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O engenheiro agrônomo da Gerência Técnica e Econômica do Sistema Ocepar, Sílvio Krinski, participa, na tarde desta sexta-feira (15/04), em Londrina, de mais uma audiência pública realizada pela Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa do Paraná. De acordo com Krinski, a comissão, presidida pelo deputado Hermas Júnior, está realizando uma série de encontros regionais no interior do Estado para coletar as reivindicações dos produtores e promover maior aproximação dos parlamentares com a população. "Há cerca de duas semanas, nós participamos da primeira audiência realizada em Santo Antônio da Platina, onde tivemos a oportunidade de entregar um documento aos deputados da região, com as propostas do cooperativismo", esclareceu Silvio.
Profissionais de cooperativas agropecuárias do Paraná, representantes dos sindicatos rurais, da Ocepar e da Faep estão reunidos, na tarde desta sexta-feira (15/04), na sede da Cotriguaçu, em Cascavel, Oeste do Estado, para discutir questões relativas à classificação do milho. De acordo com o gerente técnico e econômico da Ocepar, Flávio Turra, que participa do encontro, a pauta inclui debates sobre as propostas sugeridas pelo setor produtivo durante a consulta pública sobre o novo padrão do cereal, estabelecida pela portaria nº 4, do Ministério da Agricultura, e cujo prazo para recebimento de sugestões foi encerrado no dia 05 de janeiro deste ano. Ao final da reunião será formado um grupo que deverá acompanhar o encontro nacional sobre o tema que a Conab vai promover nos dias 28 e 29 de abril, em Brasília.
A Cooperativa Agroindustrial Lar participou da 30ª Feira e Convenção Paranaense de Supermercados - Mercosuper 2011, nos dias 11, 12 e 13 de abril, no Expotrade, em Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba, destacando a sua linha de produtos congelados (vegetais e empanados de frango). Também antecipou aos clientes que a cooperativa deverá ter maior presença de cortes de frango no mercado brasileiro, com a ampliação do projeto de avicultura que está em curso. A Lar possui mais de 150 itens no portfólio de produtos com marca própria. A movimentação anual desses itens a chega a 25% do faturamento total da cooperativa. De acordo com o gerente Jair Meyer, a ideia é ampliar as opções para atender a uma clientela crescente, que é ávida por produtos de fácil preparo.
Feiras - Por outro lado, o diretor presidente Irineo da Costa Rodrigues ressaltou a participação da Lar em cinco grandes feiras estaduais neste ano, duas delas já realizadas, uma no Rio de Janeiro e outra em Curitiba. As demais acontecem em São Paulo, no mês de maio; em Joinvile-SC, em julho, e em Belo Horizonte no mês de outubro. "Também estaremos presentes em três feiras regionais: Cascavel, Londrina e Chapecó (SC). São feiras profissionais e produtivas que representam uma oportunidade para divulgar nossos produtos visando ampliar a participação junto ao varejo", disse Irineo.
Demais cooperativas - Também participaram da Mercosuper 2011 as cooperativas Frimesa, Copacol e Coamo. (Com informações da Imprensa Lar)
Executivos e associados da Sancor Cooperativa de Seguros, com sede em Sunchales, Provincia de Santa Fé, República Argentina, visitaram a Cooperativa Lar em Medianeira, no dia 08 de abril, onde foram recebidos pelo diretor vice-presidente Lauro Soethe. Ao todo 21 cooperativistas argentinos compunham a delegação, que estive durante a semana visitando cooperativas paranaenses.
Integração - Em entrevista ao programa de rádio Lar, o presidente Raúl Colombetti, da Casa Cooperativa de Sunchalles, que é a Capital Nacional de Cooperativismo e da Sancor Seguros, disse que "a parceria com a Ocepar tem possibilitado, nos últimos três anos, uma importante integração das cooperativas do Estado do Paraná e com as cooperativas argentinas. Nesta oportunidade, a visita começou em Curitiba, no dia 04 de abril, e, concluindo, visitamos 17 cooperativas".
