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A demanda por produtos lácteos líquidos no mundo deve crescer 30% entre 2010 e 2020, de acordo com o Tetra Pak Dairy Index, pesquisa global sobre tendências de consumo na indústria de leite divulgada nesta segunda-feira (11/07). A projeção é que o consumo dos chamados LDP (do inglês liquid dairy products) saia de 270 bilhões de litros no ano que passou para 350 bilhões de litros em 2020. "Esse aumento deve ocorrer graças ao crescimento econômico nos mercados emergentes, especialmente a Ásia", disse Dennis Jönsson, CEO e presidente do grupo Tetra Pak, em teleconferência com jornalistas. Os chamados LDP incluem leite e outros produtos lácteos líquidos, como iogurte, leite condensado e leite aromatizado.
Pesquisa - A pesquisa realizada pela líder mundial em embalagens longa vida mostra que o consumo de lácteos líquidos crescerá em quase todas as regiões do mundo, à exceção da Europa Ocidental, onde deve ficar praticamente estável. O avanço deve ser puxado pela Ásia, especialmente Índia e China. "Em 2020, China e Índia devem responder por mais de 30% do consumo mundial desses produtos", afirmou Jönsson.
Consumo per capita - Apesar de demanda crescer nos mercados emergentes, consumo per capita ainda é maior nos desenvolvidos. As razões para o aumento do consumo nesses países são o crescimento da população e da economia e a urbanização, elencou o CEO da fabricante sueca de embalagens longa vida.
Regiões - Segundo a pesquisa, a demanda por lácteos líquidos deve aumentar quase 45% na região Ásia-Pacífico, de 140 bilhões de litros em 2010 para 200 bilhões de litros em 2020. Também crescerá de forma expressiva na África no período, de 15 bilhões para quase 25 bilhões de litros. No caso da América Latina, sairá de 25 bilhões de litros para mais de 30 bilhões de litros, conforme o levantamento. Na América do Norte, a estimativa é de que o consumo de lácteos líquidos alcance 40 bilhões de litros em 2020, 5 bilhões a mais que no ano passado. Na Europa Ocidental, a previsão é que saia de 33,75 bilhões de litros em 2010 litros para 35 bilhões de litros em 2020.
Potencial - Ainda que a demanda por lácteos líquidos cresça nos emergentes, a Europa Ocidental e a América do Norte, mercados mais maduros, com menos potencial para incrementos, devem seguir com o maior consumo per capita. São 80 litros por ano ante 45 litros consumidos na Ásia, por exemplo.
Envasado - O Tetra Pak Dairy Index também revela que a venda de leite envasado deve ultrapassar pela primeira vez a de leite cru nos países em desenvolvimento. O percentual deve sair de 51% em 2010 para 45% em 2014 e 30% em 2020. O comércio de leite cru é muito comum em países como Índia, Paquistão e Bangladesh, diz a pesquisa, onde "leiteiros" carregam o produto em latões de metal em bicicletas ou motocicletas, das fazendas e o vendem pelas cidades.
Segurança alimentar e sustentabilidade - A mudança prevista reflete o crescimento econômico e a urbanização nos países emergentes, principalmente a Índia. Revela ainda um aumento da preocupação com a segurança alimentar por parte do consumidor, observou Dennis Jönsson. Outra questão que ganha importância, diz ele, é a sustentabilidade da produção do setor.
China - A China, onde o crescimento econômico acelera a urbanização, terá um aumento de 40% na demanda por produtos lácteos entre 2009 e 2013, para 35 bilhões de litros, segundo a pesquisa. Apesar dos problemas que o país tem enfrentado em relação à qualidade dos produtos lácteos, a demanda deve seguir avançando nos próximos anos. Segundo Jönsson, o consumo per capita no país deve aumentar 6 litros entre 2010 e 2013, para 26 litros.
