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ANDEF: Cooperativas recebem prêmio voltado à sustentabilidade no campo

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A Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef) entregou na segunda-feira (20/06) o XIV Prêmio Andef, no Esporte Clube Sírio, em São Paulo (SP). Este ano, quatro cooperativas receberam a premiação com seis projetos. Coxupé (MG), Coplacana (SP) e Coplana (SP) foram as vencedoras no tema "Cooperativas". Em "Boas Práticas Agrícolas", a ganhadora foi, novamente, a Coplacana, com o projeto Uso Correto e Seguro. Já o tema "Responsabilidade socioambiental" teve duas selecionadas: Coplacana, com o projeto Sustentabilidade do Produtor de cana-de-açúcar, e Cocari, de Mandaguari (PR), com o Projeto Campanha Cocari Solidária. Ao todo, participaram 13 cooperativas, com 30 projetos inscritos. A iniciativa conta com o apoio da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). Em sua 14ª edição, o prêmio tem destacado iniciativas voltadas para a sustentabilidade da agricultura brasileira e valorizado os esforços dos profissionais ligados ao campo no Brasil. (Informe OCB)

INFRAESTRUTURA II: 'Com 20% mais carga, estaremos esgotados', diz superintendente do porto

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Depois de três décadas de trabalho no Porto de Paranaguá, o engenheiro civil Airton Vidal Maron assumiu o cargo de superintendente com a missão de dar caráter técnico à função. Há cinco meses no cargo, trabalha com nove projetos ao mesmo tempo. Em sua mesa, reúne revistas portuárias de todo o mundo, às quais recorre para explicar as ideias em discussão. Ainda sem recursos garantidos para execução dos planos para o porto, afirma que a capacidade operacional está perto do limite. A demanda cada vez maior do agronegócio e de outros setores só será atendida com grandes investimentos, defende. A seguir, os principais trechos da entrevista:

O Porto de Paranaguá passa por reformas básicas em telhados e anuncia projetos de novos berços, aprofundamento do canal. Está inteiro em reforma?

As obras menores são de manutenção. A conservação da estrutura da retaguarda vinha sendo relegada. Temos prédios em condições muito ruins, uma cidade fantasma, telhados com furos... Precisamos de uma recuperação geral neste sentido. Primeiro você precisa manter o que existe. Em segundo lugar, as ampliações.

Com que orçamento o Porto de Paranaguá trabalha para os projetos de reestruturação?

Nós estamos pleiteando junto ao governo federal a bagatela de R$ 2 bilhões para investimento no porto para os próximos anos. Em que prazo seria isso? Vai depender da disponibilidade de recursos do governo federal. Uma parte deve ser financiada pelo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Especificamente para o Corredor de Exportações, precisamos de R$ 470 milhões. Pretendemos incluir o projeto no PAC ainda neste ano. Se conseguirmos, a ampliação sai em dois anos, dois anos e meio. É o projeto que está mais à frente.

Em que esse projeto muda o desempenho do Corredor de Exportação?

A capacidade de carregamento passa de 9 mil para 18 mil toneladas por hora. A quantidade de berços do porto como um todo será ampliada de 20 para 32, um crescimento de 60%. Mas a operação poderá aumentar mais do que isso. Nos últimos 20 anos, o volume embarcado dobrou e a estrutura se manteve praticamente a mesma.

A estrutura chegou a um limite?

Ano passado, a movimentação foi de 38,2 milhões de toneladas. Dá para operar 45 milhões ao ano no máximo (que podem ser atingidos dentro de dois anos). Nosso limite suporta um aumento de 20% nos embarques e desembarques. A partir daí, estaremos esgotados. Por isso nós precisamos repotencializar o porto para os próximos 20 anos.

Em relação à cobertura do cais, qual o projeto mais viável?

As correias sempre estiveram cobertas. O que falta é cobrir o navio. A cobertura pode ser para o navio inteiro ou apenas para os porões que estiverem sendo carregados, ou seja, com um equipamento para cada shiploader (carregador). Essa cobertura de porão é uma solução que vem sendo estudada, mas ainda não foi implantada em nenhum porto. Está mais próxima da realidade do que a gente possa imaginar.

Em números...

A cobertura por porão é bem mais barata do que a estrutura maior, que parece com os telhados dos estádios de futebol e custa cerca de US$ 60 milhões. Se é feita de material rígido, sai por US$ 6 milhões por carregador. Como precisamos de duas por navio, são US$ 12 milhões por berço. Existe a proposta de uma cobertura de lona, mais barata, de US$ 1 milhão por carregador, ou US$ 2 milhões por navio. Ainda não há uma decisão.

Como será o aprofundamento do cais e como está o licenciamento ambiental?

Uma dragagem mais próxima aos berços já foi feita. O licenciamento (do Ibama) esperado para junho vai nos permitir executar as dragagens de manutenção, aprofundar o cais. Em relação ao aprofundamento do canal (de acesso dos navios), já conseguimos o EIA/Rima (Estudo e Relatório de Impacto Ambiental). A parte mais difícil já passou. Marcamos audiência pública para 28 de julho, onde poderão ser colocadas todas as questões.

O aprofundamento aumenta a capacidade do porto?

Aumenta a capacidade de carregamento dos navios. Considerando os 2 mil e 800 metros do cais, tínhamos três profundidades. Áreas com 8, 10 e 12 metros. Vamos passar para uma profundidade entre 14,5 e 15, 2 metros. Um navio que vem pegar 60 mil toneladas vai poder pegar 80 mil. Um número fácil de guardar: para um graneleiro no Corredor de Exportação, cada 10 centímetros representam um acréscimo de 700 toneladas. Então, com um pé (30,48 centímetros), você consegue carregar 2 mil toneladas a mais. São números.

Os portos europeus buscam acordos de cooperação com portos de países exportadores. Paranaguá tem trabalhado com esse tipo de parceria?

Neste ano, formalizamos um acordo de cooperação técnica com o Porto de Ghent (Bélgica, referência na importação de biocombustíveis para a Europa). Mas essa parceria é muito recente. Por enquanto, não desenvolvemos nenhuma atividade em conjunto. Estive em Barcelona e iniciamos negociações para um segundo acordo, que ainda precisa ser formalizado. O que for possível será adaptado em Paranaguá dentro dessas parcerias.

