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Em 2010, o setor de florestas plantadas no Brasil apresentou retomada de crescimento. É o que aponta o relatório anual da Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas (Abraf). No ano passado, o País totalizou 6,5 milhões de hectares de área de plantio florestal, valor 3,2% superior ao registrado em 2009, com 6,3 milhões de hectares. A meta do Governo Federal é aumentar em 3 milhões de hectares essa área nos próximos 10 anos.
Programa ABC - De acordo com o chefe da Assessoria de Gestão Estratégica do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Derli Dossa, esse crescimento deve ser impulsionado pelo Programa de Agricultura de Baixo Carbono (ABC). ''Nosso objetivo é alavancar o setor, conscientizando os produtores da necessidade de termos produção de alimentos com preservação ambiental'', argumenta. O Programa ABC prevê, para a safra 2011/2012, R$ 3,150 bilhões para incentivar técnicas que minimizem os efeitos dos gases de efeito estufa.
Energia - Segundo ele, a linha voltada ao plantio de florestas econômicas, presente no ABC, possibilita a redução do corte de espécies nativas. ''O nosso objetivo com ele é a produção de árvores de rápido crescimento para produzir energia'', afirma. Dossa revela que o cultivo de florestas para celulose e papel é outra preocupação do governo, pois envolve o setor industrial. ''O Brasil é hoje um dos principais exportadores de celulose do mundo. No caso do papel, exportamos 20% e o restante é consumido no mercado interno'', informa.
Gargalo - Dossa salienta que o governo busca incentivar o plantio de sistemas agroflorestais que possibilitam o envolvimento mais intensivo entre a produção simultânea de alimentos e árvores. ''Um dos gargalos que temos hoje é a questão das matas nativas, tanto nas Áreas de Preservação Permanente (APP) como de Reserva Legal. Temos a preocupação de que espécie plantar para substituir o passivo ambiental feito ao longo do tempo'', aponta Dossa, ressaltando os trabalhos voltados para preservação da biodiversidade.
Cenário positivo - A Abraf destaca o fim da crise financeira mundial de 2008 como o principal fator que resultou na volta de um cenário positivo para o setor no Brasil. No entanto, a Associação classifica o crescimento como ''modesto'' e o justifica como consequência da complexidade de licenciamento ambiental para projetos de florestas plantadas. As regiões Sul e Sudeste do País somam 75,2% do total de plantios florestais brasileiros. Nessas regiões estão localizadas as principais unidades industriais dos segmentos de celulose, papel, painéis de madeira industrializada e siderurgia a carvão vegetal.
Paraná - O Paraná possui a terceira maior área de plantios florestais do País, equivalente a 13% do total nacional. Em 2010, o Estado teve uma redução de 0,7% na área de florestas e, em contrapartida, apresentou o maior crescimento em áreas preservadas entre as associadas individuais da Abraf, com aumento de 39,3%, totalizando 212.711 hectares preservados. De acordo com o chefe da Divisão de Cultivos Florestais da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento (Seab), Renato Viana Gonçalves, a meta do Governo do Paraná é totalizar, até 2030, 1,5 milhão de hectares de florestas plantadas.
Pólo de produção - Gonçalves lembra que o Estado é um importante pólo de produção de madeira reconstituída, celulose e papel. ''A prioridade é ampliar a base florestal para atender a indústria e suprir a demanda por produção de energia para as atividades agropecuárias'', afirma. Segundo ele, o Paraná possui atualmente um deficit de produção de florestas. ''O preço da lenha é reflexo disso e queremos mostrar o déficit como oportunidade aos produtores'', avalia. Gonçalves aponta a dificuldade de financiamento para plantios florestais como entrave para o setor. (Folha Rural / Folha de Londrina)
Arborizar pastagens pode resultar em um incremento de 15% a 20% na produtividade leiteira ou de carne''A floresta cabe na pequena propriedade'', ressalta o chefe da Divisão de Cultivos Florestais da Seab, Renato Viana Gonçalves. Segundo ele, arborizar pastagens resulta em um incremento de 15% a 20% na produtividade leiteira ou de carne. O chefe geral da Embrapa Florestas, Helton Damin da Silva, afirma que a integração lavoura-pecuária-floresta é foco de fortes investimentos em pesquisa e transferência de tecnologia. ''A inserção do componente florestal traz benefícios econômicos e ambientais, em especial quando se pensa em recuperação de pastagens e melhoria nos sistemas de uso da terra'', comenta.
