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Duas medidas aprovadas nesta quinta-feira (24/02), em reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), beneficiam produtores de arroz do Sul do país e agricultores com dívidas do Programa Especial de Saneamento de Ativos Agropecuários (Pesa). O CNM decidiu prorrogar o vencimento das operações de Empréstimos do Governo Federal (EGF) de arroz da safra 2009/2010 por até 180 dias. Também foi aprovada a liquidação das parcelas vencidas do Pesa, com prazos e condições especiais para renegociação.
EGF - Conforme item nº 3 do resumo dos votos do CMN, as instituições financeiras estão autorizadas a prorrogar as operações de EGF de arroz, da safra 2009/2010, por até 180 dias a partir da data de vencimento atual. A resolução busca minimizar as dificuldades de comercialização da safra de arroz dos agricultores do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Permite ainda que os agricultores aguardem um melhor momento para a comercialização do produto.
Pesa- A decisão de que trata o item nº 1 do voto favorece os agricultores que possuem débitos do Pesa. Aqueles que já contam com parcelas vencidas ou com vencimento até 30 de junho de 2011 podem liquidá-las até essa data, com encargos financeiros especiais e bônus diferenciado para liquidação das dívidas. O governo regulamentou o Pesa em 1998, com o objetivo de estender o prazo das dívidas rurais antigas com valores superiores a R$ 200 mil. São vencimentos originários do crédito rural da década de 80, principalmente.O EGF é uma modalidade de crédito de comercialização que tem como finalidade financiar a estocagem de produtos. (Mapa)
Os produtores de feijão da região Sul do país pediram socorro ao governo federal nesta semana. Uma inédita avalanche de produto importado da China e a tímida ajuda do governo aprofundaram a depressão nas cotações do feijão brasileiro. Em resposta aos produtores, o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, avalia colocar travas à importação de feijão comprado abaixo do preço mínimo de garantia, hoje em R$ 80 por saca. Em três meses, o Brasil trouxe 28 mil toneladas de feijão preto do exterior - o equivalente a 8% da produção total do país.
TEC - O governo também cogita aumentar a Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul, hoje em 10%, para proteger a produção local. O feijão chinês tem boa qualidade e tem sido vendido no mercado entre R$ 65 e R$ 70 por saca. "É um contrassenso o que está acontecendo. Os produtores estão tendo que vender aqui a R$ 55 ou R$ 60", diz o deputado Moacir Micheletto (PMDB-PR).
Colheita - No Paraná, estima-se uma colheita de 893 mil toneladas de feijão, um volume 12% superior às 794 mil toneladas produzidas na safra passada. Diante do excesso de oferta do produto, o preço recuou. E alimentou as fortes oscilações. Em 2010, a saca de fejião chegou a valer até R$ 200, mas hoje não passa R$ 60. O problema é estar abaixo do preço mínimo de R$ 80.
AGF - O governo tenta ajudar com aquisições diretas (AGF) e leilões de subsídio ao frete (PEP). Até março, o governo deve adquirir 60 mil toneladas de feijão. Para as operações de PEP, serão mais R$ 50 milhões. "Esses recursos devem trazer um certo alívio. Há expectativa de que 300 mil toneladas sejam retiradas do mercado. Com isso, os preços devem reagir", prevê Micheletto.
Familiar - Mesmo com a intervenção positiva do governo federal, há quem reclame. Os produtores familiares afirmam que uma mudança nas regras das AGFs podem prejudicar quem realmente demanda liquidez. O governo autorizou a ampliação, de 100 para 500 sacas, do limite de AGF por beneficiário. Uma medida aparentemente mais abrangente pode deixar de fora algumas centenas de produtores. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) calcula que, dentro do limite de 100 sacas de feijão por produtor, atenderia até 5 mil produtores nos Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Com o "teto" ampliado para 500 sacas, o público beneficiado deve ficar limitado a 1 mil produtores.