O perfil do Porto de Paranaguá é graneleiro?

Não concordo. Nós temos granel, mas também temos contêineres. Temos a importação, nós hoje desembarcamos por Paranaguá metade de todo o fertilizante importado pelo Brasil, é um segmento muito importante.

Considerando os investimentos em ferrovias a partir do Centro-Oeste e nos portos do Nordeste, bem como em Santa Catarina, a posição do Porto de Paranaguá vai mudar?

Os portos do arco norte vão atender as novas fronteiras agrícolas. Existe uma perspetiva de o Nordeste, em dez anos, dobrar a produtividade na área de abrangência dos portos do arco norte. Com tudo o que está ocorrendo, nós não teremos grande ampliação em nossa área de influência, mas certamente não perderemos nossa posição. Nossa área de abrangência também tende a ampliar a produção. A iniciativa privada faz cobranças e cogita investir em infraestrutura.

Paranaguá pode privatizar investimentos?

Nós temos o porto mais "privatizado" do Brasil. No Corredor de Exportação, sete dos nove terminais são privados. Só dois são públicos. Daí a produtividade dos cinco berços de granéis, que foi de 1,5 milhão de toneladas por berço de janeiro a maio. Não nos compare com Roterdã, que é um porto de desembarque, ou com Barcelona. Nos compare com Santos, que tem 64 berços, 13 dedicados ao carregamento granel: de janeiro a maio, a produtividade foi 900 mil toneladas por berço. Como a gente suportou a produtividade de 1,5 milhão de toneladas por berço? com ajuda da iniciativa privada.

Como investidores privados podem participar do novo processo de ampliação?

Estamos desenvolvendo um plano de desenvolvimento e zoneamento do porto. A partir disso que nós vamos fazer um plano de arrendamento. Paranaguá não tem nenhum berço privatizado, todos são públicos e, no cais contínuo, devem continuar sendo. O que "privatizamos" é o investimento em terminais e na retaguarda. Logicamente. quem investe tem a preferência na hora de atracar o navio. (Caminhos do Campo / Gazeta do Povo)

EMBARGO: Rússia vai ditar passos para reabertura das exportações de carnes

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As especulações sobre os reais motivos do embargo russo às carnes bovina, suína e de frango do Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso - que vigora desde o dia 15 - devem ser esclarecidas pelo próprio país importador. Moscou vai ditar passo a passo o que o Brasil precisa fazer para recuperar o mercado, conforme diplomatas brasileiros que tentam reverter a situação e organizam uma missão de esclarecimento ao parceiro comercial. Ao anunciar o embargo, a Rússia alegou que o Brasil não está inspecionando o abate como deveria. A Associação Brasileira de Frigoríficos nega problemas sanitários ou relaxamento da fiscalização. O governo informou que pode provar que existem frigoríficos dentro das normas nos três estados bloqueados. Setores público e privado avaliam que determinação russa tem fundo econômico e garante mercado para a produção doméstica. Paraná e Rio Grande do Sul teriam sido escolhidos por serem grandes produtores e suínos e Mato Grosso por ser reduto da bovinocultura.

Tratamento técnico - O ministro brasileiro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, afirma que, a julgar pela posição de seu colega russo, Sergey Lavrov, o problema "sanitário" pode ser resolvido em breve. Segundo Patriota, Moscou garante que dará tratamento técnico ao assunto. Em vez de receber uma missão brasileira, a Rússia prefere enviar novamente monitores ao Brasil. A princípio, os diplomatas brasileiros tratam o assunto como uma questão de esclarecimento. Mas, se houver adaptações a serem feitas, o mercado adianta que deverá se curvar às exigências, principalmente no setor de suínos, que enfrenta demanda apertada e preços abaixo dos custos entre os produtores.

Volume exportado - O Brasil exporta, em média, 14 mil toneladas de carne de porco por mês para a Rússia. De acordo com o presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), Pedro de Camargo Neto, as suspeitas dos russos contra a carne suína brasileira são infundadas. Segundo ele, o modelo do Brasil no que se refere à saúde no campo e às condições dos frigoríficos é exemplo internacional. As barreiras para a entrada de pessoas nos criadouros na Europa são consideradas menos rigorosas do que as praticadas no Brasil. Estangeiros podem visitar criadouros após desinfetarem os sapatos e vestirem jalecos. No Brasil, na maior parte das unidades, as visitas são simplesmente proibidas. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento informou que vai responder de forma rápida e inspecionar novamente todos os frigoríficos habilitados a exportar para o mercado russo. (Caminhos do Campo / Gazeta do Povo)

COMÉRCIO I: Governo lança ofensiva para elevar vendas à UE

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Ainda às voltas com o duro embargo imposto pela Rússia às carnes brasileiras, o governo retomou sua ofensiva para suavizar os controles sanitários e ampliar o fluxo de comércio do agronegócio com a União Europeia. Ao mesmo tempo, reiniciou discussões bilaterais na tentativa de azeitar o difícil acordo Mercosul-UE. Em missão oficial, o diretor de Assuntos Sanitários e Fitossanitários do Ministério da Agricultura, Otávio Cançado, reuniu-se ontem com três diretorias da Comissão Europeia, em Bruxelas, para negociar a desobstrução e a aceleração das vendas de carne bovina ao bloco europeu. O alvo brasileiro é a derrubada da exigência prévia de uma lista de estabelecimentos habilitados a exportar à UE, imposta em 2007 pelas autoridades sanitárias. "Todas as missões técnicas foram favoráveis aos nossos controles sanitários. Até elogiaram o nosso avanço", diz Otávio Cançado. "Mas a UE não quer revogar a Normativa 61 (que impôs a lista). E não há mais razão para a existência disso do ponto de vista técnico".

