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Membros da Subcomissão do Leite da Câmara dos Deputados reuniram-se na última terça-feira (13/03) com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, para tratar das questões relativas à balança comercial do setor lácteo, que iniciou o ano de 2012 em posição desfavorável. A convite dos parlamentares membros da subcomissão, a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) participou da audiência apresentando os números referentes a importação do produto e seus impactos na produção nacional. Impressionado com o cenário, Pimentel se comprometeu a acompanhar de perto as ações e tomar providências em conjunto com o ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
Desestímulo - “Os números atuais vêm construindo um cenário de custos altos, culminando no desestímulo à produção”, explica o analista de Ramos e Mercados da OCB, Gustavo Beduschi. Segundo ele, o apoio do poder Executivo, especialmente do MDIC e Mapa, é fundamental para corrigir a situação atual. Durante a audiência, foi destacado como principal problema a situação com o Uruguai.
Sem acordo - Diferentemente da Argentina, não existe acordo bilateral de importação e exportação do produto com aquele país. No mês de janeiro, os uruguaios enviaram para o Brasil 6,2 mil toneladas de leite. Em fevereiro, a quantidade caiu para 3,7 mil toneladas. Contudo, o deputado Alceu Moreira (RS), relator da Política Nacional do Leite, destacou que mesmo com a diminuição na entrada do produto no Brasil, o cenário ainda é preocupante, principalmente por ocorrer durante o período da safra. “Colocam o preço lá embaixo e liquidam com nosso produtor. Sem receber, primeiro o produtor diminui a alimentação dos animais até chegar ao ponto de sacrificá-los. Uma matriz leva seis anos para chegar ao auge da produção. Isso é um absurdo com o produtor nacional”, pontuou o parlamentar.
Números – O Brasil possui hoje 1,3 milhão de produtores de leite. (OCB, com informações da assessoria do deputado Alceu Moreira)
Infladas pela antecipação dos embarques de soja, as exportações de produtos paranaenses somaram US$ 2,38 bilhões no primeiro bimestre deste ano, valor 26% superior ao do mesmo intervalo de 2011. Foi a primeira vez desde 2006 que as vendas do Paraná a outros países cresceram em ritmo superior ao das importações – estas aumentaram 23%, para US$ 3,03 bilhões.
Crescimento disseminado - O crescimento das exportações foi disseminado: de 91 grupos de produtos monitorados pelo Ministério do Desenvolvimento, 57 faturaram mais neste ano. Mas a expansão não teria sido a mesma sem a soja. Apesar da quebra da safra estadual – que deve ser 23% menor que a do ano passado, segundo projeção da Expedição Safra Gazeta do Povo –, os embarques do grão foram multiplicados por dez em relação aos registrados nos dois primeiros meses de 2011, atingindo 735 mil toneladas, vendidas por US$ 335 milhões. Sem a soja, as exportações do estado teriam crescido somente 10%.
Prêmios - A explicação para o fenômeno está no crescimento da demanda externa, que elevou preços e “prêmios” do grão, estimulando os produtores locais a vender mais cedo sua produção. Segundo algumas corretoras, nos últimos dias os importadores têm oferecido “extras” de mais de US$ 0,60 por bushel (27,2 kg) para a soja embarcada por Paranaguá, algo incomum em época de colheita. Esse prêmio equivale a quase 5% da cotação atual do grão no mercado internacional.
Veículos - Outros destaques do primeiro bimestre foram as exportações de veículos e peças, que cresceram 52%; de açúcar, que aumentaram 65%; e de combustíveis, que quase duplicaram em relação ao acumulado dos dois primeiros meses de 2011. As vendas de veículos e combustíveis contaram com colaboração da Argentina, que, embora tenha erguido novas barreiras protecionistas, elevou as compras desses produtos.
Déficit - O crescimento mais rápido das exportações não evitou que o saldo da balança paranaense ficasse negativo pelo sétimo mês seguido, muito embora em fevereiro a diferença entre exportações e importações tenha sido de apenas US$ 3,4 milhões. No bimestre, o déficit comercial somou US$ 649 milhões, bem superior ao de US$ 567 milhões do começo do ano passado. O maior importador do período foi o setor automotivo, que, entre veículos prontos e componentes, trouxe do exterior US$ 597 milhões no primeiro bimestre, quase o dobro do que faturou com suas vendas a outros países.
Argentina compra mais carros e combustíveis - A entrada em vigor de novas barreiras comerciais na Argentina, em 1.º de fevereiro, não impediu que as exportações do Paraná ao país vizinho fechassem o mês com forte crescimento. Os argentinos compraram US$ 194 milhões em mercadorias paranaenses no mês passado, 35% a mais que em janeiro e 53% acima do valor de fevereiro do ano passado. Em ambos os casos, a expansão foi superior ao crescimento médio das vendas totais do Paraná, de 11% e 22%, respectivamente.
