Notícias economia
CENTRALIZADOS
UNIMED - Entre os dias 14 e 16 de junho acontece em Maringá, o 9º Simpósio das Unimeds do Paraná (Suespar).
IBIPORÃ - Palestra com o tema: "Motivação e Desenvolvimento Pessoal", em Ibiporã nos dias 15 e 16 de junho.
PRESIDENTES - Nos dias 19 e 20 de junho está programado para acontecer em Curitiba, o Fórum dos Presidentes das Agropecuárias.
DESCENTRALIZADOS
CONFEPAR - Ontem (5/06), a professora Isla Gonçalves ministrou curso para a segunda turma sobre relacionamento interpessoal em equipes de trabalho, em Londrina.
AGRÁRIA - Em Guarapuava, aconteceu nos dias 4 e 5 curso de Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC), sob o comando de Edson Gonçalves.
SUDCOOP - Teve início no dia 4, na sede da Sudcoop em Medianeira, curso de formação para brigada de Incêndio, com encerramento previsto para o dia 13 de junho apenas. Nos dias 8, 9, 22 e 23 de junho treinamento para desenvolvimento de equipe, sob o comando de Jeferson Machado.
COTRIGUAÇU - Iniciou na última segunda-feira e com previsão de encerramento para o dia 8, curso de operadores de máquinas, ministrado por técnicos do Senai.
COOPAVEL - Tem prosseguimento nesta semana o curso Informática no Campo. Ontem foi realizado em Cascavel o curso de Administração Rural para Agrônomos. Tem início hoje (6) curso sobre desenvolvimento gerencial com encerramento na sexta-feira.
COOPERVALE - Em Palotina está em andamento o treinamento e formação de operadores de carregadeiras sobre rodas, sob o comando do professor João de Assis. Este treinamento acontece até o dia 8.
COCAMAR - Em Maringá, amanhã e sexta-feira acontece um curso com Eduardo Ferraz sobre Progene - Gestão de Mudança Comportamental.
Garantindo o insumo "energia" - Energia elétrica, não importa que fonte tenha, é insumo. Para as cooperativas e agricultores é insumo tão precioso quanto o fertilizante, a semente e as máquinas. Por isso, o consultor da Fecoerpa Odílio Lobo aconselha as cooperativas agropecuárias, notadamente as que têm indústrias ou cooperados grandes consumidores, a buscarem formas de reduzir o risco futuro da falta de energia ou do seu excessivo encarecimento. Tão importante quanto a prevenção, evitando a falta de energia, o investimento na geração pode significar, num futuro próximo, um importante fator de redução de custos. Citou o grupo Maggi, que investiu em uma PCH de 5 megawats, depois construiu outra para suprir sua necessidade de energia.
Começando pelas PCHs - Buscar informações com empresas especializadas e confiáveis, optando por geração com fonte de menor custo, como as hidrelétricas. O planejamento é essencial, pois vai determinar o custo e a viabilidade econômica. Uma alternativa de investimento são as PCHs, (Pequenas Centrais Hidrelétricas), que embora estejam limitadas à potência nominal de 30 megawats, apresentam algumas vantagens, como o baixo impacto ambiental e a garantia de compra, pela Eletrobrás, de toda a energia produzida e não consumida. Essa garantia é utilizada para obtenção de financiamento junto ao BNDES. É possível colocar em funcionamento uma PCH em três anos após a realização do pré-planejamento, que é o estudo preliminar da viabilidade do negócio. O pequeno impacto ambiental, que permite o alagamento de no máximo 1 km2, facilita os trâmites legais.
Localização não é condição - Empresas e cooperativas devem abandonar a idéia de que uma PCH tem que estar próxima de suas instalações ou entrepostos. A preocupação central tem que ser baixo custo e não a localização. A melhor localização para uma pequena hidrelétrica pode ser o Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais ou algum rio caudaloso de Santa Catarina. O importante é a seriedade da empresa de planejamento e, depois, a parceria com outras empresas ou cooperativas, objetivando reduzir o investimento. Uma PCH de 15 megawats pode custar cerca de R$ 10 a R$ 15 milhões, dependendo das condições topográficas e hidrográficas; e esse investimento pode ser pago em cerca de 7 anos. Um negócio desses pode oferecer uma rentabilidade estimada em 20% ao ano, sem considerar o fator segurança na oferta permanente de energia.
Outras fontes, além da hidráulica - O gás natural, o carvão e qualquer outro combustível pode ser a fonte geradora de energia elétrica. Hoje, apesar dos investimentos altos, a fonte hidráulica apresenta o menor custo benefício, embora haja uma tendência da redução do custo do gás natural (hoje pago em dólar) e um provável aumento do custo das hidrelétricas em função da escassez de locais de construção de usinas a baixo custo. Os técnicos aconselham as empresas que tiverem condições e gerar energia elétrica a partir de fontes hidráulicas que o façam em função das perspectivas do aumento de consumo de energia numa proporção maior que a oferta.
Um bom negócio - Hoje, quem produz energia a um custo inferior de 70 KW/hora está ganhando dinheiro, pois a Eletrobrás está garantindo o pagamento de R$ 67,00 KW/hora. Mas o mercado consumidor, neste momento, oferta valor maior que o da Eletrobrás, pois esta faz a intermediação. A legislação atual e razoavelmente moderna, permitindo que o grupo gerador de energia (geralmente sociedades anônimas) faça o que considera melhor: vende tudo, consome tudo ou consome parte e vende parte. O negócio é muito bom para as cooperativas de infra-estrutura, que distribuem energia para mais de 400 mil associados nos Estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Mas de toda a energia consumida, geram muito pouco, pois até há alguns anos, a geração e distribuição era monopólio estatal, que admitia alguma concessão.