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Volume de serviços fica estável (0,0%) em julho

ibge 10 09 2026FOTO: PixabayEm julho de 2026, o volume de serviços no Brasil ficou estável (0,0%) frente ao mês imediatamente anterior, após ter registrado ligeira variação positiva (0,1%) em junho. Dessa forma, o setor de serviços se encontra 20,0% acima do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e fica, em julho de 2026, 0,2% abaixo do topo da série histórica, alcançado em outubro de 2025. Frente a julho de 2025, o volume de serviços cresceu 0,9%, seu 28º resultado positivo consecutivo. O acumulado de janeiro a julho deste ano foi de 1,9%, frente a igual período de 2025. O acumulado nos últimos doze meses foi a 2,4%, reduzindo o ritmo de expansão observado em junho (2,6%).

A variação nula (0,0%) do volume de serviços em julho de 2026, ante junho, mostrou maior disseminação de taxas positivas entre os setores, com avanço em quatro das cinco atividades divulgadas. Entre os avanços, os transportes (0,4%) e os profissionais, administrativos e complementares (0,6%) exerceram os principais impactos positivos, com o primeiro setor apontando ligeiro avanço após ter ficado estável em junho; e o segundo recuperando uma parte da perda observada no mês anterior (-1,3%). As demais expansões vieram dos outros serviços (0,7%) e dos serviços prestados às famílias (0,5%). Em contrapartida, informação e comunicação (-2,5%) mostrou o único recuo de julho, devolvendo parte do crescimento acumulado entre abril e junho (3,3%).

Ainda na série com ajuste sazonal, a evolução do índice de média móvel trimestral para o total do volume de serviços mostrou estabilidade (0,0%) no trimestre encerrado em julho de 2026 frente ao nível do trimestre imediatamente anterior. Entre os setores, ainda em relação ao movimento deste índice na margem, quatro das cinco atividades mostraram comportamento negativo: outros serviços (-0,9%); transportes (-0,2%); serviços prestados às famílias (-0,2%); informação e comunicação (-0,1%). Em sentido oposto, os serviços profissionais, administrativos e complementares (0,5%) registraram o único avanço neste tipo de indicador.

Na comparação com igual mês do ano anterior, o volume do setor de serviços cresceu 0,9% em julho de 2026, 28º resultado positivo seguido. O avanço deste mês foi acompanhado por três das cinco atividades de divulgação e contou com crescimento em 50,0% dos 166 tipos de serviços investigados.

Entre os setores, o de informação e comunicação (4,6%) exerceu o principal impacto positivo, impulsionado, principalmente, pelo aumento da receita em telecomunicações; desenvolvimento de programas de computador sob encomenda; tratamento de dados, provedores de serviços de aplicação e serviços de hospedagem na internet; desenvolvimento e licenciamento de softwares; atividades de TV aberta; e portais, provedores de conteúdo e outros serviços de informação na internet. Os demais avanços vieram dos serviços profissionais, administrativos e complementares (2,6%); e dos serviços prestados às famílias (2,9%), explicados, em grande parte, pela maior receita vinda de locação de automóveis; atividades de vigilância e segurança privada; intermediação de negócios em geral por meio de aplicativos ou de plataformas de e-commerce; agenciamento de espaços de publicidade; e serviços de engenharia, no primeiro ramo; e de restaurantes; e serviços de catering, bufê e outros serviços de comida preparada, no último. Em sentido oposto, os transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-2,7%) e os outros serviços (-1,6%) exerceram os únicos impactos negativos, pressionados, em grande medida, pela menor receita vinda do transporte aéreo de passageiros; do rodoviário de cargas; e da logística de transporte de cargas, no primeiro setor; e de serviços financeiros auxiliares, no último.

No índice acumulado de janeiro a julho de 2026, frente a igual período do ano anterior, o setor de serviços cresceu 1,9%, com três das cinco atividades de divulgação apontando taxas positivas e crescimento em 49,4% dos 166 tipos de serviços investigados.

Entre os setores, a contribuição positiva mais importante ficou com o ramo de informação e comunicação (6,5%), impulsionado, em grande parte, pelo aumento das receitas das empresas que atuam nos segmentos de telecomunicações; consultoria em tecnologia da informação; tratamentos de dados, provedores de serviços de aplicação e serviços de hospedagem na Internet; portais, provedores de conteúdo e outros serviços de informação na Internet; desenvolvimento e licenciamento de softwares; e atividades de TV aberta.

Os demais avanços vieram dos serviços profissionais, administrativos e complementares (2,4%); e dos serviços prestados às famílias (2,2%), explicados, sobretudo, pelo aumento na receita das empresas que atuam com agenciamento de espaços de publicidade; intermediação de negócios em geral por meio de aplicativos ou de plataformas de e-commerce; atividades jurídicas; limpeza em prédios e em domicílios; e atividades de vigilância e segurança privada; e locação de automóveis, no primeiro setor; e restaurantes; e serviços de catering, bufê e outros serviços de comida preparada, no último.

Em contrapartida, os setores de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-1,4%) e de outros serviços (-0,1%) exerceram os únicos impactos negativos sobre o volume total de serviços, pressionados, especialmente, pela menor receita vinda de transporte aéreo de passageiros; logística de cargas; atividades de correio; e gestão de portos e terminais, no primeiro ramo; e de serviços financeiros auxiliares, no último.

