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A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) trabalha na produção de um banco de dados mundial com informações sobre a emissão de gases de efeito estufa lançados pela agricultura e seu potencial para minimizar o aquecimento global. O Brasil já está fazendo a sua parte ao incentivar o uso de tecnologias que reúnem eficiência produtiva e conservação ambiental. O programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC), lançado em 2010, permite que o produtor rural tenha acesso a financiamento a um custo baixo (5,5% de juros anuais) para investir em práticas como recuperação de pastagens e plantio direto que ampliam a produtividade da lavoura e, ao mesmo tempo, reduzem a emissão dos gases estufa.
Nova agricultura - "A nova agricultura colocada em prática está voltada para diminuir a quantidade de gases poluentes e tem como consequência um clima menos quente no mundo", destaca o coordenador da Assessoria de Gestão Estratégica do Ministério da Agricultura, Derli Dossa. A atuação do Brasil está alinhada com o Projeto de Mitigação das Mudanças Climáticas na Agricultura (Mitigation of Climate Change in Agriculture - MICCA) da FAO. O organismo da ONU utilizará os dados sobre as emissões para revertê-los em oportunidades de amenizar o aquecimento global por meio de técnicas agrícolas adequadas a essa realidade.
Apoio - No início da semana, a FAO divulgou que o Projeto MICCA receberá apoio de US$ 5 milhões dos governos da Noruega e Alemanha. O objetivo do projeto é tornar pública a quantidade das emissões de todos os países do mundo, facilitando, o acesso às informações por representantes governamentais e agricultores. A FAO também usará as informações como ferramenta na operação de linhas de financiamento internacionais para projetos de mitigação e redução das emissões provenientes da agricultura e de aumento da quantidade de carbono sequestrado nas explorações agrícolas.
Experiência brasileira - O Brasil ocupa posição estratégica no combate ao aquecimento global. "A aposta em projetos sustentáveis na área da agricultura e pecuária, como o programa ABC, posicionou o Brasil entre os países mais adiantados no alcance das metas firmadas na 15ª Conferência das Partes da Convenção do Clima (COP 15)", explica o coordenador do ministério, Derli Dossa.
Ações - O ABC é uma das principais ações adotadas pelo Ministério da Agricultura para reduzir a emissão de gases de efeito estufa. O programa oferece R$ 2 bilhões em financiamento a produtores rurais e promove estudos e pesquisas, por meio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Apóia a capacitação profissional para facilitar a difusão de práticas como plantio direto na palha, fixação biológica de nitrogênio, recuperação de pastagens degradadas e o sistema Integração Lavoura-Pecuária-Florestas (ILPF), que contribuem para a preservação das áreas de produção. O programa destina-se aos produtores rurais de todos os biomas brasileiros. Nos próximos dez anos, tem como meta deixar de emitir 165 milhões de toneladas equivalentes de CO2. (Mapa)
Compilados os dados de todas as empresas, a indústria de defensivos confirmou o que já era esperado e registrou em 2010 o melhor ano de vendas da história do setor. Conforme levantamento do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Agrícola (Sindag), o segmento faturou US$ 7,24 bilhões, resultado 9% acima do registrado em 2009. O ano que passou superou até o desempenho de 2008, então melhor resultado registrado pela indústria, quando o setor comercializou US$ 7,1 bilhão.
Resultado - Se transformado em real, porém, o resultado encolheu 3% em relação a 2009. Considerando câmbio médio de 2010, o segmento faturou R$ 12,4 bilhões contra R$ 12,8 bilhões do ano anterior."O ano passado foi positivo e de recuperação para o setor. Para 2011, projetamos uma nova melhoria, de 5% sobre as vendas do ano passado, mas que podem subir até 10% dependendo das condições climáticas e cambiais", disse João Lammel, presidente do conselho diretor da Associação Nacional para Defesa Vegetal (Andef).
Setores - Com exceção do segmento de acaricidas, que encolheu 18% para US$ 72 milhões, todos os demais setores apresentaram crescimento em suas vendas. Mais uma vez, os fungicidas se destacaram com aumento de 21% em comparação a 2009, totalizando US$ 2,17 bilhões. Com esse resultado, os fungicidas se igualaram em importância aos inseticidas, que registraram o mesmo volume de vendas, com crescimento de 9% sobre o ano anterior.