Discordância - O deputado Moacir Micheletto discorda dessa avaliação: "Trata-se de uma outra boa notícia para a cadeia produtiva do feijão. Os produtores terão garantidos mais recursos para quitar suas dívidas de custeio e investimentos contraídas durante os plantios", afirma. O governo pretende, segundo o deputado, adquirir até 12 mil toneladas de feijão no Paraná. (Valor Econômico)
Uma onda de redução das apostas de fundos de investimentos voltou a determinar a queda das cotações de trigo, milho e soja na quinta-feira (24/02) na bolsa de Chicago. Movimento semelhante, também vinculado a decisões financeiras derivadas da crise no Oriente Médio e no norte da África, fez os preços despencarem na terça-feira (22/02), mas na quarta-feira (23/02)coberturas de posições haviam recuperado parte das perdas.Na volta da maré negativa, o trigo sofreu mais. Os contratos com vencimento em maio - que ocupam a segunda posição de entrega, normalmente a de maior liquidez - fecharam a US$ 7,8250 por bushel, em baixa de 15,75 centavos de dólar (1,97%). Ainda assim, cálculos do Valor Data apontam para alta de 52,31% em 12 meses.
Segunda posição - Os futuros de segunda posição do milho (maio) caíram 0,82%, para US$ 6,9650 por bushel, novamente abaixo da marcante barreira dos US$ 7, mas ainda acumulam valorização de 80,32%, enquanto a segunda posição da soja (maio) registrou queda de 0,17%, para US$ 13,2925 por bushel, e teve os ganhos acumulados reduzidos para 38,03%.
Fundamentos - Ainda que as turbulências na Líbia e seus reflexos sobre as cotações do petróleo e outros ativos tenham desviado investimentos das commodities agrícolas nesta semana, analistas estrangeiros e brasileiros acreditam que os fundamentos de oferta e demanda ainda indicam que os mercados de grãos deverão permanecer com preços sustentados pelo menos até a definição dos plantios no Hemisfério Norte na próxima safra (2011/12).
Semeadura - Antonio Sartori, da corretora gaúcha Brasoja, lembra que mais de 90% da produção mundial de cereais está acima da linha do Equador, onde a semeadura ganhará força em abril e maio. A partir daí começará o tradicional período de "mercado de clima" nas bolsas de grãos, quando o comportamento climático nos principais países produtores do Hemisfério Norte, sobretudo os Estados Unidos, terá forte influência na formação dos preços.
Produção mundial de trigo - Conforme levantamento divulgado na quinta-feira pelo International Grains Council (IGC), na atual temporada (2010/11) a produção mundial de trigo será de 648 milhões de toneladas, 30 milhões a menos que em 2009/10, e a de milho chegará a 811 milhões de toneladas, queda de 2 milhões de toneladas em igual comparação. Nos dois casos, há queda de estoques. (Valor Econômico, com Dow Jones Newswires)
A legislação ambiental do país deve prever não só a punição daqueles que degradam a natureza, mas também incentivar a preservação dela. Esta é a principal conclusão de um estudo sobre leis ambientais brasileiras divulgado ontem pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicada (Ipea), na capital paulista. O estudo faz parte da série Eixos do Desenvolvimento Brasileiro e integra também uma pesquisa mais ampla sobre sustentabilidade ambiental no Brasil produzida pelo instituto. Na publicação, dedicada exclusivamente à análise da legislação ambiental do país, pesquisadores do Ipea trabalharam com especialistas de 50 outras instituições.
Mecanismos - A advogada Patrícia Iglecias Lemos, professora da Universidade de São Paulo (USP) e doutora em Direito Ambiental, foi umas das coautoras do estudo. Segundo ela, o Brasil tem leis que já reconheceram que o acesso a uma natureza preservada é um direito fundamental, o que é positivo. Entretanto, a legislação nacional ainda não conta com mecanismos que efetivamente preservem esse bem comum. O advogado Yuri Rugai Marinho, especialista em leis ambientais, disse que isso não acontece porque a legislação é focada em punir os que degradam o meio ambiente. Essas punições, entretanto, são de difícil aplicação devido à ineficiência de órgãos fiscalizadores e a questões jurídicas não levadas em conta na época da elaboração da lei.