Sem prazos - A lista foi imposta pela UE no início de 2008, após um surto de aftosa em Mato Grosso do Sul e no Paraná ocorrido em 2005. Na reunião de ontem, o diretor de Relações Bilaterais Internacionais da Diretoria-Geral de Saúde e Consumidores, Lorenzo Terzi, afirmou que "tudo tem seu tempo", mas que a comissão não trabalha com nenhum prazo para o fim da exigência. O próprio ministro da Agricultura, Wagner Rossi, já fez pedido semelhante ao comissário europeu, mas obteve a mesma resposta evasiva. "Ouvimos que não haverá avanço no curto prazo, mas apenas no médio e longo prazos", disse o diretor do ministério. Uma nova missão veterinária europeia estará em alguns dias no Brasil para reavaliar os controles nas carnes processadas. Mas o otimismo de Brasília com qualquer avanço é bastante contido.

Momento delicado - Nos bastidores, o governo avalia que é um momento político complicado para a UE. A cúpula europeia teme que um avanço brasileiro nesse mercado prejudique a lenta recuperação de seus produtores, cujas exportações começam a se recuperar. O Brasil chegou a vender US$ 1,1 bilhão em carnes aos europeus, em 2007, mas as barreiras reduziram o volume para menos de US$ 400 milhões. O Brasil também busca concessões na questão de alimentação de animais abatidos para atender a chamada "Cota Hilton" - 10 mil toneladas de carne nobre que as indústrias nacionais têm direito de exportar à UE com tarifas reduzidas. O país quer a permissão para o uso de suplementos adicionais na dieta dos animais que hoje é feita exclusivamente a pasto. Os europeus foram bastante claros ao afirmar que não poderiam ceder porque a regra foi determinada em negociações na Organização Mundial do Comércio (OMC). "Para eles, essa é uma questão difícil de aceitar", avaliou Otávio Cançado, após reunião na Direção-Geral de Agricultura da UE.

Negociações - As autoridades brasileiras negociam, ainda, a adoção de regras mas flexíveis para o rastreamento e o controle do trânsito de animais abatidos com destino à UE dentro da "Cota Hilton". Nesse ponto, há mais chances de sucesso, avaliam os negociadores. Os europeus aceitam outras formas de controle que não sejam os brincos bovinos. "Nos deram abertura para avaliar novas propostas", relatou o diretor do Ministério da Agricultura. O uso da Guia de Trânsito Animal (GTA) eletrônica seria um possível substituto ao sistema de brincos. "Acho que temos espaço para fazer isso", disse Cançado.

Mercosul-EU - Nas reuniões de ontem, os negociadores brasileiros também retomaram o diálogo com a Direção-Geral de Comércio sobre as tratativas para um futuro acordo Mercosul-UE. No início de julho, haverá uma reunião bilateral para apresentar as "listas de consenso" na área agrícola na tentativa de destravar as arrastadas negociações. Desde 2004, os blocos trocam "ofertas" consideradas insuficientes por ambos os lados. Um documento-base deve conter propostas para etanol, suco de laranja, açúcar e carnes. (Valor Econômico)

COMÉRCIO II: 'Eles precisam de nossos produtos'

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O diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carnes (Abiec), Fernando Sampaio, estará nesta terça-feira (21/06) no Parlamento Europeu no workshop em que o Brasil buscará defender a proposta dos países do Mercosul para fechar o acordo com a União Europeia. "Queremos mostrar que não é o acordo UE-Mercosul que vai prejudicar a agricultura europeia", disse Sampaio, de Bruxelas. A Abiec mostrará aos parlamentares dados e previsões de órgãos da própria UE indicando que as importações de carne bovina representaram apenas 5,37% do total consumido no bloco no ano passado.

Consumo - Estimativas da DG Agri e do Fórum Mercosul da Carne indicam que o consumo de carne bovina na UE em 2010 somou 8,151 milhões de toneladas (equivalente-carcaça). Desse volume, 438 mil toneladas foram importadas e cerca de 90% foram provenientes do Mercosul. Os exportadores brasileiros também vão usar projeções que mostram que a produção de carne na UE está recuando. Portanto, o bloco precisa dessas importações, observa Sampaio. A estimativa da DG Agri e do Fórum Mercosul da Carne é de que o consumo de carne bovina na UE em 2020 será de 7,899 milhões de toneladas (equivalente-carcaça). Desse volume, 7,83 % serão produto importado.

Cota de importação - A proposta do Mercosul no acordo com a UE é de uma cota de importação de 300 mil toneladas (sem tarifa) de carne bovina, ou 3,7% do consumo total do bloco europeu, segundo a Abiec. Sampaio defenderá ainda que não há justificativa técnica para as restrições impostas pela UE à carne bovina brasileira. Entre elas está a exigência de que a carne exportada seja proveniente de bois rastreados de uma lista limitada de fazendas. As restrições às vendas dentro da Cota Hilton de cortes nobres também estarão na pauta. O presidente da Abiec, Antônio Camardelli, lembra ainda que a União Europeia ganhou competitividade em relação ao Brasil recentemente. A razão é a convergência dos preços da matéria-prima (boi) e o câmbio.

(Valor Econômico)

COMMODITIES: Etanol deixa milho 17% mais caro

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Os subsídios do governo americano ao etanol já podem ter inflado em até 17%, de modo artificial, os preços do milho em 2011. A estimativa consta em um estudo que o Centro Internacional para o Comércio e Desenvolvimento Sustentável (ICTSD, na sigla em inglês) divulga nesta semana, dias após o Senado dos Estados Unidos aprovar uma emenda que extingue o incentivo de US$ 5 bilhões ao setor. Atualmente, os produtores que usam a mistura de gasolina com etanol recebem um crédito tributário de US$ 0,45 por galão.

Aperto na oferta - O ICTSD, um "think tank" com sede em Genebra, avalia que os altos preços da gasolina estimularam o consumo de etanol, criando um cenário de aperto na oferta doméstica de milho. "Sob essas condições, o incentivo aos misturadores tem um impacto significativo sobre os preços do grão", afirma Bruce Babcock, professor da Universidade Estadual de Iowa e autor do estudo, em comunicado. Para ele, a política americana para o setor poderia ser mais flexível em períodos de escassez da matéria-prima. O uso de milho para a fabricação de etanol mais do que triplicou desde 2004, de 36 milhões para quase 130 milhões de toneladas - o volume corresponde a praticamente toda a produção brasileira de soja e milho prevista para este ano.

