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Com a expectativa de crescer 45% na venda de produtos de varejo em 2011 em relação a 2010, saltando de um faturamento de R$ 360 milhões para mais de R$ 500 milhões, a Cocamar realizou sua Convenção Nacional de Vendas na última sexta-feira e sábado no Hotel Deville em Maringá. Na ocasião, após uma análise dos números alcançados até agosto de 2011 frente às metas estabelecidas, foram traçadas diversas estratégias de trabalho.
Convenção de vendas - Participaram 180 pessoas entre dirigentes, gestores e representantes de produtos de varejo e de fibras do Paraná, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Goiás, Espírito Santo e Rio de Janeiro. Desta vez, como ocorre eventualmente, a convenção de vendas dos setores de varejo e de fibras foi realizada em conjunto.
Crescer - Na abertura do evento, o presidente da Cocamar, Luiz Lourenço, falou sobre o momento econômico que vive o País e o mundo, e convidou a todos a prosseguir trabalhando com profissionalismo para continuar a crescer. Também falou sobre os investimentos realizados pela Cocamar e os projetos previstos. Deixando claro que qualidade não é diferencial, mas obrigação, o diretor secretário Divanir Higino da Silva ressaltou ainda que não basta crescer por crescer, mas é preciso que o processo contemple os valores que caracterizam o cooperativismo, como confiabilidade, cuidado social e ambiental, equidade no agir, ética, qualidade e outros.
Tropa de elite - Como parte da programação, dia 3, houve ainda uma palestra motivacional com o ex-capitão do Bope (Batalhão de Operações Especiais do Rio de Janeiro), Paulo Storani, que inspirou o personagem do Capitão Nascimento no filme Tropa de Elite. Dentro do espírito de que missão dada é missão cumprida, o palestrante traçou um paralelo sobre como se obter uma “tropa de elite” onde o que mais conta é o comprometimento de cada um com o projeto e o trabalho em conjunto para se atingir as metas. (Flamma)
Ontem, 5 de setembro, o município paranaense de Toledo comemorou a marca de R$ 1 bilhão no Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) com a presença do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Mendes Ribeiro Filho. “O município precisa mostrar ao Brasil como se faz uma agricultura de verdade”, afirmou. Localizada no Oeste do Paraná, próximo a Cascavel, Toledo tem o maior Produto Interno Bruto (PIB) agropecuário do Paraná e da região Sul e ocupa o terceiro lugar em valor adicionado da agropecuária do Brasil.
Suinocultura e avicultura - A cidade possui o maior rebanho suíno e o maior plantel de frangos do Paraná e é o terceiro maior produtor de leite do estado. No almoço com autoridades e produtores locais, Mendes Ribeiro Filho destacou a escolha de seu secretário-executivo, o paranaense José Carlos Vaz, como uma forma de prestigiar o estado. “O Rio Grande do Sul e o Paraná têm muitas coisas em comum, tanto na agricultura quanto na política. São estados com uma forte representação e uma gente trabalhadora”, disse.
Desafios - Sobre os desafios à frente da pasta, o ministro reafirmou sua intenção de construir uma política agrícola que atenda ao pequeno, médio e grande produtor e um seguro agrícola que proteja a renda de quem produz. “Não há nada que frustre mais o cidadão que a ausência do Estado. Vamos nos antecipar aos problemas e buscar soluções com previdência”, garantiu. (MAPA)
A Câmara analisa o Projeto de Lei 1008/11, do deputado Sandro Alex (PPS-PR), que inclui na política de preços mínimos dos produtos agropecuários e extrativistas o ressarcimento das despesas com limpeza e secagem. Atualmente, o preço mínimo cobre as despesas com sobretaxa e tarifa de armazenamento, classificação, reclassificação, análise, embalagem e ICMS incidente sobre a produção. “O projeto beneficia duplamente os produtores rurais: tanto por fixar em lei os serviços cujos custos terão direito ao ressarcimento – atualmente fixados por decreto – quanto por ampliar o rol desses serviços, incluindo o ressarcimento das despesas de limpeza e secagem, que são indispensáveis à sua atividade”, afirma Sandro Alex.