Preservação - Por isso, para Marinho e outros autores do estudo do Ipea, seria mais eficaz que as políticas públicas incentivassem a preservação. Assim, quem atualmente está derrubando árvores ilegalmente, por exemplo, pensaria também em quais as vantagens de preservar a mata, além de quais as punições ele está sujeito por cometer esta ilegalidade.
Conservador - "A Lei de Crimes Ambientais [9.605/1998] tem um aspecto conservador", disse Marinho, citando uma das leis ambientais mais punitivas em vigor hoje no país. "Ela não pode ser tão punitiva. Tem que ter um caráter incentivador também." Segundo ele, leis mais recentes, como a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), de 2010, e a Lei da Mata Atlântica, de 2006, já preveem alguns estímulos à preservação. Leis desse tipo, entretanto, ainda são poucas e precisam ser ampliadas pelo país, defendeu. (Agência Brasil)
A Embrapa Gado de Leite, com sede em Juiz de Fora (MG), quer instalar um Centro de Inteligência do Leite no Paraná. O Centro vai reunir os principais indicadores econômicos e agrícolas do leite e derivados, que são informações fundamentais para o acompanhamento da pecuária leiteira no Estado e elaboração de políticas públicas. A proposta foi apresentada nesta quarta-feira (23/02) pelo chefe da Embrapa Gado de Leite, Duarte Vilela, ao secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, e ao diretor-geral Otamir Cesar Martins.
Referência - Para Duarte, o Paraná é referência em produção de leite, destacando-se como um dos principais produtores do País. Segundo pesquisa de Pecuária Municipal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) em 2009, o Estado é o terceiro maior produtor de leite do País, com uma produção 3,3 bilhões de litros de leite, que corresponde a uma participação de 11,5% sobre a produção nacional.
Informações - O Centro de Inteligência do Leite, já criado com sucesso em Minas Gerais, reúne todas as informações de leite num só local. Os custos de produção são levantados com metodologia padronizada e com abrangência para todas as bacias leiteiras, detalhou Duarte Vilela.
Apoio - Ortigara disse que vai avaliar a proposta, mas antecipou que apoia as iniciativas de impulsionar o crescimento da pecuária leiteira no Paraná, porque é um setor que gera renda mensal ao agricultor. Ele destacou que a produção de leite vem se expandindo da região de Castro e Carambeí, onde há uma produção de alta tecnologia, para as regiões Oeste e Sudoeste que ainda têm desafios a serem vencidos. "São três regiões que precisam ser fortalecidas e ainda temos a alternativa de levar a pecuária leiteira para algumas regiões do Arenito, no Noroeste", anunciou.
Discussão - Segundo o secretário, na próxima semana vai reunir representantes da Secretaria com o Sebrae e Senar para discutir medidas que possam dar suporte à melhoria de empresas ligadas à pecuária leiteira. "O objetivo é melhorar toda a cadeia produtiva com o auxilio do Banco do Brasil, que se dispôs a financiar empreendimentos e projetos viáveis", disse.
Novo gestor - Além da proposta do Centro de Inteligência, Duarte apresentou também a indicação de Rogerio Dereti para ser o novo gestor e representante da Embrapa Gado de Leite para a região Sul do País, sediado na Embrapa Floresta, em Colombo, Região Metropolitana de Curitiba. Segundo Duarte, o objetivo é renovar a parceria entre o governo do Paraná e a Embrapa Gado de Leite. Duarte Vilela estava acompanhado da chefe-adjunta de Comunicação e Negócios da Embrapa Gado de Leite, Elizabeth Nogueira Fernandes. (AEN)
A Assembleia Geral Ordinária (AGO) da Ocepar será realizada no 01 de abril, às 10 horas, na sede da entidade, localizada na Avenida Cândido de Abreu, 501, Centro Cívico, Curitiba (PR). Na oportunidade, serão submetidos à apreciação o relatório de atividades de 2010 e o planejamento de atividades de 2011.
Noções Básicas sobre Processo Legislativo é o título da publicação elaborada pela Assessoria Parlamentar da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) com o propósito de facilitar o entendimento sobre a tramitação das proposições no Congresso Nacional. O livro, de 50 páginas, é dividido em quatro capítulos que tratam do poder legislativo, processo legislativo, Frentes Parlamentares e estratégia parlamentar. Traz ainda ilustrações com fluxogramas que mostram o andamento das propostas mais importantes para o cooperativismo.
