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Eliminar os lixões a céu aberto do Estado até o mês de agosto de 2014. Esta será uma das metas do Paraná em cumprimento à Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), instituída pela Lei 12.305 de 2010. As diretrizes do Ministério do Meio Ambiente para o setor de resíduos sólidos foram apresentadas nesta segunda-feira (28/02), em Brasília, pelo secretário nacional de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano, Silvano Costa. O secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Jonel Iurk, disse que estados e municípios deverão elaborar seus respectivos planos para resíduos sólidos, sempre orientados pelo ministério. Segundo ele, a política de resíduos sólidos para o Paraná será elaborada com base nas diretrizes da política nacional e os órgãos ambientais trabalharão de forma integrada para garantir o cumprimento das metas federais.
Auxílio - "A Secretaria do Meio Ambiente e suas autarquias irão auxiliar os municípios tecnicamente no cumprimento da legislação federal. Este é o papel do Estado", afirmou. A política nacional fornece a orientação de conteúdo, determinando o que deve constar do plano estadual, exigindo que o poder público faça um diagnóstico e acompanhe os fluxos dos resíduos. Isto implicará em incentivo à reciclagem e aproveitamento, aumentando a coleta seletiva, dentre outras medidas. O presidente do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Luiz Tarcísio Mossato Pinto, e o presidente do Instituto das Águas do Paraná, Marcio Nunes, participaram do encontro, que reuniu 18 secretários estaduais.
Consórcios - Márcio Nunes destacou uma das diretrizes da política nacional que prevê o incentivo à formação de consórcios intermunicipais para construção de aterros sanitários. "Para os municípios de pequeno porte, a construção e operação dos aterros torna-se um investimento caro, fazendo com que, muitas vezes, estas áreas acabem se transformando em lixões novamente", explica. "Por isso, a melhor opção para municípios próximos e com similaridade de população e renda é o aterro consorciado", afirmou.
Planos municipais - O presidente do Instituto das Águas informa que a elaboração dos planos municipais e microrregionais de resíduos sólidos será fundamental para que os municípios tenham acesso a recursos federais para construção de aterros sanitários. "São R$ 1,5 bilhão em recursos para o setor, mas para termos acesso a estes recursos os municípios paranaenses deverão cumprir as diretrizes federais", disse Márcio.
Coleta seletiva - O presidente do IAP, Tarcísio Mossato Pinto, lembra que outra determinação relevante do ministério é a ampliação de ações de coleta seletiva e logística reversa nos municípios. "Será necessário um maior comprometimento para diminuição dos resíduos destinados aos aterros sanitários, seja por meio da reciclagem, compostagem, reutilização e outras formas sustentáveis, visando à redução dos rejeitos", disse. Esta contrapartida, segundo ele, será a prioridade na obtenção de recursos da União, de acordo com a regulamentação.
Secretários - Participaram da reunião secretários de Meio Ambiente dos estados de Alagoas, Bahia, Maranhão, Minas Gerais, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Sergipe, Acre, Ceará, Pará, Santa Catarina, Goiás, Mato Grosso, Paraíba, Paraná, Rondônia, técnicos da Adasa/DF e do MMA. Para o secretário nacional, é fundamental que os gestores estaduais da área de meio de ambiente conheçam a política, pelo fato de ter um viés educacional, na medida em que dispõe e esclarece sobre princípios, objetivos e instrumentos e destaca as diretrizes relacionadas com a gestão integrada e o manejo de resíduos sólidos. (Imprensa Sema)
A Agência Nacional de Águas (ANA) terá este ano um aporte adicional de R$ 160 milhões para o fortalecimento do Sistema Nacional de Recursos Hídricos. A informação foi dada pelo diretor-presidente da ANA, Vicente Andreu, durante reunião em Brasília, nesta terça-feira (01/03), para apresentar a representantes de 25 estados o diagnóstico da implementação do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. O secretário do Meio Ambiente do Paraná, Jonel Iurk, participou do encontro e disse que a política estadual de recursos hídricos será consolidada nos próximos anos.
Sem cortes - Segundo Andreu, o incremento no orçamento da ANA deve-se ao fato de que este ano, pela primeira vez desde 2004, recursos advindos da Compensação Financeira pela Utilização de Recursos Hídricos não vão sofrer contingenciamento. Isso permitirá investir mais recursos no sistema. "O sistema de recursos hídricos não é federal, mas nacional. E não haverá um sistema nacional se não houver sistemas estaduais fortalecidos. É para isso que queremos destinar nossos recursos", afirmou Andreu na abertura da reunião.
Aprofundamento - Ele propôs aos estados o aprofundamento da gestão integrada, descentralizada e democrática dos recursos hídricos brasileiros, conforme prevê a Lei 9.433/97 - conhecida como Lei das Águas. O secretário Jonel Iurk disse que as metas da secretaria estão afinadas com essa proposta. "Queremos avançar na implantação dos comitês de bacias hidrográficas, entre eles o do Paranapanema, em parceria com a ANA e o estado de São Paulo", afirmou.