Mercado brasileiro - O presidente da Sancor Seguros, a maior seguradora da Argentina, disse que a empresa pretende se instalar no Brasil ainda neste ano. Desde 2009, a Sancor matem um escritório de consultoria em serviços de seguros em Campinas, interior de São Paulo. Agora, espera o sinal verde da Superintendência de Seguros Privados (Susep) para iniciar operações no mercado brasileiro. Com investimentos de US$ 10 milhões, a Sancor planeja desembarcar em Curitiba em setembro desse ano, com foco no setor agrícola, com o qual já trabalha no sul do país. Raul Colombetti disse que a empresa pretender atuar também em seguros pessoais e patrimoniais e iniciou sua expansão pelos países vizinhos em 2006, quando se instalou no Uruguai, e em 2009, no Paraguai.
Parceria - O diretor vice-presidente Lar, Lauro Soethe, ressaltou a importância da visita e o fato da instalação de uma cooperativa de seguros, até porque já há uma parceria com a Sancor Seguros no Paraguai através da Lar SRL. "Pretendemos estender esse serviço aos associados ofertando, assim, mais uma opção em seguro agrícola", finalizou o dirigente. (Imprensa Lar)
Nesta sexta-feira (15/04), colaboradores da Cocamar que atuam com atendimento a produtores no segmento de pecuária, participam de um treinamento prático e teórico no município de Iguaraçu, nas imediações de Maringá. Pela manhã, haverá atividade prática, com aplicação de produtos em bovinos, na propriedade do cooperado Sebastião Pittarelli. À tarde, uma dinâmica no Ody Parque Aquático. O coordenador comercial de Pecuária da Cocamar, Clóvis Domingues, explica que os participantes vão aperfeiçoar conhecimentos sobre a aplicação de produtos das linhas Merial e Novartis. "No período da tarde serão apresentados diversos produtos novos, alguns focados para a vacinação contra a febre aftosa, que terá início no mês de maio", comenta. Mais de 60 profissionais tomam parte do evento.
Rações - De acordo com Domingues, a cooperativa está iniciando o fornecimento de Rações Cocamar e, no dia de hoje, serão divulgadas para toda a equipe as formulações e as condições comerciais. (Imprensa Cocamar)
Está lançado o Programa Aprendiz Cooperativo que prevê a inserção do jovem no mundo do trabalho, contribuindo para o seu desenvolvimento humano, social, cultural e profissional. A iniciativa é do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop). No programa, segundo explicou Andréa Sayar, da Gerência de Formação Profissional do Sescoop, o aprendiz será preparado para articular teoria e prática, acionando conhecimentos, habilidades e atitudes que potencializem uma experiência qualificada na cooperativa.
Formação integral - Além disso, o programa oferece aos aprendizes formação integral, pautada em valores cooperativistas, que permite desenvolver a sua capacidade de discernimento para lidar com diferentes situações pessoais e profissionais. Nesta quinta-feira (14/05), foram apresentadas as metodologias de trabalho com material didático aos participantes do 1º Encontro de Coordenadores da Aprendizagem. (Informe OCB)
"O grande mérito da aprendizagem é fazer com que o jovem tenha escolarização". A afirmação foi dada pela procuradora do Ministério Público do Trabalho, Mariane Josviak, entusiasmada com o recém- lançado Programa Aprendiz Cooperativo, do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop).
Vida mais digna - Ela acredita que ações como esta vão garantir uma vida mais digna a milhares de jovens brasileiros. "Incluir o jovem no mercado de trabalho assegura a sua profissionalização teórica e prática e sua escolarização, porque ele também terá que estar matriculado no ensino fundamental ou médio", disse a procuradora, destacando ainda a vantagem de manter o jovem ocupado. Ela participou nesta quinta-feira (14/04) do 1º Encontro de Coordenadores da Aprendizagem, na sede do Sescoop, em Brasília (DF). Para a procuradora, o jovem tem sido vítima da criminalidade, pois muitas vezes faltam a ele oportunidades. "Precisamos dar ocupação a eles, e a aprendizagem proporciona isso. Uma sociedade organizada tem condições de proporcionar esse meio".
Legislação - Sob o tema "A promoção de direitos através da aprendizagem profissional" a representante do MPT discorreu sobre as obrigações e direitos dos jovens sob a perspectiva da legislação, e ressaltou a relevância de ações como estas, que vão garantir uma atuação socialmente responsável por parte do Sistema "S", cooperativas, estado e demais instituições.