O deputado estadual Pedro Lupion (DEM) subiu, pela primeira vez, à tribuna do plenário, na sessão do dia 21, para fazer seu pronunciamento de estreia. O parlamentar afirmou estar honrado e comprometido com os votos recebidos, que será um defensor das políticas públicas voltadas, principalmente, à juventude paranaense. Pedro Lupion ressaltou estar disposto ao dialogo e a tolerância. Os 53 parlamentares ouviram atentos as palavras do jovem deputado e o cumprimentaram pelo discurso coeso. Na mesma sessão, o deputado Lupion teve o nome indicado para assumir a vice-presidência da Comissão de Agricultura e para ser líder do bloco agropecuário da Assembleia. (Assessoria de Imprensa do deputado Pedro Lupion)
O Sicoob Central Paraná realizou, no dia 4 de fevereiro, em Maringá, a Assembleia Geral Ordinária (AGO), seguida de Assembleia Geral Extraordinária (AGE), quando foram apresentados o desempenho das cooperativas de crédito vinculadas ao Sicoob em 2010 e o planejamento de atividades para 2011. Estiveram presentes o presidente da Central PR, Jefferson Nogaroli, o diretor vice presidente administrativo, Marino Delgado, o diretor vice presidente financeiro, Osnei José Simões Santos, que compuseram a mesa diretora, os dirigentes das cooperativas de todo o Estado e convidados especiais, como o superintendente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, e o diretor da Centauro Seguros, Ricardo Pereira. Na oportunidade também foi entregue um troféu para a cooperativa destaque de 2010, o Sicoob Metropolitano. (Informativo Central Sicoob Paraná)
Um curso para conselheiros de cooperativas de crédito, ministrado pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBCG), será oferecido aos líderes e colaboradores do Sicoob Central Paraná. Será nos dias 4,15 e 16 de abril e 19 e 20 de maio. As inscrições serão abertas em breve. (Informativo Central Sicoob Paraná)
Embalada por resultados superiores aos esperados em 2010, a Cooperativa Agropecuária e Industrial (Cocari), com sede em Mandaguari, no norte do Paraná, tem pela frente o desafio de consolidar investimentos de R$ 55 milhões na expansão de suas operações e antecipar de 2015 para 2013 a meta de dobrar seu faturamento anual para cerca de R$ 1 bilhão.
Profissionalização e reinvenção - Nada mal para um grupo que passou por graves problemas na década de 90, flertou com a insolvência e teve que enfrentar as dores de uma reestruturação de negócios e gestão. Um difícil período de profissionalização e reinvenção que se espalhou pelas cooperativas agropecuárias em geral no país e do qual muitas delas, ícones inclusive, não conseguiram emergir.
Linha de atuação - Não foi o caso da Cocari, que em 1999 buscou no mercado um novo presidente executivo, aposentou de vez o estilo paternalista e decidiu que o caminho certo a seguir era o de qualquer empresa, com metas bem definidas e foco em resultados e no retorno dos investimentos realizados. Uma linha de atuação que desde 2004 só rende sobras (lucros) e alimenta os projetos de expansão em andamento.
Empresa - "Uma cooperativa é uma empresa, e a gestão tem de ser conduzida como tal. Sempre com a vantagem de ser uma cooperativa um conjunto de pessoas unidas em torno de um objetivo comum", diz Vilmar Sebold, escolhido após um processo de seleção para assumir a presidência da Cocari em 1999. "Hoje toda a diretoria é formada por executivos de mercado, e 100% deles têm suas contas auditadas todos os anos", diz.
Resultados - Aos 52 anos, três a mais que a Cocari, esse catarinense que trabalhou na roça antes de se formar em economia e se especializar em gestão econômico-financeira vem sendo reeleito presidente para mandatos de quatro anos desde que assumiu. Sebold afirma que não pretende se eternizar no cargo, e vincula aos resultados que virão seu tempo de permanência no posto na Cocari. As perspectivas, diz, são positivas. Com os aportes que estão sendo realizados, que se tornaram viáveis a partir da venda de uma destilaria de álcool concluída em 2008, o grupo deflagrou o projeto "Novos Negócios da Cocari" e modernizou entrepostos e suas duas unidades de fiação, além de ter ampliado suas ações socioambientais e de apoio aos associados.