Demanda - A oferta não acompanhou a demanda, e a participação do biocombustível na destinação da safra praticamente quadriplicou nesse período. De cada 10 sacas colhidas em solo americano, 3,8 vão abastecer alguma destilaria, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Com isso, os americanos já usam mais milho para fabricar etanol do que ração para abastecer a produção de carnes. Se a produção americana de etanol tivesse se mantido nos níveis de 2004, sugere o estudo do ICTSD, os preços do milho em 2009 seriam aproximadamente 21% inferiores aos registrados. No período, os preços da commodity mais do que triplicaram em meio ao crescimento não só dos biocombustíveis, mas da demanda por alimentos nos países em desenvolvimento. O enfraquecimento do dólar e os crescentes fluxos de capital especulativo para os mercados futuros de commodities também contribuíram para a guinada nas cotações.

Bolsa - Embora tenham caído quase 12% na última semana, os preços futuros do milho negociado na bolsa de Chicago dispararam cerca de 85% nos últimos 12 meses. No dia 9, alcançaram um dos maiores patamares da história depois que o USDA reduziu em 22% sua projeção para os estoques locais de passagem da safra 2011/12. O volume previsto é o menor em 15 anos. O ajuste reflete o impacto das severas chuvas sobre as áreas de cultivo, especialmente no Estado de Ohio. Os estoques globais também foram reduzidos, em 13%, para o menor nível em cinco anos - em grande parte, resultado do aumento do consumo na China. No Brasil, a colheita da safra de inverno está atrasada, resultado do atraso no plantio. De acordo com boletim divulgado ontem pela consultoria Céleres, apenas 2,5% das lavouras foram colhidas até a última sexta-feira, ante 9,7% no mesmo período de 2010.

Reuniões - A preocupação com o nível e a volatilidade dos preços agrícolas deve dominar a pauta dos ministros de agricultura do G-20, que se reúnem em Paris a partir de quarta-feira (22/06). (Valor Econômico)

CAPAL: Taquarituba (SP) ganha estrutura para grãos de R$ 20 milhões

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EXPOSUPER 2011: Cooperativas do PR participam de grande evento do setor de varejo em SC

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As cooperativas paranaenses Copacol, Lar e Frimesa estão participando, nessa semana, em Joinville (SC), da 24ª Exposuper Acats 2011 - Feira de Produtos, Serviços e Equipamentos para Supermercados e Convenção Catarinense de Supermercadistas, um dos maiores eventos em geração de negócios do Estado de Santa Catarina e do Brasil, iniciado nesta segunda-feira (20/06) e que prossegue até quarta-feira (22/06), no Complexo Expoville. "A gerência técnica e econômica da Ocepar participará do evento no dia 22, com objetivo de dar continuidade ao trabalho de discussão e organização da participação integrada das cooperativas do Paraná nas feiras do setor em 2012", informa o analista Robson Mafioletti.

Organização - A Exposuper é organizada e promovida pela Associação Catarinense de Supermercados (Acats) e tem como principais objetivos gerar oportunidades de negócios, proporcionar acesso a informações atualizadas, novas tecnologias e inovações, e promover a integração de todo o setor. Nesta edição são esperados 30 mil visitantes, mais de 300 expositores e um volume de negócios a serem gerados acima de R$ 100 milhões de reais.

 

Lançamentos - As cooperativas paranaenses estão divulgando vários lançamentos da linha de varejo no evento. A Copacol, por exemplo, está apresentando os novos pescados da Linha Mar, composta por seis itens; as novas Linguiças Copacol, elaboradas com a mesma qualidade já tradicional das linguiças de frango, mas agora com carne suína; a Linha Kids, com produtos de sabor suave e embalagens mais atrativas ao público infantil; e a Linha Gourmet, elaborada com matéria-prima de qualidade.

 

Clique aqui para mais informações sobre a Exposuper Acats 2011

PAP 2011/12 I: OCB destaca itens ligados ao cooperativismo

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O Plano Agrícola e Pecuário 2011/2012 traz medidas positivas para o cooperativismo, na avaliação do presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas, que representou o setor no lançamento oficial, ocorrido na manhã desta sexta-feira (17/06), em Ribeirão Preto (SP), com a presença da presidente da República, Dilma Rousseff, e do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wagner Rossi.

Recursos - Na próxima safra, que tem início em julho, os produtores rurais terão mais recursos. Desta vez, o governo liberou R$ 107,2 bilhões para o agronegócio. O valor é 7,2% superior ao destinado ao ciclo anterior. Um levantamento realizado pela OCB indicava a necessidade de pelo menos R$ 140 bilhões. "A realidade no campo pedia mais recursos, mas o aumento dos valores já é um ponto positivo. Vale ressaltar também a permanência e o fomento de linhas importantes para o cooperativismo. É fato que as iniciativas estão caminhando, porém de forma tímida de acordo com a realidade da agropecuária brasileira", comentou Freitas.

 

Programas específicos - Especificamente para o cooperativismo, destacam-se a manutenção do Programa de Capitalização das Cooperativas Agropecuárias (Procap-Agro), que pode ser contratado via integralização de cotas-partes, giro e saneamento financeiro. O setor também será beneficiado com o aumento do limite de crédito, de R$ 50 milhões para R$ 60 milhões por tomador, do Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária (Prodecoop).

 

Ativos operacionais - Ainda sobre o Prodecoop, o novo plano vai permitir a aquisição de ativos operacionais de empreendimentos já existentes relacionados às ações enquadradas. Ele também abre espaço para o financiamento às federações e confederações que atuem diretamente na fabricação de insumos e no processamento e industrialização da produção. Antes, era permitido apenas para singulares e centrais.