Tramitação - O projeto altera o Decreto-Lei 79/66, que institui normas para a fixação de preços mínimos. O Conselho Monetário Nacional (CMN) define anualmente os preços mínimos dos produtos agrícolas, pecuários e da atividade extrativista, com base em proposta encaminhada ao Ministério da Fazenda pelo Ministério da Agricultura. A Política de Garantia de Preços Mínimos visa proteger a rentabilidade do produtor rural no período de excedente de oferta agrícola. O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. (Agência Câmara)
A forte valorização dos preços do milho no mercado internacional - diante da perspectiva de quebra da safra americana - estimula as vendas antecipadas do produto brasileiro, inclusive para o mercado externo. Já há contratos de exportação fechados, para entrega em agosto do ano que vem, de milho de Mato Grosso que será plantado na safrinha 2011/12, ou seja, a partir de janeiro e fevereiro. Isso é inédito na história da comercialização do produto no país, segundo Sílvio Farnese, coordenador geral de fibras e oleaginosas da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura. Em 12 meses, o contrato de segunda posição do milho subiu 69,83% na bolsa de Chicago, conforme o Valor Data. Os contratos de exportação antecipados, para entrega em agosto do ano que vem, foram negociados a R$ 15,00 FOB. "Nunca antes se vendeu milho com tanta antecedência", afirma Farnese.
Venda rara - O superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agrícola (Imea), Otávio Celidonio, diz que a comercialização antecipada é "muito rara" no caso do milho. "A antecipação foi estimulada pelos preços altos", afirma. Segundo ele, a estimativa é de que um terço da safrinha 2011/12 de milho de Mato Grosso, projetada em 8,9 milhões de toneladas, já tenha sido comercializada. Algo também inédito. A fatia é semelhante à estimada para a comercialização antecipada de soja no Estado. De fato, os patamares de preço do milho mudaram de um ano para cá em Mato Grosso, por conta da quebra da safrinha de milho passada, a 2010/11. A saca, que está hoje em R$ 20,80 em Rondonópolis (MT), estava em R$ 11 há um ano, de acordo com o Imea.
Estoques e demandas - Além da perspectiva de quebra da safra dos EUA, os estoques baixos de milho e a demanda internacional explicam a antecipação das vendas, afirma Celidonio. Anderson Galvão, da consultoria Céleres, avalia que o mercado está com "receio muito grande" em relação à disponibilidade de milho este ano. "Há quem diga que o USDA [Departamento de Agricultura dos EUA] vai reduzir ainda mais a estimativa para a safra de milho do país no relatório de setembro". Em agosto, o USDA reduziu para 328 milhões de toneladas a previsão. A primeira estimativa indicava 343 milhões de toneladas.
Incentivo para o plantio - Para Farnese, quanto mais venda antecipada houver, mais positivo para a cadeia produtiva do milho. "É um incentivo para o plantio", afirma. Segundo ele, a expectativa é que a produção brasileira de milho na safra 2011/12 chegue perto de 60 milhões de toneladas, considerando o plantio de verão e o de inverno. Na 2010/2011, ficou em 56,34 milhões de toneladas.
Exportações em alta - A valorização do milho no mercado internacional também se reflete nos números das exportações brasileiras do produto. De janeiro a agosto, o país embarcou 4,593 milhões de toneladas, alta de 29,45% sobre os 3,548 milhões de igual período de 2010. A receita cresceu muito mais, 85,3%, de US$ 678,1 milhões para US$ 1,269 bilhão, segundo dados da Secex. Os principais importadores são Irã, Espanha, Coreia e Indonésia. Só em agosto, o país embarcou 1,5 milhão de toneladas de milho, ou 25% mais do que no mesmo mês de 2010. Conforme Galvão, o salto em agosto aconteceu depois de dois meses de embarques muito baixos. "No fim de junho, o milho caiu após picos de alta, o que levou os compradores a travarem posições", explica. Esse produto foi embarcado em agosto. A estimativa do governo é de que o Brasil exporte entre 8,5 milhões e 9 milhões de toneladas de milho este ano. Em 2010, quando o governo deu apoio às exportações, foram 10,8 milhões. (Valor Econômico)
Na base da pecuária de leite do Paraná, estão três cooperativas dos Campos Gerais e a própria origem dessas empresas. A Batavo, em Carambeí, a Castrolanda, em Castro, e a Capal, em Arapoti – fundadas por imigrantes holandeses que começaram a chegar à região há exatamente cem anos – formaram a bacia leiteira mais produtiva do país. Alcançam média de 28 litros por animal ao dia, marca só ultrapassada por produtores individuais. Com genética holandesa aperfeiçoada permanentemente, produzem 10,5% de todo o leite in natura e 18,5% do produto industrializado do estado.