Avicultura - No caso do projeto "novos negócios", a cooperativa destaca o fortalecimento dos negócios no segmento avícola, com um novo abatedouro que deverá estar concluído em 2012, uma fábrica de rações que será inaugurada no mês que vem e um centro de treinamento. Sem perder de vista seu carro-chefe, que é a comercialização de grãos - daí a retomada da ampliação da atuação no Cerrado de Goiás -, a Cocari espera, até 2013, ter uma rede de 180 aviários nas mãos de produtores integrados, com uma capacidade total de alojamento de 30 mil a 36 mil aves. E pretende aproveitar subprodutos dessa cadeia. Mesmo os dejetos poderão fertilizar plantações de café nos arredores.
Ração- Outra fábrica de rações, neste caso para pets, também será aberta em março próximo, e já há em campo um planejamento envolvendo a produção de laranja. E é porque a Cocari se fortalece em tempos de preços elevados dos alimentos no mercado internacional que a meta - ou o desafio, como prefere Sebold - de faturar R$ 1 bilhão foi antecipada em dois anos.
Números - Em 2010, afirma o executivo, o objetivo de faturar R$ 500 milhões foi superado e o grupo obteve R$ 530 milhões, enquanto seu patrimônio líquido chegou a R$ 222 milhões. Com isso, a meta de chegar a R$ 630 milhões em 2011 também foi ajustada para R$ 700 milhões. O número de funcionários quase dobrou em dez anos, para os atuais 1,1 mil, e o de cooperados está em 5,2 mil. (Valor Econômico)
A Festa do Centenário da Imigração Holandesa no Paraná foi lançada nesta quarta-feira (23/04), durante solenidade no Sistema Ocepar, em Curitiba. O principal tema do encontro foi o lançamento da Festa que acontecerá nos dias 1, 2, 3 e 4 de abril de 2011, em Carambeí. Outro tema abordado foi a aprovação do projeto de Lei de autoria do então deputado federal Luiz Carlos Hauly, que instituiu 2011 como o ano da Holanda no Brasil.
Espaços - Na ocasião, também foram apresentados os espaços do Parque Histórico de Carambeí (PHC), cuja inauguração oficial será realizada na Festa. Com a chegada dos imigrantes holandeses a Carambeí, em 1911, formou-se a colônia que por muito tempo foi a única tipicamente holandesa em nosso território. Hoje, a cidade é uma das mais ricas do Estado, com um dos maiores PIB per capta do Paraná.
Relação - No entanto, relações entre as culturas holandesa e brasileira já datam de mais de 400 anos, desde as expedições holandesas, que se iniciaram no fim do século 16. Assim, são séculos de interações socioculturais e econômicas entre estes países. Atualmente, a Holanda é o terceiro maior parceiro comercial do Brasil, e o número de holandeses e descendentes que aqui residem cresce exponencialmente, da mesma forma que o número de brasileiros e descendentes na Holanda.
Parque Histórico de Carambeí - Assim que estiver concluído, segundo o curador executivo Fábio Chedid, o parque, com área de 100 mil m2, será composto por diversas alas, que contam um pouco da colonização do município, um dos seis pólos holandeses no Brasil. A Casa da Memória, por exemplo, reunirá registros da vida cotidiana dos holandeses por meio de objetos, roupas e móveis que eles usavam.
Vila Histórica - Já a Vila Histórica representará as casas da primeira vila de Carambeí, habitada pelos imigrantes, e a Estação de Trem Carambeí da Brazil Railway Company. E para homenagear a tecnologia e a arquitetura desenvolvidas pelos holandeses, o parque terá a ‘Engenharia das Águas', ala que representará as principais soluções aprimoradas por esse povo, como pontes e diques. O Centro Cultural Amsterdã, por sua vez, reproduzirá um quarteirão com os famosos canais da capital holandesa. Também será inaugurado um parque de exposições. Saiba mais acessando www.parquehistóricodecarambei.com.br.