Reunião - Além do secretário, participaram da reunião o coordenador de Recursos Hídricos da Sema, Eduardo Felga Gobbi, o presidente do Instituto das Águas do Paraná, Márcio Nunes, e o presidente do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Luiz Tarcísio Mossato Pinto. Para o presidente do Instituto das Águas do Paraná, Márcio Nunes, a reunião foi uma boa oportunidade para o Estado avançar em projetos voltados ao pagamento de serviços ambientais, que poderão ser desenvolvidos juntamente com a ANA.
Planos - A ANA já lançou dez planos de recursos hídricos de bacias interestaduais, que correspondem a 51% do território. Nos estados há 11 planos de recursos hídricos de bacias estaduais prontos e mais dez em elaboração. Além disso, já existem 14 sistemas estaduais de informação e 13 estão sendo implantados. Com relação à cobrança pelo uso da água, 16 bacias estaduais e quatro interestaduais já aplicam este instrumento de gestão. "Vamos avançar na capacitação para implantarmos definitivamente a Política Estadual de Recursos Hídricos do Paraná", concluiu o coordenador da área, Eduardo Gobbi. (Assessoria de Imprensa Sema)
A importância do trabalho desenvolvido pelas Câmaras Setoriais e Temáticas para o desenvolvimento do agronegócio brasileiro foi apontada pelo ministro da Agricultura, Wagner Rossi, nesta terça-feira (01/03), na reunião com os presidentes das 32 cadeias produtivas, em Brasília. "Esses encontros têm sido essenciais para a formulação de políticas públicas. Muitas das questões tratadas pelos setores acabam repercutindo em ações concretas do governo", disse.
Prioridades - Durante a reunião, Rossi informou que, entre as prioridades do governo para os próximos anos, estão a modernização do Ministério da Agricultura, a desburocratização de processos e a diminuição do tempo de registro dos produtos para seis meses. "Vamos realizar, ainda, a fusão da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) com um seguro rural mais abrangente, que envolva não apenas os riscos climáticos, mas mercadológicos", destacou. A elaboração de um sistema de apoio à pecuária, assim como já existe para a agricultura, também foi citado pelo ministro como um dos projetos que terão destaque em sua gestão.
Insumos - Em relação aos desafios, o ministro elencou a dependência brasileira na importação de insumos e os gargalos ainda existentes na área de infraestrutura e logística. "Vamos avançar nessa questão, com as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Por meio do sistema intermodal, que vai integrar hidrovias, ferrovias e hidrovias, os preços dos fretes serão mais adequados para os produtores", explicou.
Código Florestal - Rossi lembrou, ainda, que há uma mobilização de todo o setor produtivo rural em torno de grandes temas, como é o caso do Código Florestal. "Esse assunto deve ser resolvido nos próximos meses. Devemos ter bons resultados para as cadeias produtivas, em relação à segurança jurídica", informou.
Agenda estratégica - No encontro, os representantes das cadeias produtivas entregaram ao ministro a agenda estratégica dos setores para o período 2011/2015. Rossi disse que a expectativa do governo é lançar um livro, até o fim deste ano, com artigos do ministro, dos representantes das câmaras setoriais e temáticas e dos secretários da pasta. A publicação levará à sociedade uma visão da agricultura brasileira para os próximos anos e será distribuída em universidades, instituições e casas legislativas.
Saiba mais - As Câmaras Setoriais e Temáticas foram criadas em 2003. O objetivo desse fórum consultivo é propor, apoiar e acompanhar as ações para o desenvolvimento das atividades das cadeias produtivas do agronegócio brasileiro. Em 2010, foram realizadas 107 reuniões. A expectativa do Ministério da Agricultura é de que sejam 112, em 2011. Hoje, são 26 Câmaras Setoriais e seis temáticas. No primeiro semestre de 2011 deve ser instalada a Câmara Setorial de Fibras Naturais. Cada reunião conta com 25 integrantes de entidades representativas e do governo. Consideram-se Câmaras Temáticas aquelas que englobam mais de uma cadeia produtiva, como insumos, orgânicos, agricultura irrigada e infraestrutura e logística. (Mapa)
Substituto da carne bovina, por ser uma proteína mais barata, o frango registra preços firmes desde o fim do ano passado, apesar da produção crescente. "Se não fosse o boi, o frango tinha morrido afogado por causa do milho", afirma José Carlos Godoy, secretário executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Pintos de Corte (Apinco), referindo-se à alta do grão. De fato, a valorização da arroba do boi gordo - repassada para a carne bovina - acabou contribuindo para o aumento do preço do frango vivo, que está no patamar de R$ 2,10 o quilo no interior de São Paulo, segundo levantamento da Jox Assessoria Agropecuária. O preço, recorde, foi registrado inicialmente em dezembro do ano passado.
