bilhão em 2009 para R$ 1,7 bilhão em 2010. A produção de suínos se manteve estável no período analisado, mas houve recuperação nos preços o que está refletindo num faturamento bruto maior para os produtores.
Trigo - O trigo foi outro produto que registrou faturamento maior em 2010 quando o VBP atingiu R$ 1,5 bilhão, um aumento de 30% sobre o VBP do ano anterior que foi de R$ 1,1 bilhão. De acordo com o Deral, houve recuperação na produção do grão naquele ano.
Feijão - O feijão é um do poucos produtos cultivados no Estado a registrar retração no VBP, caindo de R$ 1,1 bilhão correspondente ao faturamento obtido com as três safras cultivadas no Paraná em 2009 para R$ 1 bilhão em 2010. A queda no VBP do feijão foi provocada pela queda nos preços do feijão da primeira safra e depois queda na produção, como reflexo dos preços menores. O preço do feijão subiu no segundo semestre do ano, mas a produção não conseguiu se adequar a essa movimentação, explicou Godinho.
FPM - A primeira versão do Valor Bruto da Produção 2010 será concluída no final de junho e publicada definitivamente 60 dias após a primeira publicação. O índice final do VBP é um dos componentes do Fundo de Participação dos Municípios, que é um recurso repassado pelo governo estadual às prefeituras. O resultado final do VBP de 2010, correspondente ao desempenho da safra 2009/10, pesquisado no decorrer da comercialização em 2011, passa a valer para efeito de repasse do FPM em 2012, ou seja sempre dois anos após concluída e vendida a safra. (AEN)
Os preços de soja voltaram a subir nos mercados interno e externo, de acordo com informações do Cepea. No Brasil, as cotações foram impulsionadas pelos maiores valores para exportação. Nem mesmo a valorização do Real frente ao dólar conseguiu segurar os preços no mercado interno, conforme pesquisadores do Cepea. Entre 18 e 25 de abril, o Indicador Esalq/BM&FBovespa para o produto transferido no porto de Paranaguá subiu 2,43%, finalizando a US$ 29,94/sc de 60 kg (em moeda nacional, a elevação foi de 1,31%, indo para R$ 47,09/sc na segunda, 25). Quanto à média ponderada das regiões paranaenses, refletida no Indicador Cepea/ESALQ, a alta foi de 1,31% entre os dias 18 e 25, fechando a R$ 44,17/sc na segunda-feira (25/04). No mercado internacional, o impulso veio das preocupações quanto ao cultivo da safra norte-americana. (Cepea/Esalq)
O governador Beto Richa afirmou nesta segunda-feira (25/04) que o governo do Paraná vai trabalhar para tornar realidade o projeto que pretende transformar o eixo Cascavel, Guaíra e Canindeyú (Paraguai) no maior corredor de produção de proteína animal do mundo. O plano prevê a construção de uma plataforma intercontinental para fomentar a circulação de mercadorias na região, incluindo a implantação de estruturas de processamento e armazenagem em Guaíra e uma série de obras de infraestrutura que desenvolvam os modais ferroviário, hidroviário, rodoviário e aeroportuário do Estado.
Pacto Oeste - O programa, denominado Pacto Oeste, foi apresentado ao governador pelo coordenador técnico, Josemar Ganho, e por 11 prefeitos que integram o pacto. O objetivo é integrar e desenvolver as economias do Paraná e do Paraguai com investimentos em infraestrutura e logística. "O Paraná mais uma vez demonstra sua capacidade de integrar povos e objetivos, sem as incômodas amarras do passado. Ao institucionalizar o Pacto Oeste estamos desenhando um futuro promissor para o Paraná. Vamos apoiar e investir na infraestrutura para que esse projeto desenvolva a nossa economia", garantiu o governador.
Potencial - Richa destacou o potencial de produção agrícola e agropecuária do Paraná e afirmou que as obras do eixo são uma resposta à crescente demanda alimentar do mundo. "Este sistema facilitará o escoamento de nossas safras e com certeza irá gerar riquezas e empregos no Paraná", disse.
Centro logístico - O coordenador do Pacto Oeste, Josemar Ganho, afirma que o corredor será o maior centro logístico do interior do continente e deve integrar a infraestrutura regional, nacional e continental. Ele explica que o sistema multimodal permitirá o escoamento das matérias primas dos estados e países vizinhos para a matriz de processamento que será construída em Guaíra. Dessa maneira será possível exportar e transformar os produtos em proteína animal.
Necessidades - Entre as necessidades de infraestrutura apontadas por Josemar Ganho para viabilizar o programa estão a duplicação das BRs 277 e 163; a ligação ferroviária de Maracaju (MS) ao Porto de Paranaguá e de Cianorte a Guaíra; um corredor ferroviário bioceânico Atlântico/Pacífico, que ligará o porto do Paraná aos portos do Chile; a construção de um aeroporto de cargas em Guaíra; e a consolidação da hidrovia Paraná/Tiete.
Audiência - "Temos que pensar grande e é isso que queremos. O eixo modal irá inserir o Paraná no ciclo de desenvolvimento industrial e tornar este estado um protagonista da economia mundial. É um programa grandioso, que demonstra a importância do Paraná", disse Ganho. Ele afirma que o próximo passo será marcar uma audiência com a presidente Dilma Rousseff e a ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior, para apresentar o Pacto Oeste.