A Festa do Centenário - A programação oficial também foi lançada na coletiva. E não deixou dúvidas de que, durante os dias destinados à festa (1 a 4 de abril), Carambeí será opção certa de passeio para os moradores dos distritos vizinhos. Haverá festival de tortas e artesanato, show musical e aéreo, parques infláveis e apresentações culturais, entre outros. O evento será aberto com o Fórum Empresarial no dia 1.
Desfile temático - No segundo dia, o parque abrirá as portas às 9h15. Estão agendados desfile temático com Banda Marcial, inauguração da Vila Histórica de Carambeí com show aéreo, apresentações culturais, show de fogos Piromusical com Balonismo, entre outros. O domingo começará com a Cavalgada dos Imigrantes, no centro de Carambeí, e término no Parque Histórico onde será celebrado o Culto Ecumênico para toda a população e convidados da Festa, além da meia maratona do Centenário da BRF.
Livro - No dia 4 de abril, para encerrar as comemorações do Centenário, será lançado oficialmente o segundo livro da Coleção Imigrantes. A publicação esclarecerá detalhes da trajetória da APHC, cuja diretoria é formada por Dick Carlos de Geus, Franke Dijkstra e Gaspar João de Geus, que além de descendentes de holandeses, possuem forte vínculo com o agronegócio da região.
Calendário - A embaixada da Holanda no Brasil já colocou no ar um endereço eletrônico para que todos os brasileiros e holandeses possam acompanhar e participar do calendário de eventos programados para todo ano de 2011. (www.anodaholandanobrasil.com.br). (Bem Paraná)
As colheitadeiras e caminhões estão levando toneladas de água para os silos de secagem nos Campos Gerais. Em cada mil quilos de milho, 300 são de umidade, o dobro do ideal. O plantio tardio e as chuvas diárias atrasam a colheita em até duas semanas e fazem o porcentual de umidade passar de 30% em fazendas visitadas nesta semana por uma das equipes da Expedição Safra Gazeta do Povo.
Qualidade - Por enquanto, esse fator não derruba a qualidade da produção, mas amplia o custo de secagem em cerca de 10%, conforme informações da cooperativa Batavo, com sede em Carambeí. Perto de 5% das áreas do cereal foram colhidas nos últimos dias. A expectativa é que, com o avanço dos trabalhos, o gasto médio de R$ 19 por tonelada seja reduzido. A umidade eleva também o volume a ser transportado, encarecendo o escoamento, acrescenta o gerente geral da cooperativa, Antonio Carlos Campos.
Em xeque - O clima põe em xeque a expectativa de aumento na produtividade, relata. Nos 136 mil hectares cultivados pelos cooperados da Batavo, a soja, cuja colheita ainda não começou, tende a passar de 3,2 mil para 3,4 mil quilos e o milho, de 9,7 mil para 10 mil quilos por hectare.
Pressa - A pressa para a retirada de milho está relacionada à previsão de que a colheita da soja será concentrada num período de 35 dias. Os produtores tentam adiantar trabalho também para cumprir contratos de venda antecipada. É o que ocorre na fazenda Capão Grande, de Ponta Grossa, que nesta safra dedica 665 hectares à soja e 355 ao cereal.
Redução - A colheita teve de ser reduzida a cinco horas ao dia, metade do tempo de trabalho de épocas em que o clima se mostra mais seco. "A umidade está entre 29% e 31%. Temos de parar mais cedo porque a estrutura de secagem está sobrecarregada", afirma o administrador da fazenda, Luiz Fernando Mattos. A potência das colheitadeiras e o aumento da produtividade colaboram para tornar a estrutura de secagem pequena, pondera. A expectativa é de que o quadro se normalize nas próximas semanas e o problema seja superado, com rendimento de 11,5 mil quilos por hectare - 1 mil a mais do que ano passado. Na soja, a produtividade prevista é de 3,6 mil quilos por hectare - 100 a mais que no verão de 2010.