Herbicidas - Apesar de ter encolhido 22% em 2009 e crescido de forma modesta no ano passado (1%), o segmento de herbicidas ainda se mantém como maior segmento. Em 2010, as vendas da categoria subiram para US$ 2,53 bilhões, mas ainda não retomaram o patamar de 2008, quando a receita obtida com os herbicidas foi de US$ 3,2 bilhões.
Abaixo - Mesmo com o crescimento das vendas no Brasil, Eduardo Daher, diretor-executivo da Andef, estima que o mercado doméstico de defensivos tenha ficado abaixo do americano em 2010, ocupando assim o posto de segundo maior do mundo. "Em 2011 e 2012, esse cenário deve mudar e devemos ultrapassar os Estados Unidos em vendas, a exemplo do que aconteceu em 2008. As condições climáticas nos Estados Unidos e no Brasil devem favorecer o crescimento maior do mercado nacional", afirma Daher.
Estável - As importações de defensivos se mantiveram estáveis no ano passado, depois de terem registrado em crescimento de 200% em 10 anos. Em 2010, as compras externas foram de 231,66 mil toneladas de produtos, queda de 0,1%. Desse total, a China superou a Argentina e foi a principal origem, respondendo por 19,7% do total importado. Os argentinos ficaram em segundo lugar, com uma fatia de 19,6% de tudo o que foi comprado. (Valor Econômico)
Débora Giorgi, ministra da Indústria da Argentina: intenção é proteger o mercado argentino da concorrência deslealA ampliação de 400 para 600 itens na lista de produtos submetidos à licença prévia de importação pela Argentina pegou de surpresa importantes segmentos exportadores brasileiros. Divulgada às vésperas de reuniões bilaterais entre Brasil e Argentina, que serão realizadas hoje e amanhã, a lista com os 200 novos produtos sujeitos à restrição inclui desde automóveis de luxo, motocicletas, autopeças e acessórios, a máquinas de lavar roupa, ventiladores, celulares, computadores, laptops e produtos químicos e vidros.
Exportações brasileiras - "A nova medida argentina deve afetar 50% das exportações brasileiras do setor para a Argentina", diz Humberto Barbato, presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). Ele lembra que as restrições agora alcançam celulares e microcomputadores, dois itens que são muito comprados pelos argentinos.
Redução - Para Barbato, o resultado será a redução das exportações ao país vizinho. No ano passado, diz, as vendas para os argentinos no segmento elétrico e eletrônico somaram US$ 2,2 bilhões, com crescimento de 12,8% em relação ao ano anterior. Itens como monitores de vídeo, porém, que já estavam na lista anterior de exigência de licença prévia, tiveram redução de 53% nas vendas. Houve também queda de 27% nas exportações brasileiras à Argentina no ano passado. Com a ampliação da restrição também para os celulares, Barbato acredita em nova redução das vendas do produto aos argentinos.
Desestímulo - O presidente da Abinee lembra que a medida deve desestimular ainda mais a fabricação de celulares no Brasil. "As regras do jogo não são respeitadas, o que está fazendo as indústrias se mudarem para a Terra do Fogo." "Recebemos com surpresa a notícia ontem à noite", diz Antonio Carlos Meduna, que tem acompanhado as negociações bilaterais pelo Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças). Ele lembra que a agenda de reuniões entre os dois países inclui encontros hoje e amanhã para tratar de questões do setor automotivo. A expectativa, conta, era discutir nas reuniões restrições de comércio para alguns componentes, como sistemas de embreagem e freios, por exemplo. A medida argentina, porém, acabou criando restrições adicionais com a extensão da licença prévia para vários produtos do setor.
