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Dirigentes, cooperados, parlamentares e outras personalidades estiveram em Brasília (DF), no dia 16 de fevereiro, para prestigiar um jantar promovido pela Confederação - organizado pelo Escritório Regional de Brasília. Antes da solenidade, houve também, pela manhã, duas reuniões tradicionais do Sistema - a do Conselho Confederativo e a do Fórum Nacional Unimed. Na pauta da reunião do Conselho, um dos itens abordados foi a questão da contratação da prestação de serviços prestados pela Seguros Unimed, a qual foi aprovada. Trata-se do projeto Moeda Única, cujo objetivo é valorizar a remuneração médica e estabelecer padrão de relacionamento com os prestadores. Houve, ainda, uma discussão sobre a Instrução Normativa nº 28, que trata da rede médica assistencial, e da Consulta Pública nº 37.
CATI - Além disso, os membros aprovaram a norma para a criação da Comissão de Apoio Técnico à Tecnologia da Informação (CATI). Este grupo tem como objetivo simplificar e normatizar o mecanismo de aprovação das regras relacionadas à Tecnologia de Informação, pelo ponto de vista estritamente técnico, além de permitir a criação de subgrupos de apoio para discussão de assuntos específicos de determinadas competências da área de TI. O CATI será composto por um núcleo central integrado por representantes técnicos, um titular e um assessor, de cada Federação Estadual ou Regional do Sistema Unimed.
Câmara de Compensação - Por fim, o diretor Financeiro da Confederação, Euclides Malta Carpi, fez uma apresentação sobre a Câmara de Compensação Nacional, explicando o conceito de "clearing house" e mostrando o ciclo de liquidação, além de apontar as câmaras regionais já existentes e outras questões. A Câmara de Compensação Nacional traz uma metodologia de mecanismos administrativos financeiros para o processamento da compensação dos valores faturados entre as Unimeds no Brasil. A agilidade e simplicidade de operacionalização, os processos padronizados e a informatização do processo são algumas das vantagens apresentadas.
Fórum- Já o Fórum Nacional Unimed tratou da votação sobre a revisão das regras contidas no Manual de Intercâmbio Nacional, que foram aprovadas.
Jantar - Após as reuniões, na parte da noite, a Confederação promoveu um jantar no Restaurante Porcão, do qual participaram 212 pessoas, entre representantes de entidades parceiras, dirigentes e parlamentares (40 políticos, entre deputados e senadores). Na ocasião, foi lançada a publicação "Ações Político-Institucionais da Unimed - Agenda 2011", que contém um panorama das novas ações políticas desenvolvidas pela Confederação e as prioridades legislativas do Sistema Unimed. Também foi apresentado o Comitê Político Nacional do Sistema Unimed, que consolida a proposta de um novo modelo de atuação da marca sobre os poderes Legislativo e Executivo. "O evento foi mais uma oportunidade de interlocução política e também de mostrarmos aos parlamentares a identidade cooperativista e a importância deste modelo para o país, além de se constituir em ponto de partida para um trabalho conjunto", declarou o presidente da Unimed do Brasil, Eudes Aquino.
Marco - Já o assessor da Diretoria, José Abel Ximenes, ressalta que "a criação deste Comitê constitui-se em mais um marco da atual gestão da Unimed do Brasil, em especial do seu presidente, Eudes de Freitas Aquino, fruto de um trabalho coletivo, que tivemos a responsabilidade e ao mesmo tempo a honra de coordenar. Agradeço a todos que direta ou indiretamente contribuíram para o sucesso deste evento. Conclamamos os dirigentes para que nos ajudem a tornar o Comitê Político um instrumento de interlocução com os Três Poderes da República, e em especial com o parlamento brasileiro". (Imprensa Unimed Brasil)
A compra de insumos agrícolas vem sendo antecipada em até quatro meses no Paraná. Além de ter vendido a produção mais cedo - aumentando a disponibilidade de recursos no início da colheita -, o setor teme reajuste por parte das indústrias de agrotóxicos e fertilizantes. Os preços já estão 8% mais caros, afirma Modesto Félix, de Cascavel, que comprou adubo para o inverno e para a safra de verão de 2011/12.
