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A produção industrial do Paraná cresceu 1,1% em março, na comparação com fevereiro. No primeiro trimestre do ano, o índice acumula alta de 4,8% sobre o mesmo período de 2010, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta terça-feira (10/05).
Queda - Apesar de apresentar uma queda de 8,9% sobre o mesmo mês do ano passado - explicada em função do feriado de carnaval -, a produção industrial paranaense em março deste ano foi superior à variação de estados como Rio de Janeiro (-3,8%), Santa Catarina (-1,2%) e Minas Gerais (-0,1%) e inferior à registrada na Bahia (7%), no Ceará (2%), no Rio Grande do Sul (1,9%) e em São Paulo e Espírito Santo (ambos com 1,6%).
Base positiva - "É importante destacar que a indústria do Paraná cresceu sobre uma base comparativa muito positiva do primeiro trimestre do ano passado", afirma o secretário da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul, Ricardo Barros, destacando que as vendas industriais paranaenses registraram alta de 10,81% no primeiro trimestre deste ano em comparação a igual período de 2010.
Segmentos - Entre os segmentos com resultado positivo, na comparação com o mês de março do ano anterior, destacam-se: máquinas, aparelhos e materiais elétricos (22,8%), outros produtos químicos (12,1%), veículos automotores (10,3%), produtos de metal (7,3%), máquinas e equipamentos (3,6%), madeira (2,9%), minerais não metálicos (2,5%), alimentos (1,7%), celulose, papel e produtos de papel (0,9%).
Retração - Por outro lado, houve retração na produção de bebidas (-2,4%), borracha e plástico (-3,3%), refino de petróleo e álcool (-18,1%), mobiliário (-28,5%) e edição, impressão e reprodução de gravações (-49,5%). (AEN)
Dados da Secex/Mdic que referentes aos resultados da exportação de carnes mostram que a receita cambial do setor em abril superou novamente a casa do bilhão de dólares (ficou em US$ 1,046 bilhão), aumentando praticamente 20% em relação ao mesmo mês do ano passado. Em relação a março deste ano, a receita retrocedeu 4,89%. Mas isso apenas em valores nominais, pois considerando-se o mês mais curto (19 dias úteis, contra 21 dias úteis de março), em valores reais a receita cambial do último mês foi pelo menos 5% superior. Até a redução no volume exportado, de 6,66% em relação ao mês anterior e de 0,39% sobre abril de 2010, pode ser considerada natural, pois abril de 2011 teve um dia útil a menos que o mesmo mês de 2010. Supõe-se, assim, que teve menos embarques, situação agravada pelo feriadão da Semana Santa. Só não foram registrados resultados negativos nos preços médios, ainda em franca evolução. A menor variação anual é da carne suína, com mais 9,83%. E a maior é da carne bovina, com aumento de 32,61%. A carne de frango cresceu 22,85%. (
DCI - Diário do Comércio & Indústria)
O Paraná será o quinto estado que mais vai gerar novas vagas de trabalho neste ano, só perdendo para São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Devem ser criados 109.737 empregos em 2011 em todo Estado. O grande destaque deverá ser o setor de comércio com 41.493 vagas. Os dados fazem parte da pesquisa ''Emprego e oferta qualificada de mão de obra no Brasil: projeções para 2011'', divulgada ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Em todo o País, devem ser geradas 1,666 milhão de novas vagas.
Vestuário e eletroeletrônicos - O presidente da Associação Comercial do Paraná (ACP), Edson José Ramon, estimou que os setores que mais vão empregar são vestuário e lojas de eletrodomésticos. ''É natural que o comércio seja um grande patrocinador da geração de empregos'', comentou. Segundo ele, no ano passado, o setor abriu cerca de 36 mil vagas no Paraná, o que representou um crescimento de 10% sobre 2009. Ao final de 2010, o comércio tinha um estoque de 584 mil trabalhadores com carteira assinada. ''Olhamos com certa cautela essa previsão da pesquisa'', disse.
Previsão - Para este ano, a previsão de crescimento de vendas do setor é de 8%. ''Não podemos ignorar que o empresário tem que ir em busca de um aumento de produtividade'', destacou. Outros setores que devem gerar quantidade significativa de novas vagas no Paraná este ano são a indústria (34.843 empregos), a construção civil (13.685) e as áreas de transporte, armazenagem e comunicação (7.645).
