3º Fórum de Meio Ambiente do Sistema Ocepar debate gestão climática
Cerca de 25 técnicos da área ambiental das cooperativas agropecuárias do Paraná participam do 3º Fórum de Meio Ambiente, iniciado nessa quarta-feira (30/09) e que termina nesta quinta-feira (01/10). O evento tem como tema Gestão Climática, com foco nos desafios, oportunidades e caminhos para o avanço da agenda nas cooperativas paranaenses.
A programação inclui temas como mercado regulado de carbono, balanço de emissões de GEE (Gases de Efeito Estufa), pegada de carbono de produtos, oportunidades nas remoções de emissões, finanças sustentáveis e preparação para novas demandas.
Com esses debates, o Sistema Ocepar busca ajudar as cooperativas com uma rota de ações de descarbonização para os próximos 12 meses, explicou a analista de Desenvolvimento Técnico da Ocepar, Bruna Mayer. "Vamos discutir como evoluir e dar o próximo passo, com auxílio na parte estratégica", disse.
O superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti, falou sobre iniciativas da organização para incentivar a gestão climática e defendeu que as ações também precisam estar alinhadas a bons resultados no mercado. "Sustentabilidade é um assunto de muito valor para as cooperativas. Os desafios são grandes", disse. Mafioletti também destacou como as parcerias com governo estadual e Sistema OCB colaboram para fortalecer essas iniciativas.
Avanço
Em 2025, o Sistema Ocepar intensificou o acompanhamento técnico para o informar as cooperativas sobre regulações nacionais e internacionais, a produção de inventários e o registro público de emissões - a exemplo do Selo Clima Paraná, criado pelo governo estadual para reconhecer práticas sustentáveis. Agora, a prioridade é viabilizar esses projetos, segundo o coordenador de Desenvolvimento Técnico da Ocepar, Silvio Krinski. "Para nós, o importante é materializar essas ações, mostrar como comprová-las na hora de conseguir recursos. Não estamos apenas discutindo a teoria da descarbonização, queremos criar oportunidades", explicou.
Palestrantes
Participaram do Fórum representantes da GSS – empresa de consultoria especializada em mudanças climáticas. O diretor de Mudanças Climáticas, Paulo Zanardi Jr., explicou como a consultoria pode auxiliar no desenvolvimento do inventário de emissões. "Mais do que falar em riscos e obrigações, esse tema só escala em uma empresa se falarmos em oportunidades", disse.
O coordenador de área de Soluções Tecnológicas para Mudanças Climáticas na GSS, Diego Flaresso, explicou como funciona SBCE – Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa, mercado regulado de carbono no Brasil, criado pela Lei 15.042/2024, e suas fases de implantação. Para Flaresso, a resolução do problema passa por um planejamento. "É através de investimento. Precisamos de uma estrutura de mercado".
Atuação nacional
Para garantir uma atuação coordenada e alinhada a demandas nacionais, o trabalho do Sistema Ocepar sobre as mudanças climáticas conta com apoio do Sistema OCB. Durante o Fórum, a analista técnica e econômica do Sistema OCB, Danielly Caldas, detalhou as áreas de atuação nacionais sobre o tema e falou sobre o contexto da agenda de carbono no cooperativismo.
Um dos focos do trabalho foi junto ao Congresso Nacional, via Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), para garantir que as resoluções sobre o tema atendam às demandas do cooperativismo. "O SBCE foi fruto de intensa negociação política".
FOTOS: Gisele Barão e Júlia Duda / Gerência de Comunicação e Marketing Sistema Ocepar