Bons preços - André Luiz Ceni, de Pato Branco, antecipou toda a compra que faria a partir de julho. Assim, fixou o preço atual e começa a formar os custos da próxima temporada. Em 2010, foi às compras na "boca da safra". A mudança de estratégia deve-se também ao ânimo diante dos bons preços pagos por milho e soja atualmente. Em sua região, as cerealistas pagam R$ 24 pelo cereal e R$ 45 pela oleaginosa (saca de 60 quilos).
Mercado mundial - Outro fator que estimula o planejamento da próxima safra são as notícias sobre o aquecimento do mercado mundial, relatam os produtores e especialistas. "A tendência é que a demanda por insumos continue aquecida devido à sustentação dos preços das commodities e pelas negociações que vêm ocorrendo no mercado internacional", afirma o analista Paulo Molinari. (Caminhos do Campo / Gazeta do Povo)
Enquanto os produtores brasileiros se esforçam para, entre uma chuva e outra, tirar o atraso na colheita de grãos, no Hemisfério Norte é época de definir o plantio da próxima safra de verão. O Brasil, assim como o resto do mundo, aguarda com ansiedade essa decisão, pois é o tamanho da área que os Estados Unidos irão destinar à soja e ao milho no ciclo 2011/12 que irá ditar o rumo das cotações internacionais nos próximos meses.
In loco - Para conferir in loco a divulgação dos primeiros números de intenção de plantio norte-americano, a Expedição Safra Gazeta do Povo retorna aos EUA para participar do 2011 Agricultural Outlook Forum. No evento, que ocorre nos dias 24 e 25 de fevereiro em Arlington, na Virgínia, o departamento de agricultura norte-americano, o USDA, anuncia as primeiras projeções oficiais para o plantio de grãos no país. Estimativas iniciais, ainda informais, indicam que o cereal deve roubar espaço da soja no próximo ciclo. O USDA tende a confirmar essa tendência.
Equipe - Pelo terceiro ano consecutivo, a Expedição participa do fórum com uma equipe de jornalistas e técnicos de entidades parceiras. Representantes da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar) e da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) integram o grupo. Promovido anualmente pelo USDA desde 1923, o Outllok Forum é considerado o mais importante seminário sobre agricultura do mundo, pela abrangência e por reunir as principais autoridades do agronegócio global e representantes das mais diversas cadeias produtivas, agrícolas e pecuárias, de todos os cantos do mundo. O principal objetivo do encontro é levar a agricultores, pecuaristas, governo e agroindústrias informações sobre produção, comercialização e consumo de produtos agropecuários no mundo.
Tema central - Com o tema central "Estratégias de hoje, oportunidades de amanhã", o encontro irá discutir neste ano desde temas gerais, como perspectivas de preços e abastecimento para os principais produtos agropecuários mundiais (soja, milho, trigo, algodão, carnes e lácteos), tecnologia, meio ambiente, energias renováveis, logística, renda agrícola, sustentabilidade, até assuntos mais específicos, como o NEI, o planto norte-americano para incentivar o comércio internacional e dobrar as exportações do país até 2014. (Caminhos do Campo / Gazeta do Povo)
Duas equipes da Expedição Safra dão continuidade, nesta semana, à sondagem sobre a produção nacional de soja e milho deste verão. Uma equipe partiu ontem para os estados de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso e outra vai percorrer a Região Campos Gerais, no Paraná. Como vem ocorrendo nas últimas três semanas, será possível confrontar dados de regiões que estão com a colheita mais avançada com informações de municípios que ainda dependem de umidade para a finalização do cultivo. Viajam com a Expedição técnicos da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar). Até o final de março, devem ser percorridos ainda os estados de Goiás, São Paulo, Tocantins, Maranhão, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. (Caminhos do Campo / Gazeta do Povo)
A superintendência da Companhia Nacional do Abastecimento (Conab) informou que foi autorizada a ampliação do limite de AGF (Aquisições do Governo Federal) de feijão, por produtor, passando de 100 sacas (6.000kg) para 500 sacas (30.000kg), permanecendo inalterado o valor.
Relatório final do painel da Organização Mundial do Comércio (OMC) que analisou uma ação movida pelo Brasil contra os Estados Unidos envolvendo tarifas antidumping ao suco de laranja manteve decisão favorável ao lado brasileiro indicada no texto preliminar, informou o Itamaraty nesta segunda-feira (21/02). Segundo comunicado da chancelaria brasileira, o país recebeu "com satisfação" o resultado final do painel.
