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Programa 5S completa 30 anos fortalecendo a cultura organizacional da Coamo

coamo 23 07 2026Organização, disciplina, padronização, saúde e melhoria contínua fazem parte da cultura da Coamo há três décadas por meio do Programa 5S. Implantada em 1996, a metodologia passou a integrar a rotina da cooperativa e contribuiu para fortalecer a participação dos funcionários, das lideranças e, posteriormente, também das famílias, consolidando um ambiente de trabalho voltado à valorização das pessoas e à busca permanente pela qualidade.

Ao longo desse período, o programa acompanhou o crescimento da Coamo e tornou-se referência na construção de relações baseadas no respeito, na cooperação e na responsabilidade compartilhada.

Na entrevista a seguir, publicada na revista Coamo, o gerente de Gestão de Pessoas, Antonio Cesar Marini, relembra como ocorreu a implantação do Programa 5S, os desafios enfrentados no início, sua evolução ao longo de 30 anos e os principais resultados que ajudaram a consolidar essa cultura organizacional na cooperativa.

Revista Coamo: A Coamo valoriza os funcionários e tem um programa denominado Tempo de Casa. E você completou em 2026 41 anos de cooperativa. O que representa essa trajetória?

Antonio Cesar Marini: A Coamo foi meu primeiro emprego. Formei-me em Psicologia e, em 15 de abril de 1984, fui contratado para atuar na área de Recursos Humanos, realizando os trabalhos com a Avaliação de Desempenho e de recrutamento e seleção. Tudo o que aprendi profissionalmente foi dentro da Coamo, com as pessoas que construíram e continuam construindo esta cooperativa. Sou fruto da política de valorização e aproveitamento dos funcionários. Iniciei como analista, fui instrutor de treinamento, supervisor, coordenador e, posteriormente, assumi a gerência de Gestão de Pessoas. Tenho orgulho de fazer parte dessa história.

RC: Qual a importância das diretrizes corporativas para a administração da Coamo?

Marini: As diretrizes corporativas da Coamo são muito importantes e são divididas em pilares estratégicos e valores fundamentais. Elas orientam a cultura e a conduta dos funcionários e cooperados, servindo de alicerce para a administração da empresa.

RC: A preocupação da diretoria com a qualidade faz parte das diretrizes?

Marini: Sim, entre os princípios e valores, destaco os de equidade, respeito e valorização ao ser humano, cujo foco está centrado em um ambiente saudável e na valorização das pessoas. A busca de todos nós no dia a dia é a prática de um cooperativismo de resultados para geração de valor e renda aos cooperados, e o desenvolvimento sustentável do agronegócio.

RC: Pensando em um ambiente saudável, entre outros motivos, nasceu na Coamo o Programa 5S. Como surgiu essa iniciativa?

Marini: Em 1995, a Ocepar reuniu os presidentes das cooperativas paranaenses e incentivou a implantação do Programa 5S. Cada cooperativa deveria indicar um coordenador para conduzir o processo. Tive a honra de ser escolhido pela diretoria da Coamo para esta missão. Desde o início, o programa ficou vinculado à área de Recursos Humanos, hoje Gestão de Pessoas, porque a visão da Coamo sempre foi de que, qualidade não se faz apenas com processos, mas principalmente com pessoas.

RC: Como foi a implantação do programa na cooperativa?

Marini: Após treinamentos e muito estudo, iniciamos a implantação em março de 1996, justamente durante a safra. Foi um grande desafio. A diretoria acreditou no projeto e decidiu colocá-lo em prática. Escolhemos facilitadores – funcionários escolhidos para apoiar a execução do Programa 5S - em todas as áreas e unidades da Coamo, e esse modelo descentralizado foi um dos grandes diferenciais para o sucesso do programa.

RC: Qual é o papel desses funcionários, chamados facilitadores?

Marini: Em muitas empresas, os programas de qualidade ficam concentrados em uma única área. Na Coamo, optamos pela descentralização. Cada gerência e cada unidade possui um facilitador (funcionário) responsável pela condução das ações do 5S. Hoje são cerca de 300 pessoas envolvidas diretamente. Isso faz com que o programa pertença a todos e não apenas a uma área específica.

RC: O que mudou nesses 30 anos de Programa 5S?

Marini: A Coamo já possuía organização, limpeza e preocupação com saúde e padronização. O 5S deu nome e método a essas práticas. Mais do que isso, aproximou as pessoas, fortaleceu relacionamentos, aproximou as famílias e consolidou uma cultura organizacional baseada na disciplina, na cooperação e no respeito.

RC: Quais são os cinco sensos do programa?

