Cocamar: desenvolvimento do milho varia em regiões do PR

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cocamar 12 05 2026Tradicional produtor de grãos do município de Doutor Camargo, a 30 quilômetros de Maringá, Jorge Pedro Frare disse, no sábado (09/05), que, desde o dia 12 de outubro do ano passado, a sua região não recebia uma chuva tão intensa “e abençoada” como a que estava acontecendo. Foram mais de 100 milímetros.

Frare falou com precisão de dados: há 25 anos ele anota cuidadosamente os volumes de precipitações em seu sítio e, com base nas informações que possui, de janeiro a abril deste ano o total de umidade acumulada somou 239 milímetros, bem abaixo da média histórica. Em abril, as chuvas não passaram de 40 milímetros.

Isto explica por que em Doutor Camargo e imediações – os municípios de Ivatuba, parte de Floresta, Atalaia, Floraí e São Jorge do Ivaí, entre outros, o desenvolvimento do milho de inverno tenha ficado abaixo das expectativas.

“Em alguns lugares, as lavouras estão muito ruins e talvez nem tenham formação de espigas”, explica o gerente técnico da cooperativa, Rodrigo Sakurada, ao mencionar que se observa, também, em outras, a ocorrência de pendoamento com as plantas ainda muito baixas, o que compromete o potencial da cultura. A Cocamar não tem, ainda, um levantamento conclusivo de perdas.

Cenários diferentes

 O cenário dessa região, no entanto, difere em maior ou menor proporção do restante do mapa, em municípios onde a cooperativa possui unidades de atendimento no norte e noroeste do Paraná.

“De certa forma, o quadro nessas outras áreas é de relativa normalidade”, destaca o gerente técnico, ao frisar que como a semeadura neste ano não ocorreu mais cedo – por conta do atraso do ciclo da soja – há uma perda natural de produtividade. “Podemos considerar, por enquanto, uma safra semelhante a do ano passado”, cita, incluindo aí a região de solos arenosos, no noroeste do estado.

Já em Londrina e municípios do entorno, onde o calendário de semeadura é um pouco mais tardio, a situação das lavouras se apresenta ainda melhor, com desenvolvimento dentro do esperado.

Em síntese, segundo Sakurada, as chuvas recentes estancaram o percentual de perdas onde isto vinha acontecendo, mas as plantas já não têm, na atual fase, capacidade de recuperação. “A tendência é terminar o mês de maio com chuvas em boas quantidades e bastante água disponível no solo. Já onde o potencial produtivo está mantido, a expectativa é de uma boa evolução”, afirma.

Mesmo assim, como a semeadura em geral atrasou um pouco, a preocupação recai, a partir de agora, para os efeitos mais severos que resultam da chegada do frio, caso das geadas e ventos fortes. (Assessoria de Imprensa Cocamar)

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