Custo de produção - O preço mais alto do frango reduziu o impacto da forte alta do custo de produção, estimado hoje em R$ 2,00 por quilo, segundo Godoy. Ainda que a produção de frango tenha crescido, ele afirma que a oferta está equilibrada com a demanda, por isso as cotações estão firmes.
Alojamento - Os últimos dados disponíveis sobre a produção de pintos de corte no país mostram que em novembro o alojamento de aves totalizou 511,5 milhões de cabeças, 10,5% acima de igual mês um ano antes. A produção de carne de frango em todo o ano passado aumentou quase 12%, para 12,312 milhões de toneladas, de acordo com a Apinco.
Suínos - A alta do boi não teve o mesmo o efeito para o mercado de suínos, que enfrenta forte elevação nos custos e redução nos preços. "O começo do ano é ruim para os suínos. As exportações não vão bem porque há congelamento de portos na Rússia e acaba sobrando [produto] no mercado interno numa época [verão] em que não se consome muita carne suína", explica Oto Xavier, da Jox. Menos afetado pela alta dos grãos - insumos mais usados no período de entressafra pela pecuária -, o boi gordo também segue com preços de estáveis para firmes, ainda que o consumo de carne bovina não seja dos mais aquecidos atualmente.
Oscilação - No interior de São Paulo, a arroba do boi pouco oscilou desde o início deste ano. Para José Vicente Ferraz, da Informa Economics FNP, ainda não está claro se a razão para os preços firmes é a escassez de gado porque a oferta se recupera mais lentamente do que o previsto ou a retenção de animais por parte de pecuaristas, aproveitando as boas condições das pastagens. Alex Lopes, da Scot Consultoria, acredita que o motivo para o mercado não ter perdido fôlego, apesar da safra e do consumo tímido, é a menor oferta de bois.
Cortes mais baratos - Segundo Lopes, a alta da carne bovina fez consumidores buscarem cortes mais baratos, como os de dianteiro. Como reflexo desse cenário, o traseiro avulso saiu de R$ 8,30 o quilo no atacado no começo do ano para R$ 7,50 atualmente. Já o dianteiro, mais demandado, saiu de R$ 4,50 o quilo para R$ 5,20 na mesma comparação. (Valor Econômico)
A expectativa de clima frio e com fortes chuvas nos Estados Unidos nas próximas semanas fez com que os preços da soja encerrassem em alta o pregão desta terça-feira (01/03) da bolsa de Chicago. Os contratos para maio terminaram a terça-feira a US$ 13,7525 por bushel, em alta de 10,50 centavos de dólar. Segundo a Bloomberg, o mercado espera por três tempestades nas próximas duas semanas, que podem trazer chuvas acima da média e fazer com que as temperaturas caiam para níveis abaixo do normal. Com essas condições, o plantio da safra americana pode ser atrasada, fazendo com que o potencial produtivo seja reduzido em dois importantes Estados (Dakota do Sul e Virgínia). Em Rondonópolis (MT), a saca foi negociada ontem a R$ 41,50, em alta de 0,5%, segundo Imea/Famato.
Trigo - Os contrato futuros do trigo fecharam em queda ontem no mercado internacional, diante de sinais de que os conflitos no Oriente Médio e no norte da África possam diminuir a demanda por commodities dos Estados Unidos, o maior exportador do mundo. Segundo o governo americano, citado pela Bloomberg, as exportações do cereal do país na semana passada recuaram 37% em relação à semana anterior. Na bolsa de Chicago, os papéis com vencimento em maio fecharam o dia com queda de 6,75 centavos de dólar, a US$ 8,1025 por bushel. Em Kansas, que comercializa o trigo americano de melhor qualidade, os papéis para o mesmo período caíram 0,50 centavo de dólar, para US$ 9,12 por bushel. No Paraná, a saca ficou em R$ 25,81, com queda diária de 0,04%. (Valor Econômico)
A balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 1,199 bilhão em fevereiro, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira (28/02) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). No mês, as exportações somaram US$ 16,733 bilhões, com média diária de US$ 836,7 milhões, enquanto as importações chegaram a US$ 15,534 bilhões, com média de US$ 776,7 milhões. Em fevereiro de 2010, a balança havia registrado superávit de US$ 389 milhões.
Exportações - Assim como em janeiro, o ritmo de crescimento das exportações voltou a superar o das importações no mês passado, invertendo a tendência verificada em todo o ano de 2010. Em relação à média diária de embarques de fevereiro do ano passado, houve crescimento de 23,5%. Ante janeiro deste ano, houve aumento de 15,5%. Nas importações, o valor foi 18,4% superior à média registrada em fevereiro de 2010 e 10,3% superior ao apurado em janeiro.
Resultado semanal - Com o primeiro resultado semanal deficitário em fevereiro, o resultado fechado do mês ficou abaixo do piso de US$ 1,3 bilhão previsto em coleta feita junto a 17 analistas pelo AE Projeções. Na quarta semana de fevereiro, a balança comercial brasileira teve déficit de US$ 399 milhões. Entre os dias 21 e 27, as exportações totalizaram US$ 3,704 bilhões e as importações, US$ 4,103 bilhões. Na quinta semana (dia 28), houve superávit de US$ 41 milhões, com US$ 730 milhões em vendas e US$ 689 milhões em compras do exterior.