Brasil - A expectativa também é de que o avanço do mercado para lácteos no Brasil prossiga. "O Brasil teve um crescimento forte nos últimos anos e isso deve continuar, principalmente em regiões onde o consumo é menor [que o do resto do país], como o Nordeste", disse o executivo, acrescentando que há vários investimentos em curso no setor no Brasil.
Aumento - Só neste ano, o consumo do chamado leite branco (líquido ou em pó) deve aumentar 2% a 3% no Brasil, sobre os 10,5 bilhões de 2010, segundo Eduardo Eisler, vice-presidente de estratégia de negócios da Tetra Pak do Brasil. A demanda por iogurtes líquidos e leite condensado também voltará a crescer. "Há uma maior massa salarial e a migração de consumidores da classe D para a C", afirma, justificando a perspectiva de maior consumo.
Valor agregado - Além de ganhar novos consumidores, também há uma maior demanda por produtos de maior valor agregado no setor de lácteos, observa o executivo. Na avaliação de Eisler, não fossem as recentes medidas de restrição de crédito tomadas pelo governo, o crescimento da demanda por produtos lácteos no país seria mais expressivo. A Tetra Pak prevê um aumento de 4% na produção de embalagens longa vida este ano no Brasil para todas as categorias (lácteos e sucos). No ano passado, foram 11 bilhões de unidades. (Valor Econômico)
A próxima safra brasileira de soja e algodão ainda nem foi plantada, mas já registra um bom índice de venda antecipada a exportadores, em volume acima do normal. A corrida se deve aos bons preços do mercado e a chance do produtor se proteger da alta de custos, como o adubo, que subiu cerca de 30% em dólar nos últimos doze meses.
Favorável - O bom momento das commodities é favorável à balança comercial e indica que o agronegócio irá sustentar as contas externas. Além disso, ainda permite uma relação favorável de troca aos agricultores. Hoje, são necessárias 25 sacas de soja de 60 quilos para comprar uma tonelada de fertilizante. Em 2010, o custo da mesma tonelada de adubo correspondia a 40 sacas de soja. Isso é possível por conta dos atuais preços da oleaginosa, que no primeiro semestre deste ano variaram de US$ 13 a US$ 14 por bushel (cerca de R$ 53 no Porto de Paranaguá). No ano passado, o valor era de aproximadamente US$ 8 por bushel (R$40/saca).
Mato Grosso - De acordo com levantamento do Instituto Mato Grossense de Economia Agropecuária (Imea), o estado do Mato Grosso, responsável por 30% da safra nacional de soja, já está com 20,8% da produção que será semeada em setembro vendida. O que representa um aumento de mais de 5% em relação à safra anterior. "Esse é o maior índice de venda antecipada de soja dos últimos cinco anos", garante o presidente da Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja), Glauber Silveira.
Centro-sul - Já no Centro-sul do País, o índice de venda antecipada da oleaginosa da safra 2011/2012 está na casa dos 10%, segundo levantamento da consultoria Safras & Mercado. "É mais que o dobro do registrado em igual período de 2010 (4,6%)", diz Paulo Roberto Molinari, analista.
Algodão - Para o algodão, os números de venda futura também estão em alta. De acordo com a Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão), cerca de 20% da produção 2011/2012 da fibra já está vendida.
Fertilizantes - Quem antecipou a compra de fertilizantes para a safra 2011/2012 economizou, até agora, cerca de 20% no custo de produção durante este ano. Em relação à safra passada, o aumento de preços até o fim de junho acumulava 9,57% para o fertilizante, 25% para o cloreto de potássio e 9,81% para o fósforo. Na soja, o peso do adubo no custo operacional de produção representa entre 23% e 30% e, no milho, entre 22% e 30%, segundo estudo do Cepea/Esalq-USP. Para os especialistas do setor, o produtor acompanha as tendências e sabia que os aumentos viriam, por isso se antecipou. E alertam que a tendência de valorização dos fertilizantes ainda persiste. (DCI - Diário do Comércio & Indústria)
O plantio da próxima safra de soja do Brasil (2011/12) deverá atingir um recorde de 24,92 milhões de hectares, aumento de 764 mil hectares na comparação com a temporada anterior (2010/11), estimou nesta segunda-feira a consultoria Agência Rural.
