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SANIDADE: Paraná pronto para ser considerado livre da aftosa sem vacinação

O deputado federal Eduardo Sciarra (DEM/PR) reuniu-se nessa quarta-feira (24/03), em Brasília, com a bancada do Paraná na Câmara dos Deputados para discutir o trabalho que vem sendo desenvolvido para que o Estado seja considerado área livre da febre aftosa sem vacinação. O objetivo é conseguir um ato normativo no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) declarando o Estado livre da doença. Nessa condição, os produtores paranaenses poderiam conquistar novos mercados, principalmente em países onde as barreiras sanitárias são mais rígidas. O presidente da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Ágide Meneguette, esteve presente no encontro.

Status - Em 2000 o Paraná conseguiu o status de área livre de aftosa. A luta agora é alcançar esse status de livre de aftosa sem vacinação. Atualmente apenas Santa Catarina possui esse status em todo Brasil. Segundo dados da FAEP, se o MAPA validar o pedido paranaense, a campanha de vacinação prevista para novembro estará suspensa. Apenas com vacinas a economia poderá chegar a R$ 30 milhões por ano.

Decisões - Para Sciarra, duas decisões são importantes para o Paraná pleitear o status livre de aftosa sem vacinação: A criação dos Conselhos Municipais e Intermunicipais de Sanidade Agropecuária - os CSA's - e a implantação de um fundo de defesa agropecuária. Esse fundo deu a garantia ao produtor de que, caso haja um surto de aftosa, os proprietários de animais sacrificados por questões sanitárias sejam indenizados.

Condições - "Acredito que o Paraná tem todas as condições de conseguir esse status e liderar o processo de erradicação da aftosa no Brasil, conseguindo, assim, agregar valor à produção agropecuária do Estado", afirmou Sciarra. Em 2008, o Mapa realizou auditoria no Serviço de Sanidade Animal, na área de sanidade agrícola, e o Paraná obteve conceito B, a maior pontuação do País, saindo do 7º para o 1º lugar nacional.

Campanha - No mês de maio de 2010, todos os bovinos e bubalinos com idade até 24 meses serão vacinados contra a febre aftosa. O secretário nacional da Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Inácio Kroetz, também presente na reunião, reconheceu que o Paraná está capacitado e tem condições de levar adiante o processo de reconhecimento de área livre de febre aftosa sem vacinação. Com isso, o Paraná poderá suspender, já a partir de novembro de 2010, as campanhas de vacinação. Há quatro anos não existe registro de focos de febre aftosa no país. (Assessoria de Imprensa)

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