Acumulado do ano - A balança comercial brasileira acumula um superávit de US$ 1,622 bilhão em 2011, até fevereiro, de acordo com os dados do MDIC. No mesmo período do ano passado, a balança registrou saldo positivo de US$ 210 milhões. A corrente de comércio (soma das exportações e das importações) chegou a US$ 62,272 bilhões, superando em 33,1% o total de US$ 46,794 bilhões apurado em igual período de 2010.
Janeiro e fevereiro - Nos dois primeiros meses de 2011, as exportações totalizaram US$ 31,947 bilhões, com média diária de US$ 779,2 milhões, o equivalente a um crescimento de 26% ante a média de US$ 618,5 milhões registrada no mesmo período de 2010. Neste ano, as importações já chegam a US$ 30,325 bilhões, com média diária de US$ 739,6 milhões, valor 20,7% superior à média de US$ 612,9 milhões registrada em igual período do ano passado. (Agência Estado)
O governo pretende endurecer as regras de controle de entrada de produtos importados no país, exigindo, para o desembaraço nas alfândegas, os mesmos certificados de segurança e especificações técnicas hoje exigidas das empresas brasileiras para colocar seus produtos no varejo, informou o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, em entrevista ao Valor, pouco antes de viajar para a China. Com os chineses, ele quer discutir um acordo para tornar a Embraer fornecedora de jatos executivos ao país.
Disparidade - O ministro vê disparidade entre as regras sanitárias, de segurança, metrificação e embalagem para a produção doméstica e a importada. Uma das ideias é que o Inmetro exija certificados de qualidade para a concessão de licença de importação. "Em segurança, por exemplo, que é normatizada e fiscalizada pelo Inmetro, o controle é feito na ponta do consumo, depois de internalizada a mercadoria, na loja. Um brinquedo importado é testado depois de já estar na loja", afirma.
Armas legais - O Brasil vai usar as armas legais aprovadas pela Organização Mundial do Comércio para isso. "No caso de calçados, por exemplo, está aparecendo também a triangulação. Fizemos a sobretaxa ao calçado chinês e está aparecendo venda desses produtos via Malásia, Indonésia", aponta. "Vamos tomar medidas contra isso".
Parceria estratégica - Pimentel diz que as medidas em estudo não visam importações de um país específico, como a China, com a qual o Brasil deve ter "uma estratégia de convivência" e não de enfrentamento. Ele vê a necessidade de uma parceria estratégica de longo prazo entre os dois países. "Eles têm de absorver quatro ou cinco Brasis inteiros no mercado de consumo e nós precisamos construir uma China de infraestrutura. Quem sabe uma coisa não complemente a outra".
Embraer - Um dos exemplos de projeto de longo prazo pode envolver a Embraer. Ele afirmou que em seus contatos com autoridades chinesas vai falar claramente sobre a empresa, que investiu na China sem resultados. "Vamos dizer para eles que, na visita da presidente Dilma, até como gesto de boa vontade, eles poderiam anunciar algo em relação à empresa". Como a China parece disposta a entrar no mercado de jatos regionais, diz Pimentel, a Embraer poderia ser a grande fornecedora de jatos executivos ao país. As medidas de proteção contra importados devem ser anunciadas em abril, assim como a redução gradativa dos tributos cobrados sobre a folha de pagamentos, diz o ministro. (Valor Econômico)
A deputada Rosane Ferreira (PV/PR) foi confirmada pelo Partido Verde como titular na Comissão de Desenvolvimento Urbano na Câmara dos Deputados, onde serão discutidos os grandes problemas da maioria das cidades brasileiras como transporte coletivo e mobilidade urbana, saneamento básico, violência urbana, resíduos sólidos e uso e ocupação do solo. "Teremos muito trabalho pela frente. E essa é a função do parlamentar, discutir problemas, propor soluções, dialogar e lutar pelo que acredita ser o melhor para as pessoas e para as cidades", ressalta a deputada.
Pauta - Na pauta entram as obras inscritas no Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC, como infraestrutura, aeroportos, turismo, cidades, acessibilidade, sustentabilidade e muitos outros. Também é prerrogativa da CDU discutir e propor políticas públicas de saneamento básico, uso do solo nos centros urbanos e até o enfrentamento de questões que envolvem o meio ambiente como a destinação adequada dos resíduos sólidos.