Mudança - O agricultor Paulo Kiyoshi Taki trocou, há pouco mais de cinco anos, a produção de gado de corte em confinamento pelo sistema que integra a produção de carneiros com o cultivo de eucalyptus. Da propriedade de 12 hectares em Rolândia, Norte do Estado, cinco hectares já são ocupados pelo sistema silvipastoril. Taki é associado à Cooperativa Coopercapanna Carnes Nobres, para a qual vende toda a produção de cordeiros e lã.
Bem-estar - O agricultor lembra que antes os animais sentiam muito com o calor e ficavam ofegantes ao andar pelo pasto. ''Pensei no bem-estar dos animais. Os eucalyptus fazem sombra e dão mais conforto à eles'', argumenta. Taki salienta que o efeito da geada ocorrida no final de junho foi menor nas pastagens integradas ao eucalyptus. O produtor aponta a economia com a mão-de-obra, a diversificação da renda e a independência em relação ao clima como outras vantagens do sistema. Taki já cultiva eucalyptus para produção de lenha em outra propriedade de cerca de 96 hectares no Oeste do Paraná e pretende ampliar a área e implantar o sistema silvipastorial com gado de leite. (Folha Rural / Folha de Londrina)
O vírus da gripe aviária H5N1, altamente mortal, está de volta em uma fonte mutante e se propaga na Ásia, a partir da China e Vietnã, e pode atingir outros continentes. Insistindo para os "riscos imprevisíveis para a saúde humana", a Agência das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) deflagrou hoje o sinal de alerta, conclamando os governos a redobrar a ação preventiva e monitoramento contra a nova fonte desse vírus mortal. "As aves selvagens introduzem o vírus, mas são as cadeias de produção e de comercialização de aves que contribuem para sua propagação", afirma o veterinário-chefe da FAO, Juan Lubroth.
Mortes - Desde sua aparição em 2003, o vírus H5N1 matou 331 das 565 pessoas infectadas, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). A última morte ocorreu no começo do mês no Camboja, onde foram registrados oito casos de infecção humana este ano, todos mortais.
Infecção - A infecção de humanos diretamente a partir de aves silvestres ocorreu com a amostra H5N1 na Ásia. Esta amostra provavelmente surgiu em gansos na China em 1977 e infectou aves domésticas.
Abate - Desde 2003, o virus provocou o abate de mais de 400 milhões de aves. Os prejuízos econômicos ficaram próximos de US$ 20 bilhões no mundo, antes que o vírus pudesse ser eliminado na maioria dos 63 países infectados no auge da doença, em 2006. Mas a FAO nota que o vírus continuou endêmico em seis países – China, Índia, Bangladesh, Egito, Indonésia e Vietnã -, e o número de casos voltou a aumentar progressivamente.
Propagação - O vírus propagou-se recentemente para Israel, territórios palestinos, Bulgária, Romênia, Nepal e Mongólia. Agora, a agência da ONU elevou o alerta diante do aparecimento de uma nova fonte do vírus, aparentemente capaz de contornar as defesas fornecidas pelas vacinas existentes. No Vietnã, que tinha suspendido sua campanha de vacinação de aves, as áreas norte e central foram invadidas pela nova fonte do vírus, conhecida por "H5N1-2.3.2.1". A circulação do vírus ameaça diretamente o Camboja, Tailândia e Malásia e coloca em risco a península coreana e o Japão.
Outros continentes - Mas a FAO avisa que a migração de aves selvagens pode propagar o vírus a outros continentes. Levando em conta a tendência geral constatada desde o declínio progressivo da doença entre 2004-2008, a FAO teme um recrudescimento do H5N1 no outono e no inverno, com as populações descobrindo de maneira "inesperada" o vírus em seus territórios. (Valor Econômico)
Se for levada ao pé da letra, a revisão das regras para o uso de pesticidas na União Europeia poderá prejudicar 59% das exportações agropecuárias do Brasil para o continente em 2014, de acordo com o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Agrícola (Sindag). O banimento de centenas de agroquímicos no mercado europeu não envolve apenas a própria produção da UE, mas também os resíduos eventualmente encontrados nas exportações para a região. Dessa forma, os insumos que forem proibidos não poderão ser aplicados nas vendas brasileiras ao bloco. A revisão foi definida em 2008. De 1.111 produtos analisados, foram permitidos 215. Os cortes serão realizados gradualmente, até 2014.