Combate ao trabalho infantil - Desde o ano 2000, o MPT elegeu como uma de suas metas institucionais de ação o combate do trabalho infantil. Passados mais de onze anos desde a promulgação do primeiro instrumento normativo, a aprendizagem profissional ainda encontra dificuldades na sua aplicabilidade mais efetiva e eficaz perante a sociedade brasileira. Segundo ela, existem hoje aproximadamente 200 mil aprendizes, número ainda muito baixo diante da meta estabelecida pelo governo em 2008, de 800 mil.
Radiocoop - Mariane Josviak falou ainda à RádicoCoop sobre o artigo 227 da Constituição Federal Brasileira, que trata dos diretos assegurados à criança e ao adolescente, vinculando o assunto com a formação de aprendizes. Clique e ouça. (Informe OCB)
O Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo do Estado do Amazonas (Sescoop/AM) recebeu o Selo Empresa Parceira da Natureza, do Instituto Brasileiro de Defesa da Natureza (IBDN). A certificação está associada a um programa de gestão ambiental integrada à responsabilidade social e tem como objetivo engajar empresas e funcionários a ações que minimizem seus impactos ao meio ambiente.
Comprometimento - Para o presidente do Sistema OCB-Sescoop/AM, Petrucio Magalhães Júnior, o selo representa o comprometimento institucional com o desenvolvimento sustentável. "Vamos dar continuidade a projetos que tenham compromisso com o meio ambiente e promover ações voltadas à educação ambiental e a sustentabilidade", declarou. A premiação foi entregue nesta quarta-feira (13/4), no Auditório Belarmino Lins, da Assembleia Legislativa do Amazonas, em Manaus (AM).
Sobre o IBDN - O IBDN é uma Organização Não-Governamental (ONG) que luta em prol da natureza desenvolvendo projetos na área de educação ambiental, no resgate da cultura indígena e no combate aos crimes contra o meio ambiente. (Informe OCB)
O Sistema OCB/MS iniciou, na quarta-feira (13/04), suas atividades no Twitter, rede social da internet que permite aos usuários enviar e receber textos de até 140 caracteres. O objetivo é estreitar o relacionamento com pessoas interessadas em assuntos relacionados ao cooperativismo paulista. O Twitter é um serviço gratuito que proporciona aos usuários acompanhar em tempo real atualizações realizadas por outros usuários. Siga-nos no Twitter, o endereço é www.twitter.com/ocbsescoopms. (OCB/MS)
O presidente da república em exercício, Michel Temer, se reuniu nesta quarta-feira (13/04) com deputados de vários partidos para discutir pontos de consenso e viabilizar a votação da matéria na Câmara. A reunião, no entanto, terminou sem acordo. A proposta que aguarda votação no Plenário da Câmara é o substitutivo do deputado Aldo Rebelo ao PL 1876/99, que foi aprovado no ano passado por uma comissão especial. Em março deste ano, o presidente da Câmara, Marco Maia, criou um grupo de trabalho para atuar como uma câmara de negociação, mas ainda não foi definido um texto consensual.
Ajustes - Representantes dos ruralistas voltaram a defender apenas ajustes no substitutivo de Aldo Rebelo e ressaltaram a urgência do Congresso aprovar mudanças na atual legislação ambiental. O deputado Moreira Mendes (PPS-RO), por exemplo, afirmou, logo após o encontro no Palácio do Planalto, que as divergências diminuíram e que serão necessárias apenas mudanças na redação do texto aprovado no ano passado. Já o deputado Ivan Valente (Psol-SP), que é contrário ao substitutivo de Aldo Rebelo, disse que não há possibilidade de consenso. "São sete pontos essenciais em que temos divergências inconciliáveis. Pode existir acordo em 40 questões, mas se não chegamos a um acordo no essencial, 90% dos problemas não foram resolvidos", argumenta.
Desmatamento - Em relação às normas para prevenir e punir desmatamento, Moreira Mendes diz que é necessário apenas tornar o texto mais claro para evitar interpretações divergentes no futuro. Ele afirma ainda que os produtores rurais querem o mesmo que os ambientalistas - produzir uma lei que evite novos desmatamentos. Ivan Valente adverte, no entanto, que é impossível concordar com um projeto que "elimina a reserva legal em 90% das propriedades brasileiras". Se aprovado como está hoje, o texto, segundo ele, provocará o desmatamento de 70 milhões de hectares. O deputado Sarney Fillho (PV-MA) também afirmou que o texto não pode deixar margem para interpretações que, no futuro, permitam mais desmatamento.