Quinto ano - Se confirmada a previsão, será o quinto ano consecutivo de aumento de área na soja no Brasil, observou a consultoria. "Os bons preços da soja na Bolsa de Chicago, que já garantiram uma antecipação sem precedentes da comercialização da safra brasileira 2011/12, devem ser responsáveis também por mais um recorde, o de área plantada", afirmou a Agência Rural em comunicado.
Posição brasileira - O Brasil é o segundo produtor e exportador de soja do mundo, atrás dos Estados Unidos. Com base na intenção de plantio estimada pela consultoria e na tendência de produtividade, a produção brasileira de soja poderia atingir 73,4 milhões de toneladas. Esse volume ficaria abaixo das 75 milhões de toneladas da última safra, quando as lavouras contaram com um clima próximo do ideal. O Brasil registrou na última safra uma produtividade recorde, superior a 3.100 kg por hectare, segundo a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). No caso de a produtividade recorde se repetir em 11/12, o Brasil poderia ter a maior safra da história novamente.
MT lidera no aumento de área - O maior incremento absoluto na área acontecerá em Mato Grosso, com 292 mil hectares a mais (alta de 4,6 por cento). "A região do Estado que mais avança é o leste, onde a cultura da soja é relativamente recente. O grão só não ganha mais terreno por conta de questões ambientais", ponderou a consultoria.
Outros - Outra fronteira que deve ter incremento expressivo de área é o Maranhão, cujo avanço é estimado em 152 mil hectares (alta de 29,3 por cento). Em seguida, aparecem a Bahia, com aumento de 86 mil hectares (alta de 8,2 por cento), e o Tocantins, com 45 mil (crescimento de 11,3 por cento), de acordo com a Agência Rural. No Piauí, o aumento de área será mais modesto, de 37 mil hectares (alta de 9,8 por cento), um crescimento limitado pelo maior interesse dos produtores em plantar mais milho para abastecer o Nordeste, avaliou a consultoria. "A intenção de plantar mais milho, aliás, também é responsável pela expectativa de estabilidade na área plantada com soja nas regiões Sul e Sudeste do país", destacou a Agência Rural.
Centro -Oeste - Para Goiás e Mato Grosso do Sul (Centro-Oeste), a expectativa também é de aumento na área da oleaginosa, com incremento de 76 mil hectares para os goianos (+2,9%) e de 40 mil hectares para os sul-mato-grossenses. (Reuters /Agrolink)
Segundo maior exportador de trigo do mundo, a Índia está próxima de concordar em encerrar a proibição de quatro anos das exportações da commodity, segundo um autoridade do governo citada pela agência Bloomberg. Um painel de ministros aceitou em acabar com o embargo e uma decisão poderá ser tomada já na próxima reunião. O governo indiano proibiu os embarques de trigo no começo de 2007, e de arroz da variedade basmati em abril de 2008, como forma de elevar a oferta desses produtos no mercado interno. (Valor Econômico)
Faleceu, nesta segunda-feira (11/07), Deise Leite Chedid Utumi, esposa do diretor da Aliança Cooperativa Internacional (ACI) e assessor do Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo (Ocesp), Americo Utumi, O velório está ocorrendo no Cemitério da Paz (Rua Luiz Migliano, 644 - Jd. Morumbi - São Paulo/SP). O enterro será às 17 horas, no mesmo local. Mensagens de condolências podem ser enviadas pelo email
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No dia 12 de agosto será realizado, em Curitiba, o III Workshop Uniodonto - Transformando ideias, vencendo desafios. O evento é uma oportunidade para troca de informações e conhecimento de novidades na área de Odontologia e também estimula o cooperativismo. Na edição deste ano, três grandes palestrantes estarão presentes.