Categorias - Mas o aquecimento do comércio com a Argentina concentrou-se em apenas duas categorias de produtos. As exportações de combustíveis – principalmente diesel e óleo combustível – e veículos e peças somaram US$ 144 milhões, três quartos do total, valor bem superior ao de janeiro (US$ 84 milhões) e fevereiro do ano passado (US$ 75 milhões). Desconsiderando esses dois grupos, os embarques paranaenses à Argentina teriam recuado 16% em relação a janeiro e 3% sobre fevereiro de 2011.
Possibilidade - Não há explicação clara para essa forte expansão. Uma possibilidade é que em fevereiro foram realizadas exportações que já haviam sido contratadas e autorizadas anteriormente pelo governo argentino – que no mês passado passou a exigir das empresas locais, entre outros papéis, uma declaração juramentada dos produtos que pretendem importar.
Outra hipótese - Outra hipótese é que as montadoras de veículos – que têm grande poder de articulação, filiais na Argentina e ainda a proteção do regime automotivo entre os dois países – não tenham enfrentado as mesmas dificuldades que outros setores e principalmente empresas de pequeno porte passaram a enfrentar.
Categorias - De 70 categorias de produtos que os argentinos habitualmente compram do Paraná, 47 tiveram em fevereiro resultados piores que os de janeiro – destas, 13 reduziram suas vendas a zero no mês passado. No confronto com o mesmo mês de 2011, 35 grupos perderam receita em fevereiro, e sete deles não conseguiram exportar um dólar sequer ao país vizinho.
Quedas expressivas - Entre as empresas que sofreram quedas expressivas nas duas comparações estão fabricantes de papel (baixa de 49% nas exportações em relação a janeiro e de 37% sobre fevereiro de 2011); plásticos (-28% e -22%, respectivamente); madeira (-69% e -40%); produtos químicos (-40% e -47%); e chocolates (-86% e -77%). (Gazeta do Povo)
A Estrada de Ferro Paraná Oeste – Ferroeste completou 24 anos nesta quinta-feira (15/03). Para marcar a data, o presidente Maurício Querino Theodoro anunciou o lançamento de editais para a compra de cinco locomotivas e a contratação de pessoal. Segundo Theodoro, o edital para a compra das locomotivas será publicado dentro de um mês. “Também está sendo concluída, em nossas oficinas, a restauração da locomotiva 9137, parada desde 2009 e que era considerada inservível”, conta. “A recuperação da 9137 só foi possível graças às peças de reposição cedidas pelo DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte)”, acrescenta.
Testes - A máquina restaurada já está em fase de testes no pátio da companhia, em Guarapuava, e deve entrar em operação até o dia 10 de abril. Quando as novas locomotivas entrarem em serviço, a Ferroeste vai dobrar sua capacidade de tração, atendendo com mais qualidade a demanda dos clientes de toda a região Oeste. O presidente também destacou as 150 toneladas de equipamentos recentemente cedidas pelo DNIT à Ferroeste – o que equivale a 140 mil peças e outros materiais ferroviários de reposição.
Novo concurso – Segundo Theodoro, o edital do concurso público para a contratação de pessoal para o quadro próprio da empresa será publicado ainda nesta semana. O processo seletivo está sendo organizado em conjunto com a Fundação de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Vale do Piquiri. “Graças ao esforço da diretoria em buscar preço e qualidade no mercado, o custo deste concurso será menor em relação ao anterior, realizado em 2008”, afirma.
Substituição de mão de obra terceirizada - O novo concurso – que atende determinação do Ministério Público do Trabalho e substitui mão de obra terceirizada – prevê a contratação imediata de 64 funcionários. Outras 78 vagas serão abertas para a formação de reserva técnica no quadro de pessoal da empresa.
Investimentos – Theodoro também falou sobre os investimentos que vem sendo feitos na empresa. A Cotriguaçu, união de cooperativas do Oeste do Paraná, está alocando mais de R$ 52 milhões em câmaras frigoríficas. A AB Insumos está com aportes que ultrapassam R$ 18 milhões para a construção de silos em Cascavel, com complementação prevista de mais R$ 3 milhões para uma fábrica de beneficiamento de soja.
Porto Seco - Outro ponto importante, segundo Theodoro, foi a readequação e reestruturação do Porto Seco. O projeto foi realizado em parceria com a Companhia de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná (Codapar), gestora da unidade, e o grupo paraguaio Unexpa, que representa um conjunto de cooperativas de produtores e empresas exportadoras daquele país. São 45 mil metros quadrados de área total. Os investimentos foram de R$ 4 milhões.
Histórico – A Ferroeste foi criada em 15 de março de 1988 como empresa privada e transformada em empresa de economia mista em dezembro de 1991, pela lei 9892. Atualmente, é vinculada à Secretaria da Infraestrutura e Logística. Seu principal objetivo é escoar a safra da região Oeste.