 

Ajustes - No tocante aos demais programas, superou a expectativa do segmento os ajustes no  Programa de Modernização da Agricultura e Conservação dos Recursos Naturais (Moderagro). Com isso, há agora a possibilidade do financiamento de corretivos agrícolas. Mas o principal ponto foi a elevação de limites. Cada produtor poderá contratar no máximo R$ 600 mil. No antigo plano safra o valor era de R$ 300 mil. No que diz respeito aos créditos coletivos, houve um aumento de R$ 900 mil para R$ 1,2 mil. Além disso, o prazo de reembolso passou de oito para até 10 anos, com três de carência. (Com informações da OCB)

PAP 2011/12 II: Governo quita dívidas e dá mais verba ao seguro rural

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Em dívida com seguradoras e resseguradoras do segmento desde setembro de 2010, o governo decidiu quitar R$ 162,9 milhões pendentes do orçamento de subsídios ao seguro rural. Sob pressão de deputados e empresas interessadas, os pagamentos começaram na quinta-feira. Ao mesmo tempo, o novo Plano de Safra 2011/12, lançado na sexta-feira pela presidente, em Ribeirão Preto (SP), criou um sistema único de monitoramento de risco agrícola, ampliando o orçamento do seguro rural para R$ 406 milhões em 2011.

Pagamento - O governo deixou de pagar os subsídios ao seguro rural às empresas que cobrem os riscos do produtor. Metade do prêmio das apólices é bancado pelo Tesouro Nacional. O Ministério da Agricultura havia pago apenas R$ 35 milhões dos R$ 198,3 milhões contratados em 2010. Os recursos foram cortados porque não têm "blindagem" contra eventuais bloqueios orçamentários, como acontece com os recursos da Embrapa e da defesa agropecuária. Os principais credores do governo são as seguradoras Aliança do Brasil, Nobre, UBF, Mapfre, Porto Seguro e Allianz.

 

Bloqueio orçamentário - O seguro rural tem sofrido com os bloqueios orçamentários. Em 2010, foram contingenciados R$ 129,7 milhões. Nada foi utilizado. Neste ano, mesmo com uma demanda de R$ 526 milhões por subsídios ao seguro, outros R$ 394 milhões estão bloqueados pela equipe econômica do governo. Para 2012, o Ministério da Agricultura estima uma demanda de R$ 720 milhões. Na prática, sem a proteção do seguro, uma quebra de safra coloca os produtores em sérios riscos de prejuízos. Junto com eles, bancos, fornecedores e o próprio governo também podem ter danos.

 

Qualidade - Na tentativa de dar mais sustentação ao seguro rural, o governo busca mudar a ênfase do mecanismo para dar mais "qualidade" a essa ação. A meta é transformar o atual seguro de crédito, que garante a adimplência a bancos e fornecedores dos produtores, em um instrumento real de proteção de renda.

 

Cobertura de percentuais - Em vez de cobrir os custos dos produtores, com base na comprovação da nota fiscal, o governo quer migrar para um sistema de cobertura de percentuais da renda projetada para a safra. A metodologia garantiria mais renda ao produtor. Em 2010, o seguro rural oficial garantiu R$ 6,54 bilhões de capital no campo, além de 4,8 milhões de hectares. Atendeu a 38,2 mil produtores com subvenção média de R$ 5,2 mil por produtor.

 

Monitoramento - O sistema único de monitoramento do risco agrícola incluirá instrumentos como o zoneamento agrícola, o sistema oficial de sinistros do Banco Central e o registro nacional de perdas do setor privado. Com objetivo de adequar a tecnologia ao mapa histórico de sinistros agrícolas, o governo usará informações de clima, solo e sementes para monitorar alterações climáticas, como estiagens e granizo, de forma antecipada.

 

Habilitadas - Estão habilitadas a operar no programa as seguradoras Aliança do Brasil, Allianz, Mapfre, Nobre, Porto Seguro e UBF. As resseguradoras autorizadas são Catlin, Everest, Hannover, IRB Brasil, Lloyd's, Münchener, Partner, Scor Brazil, Swiss Re e XL Re. (Valor Econômico)

PAP 2011/12 III: Plano Agrícola frustra entidades agrícolas do Paraná

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Na contramão das declarações do ministro da Agricultura, Wagner Rossi, que considerou inovador o Plano Agrícola e Pecuário 2011/2012 anunciado na sexta-feira (17/06), as entidades que representam o setor no Paraná se mostraram bastante frustradas com o teor do que foi anunciado. Em linhas gerais, as críticas convergem contra o excesso de burocracia no acesso ao crédito, bem como a unificação do limite de custeio, em R$ 650 mil, independentemente da cultura. Outro agravante se refere ao Seguro Agrícola, ou melhor, a falta de qualquer explicação sobre como ele será operacionalizado neste ano.

Esgotamento - Para o economista do Departamento Técnico/Econômico da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Pedro Loyola, tanto o Plano Safra quanto o Plano Agrícola estão em um nível de esgotamento, sobretudo, por terem se configurado em ações políticas. "Eles foram transformados em eventos e a efetividade dos programas foi comprometida. Uma das demandas da Faep, de transformar a vigência do plano para um período de cinco anos, a fim de poupar o produtor da saga da documentação para se habilitar ao crédito, nem é levada em conta. Isso somado ao excesso de burocracia restringe o acesso ao crédito ofertado. Tanto que há programas que não chegam nem a 50% de contratação", observa Loyola.

 

Acesso - "O principal problema do plano é a dificuldade de acesso ao crédito, somada as garantias requeridas", acrescenta o gerente técnico e econômico da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), Flávio Turra. Na análise de Turra, plantio e produção vão aumentar na próxima safra devido aos bons preços pagos pelo mercado. "O Plano Safra e o Plano Agrícola, especialmente no Paraná, não terão influência nenhuma sobre o crescimento do plantio e da produção. O plano em si é desanimador", define.

 

Limite - Um dos aspectos do plano que mais causaram descontentamento foi a unificação do limite de custeio em R$ 650 mil. "O milho já contava com isso e com a vantagem do produtor acessar o crédito de outra cultura. Agora, porém, R$ 650 mil é o teto, independentemente de quais culturas se pretende plantar", conta Turra. Tal medida atinge diretamente o Paraná, já que o Mato Grosso não possui safra verão de milho. "No Paraná, o produtor terá que optar se o crédito vai para a soja ou para o milho", acrescenta. O economista da Faep, Pedro Loyola, ressalta que o montante anunciado para custeio consegue suprir o custo do plantio de uma propriedade de 400 hectares, no caso dos grãos. "Os grãos demandam de mais investimentos do que batata ou laranja. E, no Estado, os grãos respondem por 70% das nossas exportações".