Qualidade - “O leite foi o produto que viabilizou a imigração holandesa no estado e a pecuária leiteira está enraizada na economia paranaense. As três cooperativas são exemplos bem sucedidos no Paraná e no Brasil, principalmente pela qualidade do produto e a sanidade dos animais”, ressalta o presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Paraná (Sindileite), Wilson Thiesen. Juntas, Castrolanda, Batavo e Capal faturam R$ 2 bilhões ao ano (2010) – 7% da arrecadação das cooperativas agropecuárias paranaenses.
Paraná - As 23 empresas associadas do Sindileite produzem anualmente 3,6 bilhões de litros de leite e esperam ampliar essa marca em 5% neste ano. Os 10,5% das cooperativas de origem holandesa representam 373 milhões de litros, o equivalente a 1,8 litro por habitante do país. As cooperativas são tão importantes para o Paraná quanto o estado é para o Brasil. A pecuária leiteira estadual é responsável por 11% da produção nacional, atrás apenas de Minas Gerais (30%) e Rio Grande do Sul (12%). “A região dos Campos Gerais teve uma influência muito grande no que é hoje o agronegócio do leite no Brasil. Daqui saíram muitas das tecnologias utilizadas na produção de leite, inclusive parte da base genética”, afirma o presidente da Batavo, Renato Greidanus, neto de um dos sete fundadores da cooperativa.
Gado holandês - A pecuária de leite foi o principal motivo para a criação das cooperativas holandesas no Paraná. Nas primeiras décadas, o gado era mestiço, com casos de produção de menos de 10 litros por cabeça. Só depois da 2ª Guerra Mundial (1945) é que os imigrantes trouxeram para o Brasil os primeiros exemplares da raça holandesa, líder mundial na produção de leite. As características da raça foram melhoradas nas últimas seis décadas. A nutrição e o conforto ambiental oferecido às vacas leiteiras ajudaram a elevar a produtividade de forma exponencial. Até hoje, o leite é a principal fonte de renda das cooperativas holandesas, superando os grãos. “Nas propriedades com técnicas mais modernas, chega-se a 35 litros de leite/dia por animal. Estamos em constante evolução”, diz o ex-presidente da Batavo e filho de imigrantes Dick Carlos de Geus. “A região sempre investiu e somos reconhecidos pela produção e pela qualidade”, reforça o presidente da Castrolanda, o holandês Frans Borg. Na última feira Agroleite, de 8 a 12 de agosto, 54 mil pessoas compareceram, um reconhecimento dos Campos Gerais como referência no setor. (Caminhos do Campo – Gazeta do Povo)
Apesar de a pecuária leiteira continuar sendo a base das cooperativas de origem holandesa no Paraná, ao longo das últimas décadas, os negócios foram diversificados, dando novas opções de renda aos associados. Os grãos – principalmente soja, milho, trigo e feijão – representam hoje um quarto do faturamento das empresas. Os números do Sistema Ocepar mostram que, em 2010, das 15 milhões de toneladas de grãos produzidas pelas 50 cooperativas paranaenses do setor, o trio Batavo, Castrolanda e Capal foi responsável por 1,54 milhão de toneladas – ou seja, pouco mais de 10% da produção estadual.
Agricultura e pecuária - O cultivo começou na década de 60, quando os investimentos dos produtores foram divididos entre a pecuária leiteira e a agricultura. A experiência começou com o arroz e, anos mais tarde, a expansão veio com a soja e o milho. “A expansão da produção de grãos começou na Região Sul e depois se estendeu para o restante do país. A cooperativa aproveitou esse momento de transformação e os produtores se inseriram no processo”, conta o presidente da Batavo, Renato Greidanus. Em uma área agrícola de 135 mil hectares, a cooperativa de Carambeí produziu 800 mil toneladas de grãos em 2010, o equivalente a 0,5% da produção nacional – 160 milhões de toneladas. A Castrolanda alcançou 400 mil toneladas de grãos nos 130 mil hectares cultivados pelos seus associados. Os negócios neste segmento representam 25% do faturamento da cooperativa, pouco atrás do leite (28%). A Capal, por sua vez, produziu 340 mil toneladas de grãos.