Nova lista - Meduna diz que o Sindipeças ainda não levantou a representatividade da nova lista no total exportado pelo setor aos argentinos, mas diz que a diversidade é grande. Segundo ele, a restrição atinge não apenas os grandes sistemistas, mas também os fabricantes das chamadas "commodities" do setor, com peças menores como pistões e anéis. Um dos receios, diz, é de que os fabricantes brasileiros de autopeças percam espaço no mercado de reposição de peças argentino. As montadoras, lembra, terão maior facilidade para importação não só para a fabricação de veículos como também para venda no mercado de reposição. Com a imposição da licença prévia, que causa atrasos no desembaraço das mercadorias, há risco de desabastecimento no mercado argentino, o que fará os consumidores adquirirem peças de reposição nas concessionárias. Para Meduna, as medidas argentinas aumentam as expectativas em relação à reunião, que deverá ser a primeira do governo Dilma, num ambiente de mercado aquecido tanto no Brasil quanto no país vizinho.
Sinal - Domingos Mosca, coordenador da área internacional da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), acredita que a nova restrição divulgada às vésperas da reunião é um sinalizador de que a Argentina continuará dura para as negociações bilaterais. Para Mosca, o Brasil deveria mudar sua estratégia de negociação com o país vizinho. "Em vez de negociar licença por licença e produto a produto, no varejo, é preciso tentar negociar o assunto como um todo, de acordo com as normas do comércio internacional."
Licença prévia - Segundo a Abit, a ampliação da lista de licença prévia atinge US$ 24 milhões dos US 392 milhões exportados do Brasil aos argentinos no ano passado, com a inclusão de tecidos e fios, principalmente. Com a nova listagem, o segmento fica com 230 produtos têxteis e confeccionados sob o regime de licenciamento não automático. (Valor Econômico)
Brasil, China e vários emergentes resistem no G-20 ao uso das reservas internacionais como um indicador para sinalizar desequilíbrios, o que poderia levar os países a adotar medidas para reequilibrar seu crescimento econômico. O Valor apurou que a preocupação do Brasil e de outros emergentes é que esse tipo de indicador abra caminho para o Fundo Monetário Internacional (FMI) tentar estabelecer depois qual seria o valor adequado de reservas.
Reservas - O debate no G-20 ocorre uma semana após auditoria independente no FMI ter mostrado que vários emergentes tiveram a impressão, durante a crise global, de que o Fundo os empurrava a reduzir o ritmo de acumulação de reservas "excessivas". Para alguns deles, o Fundo cedia às pressões políticas de países ricos para corrigir os desequilíbrios mundiais de uma maneira mais adequada a seus interesses nacionais.
Percepção correta - O diretor-executivo do Brasil e mais oito países no FMI, Paulo Nogueira Batista Jr., confirmou que, como testemunha das discussões de missões do FMI no Brasil, em 2007 e 2008, "é correto o que o relatório diz sobre essa percepção" entre funcionários do país. Emergentes expandiram suas reservas de 4% do PIB global, em 1990, para mais de 20%, em média, atualmente. As reservas servem de precaução contra saídas abruptas de capital. Servem também para fornecer liquidez às instituições financeiras nacionais. São usadas como instrumentos para estabilidade financeira interna e externa.
França - Segundo a França, que ocupa a presidência rotativa do G-20, o montante total de reservas (excluindo ouro), ao final de 2009, alcançou US$ 9,247 trilhões, numa alta de 162% desde fins de 2004. Os emergentes detêm mais de 75% das reservas cambiais mundiais. A China, com US$ 2,847 trilhões, detém 31% do total; o Japão, 11%; a Arábia Saudita e a Rússia, 5%. O Brasil tem 3% do total.
Defesa - No G-20, o Banco Central Europeu (BCE), os Estados Unidos e a Alemanha são os que mais defendem redução da acumulação de reservas, o que é visto como uma maneira de fazer países como a China apreciarem mais rapidamente sua moeda e importar mais, ao invés de poupar no ritmo atual.
Situação brasileira - Mas também a Coreia do Sul, Indonésia e Argentina estão com o Brasil e a China. A situação brasileira, em todo caso, é considerada mais confortável. As reservas de US$ 300 bilhões em proporção do PIB são consideradas normais. Uma fonte europeia contou que volumes altos no Brasil podem ser justificados por causa do fluxo de capitais.
Insistência - A França, por seu lado, insiste que os desequilíbrios macroeconômicos estão aumentando. Exemplifica que entre 1998 e 2007, a soma de déficits e excedentes dos países do G-20 passou de US$ 540 bilhões (2,3% do PIB do grupo) para US$ 2,5 trilhões (5,6% do PIB). Em proporção de riqueza mundial, os desequilíbrios de balança de pagamentos foram multiplicados por dois.