Reforma Política - Rosane também é suplente na Comissão Especial da Reforma Política e defende diversas alterações na atual legislação, como o voto distrital misto e o financiamento público de campanhas. "Através da reforma política, a mãe de todas as reformas, vamos melhorar a qualidade dos gestores públicos e promover as mudanças necessárias para melhorar a vida das pessoas", ressalta. A deputada pretende ainda participar ativamente de debates nas frentes parlamentares Ambientalista, da Saúde, das Ferrovias e do Combate ao crack. (Assessoria de Imprensa da deputada Rosane Ferreira)
A Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) promove, juntamente com a Ocepar e a Fetaep, um café da manhã para discutir o encaminhamento da votação do substitutivo do deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP) ao Código Florestal Brasileiro. Será nesta quarta-feira (02/03), às 8hh30, no restaurante do Senado Federal, em Brasília, com a presença de parlamentares da bancada paranaense e de outros estados e de representantes do setor produtivo, entre eles, o secretário de Estado da Agricultura, Norberto Ortigara, e dos presidentes das três entidades: João Paulo Koslovski, da Ocepar; Ágide Meneguette, da Faep, e Ademir Mueller, da Fetaep.
Na última sexta-feira (25/02) a Unimed Londrina sediou o 1ª ciclo de capacitação em Responsabilidade Social e Sustentabilidade, promovido pela Federação das Unimeds do Paraná em parceria com a Fundação Unimed, entidade nacional que dá subsídios em educação.
Colaboradores - A primeira fase da capacitação foi aberta a todos os colaboradores das Unimeds da Região 2 (norte do Paraná), que direta ou indiretamente lidam com a Responsabilidade Social e Sustentabilidade da empresa. Os ministrantes foram o analista em Responsabilidade Social da Unimed Paraná, Yuri Beltramin, e o consultor de Responsabilidade Social da Fundação Unimed, Leonardo Venâncio.
Conhecimento - O objetivo da primeira fase do ciclo de capacitação foi nivelar o conhecimento dos colaboradores das singulares paranaenses nos temas que incluem responsabilidade social e sustentabilidade. Segundo a especialista em RS da Unimed Londrina, Fabianne Piojetti, essa atividade vem complementar um trabalho que se iniciou em 2009, quando foi realizado um diagnóstico entre todas as singulares paranaenses para apurar o nível de conhecimento em responsabilidade social.
Diagnóstico - "Há dois anos o Yuri e o Leonardo estiveram em todas as singulares do Paraná promovendo esse diagnóstico com o objetivo de que todas as Unimeds do estado pudessem evoluir na questão da RS. Em 2010 foi criada uma Política de Sustentabilidade Estadual, que as singulares podem tomar como base e adaptá-las para a sua realidade local", explica.
Fases - O ciclo de capacitação terá mais quatro fases, sendo uma presencial e três por vídeo-conferência. As datas para as próximas capacitações ainda não estão definidas mas, segundo os organizadores, terão um teor mais prático, com sugestões de projetos em Responsabilidade Social. (Imprensa Unimed Londrina)
Foi realizada no último sábado (26/02), em Carambeí, a Assembleia Geral Ordinária (AGO) da Batavo Cooperativa Agroindustrial. Na ocasião, os associados aprovaram as contas do exercício de 2010, bem como orçamento para 2011 e novos investimentos, além de assuntos gerais. Também foram eleitos os novos conselheiros fiscais. Esteve presente ao evento, o superintendente adjunto da Ocepar, Nelson Costa.
Homenagem - Como de costume, na abertura da AGO, a cooperativa homenageia o associado que completa 50 anos. Neste ano, foi a vez do associado Franke Dijkstra, que fez parte da diretoria da Batavo por mais de 10 anos, contribuindo muito para a gestão da cooperativa e desenvolvimento dos cooperados em suas atividades. Foi um dos idealizadores do sistema de plantio direto na palha na região dos Campos Gerais e um dos fundadores da Fundação ABC - instituição de pesquisa e divulgação de tecnologia agropecuária. Como homenagem alusiva, recebeu do presidente, Renato Greidanus, uma placa do cooperativismo praticado e uma obra pintada por artista local, retratando-o realizando colheita de milho na primeira colheitadeira importada na região.
Industrialização - Para o presidente da Cooperativa, Renato Greidanus, 2010 foi um ano de grandes conquistas, onde a cooperativa fez intensos investimentos para ampliar sua atuação, além da industrialização na pecuária. "2010 foi um ano favorável para que a cooperativa realizasse metas corporativas em benefício dos associados, principalmente no âmbito de empreendedorismo. Muitos projetos estão sendo concluídos e começam a operar em sua totalidade graças a confiança que o quadro social deposita em nossa gestão", comentou o presidente, em tom de agradecimento.
Confraternização - Ao final do evento, a cooperativa promoveu um almoço nos jardins do Clube Social de Carambeí, como forma de retribuir o intenso trabalho dos associados no ano que passou e criar um clima de confraternização.