Palestrantes - O médico psiquiatra pós-graduado em Administração de Empresas (MBA - Universidade de São Paulo) e doutorado em Administração e Economia (Faculdade de Administração e Economia - USP), Roberto Shinyashiki, abordará o tema "A força da cooperação no seu negócio". O professor Eduardo Dias Andrade irá tratar do tema "Uso de antibióticos na clínica odontológica". O profissional é mestre e doutor em Farmacologia, professor titular da Área de Farmacologia, Anestesiologia e Terapêutica, da Faculdade de Odontologia de Piracicaba, ligada à Unicamp, e autor do livro "Terapêutica Medicamentosa em Odontologia".
Odontologia - O Workshop será marcado ainda pela presença de um dos maiores profissionais da área de Odontologia no país, o Professor doutor Luiz Narciso Baratieri, que ministrará palestra sobre Odontologia Restauradora. Baratieri é pós-doutorado na Universidade de Sheffield, na Inglaterra, e professor titular da Universidade de Santa Catarina (UFSC). Responsável por 100 artigos publicados em periódicos especializados, 16 livros e 243 itens de produção técnica.
Foco - "A ideia do Workshop é muito antiga, vem desde 2002 quando começamos com a feira de negócios. Nos últimos anos mudamos o formato para Workshop. Para este ano traremos três grandes palestrantes, o que vem a acrescentar muito para os cooperados participantes", afirmou o presidente da Uniodonto Curitiba, Luiz Humberto de Souza Daniel. Ele ressaltou que, neste ano, o evento é realizado com foco nos cooperados. "Começamos com o trabalho de divulgação e agora disponibilizamos a inscrição. A expectativa é que os cooperados de Curitiba tenham uma participação massiva. Sempre temos também a presença de cooperados do interior do estado e esperamos que este ano também participem".
Serviço - O III Workshop Uniodonto será realizado no Hotel Four Points By Sheraton, localizado na Avenida Sete de Setembro, 4.211, Água Verde, Curitiba. (Imprensa Uniodono Curitiba)
Os quatro últimos capítulos da Trajetória do Sicredi, formada por uma coletânea de nove fascículos e um documentário, já estão disponíveis. A iniciativa tem como objetivo preservar a memória corporativa do Sistema e servir como fonte de consulta para associados, colaboradores e público em geral. Para esse resgate histórico foram percorridos aproximadamente 12 mil km, 33 horas de gravações, mais de 20 cidades visitadas e 41 entrevistados. Segundo o presidente executivo do Sicredi e da Fundação Sicredi, Ademar Schardong, o projeto também é uma oportunidade para destacar o trabalho de diferentes personagens que se dedicaram e se dedicam ao processo de formação e consolidação do Sicredi. O projeto A Trajetória do Sicredi foi desenvolvido pela Fundação Sicredi e pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM-RS).
Conteúdo - O conteúdo da coletânea é dividido em nove fascículos, com três blocos de informação. O primeiro deles trata da Memória Histórica do Sicredi, desde o surgimento do Sistema, a retomada das cooperativas de crédito e a sua expansão a partir das resoluções contidas na Constituição de 1988. O segundo aborda a Organização Corporativa do Sicredi, passando pelo modelo de gestão das cooperativas e a consolidação do Sistema de Crédito Cooperativo. E o terceiro bloco apresenta os Visionários do Sicredi, trazendo os desbravadores que deixaram sua marca na criação do Sistema e a opinião de personalidades ligadas ao universo cooperativo.