Autorização - A ferrovia foi implantada com modernas e recentes técnicas de construção, no período de 1991 a 1994, e recebeu autorização para a abertura ao tráfego público para trens de cargas e passageiros em 12 de dezembro de 1996 (de acordo com portaria número 5 da Secretaria de Transportes Terrestres do Ministério dos Transportes).
Importância - A Ferroeste tem importância estratégica para a economia do Estado e para o futuro corredor de exportação que ligará, por ferrovia, a região produtora de Mato Grosso do Sul, Paraguai e Oeste/Sudoeste do Paraná ao porto de Paranaguá – projeto que consta do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal. Os estudos de expansão estão sendo conduzidos pela Valec, estatal vinculada ao Ministério dos Transportes.
Novas linhas - A construção de novas linhas, ligando Cascavel a Maracaju (MS) e Guarapuava ao Porto de Paranaguá, reduzirá significativamente os custos logísticos da produção agrícola, tornando os produtos da região mais atrativos e aumentando o poder de negociação dos produtores no mercado externo.
Fluxo - O fluxo da exportação da ferrovia é dirigido principalmente para o Porto de Paranaguá. A importação provém, especialmente, de Paranaguá e Ponta Grossa. Pelos trens da Ferroeste, são escoados principalmente grãos (soja, milho e trigo), farelos e contêineres com destino ao Porto de Paranaguá. No sentido do interior, a ferrovia transporta principalmente insumos agrícolas, adubo, fertilizante, calcário, cimento e combustíveis.
Parceiros – A Ferroeste mantém parcerias importantes para a economia paranaense. Entre seus os clientes estão a A.B. Comércio de Insumos, Bunge, Cargill, Ipiranga, Coopavel, Imcopa, Moinho Iguaçu, Transportadora Binacional, Votoran e Sadia.
Operação – Atualmente, a Ferroeste opera um trecho ferroviário de 248,6 quilômetros de extensão entre Cascavel, no Oeste do Estado, e Guarapuava, na região central do Paraná. No terminal de transbordo de Cascavel, estão instaladas moegas (equipamentos destinados a recepção de ensacados) de recepção ferroviária e rodoviária e uma moega de recepção rodoviária com tombador, tulhas, balanças ferroviária e rodoviária – além de dois silos para grãos, com capacidade estática de 3,2 toneladas cada. Também são operados um tombador para caminhões, uma balança rodoferroviária e instalações complementares como elevadores, correias e instalações de apoio ao motorista.
Capacidade estática - O Terminal Ferroviário José Carlos Senden Junior, em Cascavel, tem capacidade estática de 570 mil toneladas. “Com os novos projetos em andamento, chegaremos a 930 mil toneladas de capacidade em 2015. Teremos o maior terminal rodoferroviário do Brasil”, afirma o presidente. (AEN)
Foi instalada na última quarta-feira (14/03), na sala da Presidência da Assembleia Legislativa, a Frente Parlamentar da Silvicultura, criada através de requerimento apresentado pelo deputado Cesar Silvestri Filho (PPS), aprovado em sessão plenária no dia 31 de outubro do ano passado. Seu objetivo é organizar as ações de parlamentares envolvidos com as questões do segmento, fortalecendo sua representatividade política.
Atividades - A silvicultura se ocupa das atividades ligadas à implantação, regeneração e melhoramento de florestas, visando seu aproveitamento e manutenção racional, em função do interesse ecológico, científico, econômico e social. De acordo com o presidente da Frente, deputado Cesar Silvestri Filho a motivação para a criação do grupo partiu da necessidade de fortalecer a representatividade política desse segmento, que tem um grande peso econômico e social para o Estado. "Vamos monitorar as propostas em tramitação e propor novas leis para valorizar a indústria e o fomento do plantio", afirmou Cesar Filho.
Atividade agrícola - Para o presidente da Comissão Executiva, deputado Valdir Rossoni (PSDB), o principal desafio neste momento é fazer com que a silvicultura seja formalmente reconhecida como atividade agrícola, com todos os benefícios decorrentes dessa situação.
Demandas – A intenção de Silvestri, que presidirá a Frente, é monitorar as propostas em tramitação e propor novas leis para valorizar a indústria e o fomento do plantio. Ele adianta que existem demandas nas áreas fiscal, ambiental, de incentivos e outras, e que as primeiras iniciativas já estão em andamento, como a defesa de antiga reivindicação dos empresários sobre a transferência do departamento de fomento da silvicultura da Secretaria de Meio Ambiente para a Secretaria da Agricultura e Abastecimento. Este é o primeiro passo no sentido de consolidar as florestas plantadas como cultivo de longo prazo. “Já temos sinal verde das duas secretarias para que a transferência seja concretizada e com isso vamos garantir um marco histórico em nosso Estado, para um setor que é responsável por 15% dos postos de empregos em municípios de baixo IDH”, observa.