 

Seguro - Quanto ao seguro agrícola, tanto Faep quanto Ocepar, mostram-se completamente insatisfeitas com o descaso do governo Federal. "Em qualquer País, o governo divide ou banca integralmente o seguro devido ao alto risco a qual a agricultura está exposta. No Brasil, o programa existe aos trancos e barrancos. Desde outubro o governo não paga a sua parte, o que dificulta ainda mais a liberação do seguro para os produtores", conta Loyola. (O Estado do Paraná)

PAP 2011/12 IV: Medidas não atendem as expectativas de paranaenses

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Apesar de ter sido anunciado como revolucionário pelo ministro da Agricultura, Wagner Rossi, o Plano Agrícola e Pecuário 2011/2013 frustrou algumas expectativas no Paraná. Para Flávio Turra, gerente Técnico e Econômico da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), o plano ''não anima o produtor'', apesar de trazer alguns avanços, como a maior oferta de crédito ao médio produtor.

Poucas novidades -  ''Mas não se trata de um plano forte em termos de novidades'', avalia. Segundo ele, a expectativa era maior. ''Esperava-se um fortalecimento do FGI (Fundo Garantidor de Investimento), por exemplo. Mas não veio'', afirma. ''O Fundo de Catástrofe também não foi operacionalizado'', ressalta. No entanto, Turra considera positivo o aumento dos limites de financiamento para a bovinocultura e a produção de cana.

 

Recursos - O economista da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Pedro Loyola, lembra que o setor reivindicava recursos na ordem de R$ 120 bilhões e só foram anunciados R$ 107 bilhões. Segundo ele, o governo também frustra expectativas ao não propor avanços quanto à política para seguros da safra. A União, recorda o economista, vinha financiando parte dos seguros dos produtores desde 2005. ''Mas, em outubro do ano passado, deixaram de fazer os repasses às seguradoras.'' A situação, de acordo com ele, só foi resolvida há pouco tempo com o pagamento de seis meses atrasados. ''Isso causa instabilidade no setor. Esperava-se agora uma posição mais clara do governo a esse respeito.''

 

Desburocratização - Outra expectativa que não teria sido cumprida, segundo ele, é o anúncio de medidas para desburocratizar o acesso ao crédito para os produtores. Para Loyola, o governo precisa estabelecer, o quanto antes, os planos plurianuais (PPAs) de cinco anos. ''Os produtores querem regras claras a longo prazo''.

 

Preços mínimos - Otmar Hubner, diretor do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), é mais otimista. Ele comemora boas notícias como o aumento dos preços mínimos do leite - de R$ 0,54 para R$ 0,58 o litro - e o da mandioca - de R$ 110 para R$ 143 a tonelada, ressaltando que o Estado é o maior produtor do tubérculo.

 

Citricultura - ''Não temos uma citricultura expressiva, mas os incentivos ao setor podem animar investimentos, principalmente na região Noroeste do Estado'', afirma. Segundo ele, a expansão do financiamento para a bovinocultura vai ajudar a promover um melhoramento genético no rebanho paranaense. Hubner lamenta a redução do preço mínimo do feijão de R$ 80 para R$ 72 a saca, já que o Paraná é o maior produtor da leguminosa. Mas afirma que o plano, ''de forma geral'', é positivo. ''O governo federal tem dado bastante atenção ao setor nos últimos anos.'' (Folha de Londrina)

EXPORTAÇÕES: Árabes são 'mercado seguro' para cooperativas

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As exportações das cooperativas brasileiras somaram US$ 2,16 bilhões no período de janeiro a maio deste ano, 30% a mais do que no mesmo período do ano passado. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Secex/MDIC). De acordo com o órgão, este é o maior resultado para os cinco primeiros meses do ano desde 2005. Emirados Árabes Unidos, Argélia e Arábia Saudita estão entre os principais compradores das cooperativas nacionais.

Confiável - Marco Olívio Morato, analista de Mercados da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) afirma que, de forma geral, os países árabes são um "mercado confiável, pois sofrem menos oscilações com as crises financeiras no mundo". "Eles têm uma economia mais robusta, são um mercado seguro para as cooperativas", diz.

 

Maior comprador - Os Emirados Árabes, maior comprador árabe e quarto na lista geral, importou o equivalente a US$ 147,2 milhões das cooperativas brasileiras entre os meses de janeiro e maio deste ano, 41,14% a mais que no mesmo período de 2010. Os principais produtos exportados para o país do Golfo foram açúcar refinado, açúcar em bruto e carne de frango.

 

Açúcar - "A Índia está retomando sua produção de açúcar, mas o alto consumo interno afeta suas exportações. Isto permite que o Brasil ganhe o mercado de países vizinhos", declara Morato, sobre as vendas de açúcar brasileiro para os Emirados. O açúcar refinado, por exemplo, apresentou alta nas vendas ao país de 13,78%, na comparação entre janeiro e maio de 2011 e o mesmo período de 2010. No ano passado, não houve exportações brasileiras de açúcar em bruto para lá no período mencionado. Já este ano, as vendas foram de US$ 26,66 milhões.

 

Argélia - A Argélia, sétimo país na lista geral, apresentou o crescimento mais expressivo entre os árabes, tendo importado 253% a mais nos cinco primeiros meses deste ano em relação ao mesmo período de 2010. Suas importações somaram US$ 107,71 milhões, tendo sido puxadas pelo trigo em grão, produto que não foi exportado para o país do Norte da África no período de janeiro a maio do ano passado. Este ano, as vendas da commodity para a Argélia somaram US$ 85,12 milhões. "Este trigo vai para a ração animal", diz Morato. "É um trigo diferente do que fica no Brasil, que é para fazer pão. É um nicho de mercado que foi aberto pelo Brasil e esperamos que ele se mantenha", explica.

 

Queda - Apenas a Arábia Saudita apresentou queda em suas importações das cooperativas brasileiras, de 12,55%, tendo comprado o equivalente a US$ 67,18 milhões de janeiro a maio deste ano. A maior redução ocorreu na aquisição na carne de frango, com queda de 96,3%, ocasionada por uma migração das vendas do produto pelas cooperativas para mercados como a Alemanha, principal importador da lista.