Clima tropical - Os campos férteis e as cifras de hoje escondem as dificuldades que os imigrantes holandeses enfrentaram na agricultura no estado. Nas primeiras décadas, copiaram técnicas da Europa, onde, com o clima frio, é comum o uso de arado para expor o solo ao sol e permitir a germinação das sementes. No Brasil, a diferença de terra e, principalmente, de clima em relação aos Países Baixos fizeram com que a aplicação do mesmo método degradasse o solo.
Plantio direto - “A erosão chegava a quase 400 toneladas de solo por hectare, quando a média no Brasil na agricultura convencional era de 30 toneladas de solo por hectare. A gente precisava arrumar outro esquema de produção”, relembra o holandês Franke Dijktra, que chegou ao Brasil em 1947 aos cinco anos. Pioneiro do plantio direto na palha, ele ajudou a mostrar para o setor que essa tecnologia, que dispensa o revolvimento da terra, podia mudar a história dos campos arenosos não só em sua região. O sistema, adotado em mais da metade das lavouras brasileiras e em expansão, amplia a produção de grãos no Cerrado. (Caminhos do Campo – Gazeta do Povo)
Depois de uma primeira tentativa frustrada, na safra passada, o governo federal se esforça para tirar o programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC) do papel em 2011. A meta é repassar, em seis meses, montante similar ao aplicado em todo o ciclo passado, revela o secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Erikson Chandoha.
Orçamento - Na safra de estreia do programa que incentiva a adoção de técnicas agrícolas conservacionistas, somente 0,3% dos recursos foram utilizados. Dos R$ 2 bilhões anunciados, R$ 57,7 milhões foram contratados entre julho de 2010 e junho de 2011. Na contramão das medidas de corte de gastos do governo, que atingiu também a pasta da Agricultura, o ABC manteve o orçamento. Contará, na temporada 2011/12, com R$ 3,15 bilhões. O aumento com relação ao ano-safra anterior se deve à incorporação de outras duas linhas de crédito ao ABC– o Programa de Plantio Comercial e Recuperação de Florestas (Propflora) e o Programa de Estímulo à Produção Agropecuária Sustentável (Produsa). Considerando também o Propflora e o Produsa, R$ 419 milhões, o equivalente a 13% do orçamento total das três linhas, foram aplicados no ciclo passado. Se, por um lado, o montante é considerado baixo, por outro, ultrapassá-lo não será tarefa fácil. Alguns dos problemas que travaram o ABC em 2010 foram resolvidos, mas muitos continuam sem solução.
Grupo de trabalho - A desinformação dos produtores, da assistência técnica e dos agentes financeiros, citada pelo governo como entrave número um ao sucesso do programa, começou a ser combatida apenas no mês passado, com o lançamento de uma campanha publicitária e a criação de um grupo de trabalho para promover o ABC. “Quando o programa foi lançado, no ano passado, muitos produtores procuraram, mas os agentes financeiros não sabiam como acessar”, relata o secretário Chandoha, coordenador da equipe. Ele explica que, num primeiro momento, foram escolhidos quatro estados para um projeto-piloto de capacitação. Em 12 cursos, 38 profissionais foram treinados em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Tocantins. A segunda fase abrange outros dez estados. Até 2020, o objetivo é treinar, direta ou indiretamente, 900 mil técnicos, revela o secretário.
Enquadramento - O treinamento dos agentes é fundamental, considera o gerente de Mercado de Agronegócios do Banco do Brasil no Paraná, Pablo da Silva Ricoldy. Ele explica que os recursos do programa são focados em seis práticas sustentáveis de produção (veja quadro abaixo). “O grande segredo é enquadrar o projeto técnico em uma dessas finalidades”, pontua.