Prejuízos - Para o Sindag, os produtores do Brasil serão penalizados porque vários defensivos usados no país serão banidos pelo novo regulamento. Segundo cálculos da entidade, 36 dos 49 inseticidas utilizados pelos produtores brasileiros de soja serão proibidos. Para combater a ferrugem asiática, por exemplo, os sojicultores só terão como opção fungicidas com o grupo químico estrobirulinas - que, de acordo com a entidade, são cada vez menos eficientes.
Defensivos propícios - Segundo Silvia de Toledo Ligabó, executiva do Sindag, uma das opções para driblar as restrições europeias é negociar a liberação de defensivos propícios para países tropicais, já que a maioria dos produtos barrados não são usados na UE. (Valor Econômico)
O Ministério de Minas e Energia divulgou hoje as regras para o leilão de energia A-5, que tem como objetivo atender ao mercado a partir de 2016 com empreendimentos novos. A disputa vai acontecer no dia 20 de dezembro. A portaria foi publicada no Diário Oficial da União (DOU). O leilão será aberto a projetos que operam as fontes hídrica, eólica, de gás natural e biomassa. Os contratos de compra e venda de energia terão duração de 20 anos para todas as fontes, com exceção da hídrica, cujos contratos terão 30 anos de duração.
Cadastro - Os empreendedores interessados deverão se cadastrar até o dia 20 de setembro na Empresa de Pesquisa Energética (EPE), que depois divulgará o início das inscrições. No caso dos projetos movidos a gás natural, o cadastramento pode ser feito até 20 de outubro.
Declarações - As distribuidoras deverão apresentar até 24 de outubro as declarações de necessidade para o leilão, que devem contemplar o volume de energia elétrica demandado para o atendimento de seus mercados consumidores a partir de 1º de janeiro de 2016. As informações são da Agência Brasil. (Agência Investimentos e Notícias)
A geração de energia elétrica por usinas eólicas deve aumentar sete vezes no país até 2014, disse o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Mauricio Tolmasquim. De acordo com ele, nos próximos três anos, a capacidade de geração de energia eólica passará dos atuais 1 gigawatt (GW) para 7 GW. Tolmasquim participou, em São Paulo, de um debate sobre o setor elétrico e as hidrelétricas brasileiras. Ele destacou a importância dos investimentos em usinas elétricas movidas a vento, principalmente no Nordeste.
Incentivo - Segundo o presidente da EPE, a crise econômica na Europa acabou incentivando que empresas estrangeiras se instalassem no país para aproveitar o seu crescimento. “A crise na Europa paralisou o projetos por lá”, assinalou Tolmasquim. “Na China, só entram empresas que produzem equipamentos na China. As empresas estrangeiras se focaram no Brasil.” Segundo Tolmasquim, quatro companhias fabricam usinas eólicas no Brasil atualmente. Ele disse também que outras quatro empresas já anunciaram que vão se instalar no país. As informações são da Agência Brasil. (Agência Investimentos e Notícias)
O Sistema Ocepar elaborou um documento que está sendo entregue a parlamentares, autoridades dos governos federal e estadual e lideranças. O material mostra as ações positivas desenvolvidas pelos agricultores no sentido de conciliar a produção de alimentos com a preservação da natureza, traz uma análise dos impactos causados pela legislação ambiental vigente na atividade agropecuária e as propostas do setor para o aperfeiçoamento do texto sobre o novo Código Florestal Brasileiro que está sendo discutido pelos senadores. A Ocepar também produziu um vídeo /documentário de 13 minutos, com depoimentos de produtores sobre a situação que eles vivem no dia a dia em relação à atual lei ambiental e os pontos defendidos pelo cooperativismo paranaense em relação ao tema.