Documentário - O documentário, disponível em DVD, traz seis episódios que mostram a linha do tempo do Sicredi, com depoimentos de personagens fundamentais em sua história. Os fascículos e o documentário podem ser acessados no site do Centro de Informação & Memória Sicredi - www.memoria.sicredi.com.br. (Imprensa Sicredi)
A comercialização antecipada de soja na região da Cocamar normalmente acontece no último trimestre do ano, quando se inicia o plantio. Nesse primeiro semestre do ano muito pouco foi comercializado antecipadamente, ou seja, apenas 2% da produção prevista. A informação é do superintendente de Negócios da cooperativa, José Cícero Aderaldo. Conforme Aderaldo, "normalmente o produtor espera o desenvolvimento da safra nos Estados Unidos para tomar a decisão da venda de parte de sua produção". Mas sugere que o sojicultor fique atento às oscilações de mercado, "pois pode haver boas oportunidades para fazer uma cobertura dos seus custos de produção".
Insumos - Por sua vez, acrescenta ele, a venda de insumos para o ciclo 2011/12 está dentro do previsto, sendo hábito do produtor comprar parte deles no primeiro semestre do ano. Mais da metade dos agricultores já fez suas compras para o plantio da próxima safra de verão. O superintendente explica que a compra antecipada de insumos facilita o acesso aos produtos da preferência do produtor, "seja a variedade da semente que ele pretende plantar como também o tipo de fertilizante que pretende utilizar". Aderaldo diz também que a antecipação das compras "traz a segurança da disponibilidade do produto no momento que ele precisar". (Imprensa Cocamar)
O desempenho e as realizações da Cocamar no primeiro semestre e uma projeção para o restante do ano. Estes são os temas da série de reuniões que a diretoria da cooperativa começa a promover nesta segunda-feira (11) com os cooperados nas cidades da região de Londrina. A primeira delas acontece às 14h, no auditório Milton Alcover do Parque de Exposições Governador Ney Braga, em Londrina, com a participação de produtores locais e de Serrinha. Ainda na tarde desta segunda, a programação inclui Cambé, às 16h30, no parque Figueira Branca, e Rolândia, às 19h, no auditório da Corol. Nesta terça (12/07), haverá sete reuniões e, até quinta-feira (14/07), serão completados 22 eventos. (Imprensa Cocamar)
Aos 24 anos, o jovem Edmilson dos Santos, é responsável pela conquista da construção de uma estrada e chegada de energia elétrica à cidade de Nazaré, onde mora, localizada há cerca de 50 quilômetros de Salvador (BA). Ele é um dos jovens que participou do 3º Intercâmbio do programa Formação de Jovens Lideranças Cooperativistas, promovido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop), em Brasília. O evento reuniu representantes de diversos estados para discutir o protagonismo jovem no cooperativismo.
Melhorias - Entre palestras e oficinas, os participantes puderam ainda sugerir melhorias para o programa Jovens Lideranças que, há quase cinco anos, prepara jovens líderes de vários estados brasileiros para a sustentabilidade do cooperativismo no país. Foi nesse contexto que Edmilson contou sua história e sua relação com a cooperação. Ele entrou para a formação cooperativista em 2009, "sem saber no que estava me metendo", diz. Formou-se no ano passado e hoje, além de cooperado da Contrata (uma cooperativa de produção de farinha e hortaliças), atua como conselheiro fiscal do Sicoob de Nazaré, a convite da diretoria da instituição.
Longevidade e renovação - A gerente de Formação e Qualificação Profissional do Sescoop, Andréa Sayar, em palestra sobre a visão da instituição para inserção dos jovens no sistema cooperativista, enfatizou a relevância do jovem no processo de longevidade e renovação do cooperativismo. Para os jovens, o encontro significou oportunidade. Oportunidade para discutir, apresentar dificuldades e também propostas de solução aos problemas encontrados nas comunidades onde atuam.
Reestruturação - Os trabalhos desenvolvidos pelos jovens durante o intercâmbio servirão de subsídio para a reestruturação do programa em nível nacional, apontando sugestões sobre o que deve ser ajustado ou inovado para ampliar os impactos e resultados. Para Andréa, é importante que a juventude se interesse pelos assuntos da comunidade, vislumbrando o cooperativismo como espaço de proposição de novas ideias e ações.