Ajustes - Vencer a desinformação é essencial, mas destravar o ABC passa também por ajustes burocráticos. O setor produtivo argumenta, por exemplo, que o pagamento dos juros durante o período de carência pode inviabilizar a tomada de crédito em alguns casos. Um agricultor que toma emprestado R$ 1 milhão (limite máximo) para plantio de floresta comercial terá que pagar R$ 55 mil por ano em encargos (5,5%), sendo que só terá renda a partir do sétimo ano. O Banco do Brasil, único banco a operar o ABC por enquanto, promete aceitar que o pagamento dos juros seja prorrogado. (Caminhos do Campo – Gazeta do Povo)
Foi por pouco, mas a Expointer não superou o recorde de R$ 1,140 bilhão de 2010. O recuo em relação a um ano considerado excepcional foi de 4,45%. Ao anunciar no domingo (4/09) a movimentação de R$ 1,089 bilhão em vendas e propostas de financiamento, o secretário da Agricultura do Rio Grande do Sul, Luiz Fernando Mainardi, disse, contudo, que mais do que números, a feira traduz algo subjetivo: confiança do campo nas perspectivas de demanda de alimentos e crescimento econômico do país. "Foi uma grande Expointer", resumiu Mainardi.
Máquinas e implementos - A proximidade do recorde só foi possível por uma arrancada nas propostas de financiamento de máquinas e implementos agrícolas a partir de quinta-feira. Segundo o presidente do Simers, Claudio Bier, os pedidos somaram R$ 834,7 milhões, 0,87% superior ao ano passado, com destaque para máquinas de agricultura de precisão. E, diferentemente da Expointer anterior, o programa Mais Alimentos reduziu seu peso de 45% para 25% dos negócios. O presidente da Fetag, Elton Weber, avalia que, além de atendimento de boa parte da demanda desde 2008, o produtor está mais cauteloso em função das dívidas. (Com informações do Correio do Povo)
O Sistema Ocepar elaborou um documento que está sendo entregue a parlamentares, autoridades dos governos federal e estadual e lideranças. O material mostra as ações positivas desenvolvidas pelos agricultores no sentido de conciliar a produção de alimentos com a preservação da natureza, traz uma análise dos impactos causados pela legislação ambiental vigente na atividade agropecuária e as propostas do setor para o aperfeiçoamento do texto sobre o novo Código Florestal Brasileiro que está sendo discutido pelos senadores. A Ocepar também produziu um vídeo /documentário de 13 minutos, com depoimentos de produtores sobre a situação que eles vivem no dia a dia em relação à atual lei ambiental e os pontos defendidos pelo cooperativismo paranaense em relação ao tema.Clique nos ícones abaixo e confira os conteúdos na íntegra.![]()
Devido ao feriado nacional de 7 de setembro, Dia da Independência (quarta-feira) e o feriado municipal em Curitiba, Dia da Padroeira Nossa Senhora da Luz dos Pinhais (quinta-feira), o Informe Paraná Cooperativo circulará apenas três dias - segunda, terça e sexta-feira, dias esses em que haverá expediente na Ocepar, Sescoop/PR e Fecoopar.
O secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Jonel Nazareno Iurk, participa, no próximo dia 12 de setembro, da 7ª reunião ordinária da diretoria da Ocepar – gestão 2011/15, que será realizada a partir das 10h, na sede da entidade, em Curitiba. Iurk vai falar sobre as políticas públicas do governo estadual na área ambiental. Além disso, os diretores da Ocepar vão discutir o Código Florestal Brasileiro, as visitas realizadas pelos dirigentes do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) às cooperativas do Paraná entre os dias 24 e 26 de agosto, o Fórum dos Presidentes e os Encontros de Núcleos Cooperativos, entre outros itens.
Sescoop/PR - No mesmo dia e local também ocorre a 3ª reunião ordinária do Conselho Administrativo do Sescoop/PR – gestão 2011/15, a partir das 14h.
