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Prestação de contas e plano de ação do Sistema Ocepar são aprovados em AGO, com participação de mais de 100 lideranças

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Com a presença de 111 lideranças de 68 cooperativas paranaenses dos sete ramos – agropecuário, crédito, saúde, trabalho, produção de bens e serviços, infraestrutura, transporte e consumo – foram aprovados a prestação de contas de 2024 e o plano de ação para 2025 das três entidades que integram o Sistema Ocepar – Ocepar, Fecoopar e Sescoop/PR, durante Assembleia Geral Ordinária (AGO) realizada na tarde dessa terça-feira (01/04), na sede da entidade, em Curitiba. A AGO também foi acompanhada de forma virtual por dirigentes e profissionais de 16 cooperativas, pela plataforma Microsoft Teams.

O vice-governador Darci Piana e a gerente-geral do Sistema OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), Fabíola Mota, compuseram a mesa de honra, juntamente com o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, diretores da Ocepar e representantes da diretoria de Fecoopar e do Conselho Administrativo do Sescoop/PR.

Homenagem

Na abertura, Ricken solicitou um minuto de silêncio em memória do cooperativista Áureo Zamprônio, falecido em novembro de 2024, em Ubiratã, no Noroeste do Paraná, e que foi um dos fundadores das Cooperativas Coagru, Credicoagru (hoje integrante da Sicredi Vale Piquiri Abcd PR/SP) e Central Unitá. “Em nome de Zamprônio, queremos homenagear todas as lideranças cooperativistas e cooperados que nos deixaram no ano passado”, afirmou.

Resultados

Na sequência, ele destacou os principais resultados obtidos pelas 227 cooperativas registradas no Sistema Ocepar. Segundo o dirigente, apesar de ter sido desafiador, o ano de 2024 foi encerrado de forma positiva. “Tivemos perdas de produção, redução de preços das principais commodities agrícolas, dificuldade de acesso ao crédito e juros elevados, que dificultaram a realização de investimentos. Isso impactou na trajetória de crescimento do setor e não poderia ser diferente. As cooperativas agropecuárias receberam oito milhões de toneladas de grãos a menos. Assim mesmo, fechamos o ano com R$ 205 bilhões de faturamento. Isso tem muito a ver com a estrutura de agroindústria mantida pelas cooperativas no Estado e também com o crescimento do ramo crédito. São dois fatos relevantes nesse sentido”, enfatizou.

“Nós vamos seguir em nossa trajetória para chegarmos, no final de 2026 ou em 2027, aos R$ 300 bilhões de faturamento projetados no Plano Paraná Cooperativo 300 (PRC), o planejamento estratégico do cooperativismo paranaense”, acrescentou.

No ano passado, o setor ultrapassou os quatro milhões de cooperados, com destaque especial para as cooperativas de crédito, que possuem 3,7 milhões de associados. “Isso também é uma demonstração da força do cooperativismo”, comentou Ricken.

Outro ponto ressaltado pelo presidente do Sistema Ocepar foi a geração de empregos diretos, que chegaram a 146 mil no ano passado. “Temos ainda 10 mil vagas em aberto que não conseguimos cobrir”, sublinhou. Já o resultado líquido foi de R$ 10,8 bilhões, valor que está sendo submetido à apreciação do quadro social, que pode optar por reinvestir o recurso nas cooperativas ou devolver parte aos cooperados para que eles possam aplicar em suas atividades. De acordo com Ricken, essa prática do cooperativismo é um dos diferenciais desse modelo de negócios. “Em uma empresa privada, muito provavelmente esse montante não voltaria para a cooperativa ou para o cooperado e, sim, seria destinado à compra de ações ou outros investimentos”, disse.

Ricken informou que, em 2024, o cooperativismo paranaense exportou o equivalente a US$ 7,9 bilhões para mais de 150 países e responde pelo recebimento de cerca de 64% da produção agropecuária paranaense, sendo que mais da metade desse total tem algum valor agregado, já que as matérias-primas são processadas por meio das 153 agroindústrias mantidas pelas cooperativas e há ainda oito unidades em construção. “Isso mostra que o cooperativismo, de fato, gera desenvolvimento. Há inclusive dados do Ipardes [Instituto Paranaense Desenvolvimento Econômico e Social] que mostram que, onde há uma cooperativa bem-organizada, o IDH [Índice de Desenvolvimento Humano] é melhor.”