Diferencial - Andrea Sayar destaca, ainda, que o perfil do grupo de jovens participantes do intercâmbio foi um diferencial nesta terceira edição. "Muitos deles estão na faculdade e outros, já formados, são empreendedores em suas cidades. Eles estão bastante integrados, atentos e contribuindo imensamente com falas interessantes sobre como o programa Jovens Lideranças trouxe resultados e fez a diferença em suas comunidades", comenta. (Informe OCB)
Além da aprovação do PL 318/2011, que regulamenta o exercício da atividade das Cooperativas de Profissionais da Saúde, na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio (CDEIC) da Câmara dos Deputados e da realização do Seminário Juventude: O Futuro do Cooperativismo, que contou com a participação de 32 parlamentares integrantes da Frencoop, a semana na Câmara foi movimentada por audiências públicas que debateram o trabalho terceirizado e a Política Nacional de Resíduos Sólidos e por reuniões de subcomissões, entre elas da Saúde Suplementar e do uso de energias renováveis na agricultura.
Senado Federal - A votação do PLC 01/2010, que define as competências comuns entre União, Estados, municípios e Distrito Federal para a proteção do meio ambiente e preservação das florestas, da fauna e da flora, continua suspensa, aguardando a liberação da pauta do Plenário, que está trancada pela Medida Provisória 528/2011. Esses são alguns dos temas de destaque relativos a projetos de interesse do cooperativismo em tramitação no Congresso Nacional. Para acessar o resultado da Agenda da Semana, clique aqui. (Blog OCB no Congresso)
Nelson Teodoro de Oliveira foi o primeiro secretário eleito da Coamo. Hoje, o também cooperado destina a produção dos seus 800 hectares de soja para a industrialização de óleo e farelo. ''Fui um dos fundadores da Coamo e vi o crecimento dela nos últimos anos. Nós percebemos aos longos dos anos que a cooperativa que não agrega valor à sua produção é apenas uma prestadora de serviços. Produto industrializado é o grande nicho de mercado e tem muito a crescer'', destaca. Ao todo, em cada safra, Oliveira envia à Coamo 45 mil sacas por hectare. Segundo ele, o processo de industrialização contribiu para o aumento da renda. ''Não acredito em outro caminho senão a industrialização'', reforça.
Outro exemplo - O cooperado Alvaro Machado da Luz é outro exemplo de que o processamento de alimentos é o presente e futuro do cooperativismo. O produtor e empresário, na região de Campo Mourão, fornece à Coamo, por ano, cerca de 6 mil sacas de soja, 4 mil de milho e 1 mil de café. Além de fornecedor de matéria-prima, Luz revende os produtos da cooperativa no seu supermercado, que pertence à sua família há trinta anos. ''Participo desse processo desde a farinha de trigo, primeiro produto da Coamo a ser industrializado. Hoje, de tudo o que compramos, cerca de 5% vem da cooperativa'', revela.
Aceitação - Luz reforça que a aceitação dos produtos da Coamo é muito boa, já que se trata de produtos de qualidade. Em quatro unidades do supermercado são comercializadas cerca de 85 toneladas por mês de produtos da cooperativa. ''Através da Coamo eu balizo os preços dos meus produtos. É uma referência em nossa região'', explica. Luz acrescenta que sente muito orgulho de fazer parte de quase todo esse processo produtivo. (Folha Rural / Folha de Londrina)
O 10º Congresso Brasileiro de Agronegócio (CBA), que se realizará no dia 8 de agosto, se propõe debater e definir paradigmas pelos quais o agronegócio deve se orientar. Sem perder a linha de raciocínio desenvolvida nos últimos CBAs, quando o tema abordado foi a Competitividade, o novo cenário impõe a análise de temas mais específicos que buscam a sustentabilidade do setor. O evento, promovido pela Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), contará com as presenças da presidente Dilma Rousseff, do ministro da Agricultura, Wagner Rossi, entre outros. (Diário de Cuiabá)
Um mês após anunciar o embargo à importação de carnes de 85 estabelecimentos em três Estados do Brasil, os russos concordaram em reabrir seu mercado ao produto nacional. Até o fim de julho, a Rússia deve formalizar sua decisão em uma teleconferência. Uma missão técnica negociou, na semana passada, em Moscou, a reabilitação. Durante dois dias, um grupo de seis funcionários tentou convencer o Serviço Veterinário da Rússia a derrubar o embargo, iniciado em 15 de junho. Das 236 plantas auditadas, 143 serão habilitadas a exportar novamente. Outras 93 seguirão com "restrições temporárias" até o cumprimento das normas e padrões russos. O Brasil enviará nova lista de estabelecimentos aprovados. Os russos pediram garantia de abastecimento mesmo com a redução do número de fornecedores. E exigiram o combate a embarques não autorizados ou contrabandeados de carne para Rússia e Ucrânia.