A intenção de criar uma rede de cooperação, colaboração e apoio entre a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e a Academia das Cooperativas Alemãs (ADG) foi formalizada na última quinta-feira (01/09), em Brasília (DF), com a assinatura de um acordo de intenções feito pelas duas instituições. A rede terá o objetivo de promover o intercâmbio de informações, desenvolvimento, treinamento e capacitação do setor cooperativista. No protocolo de intenções, estão previstos projetos de transferência de conhecimentos, intercâmbio de peritos e disponibilização de instrutores e consultores alemães para atuar no Brasil.
Conhecimento - Para o presidente da OCB, Márcio Lopes de Freitas, “esse acordo facilitará a cooperação e o compartilhamento de experiências, trazendo para o Brasil, especificamente, o conhecimento que os alemães detêm na formação de líderes e executivos no ambiente cooperativo. A Alemanha é o berço do cooperativismo de crédito”, ressaltou Freitas.
Compreensão internacional - Para o representante da ADG, Stefan Daferner, a aproximação com a OCB vai promover e ampliar uma compreensão internacional do cooperativismo, beneficiando os dois países. “O Brasil tem um potencial muito grande para o desenvolvimento socioeconômico e as cooperativas estão inseridas nesse contexto”, disse. (Informe OCB)
A partir de agora, as cooperativas de crédito que têm conta liquidação, ou seja, autorização para compensação própria de cheques, documento de ordem de crédito (DOCs), cobranças e outros, poderão acessar diretamente o intradia para realizar esses procedimentos. Antes disso, o processo era feito via banco. A permissão veio com a publicação da Resolução 4.002, do Conselho Monetário Nacional.
Mecanismo do SPB - O intradia, segundo explica o gerente de Relacionamento e Desenvolvimento do Cooperativismo de Crédito da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Sílvio Giusti, é um mecanismo do Sistema de Pagamento Brasileiro (SPB) que, de forma automatizada e em tempo real, traz mais agilidade e segurança para realização das operações naturais de uma conta liquidação. “Anteriormente, isso era feito apenas pelos bancos. Como as cooperativas não têm acesso à conta de reserva bancária, a possibilidade de operar com o intradia, no caso daquelas que atuam com compensação própria, vai facilitar o trabalho e reduzir consideravelmente os custos”, diz.
Pleito - A autorização atende a um pleito do setor, que consta no Plano de Ação do Conselho Consultivo de Crédito da OCB. “Essa necessidade ficou mais evidente quando o segmento passou a contar com o Sistema de Transferência de Reserva (STR), em 2009, e o Banco Central (BC) permitiu às cooperativas, com a abertura da conta liquidação, o ingresso direto ao SPB e à compensação própria”, relembra Giusti.
Lei complementar 130 - Para o gestor, a alteração da norma vai ao encontro da Lei Complementar 130/09, que assegura ao setor o acesso aos instrumentos do mercado financeiro. “É perceptível o apoio do BC para o aperfeiçoamento das normas, a fim de contribuir para a evolução do cooperativismo de crédito, com eficiência e de uma forma perene”, comenta.
Cecred - A Cooperativa Central de Crédito Urbano (Cecred) foi a primeira a operar no Sistema Financeiro Nacional (SFN). Para o presidente da Cecred, Moacir Krambeck, lidar diretamente com o intradia trará benefícios para a cooperativa e todo o quadro social. “Assim, teremos ainda mais autonomia e agilidade, com certeza. Sem falar na redução de custos. Essa economia poderá, posteriormente, ser revertida inclusive em sobras maiores”, avalia. (Informe OCB)
Clique aqui e confira a íntegra da resolução 4.002, do Conselho Monetário Nacional
A Uniodonto do Brasil realizará, no período de 5 a 8 de outubro de 2011, a sua XXI Convenção Nacional que terá como tema "Crescer com Excelência, Valorizando o Cooperado". Será no Grand Palladium Imbassaí Resort & Spa, a 60 quilômetros de Salvador, na Bahia. A programação engloba palestras sobre empreendedorismo e cooperativismo, com a participação de grandes nomes nacionais. Também inclui debates sobre a regulação do setor, as perspectivas de mercado e as estratégias para ampliação do market share da marca Uniodonto. Mais informações no site www.uniodonto.com.br.