Oferta global - No Brasil, para 2011, é projetada uma oferta global de mão de obra que é a soma das estimativas dos desempregados com qualificação e experiência profissional (2 milhões), dos novos ingressantes na força de trabalho com qualificação e experiência profissional (762 mil) e dos empregados demitidos por força da rotatividade da mão de obra (19,4 milhões), o que totaliza um universo de 22,1 milhões de trabalhadores. (Folha de Londrina)
A Unimed Londrina, por meio do departamento de Serviço Social, se lembrou de um grupo que não pode comemorar a Páscoa em casa, com suas famílias. A cooperativa entregou ovos de chocolate e máscaras de coelho para crianças internadas em 12 hospitais de Londrina e região. A visita do coelhinho, interpretado pelo colaborador Marcelo Missi, da Medicina Preventiva, rendeu sorrisos e levou alegria para 150 crianças. Ovos também foram entregues aos colaboradores da cooperativas pelo Comitê de Qualidade de Vida. (Imprensa Unimed Londrina)
Os contratos futuros do milho recuaram nesta quarta-feira (27/04) na bolsa de Chicago. Os papéis com vencimento em julho deste ano encerraram o pregão a US$ 7,5925 por bushel, com recuo diário de 13,50 centavos de dólar. De acordo com analistas de mercado ouvidos pela agência Bloomberg, a cotação do grão caiu após o presidente do Federal Reserve (o banco central americano), Ben Bernanke, declarar que o banco encerraria seu programa de compra de títulos de US$ 600 bilhões, o que levou a especulações de que a demanda por commodities americanas vai arrefecer. No mercado doméstico, o indicador Esalq/BM&FBovespa para pagamentos à vista para a saca de 60 quilos ficou em R$ 28,84 a, com variação negativa de 2,04%. Em abril, a commodity já acumula uma desvalorização de 6,61%.
Trigo - Os futuros do trigo registraram ontem o menor valor em mais de duas semanas depois que as chuvas nas Grandes Planícies americanas e na Europa melhoraram as perspectivas para a safra atual. Segundo o serviço de meteorologia dos EUA, partes do Kansas, a principal região produtora do trigo de inverno no país, e o norte de Oklahoma receberam 2,5 centímetros de chuvas na noite passada. França e a Alemanha deverão receber o dobro desse volume na próxima semana. "As chuvas melhoraram o cenário para as lavouras", disse à Bloomberg Roy Huckabay, do Linn Group. Em Chicago, papéis para julho fecharam a US$ 8,12 por bushel, queda de 35 centavos. No Paraná, a saca de 60 quilos ficou em R$ 27,18, com variação positiva diária de 0,30%, segundo informou o Deral. (Valor Econômico)
O Informe PR Cooperativo não vai circular nesta quinta e sexta-feira (21 e 22/04) devido aos feriados de Tiradentes e Paixão de Cristo, voltando a ser publicado normalmente na próxima segunda-feira (25/04).
Apesar de as cotações do trigo em grão estarem mais altas neste período de entressafra no Brasil em relação ao ano passado, no mercado de derivados, os preços estão iguais ou mesmo menores, em termos nominais, segundo dados do Cepea. Porém, boa parte dos vendedores consultados pelo Cepea afirma que os valores ainda precisam subir para equilibrar os custos de produção. Desde o início do ano, de acordo com levantamentos do Cepea, o preço médio nominal do trigo no mercado de lotes (negociação entre empresa), no Rio Grande do Sul, teve alta de 11% e, no Paraná, de 10,3%. Já a farinha do tipo panificação, por exemplo, na média das cinco regiões pesquisadas pelo Cepea, teve queda de 1,28% no mesmo período. (Cepea/Esalq)
O Banco do Brasil informa que o prazo para formalizar as renegociações das operações do agronegócio vencidas até 30/06/2010 encerra no próximo dia 29 de abril.