Crise alimentar - Segundo Josemar Ganho, o planeta enfrenta o risco de sofrer uma grande crise alimentar, em função do crescimento populacional, do consumismo, das mudanças climáticas e a limitação da expansão de produção de alimentos. Ele afirma que a região Oeste paranaense tem condições de atender a demanda mundial caso se prepare para exportar e produzir especialmente a proteína animal (avicultura e suinocultura).
Benefícios - O secretário de Estado da Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, diz que o projeto é importante e trará benefícios para todo o Paraná. "Há muitos grupos interessados em financiar o programa. O governo do Paraná tem uma importante tarefa de desenvolver o plano e tornar o estado um grande produtor de proteína. Passamos por um longo período de estagnação e agora o Paraná tem pressa", afirmou.
Recursos - O prefeito de Cascavel e coordenador do Pacto Oeste, Edgar Bueno, afirma que o programa trará desenvolvimento para a região. "Precisamos de investimentos em infraestrutura. Vamos criar no Paraná um importante corredor de desenvolvimento que irá trazer riquezas e melhor qualidade de vida para o paranaense. A região Oeste muda e muda para melhor", disse o prefeito. Ele disse ainda que o projeto depende de grandes recursos financeiros e que é importante que as autoridades busquem recursos internacionais para viabilizar o projeto.
Interesse - Empresários da Duisburger Hafen, companhia responsável pela administração do maior porto fluvial de interior do mundo, Duisport, na Alemanha, acompanharam o encontro e afirmaram que estão interessados em investir e operar a plataforma em Guaíra e no município paraguaio de Salto Del Guairá.
Paraguai - O prefeito de Salto Del Guairá, Eduardo Paniagua Duarte, conta que o projeto é importante para o país vizinho e que trará grandes benefícios para o povo e a economia paraguaia. "Somos um país mediterrâneo que não tem acesso ao mar. Temos uma dificuldade grande de exportar nossas mercadorias. Acredito que a construção desse eixo modal vai atender nossa demanda de transporte dos grãos e cereais", disse o prefeito de Salto Del Guaíra.
Ganho - O diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Jorge Samek, destacou que várias áreas poderão ganhar com a integração pró-construção da plataforma intercontinental. "Tem muita coisa boa para acontecer no Paraná e temos que trabalhar de maneira integrada com todos os organismos para viabilizar o projeto. Paraná deve pensar grande, começar pequeno e andar rápido", afirmou Samek.
Municípios - Os municípios que fazem parte do Pacto Oeste são: Cascavel, Toledo, Assis Chateaubriand, Nova Santa Rosa, Mercedes, Palotina, Guaíra, Marechal Candido Rondon, Quatro Pontes e Maripá. Participaram ainda do encontro com o governador os secretários do Planejamento, Cassio Taniguchi; da Indústria, do Comércio e Assuntos do Mercosul, Ricardo Barros; do Meio Ambiente, Jonel Iurk; do Turismo, Faisal Saleh; o secretário-chefe da Casa Civil, Durval Amaral; e os deputados federais Zeca Dirceu e Osmar Serraglio. (AEN)
Um novo sistema de processamento central e coleta de dados poderá ser implementado no Porto de Paranaguá. O sistema, conhecido como VTS (Vessel Traffic Service), foi apresentado pelo comandante da Marinha do Brasil e Hidrógrafo, Alberto Pedrassani Costa Neves, juntamente com o oficial César Pimenta, ambos oficiais da Reserva da Marinha. A apresentação aconteceu na Sala do Conselho de Autoridade Portuária (CAP) da Sede Administrativa da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), em Paranaguá, tendo a presença do superintendente dos Portos de Paranaguá e Antonina, Airton Vidal Maron e o diretor técnico da Appa, Paulinho Dalmaz.
Gerenciamento e monitoramento - O VTS é um sistema de gerenciamento e monitoramento eletrônico, já utilizado no exterior, que dá mais subsídios para a autoridade marítima verificar as condições de navegabilidade. De acordo com as definições da Marinha, o VTS é um auxílio eletrônico à navegação, com capacidade de monitorar o tráfego aquaviário, com o objetivo de ampliara segurança da vida humana no mar. Fora isso, o sistema permite intensificar a proteção ao meio ambiente nas áreas em que haja intensa movimentação de embarcações ou risco de acidentes em grandes proporções.
Eficiência - Para o capitão dos Portos do Paraná, José Henrique Corbage Rabello, o sistema vai trazer benefícios à atividade portuária. "Com o sistema, será possível trazer mais eficiência no controle das operações portuárias e aumentar a segurança na navegação, além de permitir que o Porto de Paranaguá possa atingir as metas de segurança que precisa", disse.
Dados - De acordo com o superintendente da Appa, o sistema reúne dados meteorológicos e oceanográficos, além de outras informações ambientais, e dá condições para que as autoridades portuárias gerenciem melhor o controle de tráfego de navios. "A implantação do VTS em Paranaguá integra nosso programa de modernização. Ele será implantado paulatinamente e nos coloca em sintonia com as demandas do governo federal", ressaltou Maron. (AEN)