Sistema Ocepar participa da audiência pública sobre a revisão tarifária da Copel Distribuição, em Curitiba
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O coordenador de Desenvolvimento Técnico da Ocepar, Sílvio Krinski, participou, nessa quarta-feira (29/04), da audiência pública promovida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), no campus da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, em Curitiba, com aproximadamente 180 pessoas, entre representantes de Conselhos de Consumidores, distribuidora de energia, sindicatos, analistas do setor, representantes da academia e do poder público estadual e municipal.
Presidida pelo diretor da Aneel, Fernando Mosna, a reunião debateu a revisão das tarifas de energia da Copel Distribuição, sediada na capital paranaense e que atende cerca de 5,29 milhões de unidades consumidoras em todo o Paraná.
O índice médio, para alta e baixa tensão, proposto pela agência para entrar em vigor a partir de 24 de junho de 2026, é de 19,20%.
Consulta pública
A sociedade pode opinar sobre esse reajuste por meio da Consulta Pública nº 005/2026, aberta em 7 de abril de 2026 e que continuará disponível para o envio de contribuições até o dia 22 de maio, pelos seguintes e-mails:
Impactos
De acordo com Krinski, o novo índice proposto pela Aneel pode representar um aumento de aproximadamente R$ 20 milhões por mês para as cooperativas paranaenses. “Isso deverá onerar o custo com energia. Outro problema é que a cooperativa não consegue repassar esse ajuste abrupto na própria produção, assim, ele acabará sendo incorporado pelas agroindústrias mantidas pelo setor”, afirma.
Ele destaca ainda que os impactos vão além do econômico. “Há os reflexos dentro do próprio segmento, do setor produtivo, nas linhas de produção, na geração de renda e no próprio desenvolvimento da comunidade porque a cooperativa agrega valor à produção de milhares de produtores. Esse quadro irá se expandir também para os produtores que, muitas vezes, acabam fazendo a originação das matérias-primas, como grãos ou proteínas animais, que são destinadas a essas indústrias para serem processadas”, acrescenta.
Propostas
O coordenador de Desenvolvimento Técnico da Ocepar informou que a organização está propondo medidas para solucionar a questão. “A nossa proposta é que, primeiramente, seja revista a forma como tem sido trazido esse indicativo de ajuste”, disse.
“O segundo ponto é que sejam revistos os investimentos que acabam sendo externalizados nessa proposta de valores de ajuste e que nós possamos ter uma melhoria de análise, principalmente em relação à sensibilidade da energia que chega ao produtor. Existem indicadores como o DEC, que é a duração da falta de energia em determinado período. A análise dele pelo ponto de vista técnico é uma. Mas quando você passa pelos filtros de expurgo, por exemplo, acaba verificando que a percepção do usuário é outra. Então, essa diferença entre o que é colocado como indicador e o que se percebe é mais um ponto importante a ser trabalhado junto à Aneel”, complementa Krinski.
Preocupação
Ele lembra ainda que a classe consumidora conectada em alta tensão pode ser índice de reajustes entre e 45% e 51%, para os subgrupos A3 e A2. “Exatamente onde estão concentradas as agroindústrias das cooperativas”, frisa. (Com informações da Aneel)
FOTOS: Assessoria de Imprensa Sistema Faep e Gelson Bampi / Sistema Faep