Volume de serviços recua em 14 das 27 unidades da federação

Regionalmente, 14 das 27 unidades da federação tiveram retração no volume de serviços em julho de 2026, na comparação com o mês imediatamente anterior, evidenciando a estabilidade observada no resultado do Brasil (0,0%) na série com ajuste sazonal. Entre os locais com taxas negativas nesse mês, o impacto mais importante veio de São Paulo (-0,8%), seguido por Rio de Janeiro (-0,7%), Mato Grosso (-3,3%), Santa Catarina (-0,9%) e Goiás (-1,9%). Em contrapartida, Rio Grande do Sul (3,0%) exerceu a principal contribuição positiva do mês, seguido por Paraná (1,9%), Bahia (3,2%) e Minas Gerais (1,0%).

Na comparação com igual mês do ano anterior, a expansão do volume de serviços no Brasil (0,9%) foi acompanhada por 15 das 27 unidades da federação. A contribuição positiva mais importante ficou com São Paulo (0,8%), seguido por Rio de Janeiro (2,9%), Bahia (9,7%) e Distrito Federal (5,9%). Em sentido oposto, Mato Grosso (-6,8%), Mato Grosso do Sul (-9,6%), Paraná (-1,4%) e Goiás (-3,5%) lideraram as perdas do mês.

No acumulado de janeiro a julho de 2026, frente a igual período do ano anterior, o avanço do volume de serviços no Brasil (1,9%) se deu de forma disseminada entre os locais investigados, já que 15 das 27 unidades da federação também mostraram expansão na receita real de serviços. O principal impacto positivo em termos regionais ocorreu em São Paulo (3,5%), seguido por Distrito Federal (9,2%), Bahia (3,1%), Rio de Janeiro (0,5%), Santa Catarina (1,4%) e Mato Grosso (2,3%). Por outro lado, Ceará (-4,5%) registrou a influência negativa mais importante sobre índice nacional, seguido por Amazonas (-4,5%) e Minas Gerais (-0,5%) e Goiás (-1,3%).

Atividades turísticas crescem 2,7% em julho

Em julho de 2026, o índice de atividades turísticas apontou expansão de 2,7% frente ao mês imediatamente anterior, recuperando, assim, parte da perda de 4,0% observada entre maio e junho. Com isso, o segmento de turismo se encontra 9,4% acima do patamar de fevereiro de 2020 e opera, em julho de 2026, 3,8% abaixo do ápice da sua série histórica, alcançado em dezembro de 2024.

Regionalmente, 11 dos 17 locais pesquisados acompanharam este movimento de expansão verificado na atividade turística nacional (2,7%). A contribuição positiva mais relevante ficou com São Paulo (3,5%), seguido por Bahia (8,6%), Paraná (6,7%) e Minas Gerais (2,8%). Em sentido oposto, Ceará (-1,8%) e Pernambuco (-1,1%) apontaram os principais resultados negativos.

Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o volume de atividades turísticas no Brasil apresentou retração de 2,6%, quinto resultado negativo seguido. Neste mês, foi pressionado, principalmente, pela queda na receita de empresas que atuam no ramo de transporte aéreo de passageiros; e de hotéis. Em termos regionais, dez das dezessete unidades da federação onde o indicador é investigado mostraram queda nos serviços voltados ao turismo, com destaque para São Paulo (-3,5%), seguido por Pernambuco (-13,7%), Ceará (-13,7%), Paraná (-5,3%), Pará (-15,1%) e Distrito Federal (-6,5%). Em contrapartida, Bahia (18,6%), Rio de Janeiro (2,8%) e Minas Gerais (1,8%) exerceram os principais impactos positivos do mês.

No acumulado de janeiro a julho de 2026, o agregado especial de atividades turísticas mostrou retração de 1,0% frente a igual período do ano passado, pressionado, sobretudo, pela menor receita obtida por empresas do ramo de transporte aéreo de passageiros; e de hotéis. Regionalmente, 11 dos 17 locais investigados também registraram taxas negativas, onde sobressaíram as perdas vindas de São Paulo (-1,3%), seguido por Minas Gerais (-4,0%), Pernambuco (-7,9%), Paraná (-5,3%) e Ceará (-8,6%). Em sentido oposto, Rio de Janeiro (5,0%) liderou os ganhos do turismo, seguido por Bahia (5,9%), Espírito Santo (2,3%) e Rio Grande do Sul (0,7%).

Transportes de passageiros e de cargas registram alta em julho

Em julho de 2026, o volume de transporte de passageiros no Brasil avançou 2,9% frente ao mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, recuperando, assim, parte da perda acumulada entre maio e junho (-4,6%). Dessa forma, o segmento se encontra, nesse mês de referência, 1,5% acima do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e 22,1% abaixo de fevereiro de 2014 (ponto mais alto da série histórica). Já o volume do transporte de cargas apontou expansão de 1,0% em julho de 2026, após apresentar variação nula (0,0%) em junho. Dessa forma, o segmento se situa 4,7% abaixo do ponto mais alto de sua série (julho de 2023). Com relação ao nível pré-pandemia, o transporte de cargas está 37,8% acima de fevereiro 2020.

No confronto com igual mês do ano anterior, sem ajuste sazonal, o transporte de passageiros recuou 7,4% em julho de 2026, quarto resultado negativo seguido; ao passo que o transporte de cargas mostrou retração de 1,1% no mesmo tipo de confronto.

No indicador acumulado de janeiro a julho deste ano, o transporte de passageiros mostrou retração de 3,5% frente a igual período de 2025, enquanto o de cargas mostrou ligeiro acréscimo de 0,2% no mesmo intervalo investigado. (Agência IBGE de Notícias)

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