PIB - Vice-presidente da Frente, o deputado Pedro Lupion (DEM) destaca que 10% do PIB paranaense têm origem nas madeireiras, fábricas de papel, fábricas de móveis e compensados e outros produtos relacionados a reflorestamento: “É um setor que representa muito em termos de geração de divisas e de empregos, além da exportação, e está na hora de ter aqui na Casa uma representação mais efetiva, uma articulação de parlamentares para que a área seja devidamente atendida pelo Governo”.
Espécies exóticas – O setor reclama participação permanente no Conselho Estadual do Meio Ambiente, que já está parcialmente garantido através de um representante eleito pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP). Para ampliar essa participação, Silvestri propõe que a nova Frente Parlamentar defenda a indicação de um representante do setor florestal no Comitê Estadual de Espécies Exóticas Invasoras: “É fundamental a representatividade dos produtores nas atividades que serão realizadas também em coordenação com o poder público municipal, para desenvolver e implementar estratégias regionais e locais para o manejo de espécies exóticas invasoras”.
Integrantes - Já se integraram ao grupo, além de Silvestri e Lupion, os deputados Hermas Júnior (PSB), Luiz Eduardo Cheida (PMDB), Élio Rusch (DEM), Antonio Anibelli Neto (PMDB), Alexandre Curi (PMDB) e Bernardo Carli (PSDB). (Assessoria de Imprensa do deputado Cesar Silvestri Filho com informações da Alep)
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, explicou, em rápida entrevista nesta quinta-feira (15/03), que a desoneração da folha de pagamento vai reduzir os custos de trabalho e dar maior competitividade para a indústria brasileira, que sofre com os impactos da crise econômica mundial.
Receita bruta - Isso vai acontecer porque, de acordo com as regras estabelecidas pelo Plano Brasil Maior, a receita bruta com exportações não é considerada no cálculo da contribuição sobre o faturamento. Ou seja, os setores exportadores que forem beneficiados com a desoneração calcularão a alíquota de contribuição sobre o faturamento com base nas receitas adquiridas com vendas no mercado interno. “Isso vai dar mais competitividade para a indústria e desonerar totalmente a exportação brasileira”, afirmou o ministro, na sede do ministério.
Despesas menores - Mantega disse que as despesas das empresas exportadoras serão menores porque elas deixarão de contribuir com 20% sobre a folha de pagamento para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para pagar pequena alíquota sobre o faturamento. “É uma desoneração total da folha para o exportador brasileiro”, declarou o ministro.
Setores - Atualmente, apenas os setores de confecções, calçados em couro e call center deixaram de fazer contribuição de 20% sobre a folha de pagamento ao INSS para pagar uma alíquota sobre o faturamento. A alíquota desses segmentos foi fixada em 1,5% do faturamento. A indústria de software paga 2,5%. O governo pretende reduzir esses percentuais e aumentar o número de setores beneficiados com a desoneração da folha. (Valor Econômico)
A balança comercial dos 17 países da zona do euro apresentou um déficit de 7,6 bilhões de euros em janeiro, ante o superávit de 9,1 bilhões de euros reportado em dezembro de 2011 (dado revisado). Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (16/03) hoje pela Eurostat. A expectativa era de déficit de 7 bilhões de euros. Em janeiro de 2011, a balança comercial registrou déficit de 16,1 bilhões de euros.
Exportações - Em janeiro passado, as exportações da zona do euro somaram 138,4 bilhões de euros, alta de 11% na comparação com igual período de 2011. As importações chegaram a 146 bilhões de euros, aumento de 4% ante janeiro do ano passado.
União Europeia - Nos 27 países que compõem a União Europeia (UE), a balança comercial registrou déficit de 23,8 bilhões de euros, resultado de 121,8 bilhões de euros em exportações e 145,5 bilhões de euros em importações. Em janeiro de 2011, o déficit comercial da UE foi de 31,2 bilhões de euros. (Valor Econômico)
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) promoveu, na manhã desta quinta-feira (15/03), mais um leilão de trigo nas modalidades Prêmio de Escoamento do Produto (PEP) e Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro). Das 400 mil toneladas ofertadas de todo o País, foram comercializadas 215,1 mil toneladas. Houve a oferta de 125 mil toneladas do Paraná, das quais foram negociadas 10,7 mil toneladas.
Ainda em período de entressafra, o mercado doméstico de trigo está sem liquidez e, com isso, as médias mensais têm registrado os menores patamares da série do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, iniciada em 2001. Segundo pesquisadores do Cepea, nos últimos meses, as quedas estiveram atreladas à maior oferta internacional, que pressionou a paridade de importação, deixando o produto especialmente da Argentina mais competitivo. No mercado brasileiro, apesar de a oferta representar cerca de 50% do consumo doméstico, vendedores aproveitam as intervenções governamentais para exportar.