Faturamento - A Cooperativa Batavo fechou o ano com 541 associados, atuando em mais de 30 municípios do Estado, com um faturamento na ordem de R$ 680 milhões, resultando num faturamento médio por produtor de quase R$ 1.300.000,00. (Imprensa Batavo)
Na busca por apresentar as melhores condições de trabalho aos funcionários da cooperativa, a Copagril em parceria com o Serviço Social da Indústria, o Sesi, está desenvolvendo a chamada "Semana da Indústria Saudável". Este projeto faz parte de uma série de avaliações que estão sendo realizadas nos funcionários das Unidades Industriais, como a de aves e de rações. O Sesi está promovendo, por exemplo, consultas onde são mensurados a higiene bucal, teste de pressão arterial e glicemia. Também está sendo aplicado um questionário com 80 questões sobre condições de saúde e estilo de vida. Os testes são, em sua maioria, ou seja 70%, sobre estado físico e 30% sobre o psicológico. "Com o consentimento da companhia, aplicamos os testes psicológicos e físicos, apuramos e mandamos os dados à central do Sesi, em Brasília. Depois, eles retornaram com os resultados. Assim, a cooperativa terá um diagnóstico onde pode melhorar e aprimorar em termos de condições aos trabalhadores", comentou Ivanir Krug, da Unidade do Sesi de Marechal Cândido Rondon.
Cronograma - A expectativa dos organizadores, representantes do Sesi, é que a Semana da Indústria Saudável vá até o final desta semana na Copagril, visitando e consultando 80% do plantel geral de funcionários das áreas industriais, iniciado nesta segunda-feira (28/02) pela Unidade Industrial de Aves, passando pelas Unidades Industriais de Rações de Rondon e Entre Rios do Oeste. "A ideia é apresentar os resultados a diretoria e encarregados sobre quais são os principais pontos a ter um cuidado especial e quais as melhores soluções para saná-los, mas sem dúvida sempre pensando no bem-estar dos funcionários", concluiu Ivanir.
Excelência - Como estas Unidades Industriais trabalham sempre em busca da excelência em termos de higiene e conservação para que seja possível estar sempre exportando e cada vez mais em outros mercados internacionais, se faz necessário pensar na saúde, física e mental dos funcionários de forma mais acentuada. Este tipo de parceria enaltece a atuação e a preocupação da cooperativa com a vida e a saúde de seus colaboradores, afinal, eles são responsáveis pela produção de nossos alimentos e rações animais. (Imprensa Copagril)
A Cocamar, por meio da sua linha de produtos Purity, vai patrocinar sete artistas paranaenses que representarão o Estado no XVI Circuito Internacional de Arte Brasileira promovido pelo Colege Arte de Belo Horizonte (MG). Para isso, a cooperativa criou o concurso "Fazendo Arte com Sabor" em que serão selecionados artistas que desenvolverem as obras mais criativas, utilizando embalagens cartonadas em sua composição, nas modalidades escultura, pintura em óleo sobre tela, acrílica, aquarela, pastel, carvão, grafite, desenho ou fotografia.
Regulamento - O concurso, que foi aberto no último dia 14, é válido para o Estado do Paraná e está restrito a participantes maiores de 18 anos de idade e que cumprirem os requisitos estabelecidos no regulamento (disponível no site www.purity.com.br). Os trabalhos devem ser enviados esta terça-feira (1º/03) e após a primeira avaliação, 14 seguem para Belo Horizonte, onde apenas 7 serão selecionados. Os prêmios, para os ganhadores será o pagamento da taxa de inscrição no XVI Circuito e todas as despesas de deslocamento e apresentação das obras na Áustria, Espanha, Portugal e, por fim, no Brasil, onde poderão ser comercializadas. Os nomes dos artistas ganhadores serão divulgados, naquele mesmo site, a partir das 16h do dia 15 de março. (Imprensa Cocamar)
"Cooperativas Constroem um Mundo Melhor", foi o slogan escolhido oficialmente pela Organização das Nações Unidas (ONU) para o Ano Internacional das Cooperativas. O Diretor Geral da Aliança Cooperativa Internacional (ACI), Charles Gould, disse que o slogan transmite uma imagem de modelo baseado em valores, e que ambos os aspectos de desenvolvimento econômico e social das cooperativas coincidem com os princípios cooperativos. A ACI, segundo Gould, espera que um maior nível de reconhecimento público promova o surgimento de novas cooperativas e fomente um ambiente legislativo e regulatório favorável ao crescimento e desenvolvimento do cooperativismo no mundo.
Tradução - O slogan, em inglês, "International Year of Cooperatives 2012: Co-operative enterprises build a better world" foi traduzido para os seis idiomas oficiais da ONU. A OCB, juntamente com as lideranças do cooperativismo, definiu como melhor tradução em português "Cooperativas Constroem um Mundo Melhor". Para o presidente da OCB, Márcio Lopes de Freitas, o tema sugere ações que tenham por objetivo mostrar as empresas cooperativas e sua possibilidade de desenvolvimento inclusivo, tais como: ações de empoderamento feminino, inclusão de jovens e oportunidades de empregos, encorajando o empreendedorismo e mostrando o cooperativismo como instrumento minimizador da pobreza.
