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ÓLEO DE SOJA: Vantagens deverão se estender à indústria

Maior exportador mundial de óleo de soja, a Argentina deve tributar a venda externa do produto em 32% a 34%, ante os 24% atuais. Para Anderson Galvão, diretor da consultoria Céleres, esse acréscimo não deve inverter a posição entre Argentina e Brasil. "Não é isso que vai tornar o Brasil o maior exportador de óleo", pondera Galvão. O diretor da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), Sérgio Mendes, acrescenta que, além de vantagens em logística e em câmbio no transporte de grãos, a indústria processadora de soja na Argentina usam tecnologia de última geração, o que se reflete em custos de produção inferiores ao das indústrias instaladas no Brasil. "Fala-se que esse custo é a metade da despesa brasileira", cita Mendes.

Localização das fábricas - O diretor da Anec ainda acrescenta como vantagem a localização da fábricas processadoras na Argentina. "Estão localizadas ao longo do rio da Prata. A soja chega, é processada e os subprodutos seguem embarcados diretamente no navio", detalha o executivo. Assim como ocorre com a soja, o aumento da taxa de exportação de milho argentino também trará problemas ao Brasil, que, diferente da Argentina, produz milho convencional. (Gazeta Mercantil)

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