Média - Conforme dados do Cepea, em termos reais (descontando-se a inflação pelo IGP-DI), na parcial deste mês, a média do trigo no mercado disponível do Rio Grande do Sul está 11,2% inferior à de março/11; no Paraná, a queda é 10,4% e, em São Paulo (capital), de 8,1% no mesmo período. (Assessoria de Imprensa Cepea)
O secretário estadual do meio ambiente, Jonel Iurk, e representantes técnicos da secretaria estiveram no Porto de Paranaguá para apresentar o programa Bioclima Paraná. A apresentação faz parte da série de reuniões que estão sendo realizadas pela Sema para apresentar o projeto, que será lançado em abril.
Detalhes - Em Paranaguá, o secretário Iurk foi recebido pelo superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Airton Maron. Técnicos do porto participaram da reunião para conhecer mais detalhes do projeto que vai estabelecer regras para a conservação e recuperação da biodiversidade no Estado.
Presença importante - De acordo com Iurk, a Appa tem presença importante na bacia litorânea e dar conhecimento ao porto é fundamental para o sucesso do projeto. “O Porto será protagonista da consecução do programa que prevê a recuperação da biodiversidade. A área litorânea é frágil e o porto poderá dar contribuições com as políticas públicas, não só com relação às populações tradicionais como também na questão dos monitoramentos”, explicou o secretário.
Mudança significativa - Para Maron, o trabalho conjunto da Appa e da Sema vai permitir uma mudança significativa nas questões ambientais do litoral. “Temos plena consciência da relevância deste assunto na atividade portuária e já estamos inclusive trabalhando na criação de uma diretoria de meio ambiente aqui na Appa. Estamos preparando ações que vão se reverter em benefícios à população e preservação dos recursos naturais”, disse.
Ações - O projeto Bioclima prevê ações nas áreas ambiental e agrícola, estendendo-se também para o meio urbano. O Bioclima Paraná regulamentará, entre outros aspectos, a composição da reserva legal conforme o texto final do Código Florestal, que deve ser votado na Câmara dos Deputados nos próximos dias. (AEN)
O emprego industrial no Paraná segue na contramão do restante do país, apresentando indicadores positivos em meio à perda de dinamismo da indústria nacional. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de trabalhadores na indústria brasileira diminuiu 0,5% na comparação entre janeiro de 2012 e 2011, enquanto no Paraná, no mesmo período, houve alta de 4,6% – a mais forte entre os dez estados avaliados.
Segmentos - Os principais segmentos responsáveis pelo bom resultado no Paraná foram máquinas e aparelhos elétricos, eletrônicos e de comunicações; alimentos e bebidas; refino de petróleo e álcool; minerais não metálicos, têxtil, metalurgia e meios de transporte.
Horas pagas - O número de horas pagas na indústria, que está intimamente ligada ao emprego industrial, também cresceu no estado, apresentando variação de 1,4% em janeiro deste ano sobre o primeiro mês de 2011, ante queda de 1,5% em nível nacional. Outro indicador em alta é o da folha de pagamento real, que, entre janeiro de 2011 e 2012, teve crescimento de 15,5%. Ela foi puxada, entre outros segmentos, por máquinas e aparelhos elétricos, eletrônicos e de comunicações; meios de transporte; e alimentos e bebidas.
Acima da média - Para o diretor-presidente do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), Gilmar Mendes Lourenço, é difícil explicar as razões para a alta tão acentuada dos salários industriais. “Uma hipótese é que o salário médio pago no Paraná está acima da média brasileira desde o ano passado. É uma tendência que pode estar se consolidando, de pagamentos acima da média de produtividade”, avalia. Outra explicação para a alta salarial é uma possível antecipação do pagamento de 13.º salário e de Participação nos Lucros e Resultados (PLR), segundo o economista da coordenação de indústria do IBGE, Rodrigo Lobo.
Outros fatores - Além disso, o aquecimento do mercado e ganhos reais de algumas categorias com a valorização do salário mínimo impulsionam o rendimento industrial. “Há segmentos, como o de alimentação, em que o salário é baixo. Então, com o aumento do piso regional, o rendimento acaba se valorizando”, ressalta Cid Cordeiro, coordenador do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese-PR).
Dinâmica paranaense - Na opinião do economista Frederico Turolla, do Instituto Superior de Administração e Economia (Isae/FGV), a boa situação do emprego revela que a economia do estado está diversificada e deixou de se amparar apenas em setores tradicionais. “A indústria do Paraná tem dois fortes eixos, o agronegócio e o automotivo. O que vemos nestes indicadores e nos últimos tempos é que ela está mais dinâmica e se diversificando”, avalia.
Comportamento diferente - Para Rodrigo Lobo, do IBGE, é comum o Paraná apresentar dados industriais que destoam do cenário econômico. “Com frequência o Paraná apresenta um comportamento diferente na indústria, mostrando um descolamento com o restante do país, devido, principalmente, à intensidade do uso da mão de obra no estado”, diz. (Gazeta do Povo)
O Paraná Competitivo, programa que já captou R$ 9 bilhões de investimentos, segundo o governo estadual, ainda não pôs em funcionamento nenhuma indústria, mas já induziu o crescimento industrial. A opinião é do economista Frederico Turolla, do Isae/FGV. "É um programa de alta relevância. Mesmo não tendo operacionalizado a indústria, o setor de máquinas e equipamentos já apresenta ganhos, motivado pelos investimentos que estão por vir. Há um vigor diferenciado no estado, que tem uma melhora no ambiente de negócios e uma disponibilidade de capital humano de qualidade”, destaca Turolla.