 

Destinos - No período de janeiro a maio de 2011, as exportações brasileiras foram enviadas a 113 países. Alemanha, China e Estados Unidos foram os três maiores compradores do setor. Já os produtos mais vendidos foram: café em grãos (com US$ 324,3 milhões, com 15% do total exportado); soja em grãos (US$ 283,8 milhões e 13,1%); açúcar em bruto (US$ 255,6 milhões e 11,8%); açúcar refinado (US$ 239,6 milhões e 11,1%), trigo (US$ 219,5 milhões e 10,2%); farelo de soja (US$ 200,5 milhões e 9,3%); pedaços e miudezas de frango (US$ 193,3 milhões e 8,9%); etanol (US$ 121,2 milhões e 5,6%) e carne suína congelada (US$ 65,5 milhões e 3%). (Agência Árabe)

COAMO I: Novo site vai ao ar

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COPAGRIL: Encontro dos Jovens Aprendizes reúne 150 participantes em Rondon

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Aproximadamente 150 participantes do programa Jovem Aprendiz vindos das cooperativas Copagril, Frimesa, CVale, Cotriguaçu e Sicredi participaram, no dia 16 de junho, em Marechal Cândido Rondon, de um encontro regional promovido pelo Sescoop/PR. Dentro do sistema cooperativista, um dos principais pilares é baseado na cooperação. Isso é incentivado desde cedo por meio do Jovem Aprendiz. Trata-se da ideia de introduzir jovens a partir de 16 anos de idade no mercado de trabalho, oportunizando a eles uma oportunidade, dentro das suas potencialidades.

Evento - O objetivo do evento foi promover a interação das turmas de jovens aprendizes das cooperativas do oeste paranaense e assim fazer um intercâmbio de experiências. "Dentro do encontro, fazer com que os jovens interajam com outros aprendizes é essencial para que eles percebam a importância do projeto que participam e assim, ter uma motivação extra para continuar desenvolvendo um bom trabalho dentro das cooperativas onde atuam, com o intuito de no futuro estarem sendo efetivados onde hoje fazem os seus estágios", comentou Stela Dalla Vecchia, do setor de RH da Copagril.

 

Palestrante - O palestrante foi Eliseu Hoffman, da Ame Treinamentos de Campo Mourão e, seu foco foi na importância de valorizar os jovens. "É muito importante que os jovens entendam a oportunidade que estão tendo de participar de um projeto que lhes dão a chance de iniciar no mercado de trabalho dentro das cooperativas", enalteceu o palestrante. Além da importância da valorização dos jovens, o encontro promoveu a motivação pela busca do desenvolvimento profissional e a integração entre os jovens das cooperativas e suas experiências. A programação do evento teve ainda os seguintes tópicos: Integrar a ação vira integração; Consciência do poder pessoal; resistência as mudanças e espírito de equipe.

 

Jovem Aprendiz - O Jovem Aprendiz foi iniciado pela Sescoop em 2007 e até o momento formou cerca de 2000 jovens em todo o Paraná. Na Copagril, que desenvolve o programa desde seu início, já passaram 30 jovens em três turmas. (Imprensa Copagril)

RAMO SAÚDE: Presidente da Câmara anuncia acordo para votação da Emenda 29

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O presidente da Câmara dos Deputados, deputado Marco Maia (RS), anunciou na semana passada que houve acordo para colocar em votação, ainda neste semestre, o projeto que regulamenta a Emenda 29 e destina mais recursos para a saúde (PLP 306/2008). "Há um acordo entre todos os líderes e a minha proposta é votar até 15 de julho", disse o parlamentar.

Agenda Legislativa -  O PLP 306/2008, que faz parte da Agenda Legislativa do Cooperativismo 2011, regulamenta a Emenda Constitucional 29, fixando os percentuais mínimos a serem gastos na saúde por estados, municípios e União, proporcionando uma fonte de financiamento estável para o Sistema Único de Saúde (SUS) e, assegurando que a saúde não será subfinanciada em detrimento de outras obras públicas menos importantes, porém com maiores lucros políticos.

 

Entrave - O maior entrave à aprovação da proposta tem sido a Contribuição Social da Saúde (CSS), um novo tributo previsto no substitutivo da Câmara, que seria cobrado nos moldes da extinta CPMF, com uma alíquota de 0,10% sobre a movimentação financeira. No entanto, Marco Maia garantiu que a CSS não está no acordo ao afirmar que "não há nenhuma possibilidade de votação de criação de novos impostos. Vamos votar a redistribuição dos recursos para a saúde sem novo imposto".

 

Apoio - A OCB apoia a aprovação da proposição sem aumento da carga tributária através da criação de novo tributo.

Tramitação - A proposição foi deliberada no Senado Federal em 2008 e amplamente modificada com o substitutivo de autoria do deputado Pepe Vargas (RS), aprovado no Plenário da Câmara dos Deputados ainda no mesmo ano. No entanto, sua tramitação está paralisada desde então, aguardando a votação do destaque polêmico que decidirá sobre a criação ou não da CSS. Quando aprovada na Câmara, a matéria ainda retorna para o Senado Federal, que analisará as mudanças sugeridas, aprovando-as ou não. (Blog OCB no Congresso)

 

Para acessar a Agenda Legislativa do Cooperativismo 2011, clique aqui.

 

Para acessar o Resultado da Agenda da Semana, clique aqui

RAMO HABITACIONAL I: Programas do governo são discutidos na Reunião do Conselho Consultivo

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As cooperativas habitacionais podem ser grandes parceiras na realização do grande sonho de adquirir a casa própria. Isto porque os programas especiais do governo permitem que o cooperativismo habitacional possa participar, a exemplo do Programa Minha Casa, Minha Vida. O assunto foi apresentado por Maria do Carmo Avesani, gerente de projetos do Departamento de Produção Habitacional do Ministério das Cidades, nesta sexta-feira (17/06), na Reunião do Conselho Consultivo do Ramo Habitacional, na sede da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), em Brasília (DF).

Segunda fase - Maria do Carmo explicou que na segunda parte do programa, lançado na quarta-feira (15/06) pela presidente da República, Dilma Rousseff, permite a utilização dos recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e financiamentos de casas ou apartamentos - novos e usados - de até R$ 170 mil, com juros entre 5% e 8,16% ao ano.