Capitais - Outro exemplo é o fluxo de capitais "instáveis". A crise de 2008-2009 causou uma diminuição de entradas líquidas de capitais de US$ 1,150 trilhão nos emergentes. A saída de capital durante a crise alcançou US$ 45 bilhões no Brasil, US$ 262 bilhões na China e US$ 270 bilhões na Rússia. Pelo menos 26 episódios de parada brutal de fluxos de capital foram identificados desde 2008.Os franceses sugerem entendimentos para favorecer fluxos de capitais estáveis e "gestão mais cooperativa" das reservas internacionais. A Alemanha se juntou ontem ao esforço da França para arrancar até sábado indicadores mesmo genéricos para identificar os desequilíbrios numa economia.
Barganha - Uma barganha está em curso, para conciliar interesses da China e Alemanha, os países com maiores superávits comerciais, e os Estados Unidos, com o maior déficit, por indicadores ditos qualitativos, portanto, sem objetivos quantitativos para países individuais. Reduz bastante o exercício e facilita para a China engolir o entendimento. "Mas está tudo em aberto", insistiu um negociador, lembrando que tanto as reservas como as contas correntes continuam causando polêmica no G-20. (Valor Econômico)
A Nutron fechou as negociações com a organização do Agroleite para ser uma das principais marcas a patrocinar o evento. Para 2011, a empresa foi a primeira a patrocinar a feira com a cota "Diamante". O patrocínio já foi divulgado na internet (www.castrolanda.coop.br/agroleite) com a apresentação da logomarca na capa do site. Além de patrocinadora Diamante, a Nutron vai preparar um estande para receber os clientes numa área que deve ocupar 100m² na entrada do Parque. Outro investimento da empresa será a realização do 3º Seminário Internacional durante a programação oficial do Agroleite.
Parceria - Segundo Frans Borg, presidente da Castrolanda, organizadora do Agroleite, a parceria é fundamental para o sucesso do evento. "É muito importante o apoio de todas as empresas e uma participação especial como essa engrandece o evento", disse. Além da Nutron outras empresas já negociam suas cotas com a organização. O evento será realizado de 8 a 12 de agosto, no Parque de Exposições Dario Macedo, em Castro, no Paraná.
Diamante - A cota Diamante é um tipo de patrocínio que permite ampla visualização e sobressai em todos os materiais de divulgação do evento (impressos, internet, rádio e televisão) garantindo que a presença e o investimento da empresa patrocinadora sejam ainda mais marcantes. (Imprensa Castrolanda)
O secretário da Saúde, Michele Caputo Neto, recebeu na segunda-feira (14/02) o presidente da Unimed, Orestes Barrozo Pullin, para discutir a participação da cooperativa médica nas campanhas de saúde pública desenvolvidas pela pasta. A primeira parceria foi estabelecida para o enfrentamento da dengue no Paraná.
Divulgação - A cooperativa irá divulgar os materiais educativos sobre a doença e colocar à disposição seu sistema de videoconferência para o treinamento dos nove mil médicos cooperados para o correto diagnóstico e tratamento da dengue. A capacitação será ministrada por médicos especialistas do quadro da Secretaria da Saúde e transmitida às 22 afiliadas da Unimed, que realizam uma média de 600 mil consultas por mês em todo o Estado.
Sistema Unimed - "O sistema Unimed atende hoje 1,3 milhão de pessoas no Paraná, mais de 10% de nossa população, e é obrigação da cooperativa trabalhar em conjunto com o governo para obter melhores resultados, principalmente em momentos como este, de enfrentamento da dengue", disse o presidente da Unimed, Orestes Pullin. "Esta é uma primeira parceria, mas vamos ampliá-la a todas as campanhas desenvolvidas por nossa secretaria, seja de promoção da saúde ou prevenção e enfrentamento de doenças", afirmou Michele Caputo.
Calendário - O superintendente de Vigilância em Saúde, Sezifredo Paz, disse que a secretaria irá definir com a cooperativa um calendário para as capacitações e ainda estudar novas ações para o enfrentamento da dengue no Estado.