Quatro módulos - O substitutivo de Aldo Rebelo dispensa as propriedades de até quatro módulos fiscais da necessidade de manter reserva legal. Tanto a lei atual quanto a nova proposta preveem limites de reserva diferentes para cada região do País e tipo de bioma. Na Amazônia, em áreas de floresta, a reserva deve corresponder a 80% da propriedade. Nas outras regiões, esse percentual é de 20%. O módulo fiscal também é variável em função das regiões em que se localiza a propriedade. Na Amazônia, equivale a 100 hectares, enquanto no Sul e no Sudeste, fica, em média, em 20 hectares.
Anistia - Ivan Valente também discorda da proposta de redução do limite das matas ciliares de 30 para 7,5 metros nas margens de cursos d'água de até 5 metros de largura. "Nós não vamos aceitar isso em hipótese nenhuma. Isso é um atentado à biodiversidade", afirma. O parlamentar também explica que os ambientalistas não concordam com a proposta de anistiar das multas quem desmatou além do permitido até 2008. "Isso é premiar a impunidade". Moreira Mendes assegura, no entanto, que "o texto não prevê anistia" para esses casos. Segundo ele, quem desmatou mais que o permitido vai ter as multas suspensas. "Apenas se regularizar a situação, essas multas serão convertidas em compensação ambiental", diz.
Consenso - O deputado Aldo Rebelo, que também participou do encontro, afirmou, no entanto, que já há consenso em torno das mudanças que precisam ser feitas em seu texto. "Creio que nos aproximamos, se não do acordo definitivo, de pelo menos 98% ou 99%". (Agência Câmara)
Nesta quinta-feira (14/04), o Diário Oficial da União (DOU) publicou estudo de risco climático do feijão feito pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. De acordo com as portarias, 13 estados e o Distrito Federal mostram-se favoráveis para o plantio da primeira safra (2011/2012). São eles: Paraná, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Pará, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Tocantins, Mato Grosso, Goiás, Bahia e Minas Gerais. A cultura não tolera temperaturas extremas ou chuvas e é sensível às geadas e ao calor excessivo em qualquer estágio de desenvolvimento. Os maiores prejuízos podem ocorrer durante a reprodução, quando as temperaturas entre 30ºC e 40ºC provocam abortamento de flores e botões florais. Com relação às chuvas, a escassez prejudica o feijoeiro principalmente nos períodos de florescimento e início de formação das vagens. Já o excesso, durante a colheita, é prejudicial à qualidade dos grãos. Dependendo da duração do período chuvoso, as perdas na produção podem ser totais. Confira as portarias nº 106, 107, 108, 109, 110, 111, 112, 113, 114, 115, 116, 117, 118, 119. (Mapa)
As vendas externas de carne de frango cresceram no primeiro trimestre, os preços de venda também avançaram, mas os exportadores temem que esse cenário não perdure por conta da valorização do real em relação ao dólar e da alta dos custos de produção. Diante dessa perspectiva, empresas já falam na possibilidade de reduzir turnos de produção.
Surpresa - "[O resultado] surpreendeu porque começamos bem", disse Francisco Turra, presidente da União Brasileira de Avicultura (Ubabef). Nos três primeiros meses do ano, as exportações alcançaram 933 mil toneladas, 10,1% mais que no mesmo período de 2010. A receita avançou 28,3%, para US$ 1,867 bilhão, na mesma comparação. O preço médio de venda no trimestre foi de US$ 2.010 por tonelada, 16,66% maior.
Câmbio e custos - Apesar da demanda forte nos países em desenvolvimento, o temor dos exportadores é a perda de competitividade por causa do câmbio e dos custos. Conforme a Ubabef, o dólar caiu 7,5% ante o real no trimestre ante o mesmo período de 2010. Já o milho, um dos principais insumos da ração, subiu 70,8% sobre o primeiro trimestre do ano passado. Segundo Turra, as empresas aumentaram os preços em dólar nas exportações, mas já enfrentam resistência por parte de importadores. "As empresas já falam em reduzir turno se o dólar continuar caindo", afirmou Turra. "Já chegou ao limite".
Queda de produtividade - A Ubabef já aponta queda de competitividade em relação ao frango produzido nos EUA. Segundo Ariel Mendes, diretor técnico da entidade, o custo de produção frango nos EUA está em US$ 0,70 por quilo enquanto no Brasil está em R$ 1,70 por quilo. Com o frango menos competitivo lá fora, os exportadores temem uma saturação do mercado interno. "O mercado interno está bom, mas não há perspectiva de grande aumento de demanda. O consumo per capita está em 44 quilos, já não há muito espaço para crescer", completou Mendes.