Fôlego - O governo avalia que indústrias e importadores "têm fôlego" para aguardar até o fim de julho. Houve grande volume de embarques até 15 de junho. Em 15 dias, segundo o Ministério da Agricultura, foram exportados o equivalente a dois meses de vendas. "Por isso, a grita diminuiu", diz uma fonte oficial. Pesou para a decisão da Rússia o anunciado investimento de R$ 50 milhões na rede nacional de laboratórios. Para liberar as importações, os russos impuseram um "curso de treinamento" dos profissionais dos laboratórios, em instalações russas, para atender às exigências de controle, padronização e certificação.
Preocupação - O secretário de Defesa Agropecuária, Francisco Jardim, disse que estava "muito preocupado" com os resultados negativos da inspeção russa ocorrida em abril. Foram criados dois grupos de trabalho para avaliar métodos de inspeção e segurança laboratorial. O czar russo da sanidade, Sergei Dankvert, participou das negociações e avalizou pessoalmente a reabertura. Dankvert virá ao Brasil em breve. Nova missão deve vir ao Brasil para uma "inspeção adicional" em "três ou quatro" Estados.
Explicação - Os russos gostaram das explicações técnicas da missão brasileira. Mas, por uma questão de sinalização, decidiram aguardar alguns dias para oficializar a reabertura. "Se fosse para dizer não, teriam dito na hora. Mas para dizer sim, eles demoram um pouco mais. É parte da cultura russa, do estilo durão deles", diz uma fonte do governo.
Ressalvas - Os russos fizeram, porém, algumas ressalvas ao trabalho brasileiro, apontando uma "condescendência" com as chamadas não conformidades. Questionaram o porquê de sua missão técnica, de abril, ter desabilitado 30% das plantas visitadas e a fiscalização do Ministério da Agricultura ter deixado de fora apenas 10% das plantas auditadas. Esse "ruído inicial" ocorreu segunda-feira passada, primeiro dia da reunião. Os brasileiros aproveitaram o intervalo da terça-feira para reunir argumentos.
Diferença percentual - Na quarta-feira, segundo dia do encontro, explicaram que a diferença percentual decorria da desabilitação prévia feita pelo Brasil antes de enviar uma nova lista de estabelecimentos em condições de exportar à Rússia. Até o embargo, havia 209 plantas habilitadas. Depois, ficaram 125 unidades. A defesa convenceu os russos. Dessa vez, os russos elogiaram a rapidez do Brasil, à semelhança da Dinamarca, em responder novos questionamentos. Informaram que levariam "alguns dias", mas divulgariam uma nota pública sobre a reunião para "tranquilizar" o mercado. (Valor Econômico)
O governo federal está disposto a negociar redução na taxa de juros da dívida dos estados desde que essa discussão faça parte de um acordo mais amplo, que incluiria a adoção da alíquota de 4% de ICMS nas importações e nas operações entre unidades da federação. De acordo com o ministro interino da Fazenda, Nelson Barbosa, as alíquotas, hoje em 7% e 12% no caso interestadual, podem ser reduzidas de forma gradual, mas devem entrar em vigor já em janeiro de 2012.
