IRI - nº 155 - Informe semanal - julho.2024
A Coordenação de Relações Parlamentares do Sistema Ocepar, vinculada à Gerência de Desenvolvimento Técnico (Getec) publica, semanalmente, informes com os principais destaques de assuntos de interesse do cooperativismo em discussão tanto no Congresso Nacional como na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP); proposições no âmbito do Poder Executivo (federal, estadual e municipal), além de outros temas vinculados às áreas de atuação das cooperativas do Paraná. Os informes também são disponibilizados na Rádio Paraná Cooperativo (clique aqui)
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O Informe Agrícola nº 04, de agosto de 2026, desenvolvido pela equipe técnica da OCEPAR, atualiza o cenário da safra 2025/2026 no Brasil e no Paraná. No Brasil, a área cultivada é estimada em 83,5 milhões de hectares (+2,1%), com produção projetada de 360,8 milhões de toneladas (+2,4%). Destacam-se os aumentos na produção de soja (+5%) e milho 1ª safra (+18%), enquanto o milho 2ª safra apresenta leve redução (-1%) e o trigo registra forte retração (-27,5%). No Paraná, a produção de milho 1ª safra atingiu 4,1 milhões de toneladas (+40,0%), a de milho 2ª safra alcançou 17,3 milhões de toneladas (+0,4%) e a de soja somou 22,0 milhões de toneladas (+9,9%), enquanto a produção de trigo está estimada em 2,1 milhões de toneladas (-23,0%). Os preços médios recebidos pelos produtores em maio de 2026 foram de R$ 52,66/sc para o milho, R$ 118,95/sc para a soja e R$ 71,05/sc para o trigo. As condições climáticas vêm sendo influenciadas pelo fortalecimento do El Niño, no Paraná, com chuvas acima da média e elevada disponibilidade hídrica, favorecendo o desenvolvimento das culturas de inverno e o estabelecimento da próxima safra de verão. Por outro lado, o excesso de umidade pode aumentar a incidência de doenças fúngicas e dificultar operações de manejo e colheita.
O Informe Agrícola nº 02, de abril de 2026, da OCEPAR, apresenta os custos de produção do milho 1ª e 2ª safras, soja e trigo, com base nos preços médios pagos pelos produtores no trimestre de fevereiro de 2026, segundo dados do DERAL. Considerando produtividades de referência de 140 sc/ha para o milho 1ª safra, 80 sc/ha para o milho 2ª safra, 55 sc/ha para a soja e 52 sc/ha para o trigo, o custo total de produção foi estimado em R$ 10.130,86/ha para o milho 1ª safra, R$ 6.761,05/ha para o milho 2ª safra, R$ 7.381,01/ha para a soja e R$ 6.409,92/ha para o trigo. Em todas as culturas, os custos variáveis representaram a maior parcela do custo total, com destaque para os fertilizantes e, em seguida, as sementes, como os principais componentes de elevação dos custos de produção, evidenciando a forte dependência do desempenho econômico das lavouras em relação aos preços desses insumos.
A Coordenação de Relações Parlamentares do Sistema Ocepar, vinculada à Gerência de Desenvolvimento Técnico (Getec) publica, semanalmente, informes com os principais destaques de assuntos de interesse do cooperativismo em discussão tanto no Congresso Nacional como na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP); proposições no âmbito do Poder Executivo (federal, estadual e municipal), além de outros temas vinculados às áreas de atuação das cooperativas do Paraná. Os informes também são disponibilizados na Rádio Paraná Cooperativo.
O Informe de Crédito Rural da Gerência de Desenvolvimento Técnico da Ocepar tem como objetivo observar a evolução do funding do Crédito Rural no Brasil, bem como os recursos disponibilizados para as cooperativas a nível nacional e do estado do Paraná, além de identificar e comparar o volume de captação de recursos mensais com safras anteriores. O total das contratações de Crédito Rural na Safra 2022/23, superou em R$ 113 bilhões nos dois meses do seu lançamento. Vale destacar que a maior parte dos recursos usados para contratação teve origem na poupança rural (49%); recursos obrigatórios (22%); recursos com taxas livres (17%); fundos constitucionais (7%), BNDES equalizável (4%) e Outros (1%). O informe demonstra que no período que compreende os meses de julho de 2022 até setembro de 2022, ou seja, os dois primeiros meses do novo Plano Safra, as cooperativas brasileiras captaram R$ 5,73 bilhões, sendo a maior parte destinados para à industrialização e custeio, nesta ordem de importância. Já as cooperativas paranaenses captaram R$ 2,02 bilhões, representando, no plano safra 2022/23, mais de 35% dos recursos captados pelas cooperativas nacionais, destacando-se os segmentos: industrialização e custeio. A captação dos recursos aumentou, significativamente, quando comparado com anos anteriores tendo a maior necessidade para cobrir o elevado custo de produção apresentado nesta safra. Apesar do cenário econômico estar conturbado, as cooperativas paranaenses apostam na agregação investindo na industrialização para, consequentemente, expandir seus mercados e suas sobras. Verifica-se também que a captação total de recurso Crédito Rural, em agosto da safra 2022/23, apresentou um forte crescimento em relação ao mesmo período do ano passado. Contudo, dado o aumento do custo de produção provocado pelo cenário econômico, o volume captado até o momento é relevante, tendo em vista que os preços recebidos pelas commodities são otimistas e influenciam da tomada de decisões do produtores, desde a aquisição de insumos como máquinas agrícolas.