Melhora - O diretor-presidente do Ipardes (que é ligado ao governo estadual), Gilmar Mendes Lourenço, também aponta a melhora do ambiente de negócio como uma das razões para os bons indicadores. “As estatísticas confirmam o extraordinário dinamismo exibido pelo mercado de trabalho do setor manufatureiro”, diz. (Gazeta do Povo)
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, começa a negociar nesta quinta-feira (15/03) a desoneração da folha de pagamento com os setores têxtil, de móveis, autopeças e aeronáutico. O objetivo é dar um estímulo à indústria que sofre com a valorização cambial e, consequentemente, melhorar a sua competitividade. As alíquotas de contribuição também deverão ser reduzidas.
Benefeciados - Atualmente, apenas as empresas de calçados, confecções, call center e software são beneficiadas com a desoneração. Ou seja, deixaram de recolher os 20% ao INSS para contribuir com uma alíquota sobre o faturamento bruto.
Reuniões - Nesta quinta pela manhã, o ministro se reuniu com representantes da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecções (Abit) e da Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (Abimóvel). Já à tarde será a vez do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças) e da Associação da Indústria Aeroespacial Brasileira (AIAB) negociarem. Por enquanto, cada setor vai apresentar individualmente a sua proposta. Depois de passar pelo crivo dos técnicos do Ministério da Fazenda, os cálculos ainda terão de ser analisados pela Previdência, que não quer perder arrecadação. (Valor Econômico)
O cerco promovido pelo governo aos ingressos de recursos externos elevou o custo de financiamento dos exportadores que recorrem ao Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC), reduziu a entrada de dólares em algumas linhas alvos da elevação do IOF e estimulou a procura de formas de burlar o imposto. Por exemplo, os bancos locais "desenterraram" um modelo de operação de financiamento às exportações regulamentado em 1975, pela Lei 6.313, a Cédula de Crédito à Exportação ou Nota de Crédito à Exportação.
Movimentos - Dois movimentos reforçaram a demanda por ACCs que acabaram aumentando seu custo. Um deles é o temor de que novas medidas acabem impondo restrições a essa linha. O outro é a desvalorização do real, que atrai mais operações. Entre janeiro e fevereiro, o movimento de ACCs foi de US$ 6,9 bilhões, com uma média diária de US$ 168 milhões. Na segunda semana de março, a média subiu para US$ 284 milhões.
Empresa de primeira linha - Uma empresa de primeira linha fechou ACC de um ano com taxa de 1,99%. Semanas atrás, o mesmo contrato custava 0,98% ao ano. A melhor cotação que outra empresa recebeu para seu adiantamento de câmbio de 330 dias foi de 2,497% ao ano, ante o 1,99% da captação anterior.
Pagamento antecipado - Com a instituição do IOF, esfriaram as operações de pagamento antecipado de exportações. Por esses contratos, que estavam sendo negociados com prazos de até dez anos, entraram US$ 8,5 bilhões nos dois primeiros meses do ano. A média diária em janeiro foi de cerca de US$ 230 milhões, a de fevereiro, de US$ 184,7 milhões e entre os dias 5 e 9 deste mês caiu para US$ 136 milhões.
Outra operação - Para fugir do imposto nos empréstimos externos e no pré-pagamento de exportações, foram ressuscitadas as CCE-NCE, uma operação em reais para a qual não haveria limitação de funding para os bancos. Uma cotação feita a pedido do Valor para essa modalidade, com vencimento em dez anos, mostrou custo de 95% do CDI para amortização do principal. Se a opção for por amortização do principal mais pagamento de juros, com dois anos de carência, o preço seria de CDI mais 2,84% ao ano. Segundo uma corretora, é uma taxa alta perto daquelas que o exportador dispunha antes. De acordo com tesoureiros, a NCE é boa alternativa para linhas curtas, atendendo os exportadores que precisam de dinheiro imediato. (Valor Econômico)
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) sinalizou nesta quinta-feira (15/03) que a taxa Selic deve se estabilizar em patamares "acima dos mínimos históricos". "O Copom atribui elevada probabilidade à concretização de um cenário que contempla a taxa Selic se deslocando para patamares ligeiramente acima dos mínimos históricos, e nesses patamares se estabilizando", mostra a ata da última reunião do colegiado do Banco Central, quando a Selic foi cortada em 0,75 ponto percentual, para 9,75% ao ano. A Selic alcançou o patamar mais baixo já registrado, de 8,75% ao ano, em julho de 2009. (Valor econômico)
A Gerência Técnica e Econômica da Ocepar (Getec) publicou a edição número 34 do Informe Pecuário, com informações sobre o mercado de carnes e de leite, referentes aos meses de janeiro e fevereiro, com base nos levantamentos divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdci), Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada - ESALQ/USP), Abipecs (Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína), Ubabef, A Associação dos Produtores de Pinto de Corte (Apinco).