Confaz - Nelson Barbosa participou na última sexta-feira (08/07), em Curitiba, da reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), formado por representantes dos 26 estados e do Distrito Federal. Barbosa também afirmou que a União concorda com a criação de um fundo para compensar eventuais perdas de arrecadação causadas pelas mudanças e do Fundo de Desenvolvimento Regional, para financiar projetos dos estados. Os valores dos aportes, segundo ele, só podem ser decididos depois de um acordo em torno dos royalties do petróleo do pré-sal.
Urgência - Na avaliação do secretário da Fazenda do Paraná, Luiz Carlos Hauly, a mudança nas alíquotas precisa ser feita com urgência para que o setor produtivo brasileiro recupere a competitividade internacional. "Com a pesada legislação tributária atual, em menos de 10 anos nenhum produto fabricado no Brasil terá condições de concorrer com os similares fabricados na China. Enquanto as unidades da federação estão brigando entre si, os chineses estão avançando no nosso mercado interno', alertou.
Padronização - Nelson Barbosa disse que o governo federal também considera urgente a padronização da alíquota de ICMS para as importações, para proteção da indústria brasileira, porque a forma atual significa, na prática, a redução do valor do dólar para o importador.
China - Para fazer frente ao avanço dos produtos chineses, Hauly sugeriu que, num prazo de 10 anos, seja proibido exportar qualquer produto brasileiro in natura. "Temos que industrializar aqui no Brasil para depois exportar. Do contrário, vamos nos tornar uma grande fazenda exportadora de produtos agrícolas e minerais, acabando assim com nossas indústrias, com nossos empregos e empobrecendo ainda mais o nosso país", afirmou.
Pacto - Hauly considerou histórica a reunião do Confaz em Curitiba porque pavimentou o caminho para um grande pacto federativo que deverá ser firmado na próxima reunião do Confaz. Havendo consenso, Nelson Barbosa afirmou que uma reunião extraordinária pode ser convocada para Brasília, antes mesmo da reunião ordinária marcada para Manaus dentro de três meses. "Avançamos muito na discussão para acabar com a guerra fiscal, resolver o problema do Fundo de Participação do Estados (FPE), além de outros problemas como o fundo de compensação pelas perdas causadas pela Lei Kandir, que desonera as exportações", avalia Hauly. Segundo ele, o ministro interino se comprometeu a priorizar a distribuição dessa compensação no segundo semestre deste ano, num valor de R$ 1,9 bilhão.
Próxima etapa - A próxima etapa, segundo Hauly, será definir as perdas e ganhos dos estados em separado. "Foi muito importante esse anúncio feito pelo ministro interino da Fazenda sobre a criação de um fundo para compensar as perdas dos estados que terão diminuídas suas receitas a partir do fim da guerra fiscal. Há uma grande sinergia entre o Confaz, o Ministério da Fazenda e o governo federal, e isso vai contribuir para as mudanças aqui discutidas", disse o secretário. (AEN)
O governador Beto Richa formalizou, na sexta-feira (08/07), a implantação de contratos de gestão com toda a sua equipe de governo. Richa reforçou a necessidade de redução de 15% nos gastos administrativos e disse que a meta para este ano é uma economia de R$ 72 milhões com o custeio da máquina pública. A recomendação implica na redução de despesas com água, luz, telefonia, combustível, mão de obra terceirizada, diárias e passagens, entre outros.
Serviços essenciais - Durante a reunião com o secretariado, no Palácio das Araucárias, Richa advertiu que as medidas de contenção de gastos não podem afetar serviços essenciais nas áreas de saúde, educação, desenvolvimento social e segurança pública. "Vamos fazer um governo de resultados, em que a melhoria das condições de vida dos paranaenses é o objetivo final de cada projeto, de cada compromisso. Fazer mais com menos e melhor", destacou o governador. (AEN)