Em seu pronunciamento, ele reconheceu a relevância da atuação das Frentes Parlamentares do Cooperativismo (Fencoop) e da Agropecuária (FPA), que tem viabilizado o avanço das pautas do cooperativismo no Congresso Nacional. Ele destacou a mobilização ocorrida em defesa da preservação do ato cooperativo na regulamentação da reforma tributária. Em sua avaliação, o Programa de Educação Política do Cooperativismo Paranaense também tem contribuído para que o setor atue de forma sistêmica e eficiente em busca do atendimento de suas demandas no legislativo e em outros poderes. “Nosso Programa estimula o voto consciente e prestigia os parlamentares dispostos a apoiar as nossas causas. Vamos dar continuidade à essa ação”, frisou.

Ricken ressaltou as alianças estratégicas do cooperativismo paranaense, num trabalho de intercooperação que está unindo cooperativas de ramos diferentes em alguns casos, ou do mesmo ramo, com resultados animadores, a exemplo da Maltaria Campos Gerais, que envolve seis cooperativas, consolidando o Estado do Paraná como maior produtor brasileiro de malte.

O trabalho em conjunto com o G7, grupo formado pelas principais entidades representativas do setor produtivo paranaense, foi citado pelo importante papel que desempenha na interlocução com o governo e no encaminhamento das demandas dos diferentes segmentos da economia no Estado, com participação decisiva do Sistema Ocepar.

Ele disse ainda que o sistema cooperativo oferece serviços e produtos com origem garantida, qualidade e preços adequados. “Nós temos condições de identificar de onde vem o produto, rastrear de ponta a ponta, pois temos conhecimento da primeira, segunda e terceiras gerações de cooperados. Talvez essa seja uma grande oportunidade de mercado”, afirmou.

Nesse contexto, Ricken enfatizou que, neste ano, devem avançar os trabalhos de implementação do Programa de Certificação do Cooperativismo Paranaense, uma das principais iniciativas do PRC300, que visa apoiar as cooperativas agropecuárias no fomento de práticas de produção de alimentos sustentáveis e competitivas, que favoreçam a conquista de novos mercados.

De acordo com o dirigente, a criação, por parte do governo do Estado do Paraná, da Superintendência-Geral de Ordenamento Territorial, é um passo importante para o alcance das certificações, já que tem como um dos focos ampliar o número de propriedades paranaenses com registro regularizado no Cadastro Ambiental Rural (CAR). “Dessa forma, vamos mostrar ao mercado como atuamos. Tenho certeza de que nós fizemos a nossa lição de casa na questão ambiental, com a manutenção da reserva legal e da mata ciliar, ou seja, implementando tudo que foi necessário, de acordo com a lei. Mas isso não basta. Temos que saber mostrar ao mundo o que já realizamos”, afirmou. “E, para que isso se concretize, precisamos do engajamento de todas as cooperativas e, assim, sejamos cada vez mais fortes e representativos”, complementou.

Ano Internacional

Ao final, Ricken lembrou que a Organização das Nações Unidas (ONU) declarou 2025 como Ano Internacional das Cooperativas, como ocorreu em 2012. “Isso é uma demonstração da importância do cooperativismo no mundo. Se a ONU faz esse reconhecimento ao setor por duas vezes consecutivas, nós temos que aproveitar essa oportunidade e divulgar os benefícios que o nosso setor traz para toda a sociedade.”

Programação

A AGO seguiu com o pronunciamento do vice-governador Darci Piana. Houve ainda um relato sobre as pré-assembleias realizadas entre os dias 10 e 13 de março, com 417 participantes de 85 cooperativas, nas cidades da Lapa, Mandaguari, Cascavel e Mariópolis. As reuniões ocorreram durante os Encontros de Núcleos Cooperativos.

Depois, houve a exibição de um vídeo, com um resumo dos principais pontos do Relatório de Atividades de 2024 e Plano de Ação para 2025 do Sistema Ocepar. As apresentações do balanço patrimonial e demonstrações contábeis de 2024 foram realizadas pelo gerente administrativo e financeiro da Ocepar, Claudiomiro Rodrigues, pelo coordenador administrativo da Fecoopar, Carlos Roberto Gonçalves e pelo coordenador administrativo do Sescoop/PR, Edson Luiz Carvalho de Souza. Todos os documentos receberam parecer favorável dos Conselhos Fiscais e das auditorias.

Já os planos de trabalho e propostas orçamentárias para 2025 foram apresentados pelos superintendentes Robson Mafioletti, da Ocepar, Nelson Costa, da Fecoopar, e Leonardo Boesche, do Sescoop/PR, sendo aprovados por unanimidade pelos participantes da AGO.

A Assembleia encerrou com pronunciamento da gerente-geral do Sistema OCB, Fabíola Motta, e discussão de assuntos gerais, quando foi aberto espaço para manifestação das lideranças. Com a pauta da Assembleia cumprida, o presidente Ricken convidou todos para comemorar os 54 anos de fundação da Ocepar, celebrados nesta quarta-feira (02/04).

FOTOS: Assessoria Sistema Ocepar

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