Participantes - Participaram da reunião o vice-presidente da cooperativa, Robertson D'Agnoluzzo; a coordenadora de comunicação corporativa, Liège Cintra Mazanek; e o gerente geral, Luiz Fernando Nicz, que será o interlocutor da Unimed com a Sesa. (AEN)
O Ministério da Agricultura reduziu sua estimativa para o valor bruto da produção (VBP, "da porteira para dentro") de 20 das principais culturas agrícolas do país em 2011. Segundo levantamento divulgado nesta terça-feira (15/02), o VBP somará R$ 184,2 bilhões, 1,6% menos que o montante nominal previsto no mês passado mas ainda 4,6% mais que em 2010 e novo recorde histórico - sustentado, sobretudo, pelos preços elevados de algumas das principais commodities produzidas em terras brasileiras nos mercados internacional e doméstico.
Altas recentes - A correção do ministério ainda não capturou altas mais recentes de preços e também foi influenciada pela redução da estimativa do IBGE para a colheita de grãos no Brasil em 2011, em decorrência de reflexos adversos provocados pelo fenômeno climático La Niña. Segundo levantamento publicado pelo instituto no dia 9, serão 146,8 milhões de toneladas, 1,7% menos que no ano passado.
Conab - Se o departamento de planejamento estratégico do ministério levasse em conta para os cálculos do VBP o levantamento de safra da Conab, o resultado poderia ser mais gordo. Em trabalho divulgado também no dia 9, a Conab, vinculada ao Ministério da Agricultura - o IBGE é ligado ao Planejamento -, estimou a atual safra de grãos (2010/11) em 153,1 milhões de toneladas, 2,6% mais que em 2009/10. Para a Conab, o fenômeno La Niña está mais ameno.
Redução - Mas não é só isso. Nos novos cálculos para o VBP, o ministério diminuiu em mais de R$ 2 bilhões, na comparação com o levantamento divulgado no início de janeiro, a projeção para a cana, agora em R$ 30,5 bilhões, 6,3% menos que no ano passado. No ranking do valor bruto da produção, a cana só perde para a soja, que deverá atingir R$ 48 bilhões em 2011, 6% mais que em 2010 e valor muito próximo do recorde histórico do grão, de 2008 (R$ 48,6 bilhões).
Comparação - Na comparação com o ano passado, 11 culturas deverão registrar VBP maior em 2011, segundo o ministério: além da soja, algodão, arroz, banana, café, feijão, laranja, mandioca, milho e uva. No grupo dos VBPs em queda, amendoim, batata, cacau, cebola, fumo, pimenta-do-reino, tomate e trigo acompanham a cana. Para a mamona, que completa o rol das 20 culturas que compõem o trabalho, não há projeções atualizadas.
Para cima - De qualquer forma, ajustes para cima no VBP são praticamente uma certeza. "O número [total] pode ser ainda maior nas avaliações dos próximos meses, já que os preços usados no cálculo da pesquisa ainda são de novembro de 2010", diz José Garcia Gasques, coordenador de planejamento estratégico do ministério, em comunicado. Mais em www.agricultura.gov.br. (Valor Econômico)
O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) está ofertando R$ 30 milhões para produtores de frango de corte da região Noroeste, para a implantação de pelo menos 100 aviários com capacidade de alojamento para 36 mil aves cada um. O crédito decorre de um convênio firmado entre o banco, o Sicredi União (Maringá), que coordenará a operação como parceiro do BRDE, a Frangos Canção (Maringá) e a Avenorte (Cianorte).
Expansão - A linha especial de financiamento atenderá as necessidades de expansão das duas empresas, com R$ 15 milhões para cada uma, num projeto que deverá ser executado no prazo de um ano, podendo ser renovado. Os avicultores terão dez anos para pagamento dos empréstimos, com taxas de juros fixas de 6,75% ao ano.
Novas tecnologias - Os aviários que serão financiados já incorporam novas tecnologias que elevam a produtividade. Na sua maioria são estruturas padronizadas de 15,30 metros por 150 metros, totalmente automatizadas, servidas de climatização e placas evaporativas, sistemas que aumentam o conforto das aves e reduzem o índice de mortalidade para cerca de 2%, contra 4% de unidades mais antigas.