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Três ex-ministros da Agricultura defenderam nesta quinta-feira (25/08) o relatório do Código Florestal, de autoria do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), aprovado na Câmara dos Deputados. Alysson Paulinelli, Francisco Turra e Reinhold Stephanes participaram de ciclo de debates promovido pelas comissões responsáveis pela análise do código no Senado – Agricultura, Meio Ambiente e a de Ciência e Tecnologia. Os três rebateram as declarações de ex-ministros do Meio Ambiente que estiveram na quinta-feira (24/08) no mesmo ciclo de debates, para os quais o texto aprovado na Câmara é um retrocesso ambiental.
Consciência - “Nenhum de nós quer desmatar. Fui prefeito e presenciei desmatamentos a céu aberto. Hoje, a consciência é outra e quem disser o contrário está enganado. Temos 220 milhões de hectares de pastagens. Ocupamos 70 milhões de hectares e ficamos discutindo se queremos desmatar ou preservar”, disse Turra, que foi ministro em 1998 e 1999.
Interesses externos - Ele argumentou que há interesses externos envolvidos nos argumentos de ambientalistas para que não haja uma expansão agrícola no país. Segundo ele, produtores europeus “passaram documento” onde afirmariam que, se o Brasil entrasse em um acordo com a União Europeia “seria uma loucura”, uma vez que o aumento da área agricultável, permitido com as regras do novo código, destruiria o meio ambiente brasileiro. “Um absurdo. A União Europeia não preservou 5% de seu meio ambiente. Não somos destruidores do meio ambiente, cuidamos de nossas árvores”, acrescentou Turra. Ele destacou que, dos 220 milhões de hectares de pastagens disponíveis, por exemplo, o país ocupa 70 milhões de hectares.
Ponto de partida - Reinhold Stephanes, que foi ministro até o ano passado, classificou a proposta em discussão como ponto de partida para o início de uma série de debates, que não se esgota no projeto de lei. Para ele, a polêmica em torno da “rapidez” para se aprovar a matéria no Senado é desnecessária já que a legislação ambiental será objeto de debates para aperfeiçoamento durante “muitos anos”. Entretanto, ele considera necessária a aprovação de um texto para regular a questão.
Medidas já adotadas - Stephanes destacou que reivindicações feitas pelos ambientalistas, durante as discussões do texto na Câmara, são medidas já adotadas pelos agricultores “há mais de 20 anos, que discutem como preservar o meio ambiente”. Ele disse que, no Paraná, seu estado de origem, medidas como o plantio direto para proteção de solo; a integração do plantio, da pecuária e das florestas; e a recuperação de áreas degradadas são comuns no dia a dia de quem lida com a lavoura. “Eu participei de três encontros da SBPC [Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência] e mostrei que [eles] não apresentaram nenhuma novidade, mas sugestões e competições já utilizadas pela agricultura. O Brasil é o país que mais aumenta sua produção com preservação e responsabilidade”, disse Stephanes.
Texto equilibrado - Ministro da Agricultura na década de 70, Alysson Paulinelli ressaltou a capacidade de Rebelo estruturar um texto equilibrado, que, na sua opinião, contempla reivindicações dos ruralistas e ambientalistas. Segundo ele, o relator “fez um trabalho hercúleo” para contemplar os dois lados. A expectativa de Paulinelli é que o projeto aprovado na Câmara seja votado com rapidez pelos senadores. A seu ver, a atual legislação não tem como “ser cumprida” tamanho o número de exigências. Ele acha salutar a participação da comunidade científica no processo de discussão, mas ponderou a necessidade de “se ter cuidado com palpites de cientistas isolados, que veem o assunto com miopia”. (Agência Brasil)
O Uruguai aceitou iniciar negociações para definir cotas de exportação de lácteos para o Brasil. Os laticínios brasileiros queixam-se da quantidade elevada de produtos, principalmente leite em pó, vindos do Uruguai e da Argentina. Os argentinos se negavam a discutir o impasse sem que Montevidéu fizesse o mesmo. Na terça-feira (30/08) que vem o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel e representantes da subcomissão do leite na Câmara dos Deputados se reunirão com o setor privado para discutir quantidades.