"Uma vez que o relatório foi entregue às partes do contencioso em caráter confidencial, o governo brasileiro não se pronunciará sobre seu conteúdo. Não obstante, é possível indicar que o painel manteve os termos de seu relatório provisório apresentado em 20 de dezembro de 2010", informou o comunicado. No painel aberto pela OMC em setembro de 2009, o governo brasileiro havia pedido a condenação de uma modalidade de cálculo utilizada pelos Estados Unidos para determinar se existiria dumping por parte de produtores brasileiros nas exportações de suco de laranja ao mercado norte-americano.
Zeramento - A modalidade de cálculo, conhecida como zeramento (zeroing, em inglês), desconsidera alguns negócios nos quais o preço de exportação foi, efetivamente, superior ao valor no mercado do país que exporta, o que descaracterizaria o dumping. Os Estados Unidos já foram condenados anteriormente por praticar a modalidade para estabelecer taxas antidumping para outros produtos de outros países. "O presente relatório representa significativa vitória do Brasil em tema de relevância para o comércio bilateral", disse o Ministério das Relações Exteriores no comunicado. "O Brasil espera que esta nova decisão do painel encoraje os Estados Unidos a abandonar definitivamente a prática do zeroing em todos os procedimentos antidumping", acrescentou.
Cálculo - Na nota, o Itamaraty disse ainda que o governo brasileiro acompanha o andamento de uma proposta de regulamento no Departamento de Comércio dos EUA que prevê alterações no cálculo da margem de dumping. "O Brasil espera que os EUA se utilizem dessa proposta para dar fim ao zeroing e se adequar às regras da OMC."
Exportador - O Brasil é o maior exportador mundial de suco de laranja e tradicionalmente já paga elevadas tarifas de importação para vender ao mercado dos EUA. As tarifas antidumping foram adicionais às taxas de importação existentes. Segundo a CitrusBR, entidade que reúne a indústria do suco no Brasil, o mercado norte-americano responde por um volume entre 15% e 20% das exportações brasileiras, que somaram globalmente cerca de US$ 2 bilhões em 2010. O Brasil tem obtido sucessivas vitórias na OMC em processos em que questiona barreiras ao comércio de suas principais commodities. Cabe recurso à decisão do painel da OMC sobre o suco, que deve ser feito em um prazo de 60 dias a partir da publicação. (Reuters / Gazeta do Povo)
O novo extrator da Fábrica de Óleo da Cocamar, em Maringá, que custou aproximadamente R$ 15 milhões, vai dinamizar o processo de esmagamento de soja para a produção de óleo. Segundo a gerente de projetos Maura Moreira Quadros, a capacidade de produção é de 3,2 mil toneladas por dia. O antigo extrator, que funcionou por 32 anos e foi substituído no início deste mês, absorvia 2,6 mil toneladas e vinha demandando muita manutenção. Com ele, será reduzido o consumo de solvente (utilizado para extração do óleo), garantindo menor nível de residual de óleo no farelo.
Ampliação - Por enquanto, conforme Maura, o processamento de soja será mantido na média de 2,6 mil toneladas/dia, até que os equipamentos das demais etapas da produção sejam redimensionados. "Instalamos o novo extrator já pensando em aumentar futuramente a capacidade da indústria", completa a gerente. Em 2010, a Fábrica esmagou 872 mil toneladas de soja e a previsão para 2011 é chegar a 920 mil. (Imprensa Cocamar)
A Secretaria da Administração está convocando 194 profissionais, entre médicos veterinários, engenheiros agrônomos e técnicos agrícolas, aprovados em concurso realizado em 2007. Eles vão ocupar vagas disponíveis no serviço de Defesa Agropecuária da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento. Além desses profissionais, estão sendo chamados mais de 200 técnicos agrícolas aprovados em concurso público realizado também em 2007 para o Instituto Emater. Esses concursados estão sendo chamados em Curitiba, Londrina e Cascavel e poderão escolher se querem ou não trabalhar no serviço de Defesa Agropecuária da Secretaria da Agricultura. Para esses concursados, a prioridade é trabalhar nos postos de fiscalização interestaduais de trânsito animal e vegetal da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento.