A expectativa da chegada de chuvas no Estado do Kansas foi novamente responsável pela quarta queda consecutiva dos preços do trigo na bolsa de Chicago nesta semana. Os contratos com vencimento em julho terminaram a quinta-feira (14/04) cotados a US$ 7,7625 por bushel, em queda de 11,75 centavos. Na bolsa de Kansas, onde se negocia o trigo americana de melhor qualidade, os contratos com vencimento em julho recuaram ontem 21,25 centavos para US$ 8,7425 por bushel. Segundo analistas consultados pela Bloomberg, as chuvas da próxima semana pode evitar a expansão da seca, especialmente nas regiões norte e leste das Grandes Planícies americanas. No Paraná, a quinta-feira (14/04) também foi de queda. A saca foi negociada a R$ 27,05, segundo o Deral/Seab. (Valor Econômico)
Com foco na ressocialização, a Cocamar contratou 28 pessoas mantidas em regime semiaberto para prestar serviços em vários setores. Além de oferecer oportunidade para que retornem ao mercado de trabalho, desenvolvendo uma atividade produtiva, eles têm sua pena reduzida em 10 dias a cada 30 trabalhados. Recebem também um salário que em parte vai para os familiares e parte para a poupança, só podendo utilizar esse dinheiro aplicado quando estiverem inteiramente livres. Esses trabalhadores começaram a nova rotina na última segunda-feira (11). (Imprensa Cocamar, com informações do Diário do Norte)
A colheita de café, que começa neste mês na região da Cocamar, só ganha volume mesmo a partir de maio e junho, indo até setembro. Com os preços pagos atualmente e as perspectivas de mercado, os cafeicultores estão animados. É o caso de Adalto Lazarin, de São Jorge do Patrocínio. Dono de 25 mil pés em três hectares e meio, ele espera colher 40 sacas beneficiadas em média por hectare, um pouco mais do que no ano passado. De olho nos grãos, Lazarin aguarda o melhor momento para iniciar a colheita. É comum encontrar produtores que colhem café com 40% a 50% de grãos ainda verdes. Mas Lazarin sabe que isto faz com que o produto perca peso, qualidade e valor comercial. Nestas condições, avalia o técnico agrícola da cooperativa, Antonio Carlos Spanhol, os prejuízos podem variar de 20% a 30% e o produtor se decepcionar no momento da comercialização.
Qualidade - Em um ano como este, em que colher café de qualidade pode fazer toda a diferença, o cafeicultor precisa ficar atento, recomenda o gerente comercial de café, Adenir Volpato, o Gabarito. Em anos anteriores, diz, o café de qualidade era vendido com uma diferença média de preço de 10% a 12%. "Atualmente a diferença é bem maior. Gira em torno de 30% ou mais, tendência que deve persistir até o final da safra", garante. Além de preço melhor, o café de qualidade também tem maior liquidez. Isso porque, nas duas últimas safras, devido a problemas climáticos, a safra caiu muito em países como a Colômbia e outros da América Central, tradicionais produtores de alta qualidade. O mesmo também ocorreu no Brasil, reduzindo significativamente os estoques mundiais. (Imprensa Cocamar)
A maior parte das lavouras de soja e milho do Paraná que ainda estão no campo fica em áreas com perspectivas otimistas de produção. Na região da cooperativa Agrária - com sede em Entre Rio, Guarapuava, porção central do estado -, por exemplo, a safra começou com granizo e quebra, mas as previsões tendem a ser superadas, conforme o vice-presidente Paul Illich.
Produtividade média - "Apesar do granizo de novembro, a produtividade média da soja vai chegar perto dos 3,5 mil quilos que tivemos no ano passado", afirma. A previsão de rendimento tinha sido reduzida a 3,23 mil quilos por hectare para os 76 mil hectares de cultivo. No milho, os 30 mil hectares teriam índice médio de 10,1 mil kg/ha - mil quilos a menos que em 2009/10 -, mas essa previsão também deve ser superada, acrescenta Illich.
Avanço - A Batavo, com sede em Carambeí, nos Campos Gerais, também prevê avanço sobre as marcas de 3,2 mil kg/ha de soja e 9,7 mil kg/ha de milho. No cereal, a expectativa é que a média finalmente ultrapasse a barreira dos 10 mil kg/ha, de acordo com o gerente geral, Antonio Carlos Campos. A área de cultivo de soja dos cooperados da Batavo passou de 84 mil para 92 mil hectares e a de milho caiu de 42 mil para 34 mil hectares. (Caminhos do Campo / Gazeta do Povo)
A catástrofe que assola o Japão é considerada a maior da história. Ainda não se sabe ao certo o número de mortos e desaparecidos. Além do terremoto e do tsunami, a preocupação agora é com os efeitos da radioatividade em função dos danos sofridos pelas usinas nucleares. O mundo inteiro acompanha, com preocupação, as notícias que chegam a todo momento.