Março - Considerando apenas o mês passado, as exportações de frango somaram 341,3 mil toneladas em março deste ano ante 331 mil toneladas em igual período de 2010. A receita alcançou US$ 691,4 milhões - havia sido de US$ 569 milhões em março do ano passado. As vendas de carne de frango ao Japão - país afetado por crise nuclear após terremoto - no mês de março chegaram a 38,5 mil toneladas, acima da média mensal de 30 mil a 35 mil toneladas. "Há necessidade de comprar por causa do terremoto. O Japão está até comprando cortes diferentes do que comprava porque a logística de produção lá foi afetada", disse Ricardo Santin, diretor de mercados da Ubabef. Normalmente, o país adquire coxa e sobrecoxa sem osso, mas está adquirindo também peito.
Avicultura nacional - O levantamento da Ubabef mostrou ainda que as exportações da avicultura nacional (inclui frango, peru, pato, ganso e outras) totalizaram 973 mil toneladas no trimestre, alta de 7,7%, com receita de US$ 1,988 bilhão, ganho de 23,6%. (Valor Econômico)
As exportações de açúcar pelo Porto de Paranaguá cresceram nos primeiros três meses de 2011. Até março, o Porto exportou 491 mil toneladas do produto enquanto que no mesmo período do ano anterior foram 431 mil toneladas, o que representou um aumento de 14% no volume.
Safra - A partir de abril, tem início a safra sucroalcooleira, que se estende até março de 2012. A expectativa do terminal que mais exporta açúcar por Paranaguá, a Pasa (Paraná Operações Portuárias), é que o crescimento das exportações do produto para a safra 2011-2012 seja pequeno. De acordo com gerente-geral da Pasa, Pérsio Souza de Assis, os volumes não apresentarão aumento representativo porque não houve grande aumento na área de plantio da cana-de-açúcar. "Na safra passada, exportamos por Paranaguá três milhões de toneladas de açúcar. Esta safra, temos a expectativa de exportar 3,2 milhões de toneladas", disse.
Álcool - De janeiro a março, foram exportados pelo Porto de Paranaguá 21,6 mil toneladas de etanol. O volume é 26,2% superior do exportado no mesmo período do ano passado. No entanto, a expectativa é que a exportação do produto não sofra grandes alterações também. De acordo com Assis, a maior parte da produção brasileira de etanol será destinada para consumo interno, desfavorecendo as exportações.
Investimentos - Hoje, a maior parte do açúcar a granel que chega a Paranaguá para exportação vem por ferrovia (70%). A Pasa, que é a maior exportadora de açúcar pelo Porto de Paranaguá, conta com uma estrutura de seis moegas ferroviárias, três rodoviárias e dois armazéns que juntos tem capacidade para 174 mil toneladas. De acordo com Assis, a empresa está investindo num projeto de ampliação para a próxima safra que irá dobrar o poder de fluxo de cargas pelo terminal em Paranaguá, passando de três para seis milhões de toneladas por safra. "Estamos construindo mais uma moega ferroviária, outra rodoviária e um novo armazém, com capacidade para 70 mil toneladas", disse.
Terminal especializado - A Paraná Operações Portuárias S/A (Pasa) foi o primeiro terminal especializado no embarque se açúcar a granel do sul do País, criado em 2002 e é formado por nove empresas paranaenses, entre usinas e cooperativas sucroalcooleiras do norte do estado. O terminal tem uma capacidade de embarque de 1.500 toneladas de açúcar por hora. (Assessoria de Imprensa da Appa)
O impacto da nova rodada de valorização do câmbio sobre os preços deve ser modesto, mas pode ser o suficiente para que a inflação não supere o teto da meta perseguida pelo Banco Central neste ano, de 6,5%. A expectativa de um dólar mais próximo de R$ 1,50 no fim do ano pode tirar algo como 0,2 a 0,4 ponto percentual do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a depender da evolução da taxa ao longo dos próximos meses. Nas últimas semanas, vários analistas passaram a apostar num câmbio mais apreciado em 2011, depois que a moeda caiu abaixo de R$ 1,65 sem que isso provocasse uma reação mais enérgica do BC.