Coordenação de ações - Freitas diz ainda que a instituição vai coordenar as ações em âmbito nacional e planeja trabalhar em conjunto com o Governo Federal para alcançar o sucesso das atividades previstas para o Ano Internacional das Cooperativas no Brasil. "Esperamos que tais iniciativas fortaleçam o cooperativismo frente à opinião pública brasileira fazendo, assim, de 2012, um ano ímpar para o cooperativismo brasileiro", conclui Freitas. (Informe OCB)
Os Estados Unidos irão plantar na próxima temporada a sua maior área de soja e milho da história, mas, ainda assim, o país vai precisar de mais dois anos para reconstruir os seus estoques de grãos e frear o aumento dos preços no mercado internacional. A avaliação foi feita pelo USDA, o departamento norte-americano de agricultura, durante o seu fórum mundial do agronegócio, o Outlook Forum, na semana passada em Arlington, no estado da Virgínia.
Estimativas - De acordo com as estimativas apresentadas pelo governo norte-americano durante o encontro, os EUA irão semear neste ano recordes 31,5 milhões de hectares de soja e 37,2 milhões de hectares de milho, área que só perde para os 39 milhões de hectares cultivados em 2007/08. Com rendimentos próximos à linha de tendência, o USDA projeta safras de, respectivamente, 91 milhões e 348,7 milhões de toneladas.
Reservas - Com ligeira redução no consumo de soja e pequeno aumento na demanda pelo milho, ao final da temporada 2011/12, as reservas norte-americanas de soja devem somar 3,35 milhões de toneladas, volume suficiente para apenas duas semanas de consumo, enquanto os estoques de milho recuam a 16,84 milhões de toneladas, o menor nível desde 1996.
Estoques apertados - "Embora se diga que a cura para os preços altos são justamente as cotações fortalecidas, mesmo com a oferta maior de grãos prevista para este ano, é muito provável que os estoques continuem apertados e a que esse aperto não seja atenuado em uma ou até duas temporadas. A menos que o clima seja absolutamente perfeito e que os rendimentos fiquem muito acima da média, os estoques de grãos devem ter apenas uma reconstrução modesta em 2011/12", disse o economista chefe do USDA, Joseph Glauber, durante a plenária de abertura da conferência, na última quinta-feira.
Etanol - A produção maior, explicou Glauber, é ofuscada por estoques de passagem baixos e, no caso do cereal, o aperto é agravado pelo aumento da demanda para a fabricação de etanol, que neste ano deve consumir 127 milhões de toneladas, quase 40% da safra norte-americana de milho. Para a oleaginosa, o USDA projeta estabilidade no consumo doméstico e leve recuo nas exportações, principalmente devido à "renovada competição com a América do Sul", segundo o economista-chefe do departamento.
América do Sul - "Os EUA estão começando a se preocupar com a competitividade da América do Sul, e principalmente do Brasil, na soja. Eles ainda não percebem que também somos muito competitivos no milho", avaliou o gerente técnico e econômico da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), Flavio Turra, que acompanhou uma equipe da Expedição Safra no Outlook Forum.
Benefícios - Segundo ele, os números apresentados pelo USDA durante o congresso beneficiam tanto a soja quanto o milho brasileiro, "apesar de serem mais favoráveis para a oleaginosa no curtíssimo prazo, nos próximos dois anos". No médio prazo, contudo, tendem a incentivar também o cereal brasileiro. "Nas discussões do fórum, ficou muito claro que o milho é um produto muito demandado que nos oferece uma ótima alternativa de internacionalização da nossa produção, principalmente com as vendas para a China, que deve passar a comprar muito a partir de agora."
Diferencial - Segundo Turra, a disponibilidade de áreas novas que ainda podem ser incorporadas à produção confere ao Brasil um diferencial competitivo frente aos EUA. "Para nós é muito mais fácil aumentar a área se houver preço e mercado para isso. Já eles, só podem crescer em cima de aumento de produtividade", observou. "A realidade é que estamos olhando para uma população de 9 bilhões de pessoas até o ano de 2050. Ao mesmo tempo, assistimos também ao crescimento da classe média e à consequente mudança dos hábitos alimentares em países com grandes populações, a China e a Índia, para citar dois. Essa situação nos impõe um grande desafio, tão grande que os agricultores americanos não poderão enfrentar sozinhos. Eles vão precisar da ajuda de produtores, do resto do mundo, para produzir alimentos suficientes para alimentar a essa população mundial crescente", reconheceu o secretário da Agricultura dos EUA, Tom Vilsack. (Caminhos do Campo / Gazeta do Povo)
A corrida por aumento na produção foi vencida nas últimas safras, mas, por si só, ainda é insuficiente para garantir lucratividade aos agricultores no estado do "tudo ou nada". Prejudicado pela logística, Mato Grosso ainda apresenta rentabilidade inferior aos vizinhos e segue em busca de alternativas de ganho. Em passagem pela região na última semana, a Expedição Safra Gazeta do Povo apurou que existe um movimento renovado para agregar valor à produção.
Adicional - Boa parte dos produtores de soja tenta garantir o adicional pago à produção não-transgênica. As estimativas locais são de que as sementes convencionais ocupem 30% da área plantada. Os produtores de soja convencional recebem até R$ 2 a mais por saca, diferença que os agricultores não podem dispensar.