Marini: Os 5 sensos fazem parte da Metodologia 5S, um programa de gestão de origem japonesa focado em melhorar a organização, limpeza, segurança e produtividade no ambiente de trabalho. Os conceitos originais e adaptações do 5S para o português são assim conhecidos: Seiri (Senso de Utilização): identificar o que é realmente necessário e eliminar ou descartar o que não é útil, liberando espaço; o segundo, Seiton (Senso de Organização): definir lugares lógicos e práticos para guardar cada coisa, facilitando o acesso e evitando desperdício de tempo; o terceiro, Seiso (Senso de Limpeza): manter o ambiente sempre limpo e inspecionar equipamentos para evitar acidentes e desgastes; o quarto, Seiketsu (Senso de Saúde): criar regras, rotinas e manuais para manter os três primeiros sensos e garantir a saúde física e mental no local; e o quinto, Shitsuke (Senso de Autodisciplina): transformar os sensos anteriores em um hábito cultural da equipe, para que todos cumpram as normas por vontade própria. Assim, juntos, os sensos formam a base para um ambiente organizado, saudável e produtivo.

RC: A ginástica laboral tornou-se uma das marcas do programa. Como ela contribui para o dia a dia?

Marini: A ginástica laboral vai muito além dos exercícios físicos. É um momento de iniciarmos o dia com integração e alegria. São 5 minutos do nosso dia de trabalho para cantarmos parabéns aos aniversariantes, compartilhamos mensagens, orientações e, em algumas áreas, até reflexões bíblicas. São poucos minutos que ajudam a preparar o corpo, a mente e o espírito para o trabalho. É um momento de relacionamento e valorização das pessoas.

RC: Em determinado momento, as famílias também passaram a fazer parte do programa. Como surgiu essa ideia?

Marini: Percebemos que muitos funcionários praticavam o 5S na Coamo, mas encontravam dificuldades para aplicar os conceitos em casa porque a família não conhecia a metodologia. Então criamos eventos para aproximar familiares do programa. Há quase três décadas promovemos atividades que permitem às famílias conhecerem a Coamo e participarem dessa cultura.

RC: Quais resultados essa integração trouxe?

Marini: Os benefícios são muitos. As famílias passaram a compreender melhor a importância da organização, da economia de recursos e da convivência harmoniosa. Além disso, fortaleceram-se os vínculos entre funcionário, família e cooperativa. Muitas famílias passaram a participar mais das atividades da Coamo, criando um sentimento ainda maior de pertencimento.

RC: O 5S pode ser aplicado por qualquer pessoa? Funcionário, cooperado e comunidade?

Marini: Sem dúvida. O 5S é conhecido como a porta de entrada dos programas de qualidade. Ele pode ser praticado em qualquer ambiente: no trabalho, em casa, no carro ou em qualquer lugar. Seus princípios são universais e contribuem para uma vida mais organizada, saudável e produtiva. Não só os funcionários, mas também cooperados e familiares aprenderam a conhecer o 5S e a conviver com as melhorias que o programa trouxe ao longo dos anos, como ambiente agradável e organizado em todas as áreas.

RC: Qual a importância da autodisciplina dentro do programa?

Marini: A autodisciplina é o que transforma conhecimento em hábito. É cumprir o combinado, informar onde estamos, manter a organização e respeitar processos. Quando cada pessoa assume essa responsabilidade, o ambiente se torna mais produtivo e os relacionamentos melhoram significativamente.

RC: Então, como você avalia os 30 anos do Programa 5S na Coamo?

Marini: O principal resultado é o fortalecimento das relações humanas. As pessoas estão mais próximas, convivem mais e participam mais da vida da cooperativa. O programa ajudou a consolidar uma cultura de amizade, respeito, companheirismo e valorização das pessoas e das famílias. Isso não se aprende apenas nos livros, é construído diariamente.

RC: O que explica a longevidade e o sucesso do programa?

Marini: A combinação entre conhecimento e prática. Como diz o slogan do programa, praticar o 5S é ter senso de educação e vontade. Educação é saber o que fazer, vontade é colocar em prática. Um sem o outro não funciona. Há 30 anos a Coamo mantém essa disciplina, com atividades padronizadas e o comprometimento das lideranças e dos funcionários.

RC: Qual é o legado do Programa 5S para a Coamo?

Marini: O legado é uma cultura voltada para as pessoas. O 5S não é apenas limpeza ou organização. É saúde, relacionamento, reconhecimento, amizade e qualidade de vida. É um programa feito por pessoas, com pessoas e para pessoas. Esse é o grande diferencial da Coamo e a razão pela qual o programa permanece forte após três décadas.

RC: Qual a sua mensagem final?

Marini: Agradeço a oportunidade de mostrar aos cooperados, clientes, parceiros e consumidores, esta visão da nossa diretoria em investir e incentivar a prática deste importante Programa 5S. Assim, praticar o 5S é ter sentido amplo de educação e vontade. Educação para conhecer os princípios, e vontade para colocá-los em prática todos os dias. Assim, construímos ambientes melhores, relacionamentos mais fortes e uma cooperativa, cada vez mais, humana e preparada para atender os nossos cooperados, razão maior da existência da Coamo. (Assessoria de Imprensa Coamo)

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