Último chamamento - O secretário da Agricultura, Norberto Ortigara, alerta que este é o último chamamento antes dos dois concursos expirarem, em maio de 2011. Ortigara destacou que este é um esforço do governo do Estado para estruturar a Defesa Agropecuária do Paraná. "A estruturação do setor vai viabilizar a criação da Agência de Defesa Agropecuária, que vai permitir à Secretaria da Agricultura seguir adiante com projetos importantes, como atingir a meta de tornar o Paraná área livre de febre aftosa sem vacinação e também melhorar o controle sobre pragas e doenças animais e vegetais, que influencia diretamente a qualidade e a competitividade dos produtos paranaenses", disse Ortigara. A apresentação dos concursados começa nesta segunda-feira (21/02). (AEN)
Quase R$ 210 bilhões começam a irrigar a economia das cidades do interior do país a partir deste mês. A cifra recorde é resultado da venda das safras de café, laranja, cana, algodão e grãos, que estão em fase inicial de colheita no Centro-Sul. São perto de R$ 30 bilhões ou 16% a mais no bolso dos produtores rurais em relação à receita obtida em 2010, com praticamente os mesmos volumes de produção, segundo projeções da RC Consultores.
Economia - O dinheiro do campo já aquece o comércio dos polos do agronegócio. Em Sorriso (MT), por exemplo, o maior município produtor de soja do mundo, há fila de espera para compra de máquinas agrícolas. Em Rio Verde (GO), as vendas de caminhonetes dobraram este mês e faltam imóveis para alugar ou comprar. Já em Barreiras, oeste da Bahia, várias grifes de vestuário, como M.Oficcer, Arezzo, MMartan e Mahogany, desembarcaram no comércio local atrás da riqueza do campo.
Rentável - "Esta será a safra mais rentável de todos os tempos, apesar do câmbio desfavorável", afirma Walter Horita. Ele cultiva 43 mil hectares com algodão, soja e milho no oeste da Bahia e preside a Associação de Agricultores Irrigantes da Bahia (Aiba), que reúne 1.200 produtores.
Cotações - Por causa da disparada das cotações dos alimentos no mercado internacional neste início de ano, o campo vive hoje uma situação inusitada: praticamente todas as lavouras estão com preço e renda crescentes em relação a 2010, observa o sócio da RC Consultores, Fabio Silveira. Segundo ele, a política monetária restritiva do Banco Central deve esfriar a demanda, mas não vai conseguir conter a alta dos preços agrícolas e a renda do campo. "O setor tem dinâmica própria." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. (Agência Estado)
A produção brasileira de soja deve alcançar o recorde de 72 milhões de toneladas na atual safra, a 2010/11, conforme nova estimativa da Agroconsult. A consultoria revisou para cima a previsão de janeiro, que já apontava para um recorde de 70,3 milhões de toneladas. O novo número é 4,3% superior ao ciclo passado e surge após a conclusão do levantamentos das condições das lavouras precoces em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, além do norte e oeste do Paraná.
Rally - As três primeiras equipes do Rally da Safra - expedição promovida pela Agroconsult - identificaram que as regiões que poderiam ser prejudicadas pelos efeitos do La Niña não foram tão afetadas como se esperava. Com isso, a estimativa para a produtividade foi elevada em 6,3% em Mato Grosso do Sul e em 1,6% em Mato Grosso. As previsões para Goiás e Paraná ficaram estáveis.
Compensação - Segundo André Pessôa, diretor da Agroconsult, a estiagem que atrasou o plantio da soja precoce em Mato Grosso foi compensada pelas boas chuvas no fim de dezembro e ao longo de janeiro. "E a produtividade do Estado pode ser ainda maior dependendo de como se desenvolver as lavouras de ciclo médio e tardio".