Limite - O convênio poderá liberar R$ 300 mil para cada aviário, o mesmo limite de crédito para cada produtor. Para obter o financiamento a propriedade precisa ter infraestrutura para o fornecimento de água e luz, casa para o funcionário e estar ligada ao asfalto por estrada cascalhada. (AEN)
Desde esta terça-feira (15/02) o agricultor já pode contar com uma nova forma de calcular o valor do frete, tendo em vista o amparo previsto pela Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM). Até então, a única forma de cobrança era por meio da aplicação do valor de R$ 0,09 por quilômetro rodado para os fretes de leilão de Valor de Escoamento de Produto (VEP) Esta forma pode ser usada para calcular o frete, mas uma portaria interministerial, assinada pelos titulares da Fazenda, Guido Mantega; da Agricultura, Wagner Rossi; e do Planejamento, Miriam Belchior, no Diário Oficial da União desta terça, oferece novas opções.
Substituição - De acordo com o documento, a fórmula do frete poderá ser substituída por um valor calculado com base nos preços médios do frete para cada região de destino, verificados na semana que antecede a divulgação do leilão. Esses dados deverão ser obtidos pelo Ministério da Agricultura com "fontes idôneas e reconhecidas", podendo ser incorporado ágios e deságios específicos para cada Unidade da Federação ou região em razão de condições estruturais das estradas. (DCI - Diário do Comércio & Indústria)
O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, informou que o governo está elaborando um estudo interministerial sobre o setor sucroalcooleiro. Em parceria com os ministérios da Fazenda e do Meio Ambiente, a ideia é criar uma política para o setor. Segundo Rossi, a presidente Dilma Rousseff está disposta a apoiar o setor, mas não quer ações pontuais. (Valor Econômico)
Enquanto não começa a escoar grandes volumes da safra agrícola 2010/11, o Paraná continua "devendo" no comércio exterior. Com exportações de US$ 865 milhões e importações de US$ 1,284 bilhão, o estado fechou janeiro com déficit de US$ 419 milhões em suas transações com o exterior. Esse saldo negativo, o quinto seguido, é o pior desde 1996, quando teve início a atual série histórica do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
Mais um mês- Se continuar repetindo o comportamento apresentado nos últimos dois anos, o Paraná provavelmente vai emendar mais um mês de déficit agora em fevereiro. Isso porque, com a "explosão" das importações, o ano do comércio exterior do estado vem se dividindo em duas metades: uma feita de superávits comerciais - entre março e agosto, quando se concentram as exportações de soja - e outra de saldos negativos, quando os demais segmentos da economia dominam a pauta de exportações, sem, no entanto, superar as compras do exterior. Pressionado pelos vários meses de contas no vermelho, o saldo comercial do Paraná em 2010, de apenas US$ 220 milhões, foi o mais baixo em dez anos.
Janeiro - O déficit de janeiro ocorreu apesar do crescimento das vendas de produtos importantes na pauta exportadora do estado. Os embarques de carnes, por exemplo, cresceram 49% em relação ao mesmo mês de 2010; as vendas de farelo de soja praticamente triplicaram, enquanto as de equipamentos mecânicos avançaram cerca de 15%.
Avanço - Na soma de todos os produtos, as exportações avançaram 23% em relação a janeiro do ano passado. Embora importante, esse avanço não foi suficiente para que o estado conseguisse superar a marca - até hoje recorde para o mês - estabelecida em janeiro de 2008, de pouco mais de US$ 1 bilhão. Além disso, esse crescimento não faz frente à expansão das compras de importados, que, em janeiro, cresceram 41% sobre igual período de 2010. Nessa conta entram adubos e fertilizantes (alta de 169%), equipamentos mecânicos (84%), veículos e peças (53%), petróleo bruto (27%) e aparelhos e materiais elétricos (15%), entre outros.
