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INDÚSTRIA: Produção avança em nove dos 15 locais pesquisados em março

industria destaque 10 05 2022A produção industrial avançou em nove dos 15 locais investigados pela Pesquisa Industrial Mensal (PIM Regional) em março, quando o índice nacional cresceu 0,3%. Os destaques do mês foram São Paulo (8,4%) e Ceará (3,8%), com as maiores expansões. Mato Grosso (2,8%), Minas Gerais (2,4%), Rio de Janeiro (2,1%), Região Nordeste (1,8%), Paraná (0,6%), Amazonas (0,3%) e Bahia (0,1%) também tiveram índices positivos. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (10/05) pelo IBGE.

Crescimento - “A produção nacional teve um crescimento tímido em março, por causa de fatores como a baixa massa de rendimento, a inflação elevada e o encarecimento das matérias-primas, que não permitem o aumento do ritmo. A principal influência positiva veio de São Paulo, que teve impacto especialmente dos veículos automotores, máquinas e equipamentos e outros produtos químicos. Esse é o resultado mais intenso desde julho de 2020 (10,5%), quando a produção industrial do estado começava a compensar as perdas dos meses mais restritivos da pandemia”, explica o analista da pesquisa, Bernardo Almeida.

São Paulo - É o segundo mês consecutivo de expansão de São Paulo, período em que acumulou ganho de 9,1%. Com esse avanço, o estado se encontra 5,8% acima do patamar pré-pandemia, enquanto a produção nacional está 2,1% abaixo. “Mesmo assim, a produção paulista está 17,4% inferior ao seu patamar mais alto, alcançado em março de 2011”, acrescenta o pesquisador.

Ceará - Assim como em São Paulo, março é o segundo mês de crescimento da produção industrial do Ceará (3,8%), que acumula 10,0% no período. “Em termos absolutos de taxa, é o segundo maior resultado. E isso se deve aos segmentos de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados e de bebidas”, afirma.

Minas e Rio - Já a segunda maior influência positiva para o avanço da produção nacional veio de Minas Gerais (2,4%), que foi impactado pelos segmentos de metalurgia, veículos automotores e máquinas e equipamentos. Também crescendo pelo segundo mês consecutivo, o estado acumula ganho de 11,1%. No Rio de Janeiro (2,1%), terceira maior influência, os setores que mais influíram sobre o aumento da produção foram o extrativo e o de veículos automotores. “Esse crescimento quase elimina a perda acumulada de 2,2% em janeiro e fevereiro”, diz Almeida.

Santa Catarina - Na passagem de fevereiro para março, Santa Catarina (-3,8%) foi o local com recuo mais elevado, interrompendo dois meses de alta na produção, quando acumulou expansão de 3,6%. “Com a queda de março, o estado perde o que tinha acumulado nesse período. Essa perda está relacionada à retração no setor de vestuário, que é muito atuante na indústria catarinense, e também de alimentos e máquinas e equipamentos”, explica o analista.

Pará - Já a produção industrial do Pará caiu 3,3% e eliminou parte do avanço de 23,2% registrado em fevereiro. “A queda da produção paraense está relacionada aos setores extrativos e de metalurgia e ocorre por causa do movimento desses segmentos no início do ano. Em janeiro, houve uma queda muito expressiva em função das chuvas no estado, que impactou a produção e o escoamento do minério de ferro”, avalia Almeida. Outro estado em que a indústria caiu foi o Espírito Santo (-3,0%), que intensificou o recuo do mês anterior (-0,7%).

Produção de nove estados recua no acumulado do ano - No acumulado do ano, houve recuo em nove dos 15 locais pesquisados com destaque para Ceará (-12,8%) e Pará (-12,2%). No caso do estado nordestino, a pressão da indústria foi exercida principalmente pela queda dos setores de artefatos de couro, artigos para viagem, confecção de artigos do vestuário e acessórios e máquinas, aparelhos e materiais elétricos. Já a produção industrial do Pará foi afetada pela retração das indústrias extrativas e metalurgia.

Redução - Frente a março do ano passado, a indústria nacional teve redução de 2,1%, com queda em sete dos 15 locais pesquisados. Santa Catarina (-9,8%), Pará (-7,2%) e Amazonas (-4,1%) foram os locais com maior redução.

Impacto - Em Santa Catarina, o recuo da produção foi impactado, principalmente, pelo comportamento negativo dos setores de máquinas e equipamentos; máquinas, aparelhos e materiais elétricos e produtos têxteis. O recuo da produção industrial paraense foi afetado por quedas nas indústrias extrativas e metalurgia, enquanto o do Amazonas foi relacionado à retração de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos e máquinas e equipamentos.

Mais sobre a pesquisa - A PIM Regional produz, desde a década de 1970, indicadores de curto prazo relativos ao comportamento do produto real das indústrias extrativa e de transformação. Traz, mensalmente, índices para 14 unidades da federação cuja participação é de, no mínimo, 1% no total do valor da transformação industrial nacional e, também para o Nordeste como um todo: Amazonas, Pará, Ceará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Goiás e Região Nordeste. (Agência IBGE de Notícias)

FOTO: Gilson Abreu / AEN-PR

 

industria quadro 10 05 2022

 

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