Reunião - Após esse encontro, o setor privado brasileiro irá se reunir com os parceiros uruguaios. O secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Alessandro Teixeira, foi o responsável pela interlocução entre os países. Os uruguaios aceitaram a negociação, desde que seja feita entre a iniciativa privada dos dois países com supervisão dos governos.
Produto nacional - O representante de subcomissão do leite da Câmara, deputado Alceu Moreira (PMDB-RS), disse que a notícia é de grande importância para preservar o produtor do país. Segundo ele, o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, apoiou os produtores nacionais e disse que o Ministério vai acompanhar toda a negociação. De acordo com o analista de mercado da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Gustavo Beduschi, nos primeiros sete meses deste ano, o volume de leite em pó importado já chegou a 50 mil toneladas. Em relação a igual período do ano passado, o crescimento é de 68,87%. (Valor Econômico)
Os produtores rurais do Centro-Oeste também poderão ter um limite de custeio adicional de até R$ 500 mil na safra 2011/2012. A medida aprovada nesta quinta-feira (25/08), pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), estabelece que quando o agricultor plantar outras culturas e milho poderá acessar esse valor a mais, além dos R$ 650 mil já previstos no Plano Agrícola e Pecuário da nova safra, que começou no dia 1º de julho.
Outras regiões - Em 30 de junho, o CMN já havia aprovado esse mesmo aumento para os produtores das regiões Nordeste, Sudeste e Sul, mas o Centro-Oeste não havia sido incluído. “As perspectivas da época eram que a produtividade da região nesta safra seria alta e o incentivo poderia elevar ainda mais a oferta no próximo ano”, explica o coordenador de crédito rural e normas da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Francisco Erismar,
Carência - O CMN também autorizou a elevação do prazo de carência para aquisição de matrizes e reprodutores bovinos e bubalinos dos atuais 18 meses para 24 meses. O prazo de pagamento foi mantido em cinco anos. De acordo com o Plano Agrícola e Pecuário 2011/2012, cada criador poderá contratar até R$ 750 mil para aquisição de reprodutores. A linha de financiamento foi criada para estimular a melhoria da qualidade genética do rebanho, a ampliação da atividade e o aumento da oferta de animais para abate.
Açaí e borracha natural - Ainda sobre as condições para contratação de operações de crédito de custeio, de investimento e de comercialização, o CMN autorizou a inclusão de açaí e borracha natural na lista de produtos abrangidos por Empréstimo do Governo Federal (EFG), medida que favorece os produtores.
Produtores de arroz e criadores de suínos - Outra mudança importante autorizada pelo CMN foi a possibilidade de alongamento das dívidas referentes a operações de custeio de produtores de arroz e criadores de suínos da safra 2010/2011. A renegociação fica a critério das instituições financeiras e vale para produtores e criadores que estavam em situação de inadimplência até 15 de julho de 2011. Os produtores, no entanto, serão mantidos na condição de inadimplência até a efetiva renegociação do saldo devedor. Na reunião de 14 de julho, o CMN já havia autorizado medida semelhante, permitindo que os financiamentos de custeio contratados na safra 2010/2011 fossem renegociados em até cinco parcelas anuais, desde que a primeira correspondesse a 20% do total do saldo devedor e somente para dívidas vincendas a partir daquela data. (Mapa)
Pesquisadores do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) comprovaram a necessidade de o produtor utilizar o espaçamento correto no plantio das mudas de café. Segundo Tumoru Sera, o uso da tecnologia mais adequada afeta diretamente a produtividade da planta, o custo dos insumos e até a longevidade da lavoura. De acordo com o pesquisador, o espaçamento de meio metro entre cultivares nacionais de café usadas no experimento trouxe ganhos significativos aliados a poucos gastos. “Custa em torno de 50 dólares por hectare a distância certa entre as plantas. Por outro lado, a técnica errada pode trazer prejuízos de R$ 8 mil ano/hectare”.
Custos - Tumoru pondera que existem poucos resultados de pesquisa que comprovam o quanto o espaçamento interfere a produtividade, porém ele lembra como os custos são determinantes para qualquer propriedade rural. “Quando o preço da saca está bom, como agora, pouca gente se atenta para o uso de determinada tecnologia. Mas nem sempre isso é possível. Então o produtor acaba deixando de lado esse aspecto, o que impacta em baixa produtividade”.
