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RAMO TRANSPORTE I: Segmento é um dos que mais crescem no Paraná

Em 1998, um grupo de 20 caminhoneiros autônomos resolveu se unir para prestar serviços à fábrica de defensivos agrícolas Herbitécnica (hoje Milênia). Eles fundaram a Cooperativa dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Londrina (Cotramil). A exigência de se constituir uma pessoa jurídica foi do próprio cliente, que não queria continuar pagando os profissionais por meio de Recibo de Pagamento a Autônomo (RPA).

Em 1998, um grupo de 20 caminhoneiros autônomos resolveu se unir para prestar serviços à fábrica de defensivos agrícolas Herbitécnica (hoje Milênia). Eles fundaram a Cooperativa dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Londrina (Cotramil). A exigência de se constituir uma pessoa jurídica foi do próprio cliente, que não queria continuar pagando os profissionais por meio de Recibo de Pagamento a Autônomo (RPA). Mas quem mais se beneficiou foram os caminhoneiros.

 

Faturamento - Hoje, com 51 cooperados e frota de 60 veículos, a Cotramil apresenta faturamento de aproximadamente R$ 3,5 milhões por ano. Uma carreta chega a faturar R$ 35 mil nos meses mais movimentados - de agosto a dezembro - quando os agricultores estocam defensivos. Isso significa um rendimento líquido de mais de R$ 8 mil para o caminhoneiro. ''A cooperativa permite um frete mais justo para o motorista'', afirma o presidente da Cotramil, Kem Yabushita. Ele explica que, além da Milênia, a cooperativa atende dois outros grandes clientes do mesmo segmento, o que vem garantindo um crescimento anual de 6% a 7%.

 

Produtos perigosos - O transporte de produtos perigosos é uma das atividades mais regulamentadas. Ela exige certificações, rastreamento e gerenciamento de risco e da frota. Mesmo com as despesas decorrentes dessas obrigações, segundo Yabushita, a cooperativa vem conseguindo oferecer boas condições de trabalho para os associados. ''Fazemos grandes negociações para compra de diesel e pneus, oferecemos seguros de vida, do veículo e da carga'', ressalta.

 

Crescimento - O caminhoneiro Luigi Roque Giovanangelo, 53 anos, diz que seu faturamento cresceu ''uns 50%'' desde que se associou à Cotramil, há 8 anos. Com um caminhão truck, ele afirma faturar R$ 6 mil por mês. ''Se tivesse uma carreta, conseguiria muito mais'', ressalta.

 

Agregação de valor - Motorista desde os 18 anos, Carlos José Cogo, hoje com 48, resolveu experimentar o cooperativismo agora. Ele acaba de se associar à Cotramil, mesmo já tendo uma pequena transportadora pela qual carrega embalagens plásticas e uma frota de cinco veículos semi-novos. ''Vou colocar um dos meus caminhões a serviço da cooperativa para ver o que dá. Quero agregar valor'', destaca. (Folha de Londrina)

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