Recorde - Segundo ele, dificilmente o recorde de produção de soja não será quebrado nesta safra, e a expectativa é que o país colha pela primeira vez mais de 70 milhões de toneladas. "Se houver novas surpresas serão no sentido de uma produção ainda maior", afirma. Por enquanto, a consultoria estima uma produtividade para as lavouras de soja de 2.973 quilos por hectare. O número é 1,4% superior à estimativa anterior e 1,2% maior que o registrado na safra 2009/10. "E o recorde de produção acontece em um momento espetacular do mercado. O ano de 2010 marcou a superação da crise sofrida pelo setor na safra 2005/06 e foi o início da etapa de crescimento que está sendo percebida agora", afirma Pessôa.
Tecnologia - Mesmo com o aumento da produtividade, o consultor considera que a adoção de tecnologia pelo agricultor brasileiro está em um patamar já muito elevado. Ele lembra o recorde na venda de máquinas agrícolas registrado em 2010, bem como o desempenho obtido pelas indústrias de fertilizantes e defensivos agrícolas. "A produção está correndo atrás da demanda. Mesmo com uma produtividade maior, os preços não estão caindo, e para elevar a oferta de uma forma mais rápida será necessária a abertura de novas áreas", afirma. (Valor Econômico)
A receita de ICMS no Paraná cresceu abaixo da média nacional em 2010. A arrecadação atingiu R$ 13,8 bilhões, o que representou um aumento de 11,8% sobre o ano anterior. Levantamento da Gazeta do Povo com base nos dados dos estados que já fecharam o balanço do ano passado, no entanto, mostra que, em média, a receita de ICMS cresceu 18% no país. O Paraná teve o pior resultado entre os estados com maior participação na economia nacional. Descontada a inflação medida pelo IPCA no período, o aumento do ICMS foi de 5,56%, bem abaixo do crescimento estimado de 8,3% para a economia paranaense em 2010.
Sinais - O desempenho fraco da principal fonte de receita do estado - o ICMS responde por 83% do total - já está fazendo o governo apertar o cinto. Os primeiros sinais de que havia uma preocupação com as finanças do estado vieram no início do ano, quando o governo anunciou uma moratória de 90 dias para pagamento de fornecedores acima de R$ 50 mil e corte de gastos. Sem muito alarde, o governo também vem reforçando o cerco à sonegação nas últimas semanas, principalmente entre supermercados e postos de combustíveis.
Paraná Competitivo - O governo também quer evitar perder arrecadação com o Paraná Competitivo, programa de incentivo fiscal para atração de investimentos, que será lançado nos próximos dias. O programa exigirá contrapartidas dos beneficiados, entre eles o de geração de ICMS. "Os incentivos serão dados conforme o potencial de geração do imposto, algo que não ocorria nos programas anteriores", afirma o secretário da Indústria e Comércio e Assuntos do Mercosul, Ricardo Barros. Os incentivos fiscais concedidos pelo governo de transição de Orlando Pessuti - para setores como papel e celulose, cosméticos e de álcool - também estão sendo reavaliados caso a caso. "É provável que esses incentivos tenham gerado uma piora no ritmo de arrecadação", afirma Barros.
Resultados superiores - Estados industrializados como São Paulo (17,5%), Minas Gerais (21,7%), Rio de Janeiro (20,4%) e Santa Catarina (21,55%) contabilizam resultados bem superiores ao do Paraná em 2010. Na visão de analistas, o desempenho estadual pode ser explicado pela combinação de vários fatores, dentre eles, o provável aumento da sonegação, o grande número de produtos desonerados e a falta de uma política eficaz de atração de empresas nos últimos anos. Na opinião do tributarista Gilberto Luiz do Amaral, coordenador de pesquisa do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), o estado deixou de atrair grandes investimentos nos últimos anos, principalmente industriais, que aumentam o dinamismo da economia, e como consequência, a circulação de mercadorias.
Investimento - Embora a maioria dos programas de incentivos para atrair empresas contemple prorrogação, e, em alguns casos até mesmo isenção do imposto, no médio prazo o seu efeito é mais receita para os cofres públicos. O caso da Bahia é emblemático, diz Amaral. O estado, beneficiado por programas de distribuição de renda e incentivos fiscais estaduais e federais, vem se industrializando e passa hoje por um momento parecido com o do Paraná há alguns anos, com o avanço do ICMS acima da média.