Contraste - O porcentual de umidade contrasta com o registrado pela Expedição Safra na última colheita de milho nos Estados Unidos. O clima ajudou os produtores norte-americanos, que puderam remeter boa parte das mais de 300 milhões de toneladas do cereal direto para a China. Eles relataram índices de umidade de 13%. No Paraná, a secagem é prática ‘obrigatória'. Normalmente, os produtores precisam reduzir a 14% índices de até 28% de umidade. Os três pontos extras, verificados atualmente, só evaporam com uma semana de clima seco, segundo os técnicos. (Caminhos do Campo / Gazeta do Povo)
Representantes de diversos países discutem, a partir de sta quinta-feira (24/08), nos Estados Unidos, como equilibrar a expansão da produção e o crescimento da demanda global por alimentos e energia. Começa nesta quinta o Agricultural Outlook Forum, fórum mundial da agricultura promovido anualmente pelo departamento de agricultura do país, o USDA, desde 1923. Com o tema "Estratégias de hoje, oportunidades de amanhã", o congresso vai debater o futuro do agronegócio e apresentar ao mundo as primeiras estimativas oficiais do governo norte-americano para a safra 2011/12 dos EUA.
Projeções - Às vésperas do encontro, o USDA divulgou projeções de oferta e demanda para dez anos. O documento mostrou que, entre as quatro principais culturas dos EUA, a soja terá o menor incremento de área (0,4%) na próxima temporada. O plantio de algodão (18,5%), trigo (6,3%) e milho (4,3%) deve crescer às custas da oleaginosa. Os dados a serem apresentados hoje, mesmo dentro dessa tendência, tendem a mexer no mercado.
Equipe - Pelo terceiro ano consecutivo, a Expedição Safra Gazeta do Povo participa do encontro com uma equipe de jornalistas e técnicos de entidades parceiras - Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar) e Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) - para acompanhar as discussões.
Expectativa - Ainda que preliminares, as projeções feitas no Outlook Forum são aguardadas com muita ansiedade em todo o mundo agro, inclusive pelo Brasil. A expectativa é que sejam analisadas também as interferências dos conflitos no Egito e na Líbia, que fazem as cotações oscilarem. "Com altos e baixos, o produtor deixa de ganhar", afirma o produtor brasileiro Luiz Henrique de Geus, de Tibagi (Campos Gerais, Paraná).
Área total - Diante de altas generalizadas nas cotações nos últimos meses, o grande número a monitorar é o que mede a área total de plantio dos EUA, e não de uma ou outra cultura específica, considera Alvaro Ancêde, analista e corretor do The Laifa Group, de Lisle (IL). "Se o produtor norte-americano vai optar pela soja, pelo milho, pelo trigo ou pelo algodão, isso vai depender de fatores regionais como custo de produção, prêmio e frete, na hora do plantio", observa. A área total de cultivo precisa voltar aos níveis de 2008 para atender ao consumo mundial crescente, avalia. (Caminhos do Campo / Gazeta do Povo)
Para o gerente de Agronegócio da Gazeta do Povo, Giovani Ferreira, que coordena a Expedição Safra e acompanha as discussões do Outlook Forum nos EUA, as estratégias norte-americanas para 2011 serão decisivas à sustentação dos preços, principalmente da soja e do milho, no mercado internacional. Por consequência, devem influenciar diretamente o planejamento do próximo ciclo na América do Sul, em especial no Brasil, onde o ritmo de expansão da atividade está condicionado a preço, rentabilidade e competitividade.
Tendências - "A primeira estimativa de área da nova safra nos Estados Unidos, um dos destaques do Outlook Forum, deve mexer com as cotações e ditar as tendências de plantio e mercado em todo o mundo", diz Ferreira. Ele destaca, contudo, a importância sul-americana, cada vez mais decisiva na formação dos preço das commodities agrícolas. "Por mais que os Estados Unidos e o mundo resistam em reconhecer e admitir a participação do Hemisfério Sul neste processo, é inegável e muito clara a liderança brasileira no novo ciclo de expansão do agronegócio, onde a demanda mundial por alimentos e energia é que vai definir as regras do jogo", avalia. (Caminhos do Campo / Gazeta do Povo)