Mercado doméstico - Uma característica dessas importações é que grande parte delas é feita pela indústria - que, em praticamente todos os segmentos, é cada vez mais deficitária em suas transações com o exterior. É o caso das montadoras instaladas no polo automotivo da Grande Curitiba. Embora suas exportações tenham crescido no ano passado, essas companhias estão bem mais voltadas ao mercado interno do que há alguns anos. Para atender ao crescente mercado doméstico, as fabricantes trazem do exterior carros inteiros, mas também peças e componentes para equipar os automóveis que serão fabricados e vendidos no Brasil; ao mesmo tempo, a baixa cotação do dólar não dá grande estímulo às vendas ao exterior. Como resultado dessa combinação, as montadoras importaram US$ 210 milhões em janeiro, mais que o triplo das exportações (US$ 66 milhões).
Perspectivas - Nada indica que as exportações da indústria, limitadas pelo câmbio, possam ter alteração significativa ao longo do ano. Por outro lado, o agronegócio promete resultados ainda mais fortes nesta temporada. Quando a colheita de soja engrenar - ela está de duas a três semanas atrasada em grande parte do estado -, é questão de tempo para que o faturamento das exportações volte a superar as despesas com importações.
A estimativa da Expedição Safra Gazeta do Povo é de que a produção paranaense da oleaginosa passe de 14 milhões de toneladas neste ano, a maior de todos os tempos. E, pelo que o cenário internacional de oferta e demanda vem indicando, o preço médio de venda da colheita será bem mais alto que o de 2010. (Gazeta do Povo)
A indústria paranaense destina ao exterior uma fatia cada vez menor de sua produção. De acordo com o Índice Firjan de Produção Exportada (IFPE), calculado pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, o porcentual vendido a outros países cai desde 2007 no estado. Em 2005, 25,9% da produção industrial era exportada; em 2007, o índice recuou para 25%; em 2009, caiu abaixo de 20% e, no ano passado, atingiu 18,7%.
Fenômeno - O fenômeno não se restringe ao Paraná. O mesmo índice mostra que, em todo o país, a fatia exportada baixou de 25% para 21,6%. Mas, como se vê, a queda no estado foi mais forte que a da média nacional. "Em 2010, a produção industrial paranaense cresceu o dobro das exportações locais, o que aponta para o direcionamento da produção para o mercado interno", explica a Firjan, em nota técnica.
Segmentos - Dos 12 segmentos industriais avaliados pela Firjan no estado, apenas quatro exportaram, em 2010, uma fatia maior de sua produção do que a registrada cinco anos antes - bebidas, combustíveis, produtos químicos e aparelhos e materiais elétricos. Esse último é o que atualmente destina a maior parte de sua produção ao exterior (37,7% do total), superando duas das principais indústrias do estado, a de alimentos (36,8%) e a de veículos automotores (31,4%). (Gazeta do Povo)
Às vésperas da reunião ministerial do G-20, em Paris, a França ensaia um recuo para evitar uma rota de colisão com o Brasil sobre como controlar a disparada dos preços dos alimentos e regular os mercados agrícolas, após a reação do país a suas sugestões. O Valor apurou que o governo francês deflagrou um esforço adicional para explicar ao Brasil que não quer "prejudicar" os países exportadores nem buscar o controle de preços das commodities agrícolas, e sim deter a especulação com derivativos.
Polarização - A França busca visivelmente evitar uma polarização no grupo das maiores economias do mundo sobre medidas envolvendo o mercado agrícola. Mas um negociador europeu admitiu que ainda é difícil decifrar o que os franceses realmente querem, porque continuam "medindo o pulso" sobre o tema. Diante da reação de países como o Brasil, alguns negociadores acreditam que Paris não vai insistir muito em questões como a formação de estoques reguladores regionais, por exemplo.
Centro - A preocupação com os preços dos alimentos está no centro da agenda francesa no G-20. Primeiro, pela situação atual de explosão dos valores e, segundo, pela aproximação da eleição presidencial na França. O presidente Nicolas Sarkozy quer mostrar que apoia seus agricultores, que tendem para a extrema-direita.
Entre os maiores exportadores - A França continua a ser um dos dez maiores exportadores de produtos agrícolas, o que permitiu que o superávit da balança comercial do país no ano passado superasse € 7 bilhões. O governo francês vem insistindo em vincular volatilidade de preços e segurança alimentar. Para o Brasil, isso tem pouco sentido. A volatilidade dos preços agrícolas sempre existiu. O que se pode tentar buscar é previsibilidade para consumidores e produtores, dentro de mecanismos de mercado e não de intervenção estatal. O Banco Mundial alertou ontem sobre "níveis perigosos" dos preços dos alimentos, que poderiam causar instabilidade política.