Mais em menos espaço - Ele traz outro número relevante para a cafeicultura brasileira. “50 hectares adensado e mecanizado pode ter o mesmo custo de 200 hectares no espaçamento convencional. Se levarmos em conta que boa parte das propriedades produtoras de café brasileiras estão nas mãos de pequenos agricultores, principalmente em estados como o Paraná, é importantíssimo produzirmos mais em menos espaço”.
Tendência - Tumoru ainda lembra que a agricultura em todo o mundo caminha rumo ao aumento de produtividade com área menor, daí a necessidade de usar tecnologias mais apropriadas. “O que está acontecendo hoje é que 70% das cultivares que levaram 30 anos para ser desenvolvidas estão sendo 'queimadas' em cinco. Em pouco tempo a planta fica fraca e sem condições de render mais porque o espaçamento não é o mais adequado, seja na linha ou na entrelinha”, alerta o pesquisador. Para ele, o agricultor não pode prescindir da tecnologia correta se quiser se manter na atividade.
Simpósio - Este é um dos resultados de pesquisa que o Iapar apresenta no VII Simpósio de Pesquisa dos Cafés do Brasil, que acontece de 22 a 25 deste mês em Araxá-MG. (Assessoria de Imprensa Iapar)
O governador Beto Richa foi informado nesta sexta-feira (26/08), na Polônia, que o Paraná acaba de receber a aprovação do Banco Mundial para obtenção de empréstimo de US$ 350 milhões, a ser liberado a partir de janeiro de 2012. Os recursos serão aplicados em programas das secretarias da Saúde, Educação, Agricultura e Meio Ambiente, contidos na proposta de governo.
Retomada - O contrato marca a retomada do planejamento e da busca por recursos internacionais para o Paraná, suspensa nos últimos dez anos. “A notícia é muito boa porque mostra que o governo retomou a capacidade de planejar e elaborar bons projetos. A confiança do Banco Mundial demonstra que temos condições de retomar os investimentos com apoio internacional para melhorar a qualidade de vida dos paranaenses”, afirmou o governador.
Convergência - A representante do Banco Mundial, Tarcila Veloso, disse que a proposta do governo vai ao encontro do que o próprio banco propõe para o Brasil: “Um novo jeito de governar, focado em resultados”. Segundo ela, “é uma combinação de vontades (entre banco e governo) com o objetivo de alcançar melhores resultados para a população”.
Autorização - Como explicou o secretário da Fazenda, Luiz Carlos Hauly, o relatório da modelagem do contrato de financiamento foi elaborado em conjunto pela Fazenda e pela Secretaria do Planejamento. Agora, a proposta aguarda autorização da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) e, depois, do Senado Federal. De acordo com o secretário Cassio Taniguchi, esta foi a tramitação mais rápida de que se tem notícia de acordos do Banco Mundial, o que transmite a ideia de confiança despertada por este governo. Os primeiros contatos começaram em fevereiro deste ano.
Aprovação – A aprovação da STN deve ser quase automática, já que, nesta quarta-feira, em Brasília, a Secretaria da Fazenda obteve sinal verde com relação à capacidade de endividamento do governo, processo iniciado há cerca de três meses. Os técnicos da Fazenda apresentaram os esforços do governo para reequilibrar as contas e finanças estaduais e comprovaram a qualidade dos gastos já realizados.
Estoque de projetos - O secretário Cassio Taniguchi lembra que recompor o estoque de projetos foi uma das prioridades do governo nos primeiros meses. “Sem projetos, não há como buscar recursos para executar programas e políticas públicas. Encontramos a prateleira de projetos completamente vazia ao assumir o governo”, afirma. Agora, com uma série de projetos elaborados e a aprovação do primeiro empréstimo internacional, está pavimentado o caminho para a obtenção dos outros financiamentos. De acordo com Hauly, há negociações em andamento com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e com o BNDES. O próprio Banco Mundial já acena com a possibilidade de novos contratos. (AEN)
A nova política industrial do governo federal foi o principal assunto debatido nesta quinta-feira (25/08) na reunião do Conselho Nacional dos Secretários de Desenvolvimento Econômico (Consedic), em Brasília. Batizado de “Brasil Maior”, o programa foi apresentado pelo presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Mauro Lemos, aos membros do conselho, presidido pelo secretário da Indústria e Comércio do Paraná, Ricardo Barros.