Diferença - O economista Fábio Ramos, da Quest Investimentos, que esperava um dólar de R$ 1,65 no fim do ano, trabalha hoje com R$ 1,50. Para ele, isso deve trazer um alívio de 0,2 ponto para o IPCA. "Não é a salvação da lavoura, mas pode ser a diferença entre a inflação estourar ou não o teto da meta", resume ele, que espera um IPCA de 6,4% neste ano. "O câmbio mais valorizado tende a evitar novas revisões para cima da inflação." Pelas estimativas de Ramos, o câmbio médio em 2011 ficará em R$ 1,60, 8,6% abaixo do R$ 1,75 do ano passado.
Tradables - O dólar barato ajuda conter a inflação dos bens comercializáveis internacionalmente (os tradables), diz Ramos. As já comportadas cotações dos bens duráveis (como automóveis e eletroeletrônicos) poderiam ter um resultado ainda mais favorável - em 12 meses até fevereiro, estão em alta de 0,53%, segundo o IPCA. Os alimentos também devem ter algum alívio, uma vez que um câmbio mais apreciado atenua eventuais altas - ou acentua quedas - das commodities, quando convertidas em reais. No caso de produtos têxteis, o dólar barato pode impedir novos repasses da disparada do algodão.
Mais valorizado - A Tendências Consultoria também acredita num câmbio mais valorizado neste ano. Segundo estimativas preliminares, o dólar deve terminar o ano em R$ 1,62, e não mais em R$ 1,70. O câmbio médio, por sua vez, deverá ser de R$ 1,60, e não mais de R$ 1,68. Esse quadro implica um IPCA 0,15 ponto percentual menor, diz o economista Thiago Curado, que estima um IPCA de 6,3% em 2011. No cenário anterior para o câmbio, aumentaria a possibilidade de o indicador se aproximar ou superar os 6,5% do teto da meta, acredita Curado. "A expectativa é que o dólar ficará em R$ 1,55 no segundo e no terceiro trimestres, subindo um pouco no fim do ano." Ele espera alguma redução da liquidez internacional no quarto trimestre, o que tenderia a diminuir os fluxos de recursos para o Brasil.
Impacto - Curado também estimou qual seria o impacto sobre o IPCA de um dólar que a partir do terceiro trimestre ficasse em R$ 1,50, terminando 2011 nesse patamar. A média do ano seria próxima de R$ 1,55. Nesse caso, o alívio sobre o IPCA poderia ser de até 0,39 ponto. No mais recente relatório de inflação, o BC fez uma decomposição da inflação nos últimos oito anos. Em 2010, quando o dólar médio recuou 12,5% em relação a 2009, o câmbio tirou 0,22 ponto percentual do IPCA.
Moderado - O impacto do câmbio valorizado sobre a inflação tende a ser moderado neste ano porque há fontes importantes de pressão sobre os preços que não respondem à oscilação do real, pelo menos no curto prazo. É o caso dos serviços (como aluguel, condomínio e empregado doméstico) e preços administrados (como tarifas públicas), diz a economista Ariadne Vitoriano, da Rosenberg & Associados.
Serviços - Em 12 meses até março, os serviços no IPCA sobem 8,53%, impulsionados pela combinação de demanda forte, indexação de alguns itens à inflação passada, como aluguel, ou influenciados pelo salário mínimo, como empregado doméstico. Os preços administrados, que encerraram 2010 em 3,13%, já estão em alta de 4,53% nos 12 meses até março.
2012 - Segundo Curado e Ramos, o dólar mais barato pode produzir algum efeito mais relevante - e indireto - em serviços e em preços administrados para a inflação de 2012, ao segurar as cotações ao produtor no Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M). O indicador corrige a maior parte dos alugueis no país e é uma das referências para o reajuste de tarifas públicas, como as de telefonia.
Duradouro - O economista-chefe da Máxima Asset Management, Elson Teles, diz que um real mais forte tende de fato a propiciar algum alívio sobre a inflação, mas destaca que é necessário que o novo nível das cotações seja duradouro, para que se consolide a percepção dos agentes econômicos sobre a nova cotação. Segundo ele, o coeficiente de repasse do câmbio para os preços costuma ser de 5%: uma valorização de 10% do real tende a produzir um alívio de 0,5 ponto no IPCA. (Valor Econômico)