BOVINOS
Mercado Externo
Segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdci) as exportações de carne bovina in natura totalizaram US$ 270,8 milhões em fevereiro, queda de 10,03% ante US$ 301,0 milhões de janeiro. Em volume, foram embarcadas 55,0 mil toneladas, recuo de 11,86%. Em janeiro, os embarques somaram 62,4 mil toneladas. O preço médio por tonelada, por sua vez, aumentou 2,16%, para US$ 4.926/ton.
Tabela 01. Resultados das exportações brasileiras de carne bovina in natura (2012/2011).
Valores
Périodo
Variação (%) fev/jan fev
Acumulado
jan - fev
Variação (%)
jan/12
fev/12
fev/11
2012
12/11
2012
2011
12/11
Volume
(mil ton)
62,4
55,0
67,0
-11,86
-17,91
117,4
118,8
-1,14
Valor
(milhões US$)
301,0
270,8
324,7
-10,03
-16,60
571,8
575,3
-0,61
US$/ton
4.822
4.926
4.848
2,16
1,62
4.871
4.845
0,53
Fonte: MDIC, 2011. Elaboração: Ocepar/Getec, 2012.
Mercado Interno
As cotações da arroba recuaram no mercado brasileiro no final do mês de fevereiro, segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada - ESALQ/USP). No período, o indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista registrou desvalorização de 0,38%, sendo cotado a R$ 96,19/arroba. O indicador a prazo foi cotado a R$ 97,85/arroba. Em trinta dias, o indicador desvalorizou 3,56%, quando em janeiro foi cotado em R$99,74. Os compradores continuam a pressionar os valores, alegando que as vendas de carne no mercado atacadista estão fracas, outro motivo é a compra de animais de outras regiões e aquisição de fêmeas, o que reduz a necessidade de compra. Por parte do lado vendedor, não se observa movimento de vendas apresadas, ainda que pecuaristas estejam apresentando dificuldades para manter os patamares de preços negociados.
SUÍNOS
Mercado Externo
As exportações de carne suína in natura em fevereiro totalizaram 30,8 mil toneladas, quantidade 0,33% superior à de janeiro. Já a receita obtida, de US$ 84,7 milhões, apresentou recuo de 0,35% sobre a do mês anterior e de 5,78% em relação a fevereiro/11 – dados da Secex. Se comparada às receitas dos meses anteriores, o montante de fevereiro é o menor desde julho/11, quando a exportação de carne suína teve queda significativa devido ao embargo russo. A principal baixa registrada ocorreu nas vendas para a Argentina, por conta de medidas que restringem a entrada de carne suína no país vizinho, fazendo os embarques recuarem 84,97% em volume e 84,16% em receita, segundo dados da Abipecs (Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína). Ainda de acordo com a Abipecs, em 2011, a Argentina foi o quarto maior mercado da carne suína brasileira, com representatividade de 8,14% em volume e 9,02% em receita. No bimestre desde ano, em volume, a Argentina passou para a quinta posição, mas manteve a quarta em receita. Mas somente em fevereiro, o país vizinho ficou no nono lugar em volume e oitavo em receita.
Tabela 02. Resultados das exportações brasileiras de carne suína in natura (2012/2011).
Valores
Périodo
Variação (%) fev/jan fev
Acumulado
jan - fev
Variação (%)
jan/12
fev/12
fev/11
2012
12/11
2012
2011
12/11
Volume
(mil ton)
30,7
30,8
32,8
0,33
-6,10
61,5
61,8
-0,49
Valor
(milhões US$)
85,0
84,7
89,9
-0,35
-5,78
169,7
173,0
-1,93
US$/ton
2.767
2.747
2.737
-0,72
0,37
2.759
2.800
-1,45
Fonte: MDIC, 2011. Elaboração: Ocepar/Getec, 2012.
Mercado Interno
Após ter apresentado quedas significativas em janeiro, os preços do suíno vivo e da carne conseguiram se sustentar em fevereiro. Para março, a expectativa de alguns agentes consultados pelo Cepea é de vendas mais firmes, mesmo sendo período de Quaresma. No acumulado de fevereiro, os Indicadores de preços do Cepea tiveram variações distintas entre os estados. Em Minas Gerais, houve redução de 2,4% no preço médio do suíno vivo e, em Santa Catarina, o valor médio recuou 1,3%. Em São Paulo, no entanto, o Indicador acumulou alta de 2,7%. No Rio Grande do Sul, o preço médio do vivo teve avanço de 0,9% e, no Paraná, de 0,8%. As médias regionais do suíno vivo em fevereiro variaram entre 2,29 e 2,83 R$/Kg.