Competitividade - O Brasil Maior foi lançado no início deste mês pela presidente Dilma Roussef para aumentar a competitividade da indústria nacional, a partir do incentivo à inovação tecnológica e à agregação de valor. Entre as medidas estão desonerações tributárias, financiamento à inovação, desoneração de exportações, defesa comercial, aplicação de recursos em setores de alta e média-alta tecnologia, financiamento e garantias para as exportações, além do fortalecimento das micro, pequenas e médias empresas inovadoras. Também será criado um programa para qualificação de mão de obra.
Aproximação - “O Consedic vai aproximar as políticas estaduais da nacional para tornar o setor produtivo brasileiro mais competitivo e eficiente na consolidação de mercados e na busca de novas oportunidades”, disse Ricardo Barros. Barros afirmou que vai convidar o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, a vir ao Paraná para explicar o programa para empresários, federações, associações, sindicatos e entidades governamentais. “Será uma ótima oportunidade para o setor produtivo paranaense conhecer melhor o programa”, disse.
Apresentações - No encontro desta quinta-feira, os secretários estaduais também acompanharam apresentações sobre promoção do Brasil no exterior e sobre compras governamentais. O diretor da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), Rogério Bellini, apresentou as ações que a Agência vem realizado para ampliar o comércio exterior brasileiro e as oportunidades de parcerias com os governos estaduais.
Cadastro - O secretário de Logística e Tecnologia do Ministério do Planejamento, Delfino Natal de Souza, explicou que o cadastro das empresas fornecedoras do governo federal, que hoje possui 420 mil registros, está à disposição dos estados e dos municípios.
Outros temas - Na reunião do Conselho também foram debatidas políticas de comércio exterior, royalties do pré-sal e regras sobre a instalação de empresas em áreas de fronteiras. “A troca de conhecimentos e experiências de cada encontro cria uma integração entre os membros do Conselho que nos permite avançar nas soluções de problemas regionais que impactam em toda a economia brasileira”, frisou Ricardo Barros.
Consedic – Criado neste ano, o Consedic reúne os secretários da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico de todos os estados e do Distrito Federal. As discussões para a criação do grupo surgiram nas reuniões do Fórum Nacional de Secretários de Indústria e Comércio (Fonseic), organizado pela Secretaria do Desenvolvimento da Produção (SDP) do MDIC, e foi apoiada desde o início pelo Ministério do Desenvolvimento Econômico.
Agenda - Na agenda de trabalho do Conselho estão ações para o desenvolvimento tecnológico e inovação, micro e pequenas empresas, educação e qualificação profissional, desenvolvimento regional, infraestrutura e logística, sustentabilidade, competitividade, arranjos produtivos locais, agronegócio, mineração, relações internacionais e comércio exterior. Segundo Ricardo Barros, o Consedic também foca no aumento da competitividade do setor produtivo brasileiro e na solução para a guerra fiscal entre os estados. (Assessoria de Imprensa Seim)
O Comitê de Entidades no Combate à Fome e pela Vida (Coep-PR) anunciou, no dia 02 de agosto, os três candidatos de Curitiba à quarta edição do Prêmio Betinho – Atitude Cidadã. Promovida desde 2008, a premiação valoriza as pessoas que se mobilizam de diversas formas, em todo o país, para melhorar as condições de vida de comunidades de baixa renda. De acordo com o presidente do Coep Nacional, André Spitz, a motivação para ajudar a transformar a realidade social brasileira é um traço marcante da atuação do COEP desde sua criação pelo Betinho, em 1993. “O Prêmio é uma forma de disseminar esse espírito e dar visibilidade às pessoas comprometidas com esta causa”, ressalta.