Abalos - Alguns cooperados da Cocamar possuem parentes no Japão. Quando soube da tragédia, o cooperado Kaido Yamamoto, que reside em Maringá, rapidamente entrou em contato com a irmã, cujos filhos vivem no país oriental há mais de 20 anos. "Ela ficou bem preocupada, mas ainda bem que eles estão longe das regiões atingidas", conta. Apesar dos 700 km que distanciam as localidades mais afetadas com a cidade em que os sobrinhos moram, Yamamoto revela que houve abalos. "Eles disseram por telefone que tremeu uns 4 pontos [na Escala Richter] onde estavam."
Normal - O mesmo susto inicial pegou o produtor Roberto Chuja, pois a tia também mora atualmente no Japão. "Ela está em Guifo, uma cidade mais longe de Fukushima e dos outros lugares afetados", diz. Durante os dez anos que morou no país, Chuja confirma que já sentiu o chão tremer. "Treme um pouco, mas isso é normal por lá, são até comuns treinamentos contra terremotos." O cooperado está no Brasil desde 2005 e cultiva, junto a seu pai, 26 alqueires de soja em Maringá.
Dificuldades - Valmir, irmão de Marizete Miranda, colaboradora da empresa terceirizada Analysis, vive em Nagoya há 15 anos. Ele, a mulher, dois filhos e agora também uma neta, viveram o drama do terremoto e, agora, enfrentam dificuldades para comprar alimentos e água, o que está sendo comum em todo o país. Sobre retornar para o Brasil, Marizete, que conversa com eles praticamente todos os dias via messenger, disse que não há perspectivas. "Eles não pensam em voltar, pelo menos por enquanto". (Imprensa Cocamar)
O valor das exportações de produtos agrícolas da União Europeia registrou incremento de 21% em 2010 e superou a marca de € 90 bilhões, conforme informou o bloco na sexta-feira (11/03). O resultado foi alcançado graças a crescimentos de 31% nos embarques de commodities, 24% no de bebidas e 25% no de vinho e vermute dos 27 países que compõem o bloco europeu. Já as importações de produtos agrícolas da UE -basicamente matérias-primas - subiram 9%, para mais de € 84 bilhões, segundo informações oficiais. Os resultados foram obtidos principalmente por causa do forte aumento de preços em geral. (Valor Econômico)
A safra 2010/11 será lembrada por muito tempo pelos agricultores. Além do preço remunerador, a produtividade está correspondendo às expectativas. Choveu bem e a lavoura se desenvolveu conforme o esperado. Em Paiçandu, município vizinho a Maringá, o produtor Santo Gardinal Neto está feliz da vida. Em 33 alqueires, colheu 145 sacas em média por alqueire. Por ter feito aplicações preventivas, não teve problemas com pragas e doenças. Com parte do lucro, espera realizar este ano o sonho da família: construir uma nova casa para morar. Agora, investe em tecnologia para ter o mesmo sucesso com o milho safrinha. No ano passado ele colheu mais de 200 sacas por alqueire. "Se o tempo continuar ajudando, vamos repetir a dose", sorri.
Contratempo - As chuvas que tanto ajudaram no vigor das plantas, acabaram atrapalhando o produtor Atílio Maziero Neto, também de Paiçandu, onde cultiva 40 alqueires. A umidade excessiva dificultou a aplicação de produtos e, por causa disso, o percevejo e a ferrugem derrubaram a produtividade, que ficou aquém do previsto: 110 sacas por alqueire. Abaixo das 115 da safra anterior.
Pagar dívidas - Em Doutor Camargo, na mesma região, Ocimar Servilheri, que planta 80 alqueires juntamente com familiares, colheu entre 130 e 140 sacas de soja por alqueire. "A chuva atrapalhou um pouco, mas devagar a gente vai colhendo tudo, mesmo que seja para trabalhar noite adentro", afirma Servilheri. Com o dinheiro, ele vê a oportunidade de quitar dívidas contraídas em 2008.
Além do esperado - Por sua vez, Paulo Inazaua, também de Doutor Camargo, conta que "arrebentou a boca do balão". Em um lote de 5,3 alqueires, colheu 197 sacas de soja em média por alqueire, da variedade Potência. Ele diz que aplicou 700 quilos de adubo por alqueire, fez o controle de pragas e doenças conforme orientação dos técnicos da Cocamar, mas credita à população de plantas, 15 por metro linear, o fator que fez a diferença. Ao todo, Inazaua planta 60 alqueires em vários municípios e calcula fazer a média de 170 sacas no geral. (Imprenas Cocamar)