Aumento - Pelos cálculos do tributarista, para fazer frente a um crescimento de 8% no PIB, a receita de ICMS do Paraná teria que ter aumentado, em termos nominais, pelo menos 14%. De acordo com ele, o atual cenário vai exigir jogo de cintura do governo. Estados que tiveram arrecadação bem superior ao avanço do PIB terão mais cacife para fazer frente às demandas do crescimento, como investimentos em infraestrutura, por exemplo, diz Julio Suzuki, diretor de pesquisa do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes). A situação também é uma má notícia porque o estado tem um histórico de baixo investimento. Em 2009, das despesas totais do estado, apenas 5% foram para investimentos. Em Minas Gerais, por exemplo, esse porcentual é de 9%.
Exportações agrícolas - A expressiva participação das exportações agrícolas, que são desoneradas, é um fator que precisa ser levado em consideração, de acordo com ele. "As exportações agrícolas representam 15% do PIB do estado, contra 12% da média brasileira. A agropecuária, por exemplo, é importante para a economia, mas contribui pouco em termos fiscais", afirma Suzuki. Uma saída seria aumentar o nível de industrialização da produção agrícola e direcionar esses produtos para o mercado interno. (Gazeta do Povo)
O Paraná Competitivo, programa de incentivos para atrair investimentos que deve ser anunciado na próxima quinta-feira pelo governador Beto Richa, vai possibilitar a prorrogação de pagamento de 10% a 90% do ICMS devido por prazos que vão variar de dois a oito anos. O programa, no entanto, exigirá contrapartidas das empresas beneficiadas. Um dos focos é não comprometer radicalmente o fluxo de arrecadação, pelo menos no curto prazo. Segundo o secretário da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul, Ricardo Barros, o incentivo vai variar conforme a qualidade dos empregos gerados, o potencial de geração de ICMS do empreendimento e o grau de tecnologia aplicada.
Interior - O programa também dará prioridade para o desenvolvimento do interior do estado, como já funciona atualmente. Barros calcula que será possível atrair "bilhões" para o estado nos próximos anos. O projeto contempla tanto novos investimentos quanto ampliações de empresas já instaladas no Paraná. "A nossa meta é não perder investimentos. O governador já disse que esse será um governo amigo do capital", afirma. Nos últimos anos, o Paraná perdeu investimentos importantes para estados vizinhos, como São Paulo e Santa Catarina, entre eles a nova fábrica da Toyota e vários projetos de terminais portuários privados. (Gazeta do Povo)
Autoridades econômicas dos principais países concordaram no sábado, na reunião do G-20 em Paris, em usar uma série de parâmetros macroeconômicos como forma de medir a situação de equilíbrio (ou desequilíbrio) da economia global. Por pressão da China, o tamanho das reservas internacionais ficou de fora desses parâmetros, mas Pequim acabou cedendo e aceitou indiretamente o uso de taxas de câmbio. O acordo, porém, não terá impacto imediato nas políticas econômicas dos países, nem reduzirá o risco de guerra cambial e comercial.
Brasil - O Brasil teve uma posição pragmática em relação à China no G-20, mas aparentemente confundiu certos membros do grupo na negociação para atacar problemas de câmbio e comércio. Na longa e dura negociação em Paris, o Brasil não apoiou os Estados Unidos e nem se alinhou automaticamente à China, mas tampouco ficou claramente contra a insistência de Pequim de recusar o uso da taxa de câmbio como indicador de desequilíbrio na economia mundial, pelo menos na percepção de alguns membros.
Bloqueio - O ministro de Finanças da Itália, Giulio Tremonti, deu entrevista apontando a China e o Brasil como os países que rejeitavam a taxa de câmbio como indicador e insinuando que ambos bloqueavam um acordo. Alguns jornalistas italianos, surpresos, já que os dois países tem realidades cambiais diferentes, checaram de novo com o porta-voz de Tremonti para saber se ele errara ao mencionar o Brasil. A resposta foi que era isso mesmo.
Acordo - Já o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou, depois da negociação, que o Brasil chegou "a um acordo de colocar os vários indicadores que interessavam ao Brasil" Segundo Mantega, "o principal para nós era a inclusão de contas externas, taxas de câmbio". Ou seja, exatamente o que Pequim tentou rejeitar. Um negociador brasileiro disse que a realidade na negociação foi refletida na fala de Mantega. Ele observou que Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, coordenaram posição previamente, mas sem representar uma aliança integral, justamente por divergências, como no uso da taxa de câmbio como indicador para avaliar os desequilíbrios econômicos. Em outros temas, as divergências também são evidentes entre os emergentes.