Participação ativa - Os candidatos selecionados vivem em comunidades e também em outras regiões da cidade. O que há de comum em todos é a participação ativa na promoção da qualidade de vida e a dedicação intensa ao trabalho social. As ações realizadas têm diversos focos, como atividades de assistência, capacitações para geração de renda, promoção do desenvolvimento sustentável de comunidades e preservação do meio ambiente. As histórias que envolvem essas iniciativas são muitas, como casais que tiveram filhos com deficiência e criaram associações voltadas para esse público; dependentes químicos em abstinência que hoje ministram palestras sobre prevenção de drogas e mulheres que criaram cooperativas com o objetivo de ajudar as famílias locais e hoje já atingem comunidades de diversos estados. “A divulgação nacional de ações na área social, que muitas vezes ficariam conhecidas somente em suas próprias cidades, estimula o surgimento de iniciativas semelhantes, mobilizando outras pessoas para encontrarem sua forma de participação social”, explica Conceição Contin, secretária executiva do Coep/PR.
CANDIDATOS DO COEP/PR-PR:
Kauanna Batista Ferreira – moradora da Vila das Torres, no bairro Prado Velho, em Curitiba, Kauanna é bastante preocupada com a realidade social da comunidade onde vide. No local desenvolve ações socioculturais há cerca de dois anos, ajudando a criar um centro de apoio onde são ministradas aulas de informática para inclusão social, além de serem promovidos bazares e distribuídos alimentos, entre outras ações. Kauanna criou com voluntários da comunidade uma biblioteca popular com livros oriundos do lixo para facilitar o acesso à cultura e estimular o hábito da leitura. A população pode ler os livros no local e também emprestar as obras. De acordo com Kauanna, o grupo de voluntários possui vários planos para o futuro, como criar um coral infantil e a Rádio Comunitária Vila Torres, para fortalecer ainda mais a comunidade.O trabalho desenvolvido por Kauanna conta com o apoio da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), que ajuda a dar visibilidade a pequenas iniciativas e a mostrar que todos podem contribuir para a melhoria da qualidade de vida de suas comunidades.
Padre Raulino Coan – o padre Raulino Coan atua nas oito comunidades atendidas pela Paróquia Nossa Senhora Aparecida de Uberaba: Sagrado Coração de Jesus, Nossa Senhora Rainha, Madre Ângela, Santo Aníbal, Jardim Icaray, Espírito Santo, São José Operário e Santa Bernadete. Colabora também no Seminário de Filosofia nas Obras Sociais Santo Aníbal (Ossa), em Curitiba. Atualmente desenvolve ações de evangelização para aproximadamente 40 mil pessoas. O padre Raulino também acompanha as famílias por meio de pastorais familiares e de jovens. Atua ainda como membro fundador do conselho de segurança do bairro Uberaba de Cima. Com seu trabalho vem contribuindo para a melhoria da qualidade de vida das comunidades, para a solução de conflitos, para o combate às drogas e à violência e para a transformação da realidade social.
Rosemari Gelinski Cardoso Aguiar – atua nas comunidades do Jardim União e Icaraí, no bairro Uberaba. As duas comunidades estão localizadas em uma área de invasão no extremo sul do bairro e compõem uma das regiões mais pobres de Curitiba, com altos índices de violência. Rosemari realiza há 14 anos ações sociais voltadas às comunidades por meio da Paróquia Nossa Senhora Aparecida do Uberaba e há nove anos pela Obra Social Santo Aníbal (Ossa). Também, coordena e executa os bazares, assim como todas as atividades relacionadas à Ossa no que diz respeito à busca de recursos para a manutenção - como bingos, almoços, entre outras ações. Com os trabalhos realizados, cerca de 100 famílias e 180 crianças das comunidades são assistidas. A realização dos bazares, bingos e demais eventos tornou possível terminar a sede da Ossa e equipar a cozinha, fundamental para dar prosseguimento às ações sociais realizadas no local.
Atitudes cidadãs - Todas as ações realizadas pelos candidatos serão, posteriormente, cadastradas no Mapa de Atitudes Cidadãs, um banco de iniciativas desenvolvidas em comunidades de baixa renda. Novas ações também podem ser cadastradas por pessoas ou organizações, inspirando outros atores a encontrar seu caminho de colaboração social. (Coep/PR)