Panetone é assunto de workshop realizado pela Agrária Farinhas

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Entre os dias 26 e 27 de março, o gostinho do Natal invadiu a Akademie Ireks & Agrária, durante a realização do 2º Workshop de Panetones, promovido pela Agrária Farinhas. Segundo pesquisa realizada pela Abimapi – Associação Brasileira de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães e Bolos Industriais, o faturamento no mercado de panetones brasileiro em 2024 foi 31,5% maior que no ano anterior.

Para dar conta de uma demanda crescente, a indústria nacional realiza a programação de sua produção e a compra de matéria-prima ainda no primeiro semestre. “Esse é um evento bastante importante para nossa equipe comercial, porque é o momento de nos aproximarmos dos clientes, falando sobre a aplicabilidade dos nossos produtos dentro da indústria. Assim, nos posicionamos como um parceiro estratégico, levando informação e novos conceitos, que contribuem para melhorias no dia a dia da produção”, ressaltou Juliano Gross, coordenador comercial da Agrária Farinhas.

No primeiro dia, os participantes do Workshop receberam informações sobre melhoramento genético e qualidade do trigo, especificações da farinha para produção de panetones e oportunidades de crescimento do setor junto aos consumidores. O grupo também teve a oportunidade de conhecer o Laboratório de Trigo, responsável pela análise dos grãos que chegam à Agrária, e o Moinho da Agrária Farinhas.

O segundo dia do evento foi focado no uso da fermentação natural para produção de panetones e nas tendências de comercialização do trigo. “O panetone é um produto que consegue unir duas dimensões da panificação: a parte estética, porque é um produto bonito, e a parte científica, porque você precisa saber trabalhar com as leveduras para que a receita funcione”, declarou o palestrante Bruno Malheiros, bicampeão da Copa del Mondo del Panettone.

Conforme Fernanda Ferrer Campos, coordenadora de pesquisa e desenvolvimento da Bauducco, para fabricar cerca de 70 milhões de peças de panetones, que são comercializadas no Brasil e no exterior, a empresa inicia sua produção em julho. “Em geral, trabalhamos com três fornecedores de matéria-prima para os panetones. Devido ao grande volume que fabricamos, nossa principal preocupação é contar com uma farinha que mantenha a estabilidade do produto”, explicou.

Para ela, a participação no 2º Workshop de Panetones Agrária Farinhas trouxe conteúdos relevantes, que podem suscitar mudanças no processo industrial. “Por exemplo, vimos uma palestra sobre o uso da massa madre. A Bauducco trabalha com isso desde que chegou ao Brasil, há 70 anos. Porém, enxergamos oportunidades de melhorar esse processo e torná-lo mais rentável”, afirmou Fernanda Ferrer Campos.  (Assessoria de Imprensa Agrária)

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