Percepção - A questão, porém, é de percepção entre os membros do G-20. Um negociador latino, que pediu para não ser identificado, disse ter ficado "claro" que o Brasil era contra uso do câmbio. Um alemão admitiu não ter entendido o que o país queria. Um terceiro afirmou ter entendido nas discussões técnicas que China, Brasil, Indonésia, Coreia do Sul, Argentina e África do Sul se opuseram, enquanto Estados Unidos, Alemanha e o Banco Central Europeu queriam mencionar explicitamente o câmbio.
Comunicado final - A negociação do comunicado final dos ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais das principais economias desenvolvidas e emergentes bateu um recorde, começando às 20h da sexta-feira e terminando às 10h30 da manhã do dia seguinte. O documento foi depois revisado de novo pelos ministros, refletindo o confronto.
Lista - No fim, saiu uma lista de indicadores de metas quantitativas, limitando a futura avaliação das políticas: dívida pública e déficit fiscal, poupança e dívida privadas, desequilíbrio externo composto de balança comercial e fluxo líquido de renda de investimentos e transferências (sobretudo remessas de trabalhadores).
China - A China conseguiu evitar referencia a "contas correntes". E a taxa de câmbio entrou para ser submetida ao escrutínio internacional através de uma sutileza de linguagem burocrática típica desse tipo de negociação, com os ministros dizendo que serão "levadas em devida consideração" as políticas cambial, fiscal, monetária e outras políticas. Em certo momento, a referencia à taxa de câmbio saiu do texto, mas foi reintroduzida por insistência de Estados Unidos, Reino Unido e Alemanha.
Resultado - Um negociador brasileiro considerou o resultado sobre câmbio melhor que o obtido pelos assessores ao longo da noite. O Brasil insistiu para que os desequilíbrios globais não fossem abordados, dando ênfase em câmbio ou situação dos emergentes, mas também sobre as politicas monetária, fiscal e fragilidade das instituições financeiras de países ricos.
Processo de negociação - O acordo de Paris basicamente mantém andando o processo de negociação de um arcabouço para avaliação mútua das políticas econômicas. Mas não tem impacto no curto nem no médio prazos. A disputa por fatias de mercado e o risco de guerra cambial continuam. Para Mantega, a existência dos indicadores não tem consequência imediata, mas serve para ilustrar "alguns desequilíbrios externos e confirmar que existe guerra cambial, países com câmbio mais desvalorizado que outros". Para um negociador, o Brasil vai continuar criticando os EUA e a China por causa de políticas que mantêm as moedas subvalorizadas.
Reservas internacionais - No G-20, ficou também de fora o uso de reservas internacionais para indicar desequilíbrio econômico, aceitando a posição da China, que não quer nem ouvir falar de limites ou "volume adequado" para suas reservas, próximas de US$ 3 trilhões. O Brasil teve posição idêntica. Mas, no fim do G-20, negociadores admitiam que esse item não era "fundamental" ao país, pois as reservas são consideradas adequadas em relação ao PIB.
Jogo - O jogo sobre câmbio no G-20 é realmente entre Estados Unidos, país com o maior déficit comercial, e China, com o maior superávit e moeda desvalorizada. O pano de fundo no confronto é quem vai pagar mais a fatura do processo de ajuste da economia mundial. Pequim indicou que pode mudar seu modelo de desenvolvimento, baseado nas exportações, por uma economia mais voltada ao seu gigantesco mercado doméstico. Mas o presidente do Banco Central chinês, Zhou Xiaochuan, avisou que "isso será lento, pode levar dez anos no mínimo".