FRANGO
Mercado Externo
Ao somarem 257 mil toneladas, as exportações brasileiras de carne de frango in natura registraram em fevereiro o um fraco desempenho. Segundo dados da Secex/Mdic, o volume alcançado no mês recuou 12,50% em relação ao mês anterior e 4,32% em relação a fevereiro de 2011.Estes resultados estão associados a uma redução significativa na receita cambial, que ficou quase 12% menor que a registrada no primeiro mês de 2012 e sofreu queda de 6,61% em relação a fevereiro de 2011. De acordo com o presidente executivo da UBABEF, Francisco Turra, as quedas em fevereiro decorrem pela redução das compras de mercados, como o Japão, que está utilizando seus estoques do produto neste começo de ano e havia importado volumes acima da média em fevereiro do ano passado. As importações japonesas registraram queda de 27,3%, na comparação entre o segundo mês de 2012 e 2011.
Tabela 03. Resultados das exportações brasileiras de carne de frango in natura (2012/2011).
Valores
Périodo
Variação (%) fev/jan fev
Acumulado
jan - fev
Variação (%)
jan/12
fev/12
fev/11
2012
12/11
2012
2011
12/11
Volume
(mil ton)
293,7
257,0
268,6
-12,50
-4,32
550,7
536,4
2,66
Valor
(milhões US$)
533,0
469,1
502,3
-11,99
-6,61
1.002,1
1.007,1
-0,50
US$/ton
1.815
1.825
1.870
0,58
-2,40
1.820
1.877
-3,07
Fonte: MDIC, 2011. Elaboração: Ocepar/Getec, 2012.
Mercado Interno
A Associação dos Produtores de Pinto de Corte (Apinco) informou que a produção brasileira de carne de frango alcançou 1,156 milhão de toneladas em janeiro passado. O resultado mostra um crescimento de 6,3% sobre o mesmo mês de 2011. No entanto, descontada a exportação, o mercado interno registrou queda na disponibilidade do produto de 4,4% a menos na comparação com janeiro de 2011. Já no acumulado dos últimos 12 meses, de acordo com a Apinco, a produção foi 4,3% maior que a de igual período anterior. A disponibilidade interna, na mesma comparação, aumentou 5,1%.
LEITE
Mercado Externo
Fevereiro apresentou um cenário mais otimista na balança comercial de lácteos frente ao último mês. As exportações aumentaram 34%, e as importações reduziram 29%, resultando em um saldo negativo da balança comercial de 10.935 toneladas. O valor total de produtos lácteos internalizados foi 14.309 toneladas, o que representou o montante de 51.224 mil dólares. O produto de maior impacto nas importações é o leite em pó (incluindo o integral e desnatado), com 7.366 toneladas. Em fevereiro importou-se 4.386 toneladas a menos que janeiro, redução de 37%. O Uruguai ainda é a principal origem desse leite, representando 50% do volume, a Argentina aparece em segundo lugar com 43% e o Chile com apenas 7%. No entanto, os valores de leite em pó importado do Uruguai diminuíram 41% em relação à janeiro, tendo sido importadas 3.650 toneladas.
A Argentina, que por sua vez tinha ultrapassado a cota de importação de leite em pó no mês passado, em fevereiro teve as exportações ao Brasil reduzidas em 39%, importando 3.166 toneladas, valor dentro das 3.600 toneladas mensais acordadas. A redução das importações poderia ter como explicação a época das negociações, pois normalmente são feitas com 90 a 120 dias de antecedência da data de entrega, portanto é possível que esses produtos tenham sido negociados em meados de outubro e novembro de 2011. Nessa época o câmbio estava alto, girando próximo da casa do 1,77 a 1,79. Logo, com o dólar mais valorizado, perspectiva de safra boa e vendas mais baixas em dezembro e janeiro, fez com que os compradores investissem menos nas importações.
Mercado Interno
O preço médio pago pelo leite aos produtores voltou a subir em fevereiro (referente à produção entregue em janeiro). A média ponderada dos estados de RS, SC, PR, SP, MG, GO e BA, foi de R$ 0,8408/litro, aumento de 1,1% (ou 0,9 centavo por litro) em relação ao pagamento de janeiro. Este valor representa um aumento real de 8,3% em relação a fevereiro de 2011 – valores deflacionados pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de janeiro/12. O aumento de preços do leite ocorreu devido à redução da oferta nos últimos meses devido à estiagem no Sul do País e ao excesso de chuvas em algumas regiões do Sueste, que prejudicaram essencialmente o transporte de leite. O maior aumento de preços foi observado no estado do Rio Grande do Sul, de 2,5% (equivalente a 2 centavos por litro), com a média indo para R$ 0,8286/litro. Em Santa Catarina, o ajuste foi de apenas 0,8% (menos de 1 centavo por litro), com a média a R$ 0,8338/litro. No Paraná, os preços também permaneceram praticamente estáveis, com leve recuo de 0,4%, a R$ 0,8355/litro.