 

Preocupação - O representante do ramo, Manoel Messias, disse que a preocupação agora é adquirir financiamento para a aquisição dos terrenos e para a construção, pois as cooperativas, devidos às suas peculiaridades não tem acesso a crédito e isso inviabiliza novas construções. "Nós não somos empresas, somos instituições que trabalham por adesão do cooperado e isso não é entendido pelo governo". Ele disse ainda que o Conselho do Ramo Habitacional vai elaborar um texto que será enviado à Caixa Econômica Federal e ao Banco do Brasil solicitando atenção especial ao setor, levando em conta a forma de organização das cooperativas.

 

Minha Casa, Minha Vida - A meta é construir 2 milhões de unidades entre 2011 e 2014 para famílias com renda de até R$ 5 mil. Os investimentos estimados são de R$ 125,7 bilhões, sendo que R$ 72,6 bilhões serão para o subsídio e R$ 53,1 bilhões, para financiamento. Aquelas famílias que se encaixam na chamada faixa 2, com renda mensal de até R$3.100,00 na área urbana e anual de até R$30 mil na área rural, serão contempladas com 600 mil habitações, equivalente a 30% das moradias do programa. E, para as que possuem renda até R$5.000,00 mensais na área urbana e até R$60 mil anuais na área rural, serão 200 mil moradias (10%). (Informe OCB)

RAMO HABITACIONAL II: Diretor do Bancoob fala de linhas de financiamento para o setor

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Durante a Reunião do Conselho Consultivo do Ramo Habitacional, na sexta-feira (17/06), o diretor Operacional do Banco Cooperativo do Brasil (Bancoob), Ênio Meinen, ministrou palestra sobre Linhas de Financiamento para Habitação e destacou três pontos: orientadores político, econômico e sociais; informações gerais sobre o mercado de crédito imobiliário; e Funding para o financiamento imobiliário.

Demanda - E, no tocante ao cenário de aquecimento deste mercado no País, Meinen falou sobre as possíveis medidas para manter o atendimento à demanda de crédito para esta finalidade, entre elas a redução dos recursos compulsórios dos agentes financeiros recolhidos ao Banco Central, incidentes sobre os depósitos da poupança. A participação mais efetiva dos fundos de pensão, como investidores no mercado de securização, via indústria de fundos imobiliários, foi outro ponto destacado pelo diretor do Bancoob.

 

Participantes - No mesmo painel sobre "Políticas públicas e ações governamentais" também participaram o assessor da diretoria do Banco do Brasil, Ricardo Manhani Terner, e Carlos Antônio Vieira Fernandes, gerente Nacional da Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal. (Informe OCB)

CONAB: Novos diretores de abastecimento e finanças são nomeados

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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento publicou no Diário Oficial da União de sexta-feira (17/06) a nomeação dos novos diretores de Abastecimento e de Finanças da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), órgão vinculado ao ministério. Marcelo de Araújo Melo é o novo diretor de Operações e Abastecimento. Oscar Jucá Neto ocupará o cargo de diretor de finanças do órgão. Marcelo de Araújo Melo nasceu em Luziânia (GO) e tem 52 anos. Foi deputado estadual e federal de Goiás. Entre as atividades parlamentares, destacam-se a participação na Comissão Permanente de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e desenvolvimento Rural, em 2007, e a ocupação da presidência da Federação das Associações Comerciais, Industriais e Agropecuárias de Goiás entre 1995 e 1996.  A cerimônia de posse do cargo está prevista para semana que vem.

Finanças - O pernambucano e administrador de empresa Oscar Jucá Neto, novo diretor de Finanças da Conab, tem 45 anos. Antes de ocupar o novo cargo, Neto foi assessor da Diretoria Administrativa da Conab. Também atuou como assessor da presidência da Infraero e gerente executivo da Agencia de Desenvolvimento do Nordeste. (Mapa)

LARANJA: Vitória no suco

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Os EUA desistiram de recorrer contra a vitória do Brasil na disputa do suco de laranja na OMC. Além disso, Washingt on concordou em retirar até março de 2012 as taxas antidumping consideradas ilegais que impõe à entrada do produto brasileiro. O Órgão de Solução de Controvérsias da OMC formalizou sua decisão depois que os EUA desistiram de recorrer ao Órgão de Apelação, a "corte suprema" do comércio internacional. A decisão da OMC foi clara: os EUA violaram as regras internacionais ao utilizar a metodologia conhecida como "zeroing" tanto na investigação como depois, na revisão do suposto dumping do suco brasileiro. Pelo "zeroing", os EUA excluem do cálculo da margem de dumping as exportações com valor superior à cotação do produto no mercado doméstico. Assim, inflam o cálculo e a sobretaxa aplicada sobre o suco importado.

Primeira vez - Usando o "zeroing", os EUA impuseram primeiro sobretaxas de 12,46% à entrada dos produtos das brasileiras Fischer Comércio e Industria, dona da Citrosuco, e de 19,19% nos produtos da Cutrale. O Brasil comemorou a decisão americana de não recorrer e a considerou uma "importante mudança de atitude" Foi a primeira vez que Washington não contestou uma decisão da OMC sobre essa metodologia.

 

Preço mínimo - O presidente da Associação Brasileira de Citricultores (Associtrus), Flavio Viegas, fez duras críticas ao preço mínimo que terá de ser garantido pelas indústrias de suco de laranja aos citricultores caso elas recorram à linha de crédito de R$ 300 milhões criada pelo governo para a formação de estoques da commodity. Os produtores reivindicavam R$ 15 por caixa de 40,8 quilos, mas o piso ficou em R$ 10. Como as indústrias reunidas na Associação Nacional dos Fabricantes de Sucos Cítricos (CitrusBR) - Cutrale, Citrosuco, Citrovita e Louis Dreyfus - preveem uma safra gorda, iniciaram a safra atual oferecendo R$ 7 por caixa no mercado spot de São Paulo, maior Estado produtor do país. Pressionaram que o piso para a linha de crédito fosse R$ 9, e fecharam em R$ 10 com divisão futura de lucros se a tonelada do suco vendido superar US$ 2.100. (Valor Econômico)