Próxima batalha - A próxima batalha diplomática será para determinar até abril a metodologia e como os indicadores escolhidos serão utilizados. Depois, o Fundo Monetário Internacional (FMI) deverá fazer uma ampla avaliação das políticas econômicas dos membros do G-20, seguida de "recomendações" sem nenhuma obrigatoriedade. Mas a China continua querendo impedir a avaliação. Prefere ela mesmo avaliar a sua política econômica. Sobre regulação do mercado agrícola, o Brasil e outros exportadores saíram satisfeitos com o "fim da ambiguidade" da França. O G-20 se limitará a melhorar a transparência nos mercados, incluindo regulação de derivativos de produtos agrícolas e energéticos, e nos estoques de alimentos. (Valor Econômico)
O presidente do Sistema Ocepar, João Paulo Koslovski participou na quarta-feira (16/02), em Brasília, do lançamento do Comitê Político Nacional do Sistema Unimed, que reuniu deputados e senadores de diversos estados, lideranças cooperativistas, autoridades e entidades parceiras. Durante o evento, que contou com a presença do presidente da Federação Unimed Paraná e diretor da Ocepar, Orestes Barrozo Medeiros Pullin, também foi lançada a publicação "Ações Político-Institucionais da Unimed - Agenda 2011", que contém um panorama das novas atividades políticas desenvolvidas pela confederação e as prioridades legislativas do Sistema Unimed, que congrega 373 cooperativas médicas, prestando assistência para mais de 17 milhões de clientes e 73 mil empresas em todo País.
Frencoop - Na opinião de Koslovski, a iniciativa soma-se ao esforço realizado pelo sistema cooperativista, através da Frente Parlamentar Cooperativista (Frencoop), que atua no Congresso em defesa das causas do setor. "Muitos parlamentares presentes ao evento, especialmente do Paraná, já integram esta frente e com certeza não irão medir esforços para ouvir e defender esta importante agenda do ramo saúde. Sem dúvida foi um passo importante para mostrar a organização e a força do cooperativismo médico no país", frisou o dirigente.
Manifestação - Para Orestes Barrozo Medeiros Pullin, o encontro promovido pela Unimed Brasil com a bancada de deputados e senadores de diversos estados representou uma excelente oportunidade para que as lideranças pudessem manifestar aos parlamentares os principais anseios do setor na atual legislatura. O Paraná foi o estado que levou a maior bancada de todos os estados, ao todo, estiveram presentes a senadora Gleise Hofmann e os deputados federais, Abelardo Lupion, Reinhold Stephanes, Eduardo Sciarra, Luiz Carlos Setim, André Zacharow e Alex Canziani.
Estreitamento de relações - "Mais uma vez o estado do Paraná mostrou ter uma organização cooperativista consolidada, especialmente pela presença do presidente do Sistema Ocepar, João Paulo Koslovski, e dos parlamentares convidados. É uma oportunidade para mantermos um relacionamento estreito com a bancada do Paraná em Brasília, não só para que defendam os interesses do setor de saúde e, principalmente, do cooperativismo como um todo". Orestes falou que, entre os principais assuntos debatidos com os deputados, esteve a necessidade urgente da regulamentação do Ato Cooperativo para as cooperativas do ramo saúde, além da aprovação da nova Lei Cooperativista.
A Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) vem desenvolvendo desde as eleições de 2010 um trabalho voltado à recomposição da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), que precisa ser reinstalada no Congresso Nacional a cada legislatura. A determinação é do Ato da Mesa da Câmara dos Deputados 69/2005, que vincula a implantação das frentes parlamentares à adesão de pelo menos 1/3 dos integrantes do Poder Legislativo.
Mapeamento - A recomposição da Frencoop teve início com o mapeamento de deputados e senadores com atuação voltada ao segmento, que serviu como subsídio para o apoio de cooperativas às campanhas de candidatos com potencial para fazer parte da Frente. Como resultado deste trabalho, além da eleição de quatro presidentes de Frencoops estaduais, a OCB contou com a reeleição de 63 dos 82 parlamentares indicados pela entidade como destaques para o sistema cooperativista em todo o Brasil, o que representou uma porcentagem de 76,83% de permanência destes no Congresso Nacional.
Assinaturas - Atualmente, a Assessoria Parlamentar da OCB está recolhendo assinaturas de adesão à Frencoop de deputados e senadores, tendo em vista a posse da nova diretoria e a implantação da Frente nesta legislatura. A solenidade acontecerá no dia 22/3, em Brasília, em conformidade ao lançamento da Agenda Legislativa do Cooperativismo 2011. Na primeira semana já foram recolhidas 84 assinaturas, sendo de 72 deputados e 12 senadores. (Informe OCB)