A Uniodonto de Curitiba, com o objetivo de agilizar e facilitar o atendimento dos beneficiários, disponibiliza um sistema de Liberação On-line, a Unioweb, que possibilita a liberação dos procedimentos direto do consultório odontológico em um prazo de até 24 horas. Assim, o beneficiário poderá retornar direto ao consultório para continuar seu tratamento, sem ter a necessidade de se deslocar até uma Unidade da Uniodonto.
Facilidade - "Eu vejo que ajuda muito. Eu tenho a Uniodonto perto de casa, mas não precisar ir até lá facilita. Eu já precisei parcelar um tratamento, que também pode ser feito pelo sistema", opina a aposentada Nadir Afonso Moreira, beneficiária da Uniodonto Curitiba. O auxiliar técnico Dilson Edson de Oliveira conheceu o procedimento ao necessitar de atendimento. Com as vantagens da Liberação On-line, optou por parcelar um tratamento. "A facilidade de resolver tudo direto com o dentista, sem a necessidade de outros procedimentos, com certeza ajuda muito para o beneficiário", afirma. O representante de pós-venda da Iveco, Fausi Pereira, é beneficiário por meio da empresa em que trabalha. "O procedimento traz uma facilidade bem grande. Estou parcelando um tratamento dentário para minha esposa e o fato de poder fazer o máximo de transações direto no consultório é uma grande vantagem do sistema". (Imprensa Uniodonto Curitiba)
O relator do projeto do novo Código Florestal (PLC 30/2011), Luiz Henrique (PMDB-SC), disse que o substutivo apresentado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) pretende reduzir os conflitos criados pelos termos do artigo 8º da proposta aprovada na Câmara dos Deputados. O artigo, originado da emenda 164, permite o uso das áreas de preservação permanente (APPs) já ocupadas com atividades agrossilvopastoris, ecoturismo e turismo rural ou com atividades de utilidade pública, de interesse social ou de baixo impacto ambiental. A afirmação foi feita na sexta-feira (02/09), em audiência da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA), na 34ª Expointer, em Esteio (RS), por iniciativa da senadora Ana Amélia (PP-RS) e sob a presidência de Acir Gurgacz (PDT-RO).
Brechas - Segundo Luiz Henrique, da forma como está, o artigo deixa brechas para o desmatamento. "O substitutivo que apresentei à CCJ elimina essa possibilidade", garantiu o parlamentar. Para isso, ele alterou a redação do artigo, esclarecendo que o uso de áreas de preservação permanente somente ocorrerá nas hipóteses de utilidade pública, interesse social ou baixo impacto ambiental, ficando autorizada, exclusivamente, a continuidade de atividades rurais em APPs consolidadas até 22 de julho de 2008. Essa é a data de publicação do Decreto 6.514/2008, que regulamentou as infrações contra o meio ambiente.
Definição - O texto também acrescenta ao artigo 3º a definição dos conceitos de "utilidade pública", "interesse social" e "baixo impacto ambiental" de modo a orientar a permissão de uso de APPs. Na avaliação de Luiz Henrique, essas medidas criam condições de tornar o artigo 8º aplicável, protegendo o meio ambiente e, ao mesmo tempo, os agricultores. “Essas alterações poderão evitar os antagonismos gerados pela falta de clareza da redação da emenda. Com a correção, creio que poderemos ter uma votação unânime no Senado e, posteriormente, na Câmara”, ponderou.
Apreciação - A previsão é de que a proposta seja apreciada pela CCJ ainda este mês. Depois, seguirá para análise de mérito nas comissões de Agricultura (CRA) e de Ciência e Tecnologia (CCT), nas quais Luiz Henrique continua como relator, e de Meio Ambiente (CMA), sob a relatoria de Jorge Viana (PT-AC).
"Lei que valha" - Para Jorge Viana (PT-AC), relator na Comissão de Meio Ambiente (CMA), o novo Código Florestal tem interesse estratégico para o Brasil. Ele ressaltou que o desafio do Congresso Nacional é criar uma legislação que consiga conjugar interesses e que seja efetivamente implementada. “A lei tem que valer. Atualmente, vivemos um momento de insegurança jurídica na área rural”, acrescentou.
Participação - A audiência contou com a participação de deputados federais, entre eles Luis Carlos Heinze (PP-RS) e Ronaldo Caiado (DEM-GO), e de entidades como a Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul. (Agência Senado)