Auxílio - Por sua vez, organizações internacionais mostram que o auxílio dos países desenvolvidos para a agricultura de nações mais pobres caiu de 11,5% de toda a ajuda concedida em 1983/84 para 3,5% em 2008/09. Ao mesmo tempo, os gastos com agricultura pelos governos declinou na Ásia, África e América Latina.
Renda - O rápido aumento da renda nos países emergentes mudou o padrão da demanda, aumentando os preços dos alimentos com mais proteínas, como carnes e pescado. Só na China, o consumo de carne mais que dobrou em 20 anos e pode dobrar de novo até 2030. Para o Brasil, uma solução que o G-20 deve discutir é o estímulo à produção e o fim das barreiras à importação de produtos agrícolas. (Valor Econômico)
A edição nº 31 da revista Globo Rural, elaborada especialmente para o 23º Show Rural Coopavel, ocorrido entre os dias 07 e 11 de fevereiro, traz uma reportagem destacando os investimentos das cooperativas do Paraná em agroindustrialização. A matéria, de autoria do jornalista Valtermir Soares Jr., começa mostrando os avanços alcançados pelo setor nos últimos dez anos, seja no aumento de cooperativas, expansão no número de cooperados e no faturamento anual. "A participação das cooperativas na economia do estado pode ser sentida também nas exportações (de R$ 633,8 milhões para R$ 1,65 bilhão), na arrecadação de impostos (de R$ 412,8 milhões para R$ 1,1 bilhão) e na oferta de empregos diretos (as vagas ocupadas subiram de 27,3 mil para 63,5 mil)", diz a reportagem, ressaltando que o horizonte se mostra mais promissor ainda para o setor se forem considerados os aportes de investimentos planejados para 2011, no valor de R$ 1,3 bilhão, sendo que a maior parte - R$ 900 milhões - será destinada a projetos agroindustriais.
Estabilidade - A matéria lembra ainda que, por meio do processamento da matéria-prima fornecida pelos cooperados, as cooperativas do Paraná aumentam a renda dos agricultores, ganham competitividade e se protegem da oscilação de preço das commodities. "A oferta de produtos com maior valor agregado, assim como o crescimento da atuação no mercado, possibilitou que tivéssemos mais estabilidade e segurança em apoiar ações de trabalho de nossos associados", afirma o presidente da Ocepar, João Paulo Koslovski, na reportagem. A revista traz como exemplos os investimentos feitos pela Cocari, de Mandaguari, no valor de R$ 115 milhões destinados à implantação de um complexo de processamento de aves. Mostra ainda que a Batavo, de Carambeí, está aplicando R$ 40 milhões na construção de um novo laticínio em Ponta Grossa, com capacidade de processar 400 mil litros por dia de leite. Traz ainda informações sobre os R$ 300 milhões que a Frimesa, de Medianeira, pretende investir até 2016, quando deverá finalizar um dos maiores projetos de industrialização de suínos do Paraná. A matéria sobre os investimentos das cooperativas também é ilustrada com a iniciativa da Coopavel, de Cascavel, que, preocupada em encontra um canal de escoamento para o trigo, está construindo um moinho, cujos investimentos deverão somar R$ 33 milhões até 2012, e que terá capacidade de processar 400 toneladas de trigo por dia.
Clique aqui e confira na íntegra a reportagem publicada na revista Globo Rural.
A Castrolanda, organizadora do Agroleite, colocou no ar, nesta segunda-feira (14/02), o site da edição 2011 do evento que será realizado de 8 a 12 de agosto. O novo visual traz todas as informações, notícias, programação básica, mapa de distribuição das empresas, oportunidades de participação e as novidades deste importante evento da cadeia leiteira do país. Nesse novo formato a organização apresentou um conceito dinâmico e de fácil acesso ao conteúdo. Para conhecer basta acessar o endereço www.castrolanda.coop.br/agroleite. (Imprensa Castrolanda)