O gerente de unidade da Cooperativa Agroindustrial C.Vale em Sorriso, Nilson Roque, afirma que, neste ano, os preços pago à produção não-transgênica chamaram a atenção dos produtores. "Percebemos que os armazéns intensificaram a campanha de recebimento de convencionais."
Infraestrutura - Os produtores precisam investir em infraestrutura para ter direito ao "prêmio". Alcebi Soldera, de Primavera do Leste (Sul do Mato Grosso), que planta 900 hectares, relata que vai montar estrutura de segregação para receber adicional. O lucro desta temporada deve ser direcionado ao projeto. Consideradas centros de produção de soja convencional, as regiões Norte e Oeste de Mato Grosso devem seguir na contramão da tendência nacional e continuar usando as cultivares tradicionais. Cosultor agronômico do maior grupo produtor de soja em Nova Mutum, Marcos Lima afirma que a área destinada ao grão convencional deve se manter em 50% nas fazendas que monitora. Ele confirma que os compradores pagam adicional de até US$ 1,5/sc.
Integração - Outra alternativa usada para aumentar a lucratividade das extensas lavouras de grãos é a integração com pecuária e florestas (ILPF). O sistema ganha espaço em áreas onde só se via soja, ou só pasto. De acordo com o superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Otávio Celidonio, o produtor está mais consciente do problema de desmatamento. "É muito mais viável para o agricultor transformar áreas de pastagens degradadas em cultiváveis e investir na integração do que desmatar florestas", acrescenta.
Sapezal - Com cerca de 3 mil hectares em Sapezal (Oeste), Eduardo Godoi é referência na adoção da integração lavoura-pecuária. No inverno, Godoi destina 1,6 mil hectares ao plantio do milho safrinha, onde também semeia braquiária (pasto). Depois de colher entre 5 e 6 mil toneladas do cereal, o produtor coloca quatro cabeças de gado por hectare, que se alimentarão da pastagem. "Consigo fazer três safras em uma mesma área (soja, milho e gado)". Tanto as sementes de soja como as de milho são convencionais em 100% da área. "Quase toda a minha soja e boa parte do milho vão para o mercado Europeu, assim como o boi", revela.
Embrapa - A ILPF terá apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em Mato Grosso. Uma unidade do órgão será inaugurada em junho deste ano em Sinop. Uma das linhas de ação será justamente o melhor aproveitamento da terra. Essa meta deve pautar pesquisas de campo no estado. "Estamos capacitando 100 técnicos de campo, que terão a funções de multiplicadores. Eles darão consultoria aos produtores", revela Lineu Alberto Domit, chefe de transferência de tecnologia da Embrapa. (Caminhos do Campo / Gazeta do Povo)
Prestes a confirmar novo recorde de produção, Mato Grosso vislumbra rentabilidade ampliada na safra 2010/11. O setor calcula que, neste ano, os produtores terão lucro de aproximadamente R$ 400 por hectare. O valor está baseado no preço da oleaginosa, impulsionado pela demanda internacional e pela redução nos estoques norte-americanos.
Custo operacional - O produtor José Rezende, de Querência, conta que o custo operacional médio desta safra equivale a 30 sacas de soja por hectare. A expectativa de produtividade é de 60 sacas por hectare e o preço médio de comercialização deve ficar em R$ 38 por saca. Isso permite uma arrecadação acima de R$ 2,2 mil/ha. Considerando o custo operacional, a remuneração pelo uso da terra e a depreciação do maquinário, ainda sobram mais de 20% da arrecadação. Poderia ser melhor se os produtores não tivessem vendido tanta soja antecipadamente, por cotações na faixa de R$ 35 a saca. Por outro lado, esses contratos garantiram a compra de insumos. "Nesta safra, a antecipação da comercialização diminuiu a média do preço de venda, mas ajudou na compra de insumos", destaca Rezende.
Colheita atrasada - Colheita está pelo menos 20 pontos porcentuais atrasada em relação a esse mesmo período de 2010, quando metade da produção tinha sido retirada do campo. De todo modo, as chuvas não devem impedir que Mato Grosso colha cerca de 20 milhões de toneladas de soja este ano, estima o superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Otávio Celidonio. A Expedição Safra identificou potencial para 21,6 milhões de toneladas durante o plantio e agora reavalia o quadro.
Algodão - A aposta para o inverno está concentrada sobre o algodão, já que o milho perdeu espaço devido ao aperto na janela de plantio, ocasionado pelo atraso da colheita. "O produtor até teve intenção de manter a área do safrinha, mas o risco de perdas falou mais alto", diz Celidonio. Ele acredita que a área do safrinha vai recuar 7% no estado em relação ao ano passado. O algodão plantado em janeiro, primeira safra, ganhou 200 mil hectares, segundo o superintendente do Imea. (Caminhos do Campo / Gazeta do Povo)