Ocepar e Fecoopar reúnem diretoria para debater as demandas das cooperativas
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As diretorias do Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar) e da Federação e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Fecoopar) voltaram a se reunir nessa quinta-feira (19/09), no Hotel NH The Five, em Curitiba.
As respectivas 18ª e 7ª reuniões ordinárias das duas instituições ocorreram de forma híbrida com 17 participantes, cinco deles online. Entre outros, estiveram em pauta temas importantes como a aprovação da Projeto de Lei Complementar (PLP) 519/2018, que regulamenta o funcionamento de cooperativas de seguros, na Câmara dos Deputados; e os esforços do movimento cooperativista nacional e estadual na defesa dos interesses do setor, na tramitação da Reforma Tributária no Senado Federal.
Dois foram os pontos altos do encontro: a assinatura do convênio com a Fiep para a utilização da Câmara de Arbitragem e Mediação (CAMFIEP) pelas cooperativas paranaenses e as manifestações individuais dos diretores da Ocepar e Fecoopar.
Neste momento, as demandas e contribuições das cooperativas de todas as regiões do Estado foram trazidas à mesa, impulsionando a ação para a melhoria e desenvolvimento.
“A Ocepar tem a função de buscar soluções, de criar oportunidades. As cooperativas esperam isso de nós. A gente faz isso e vamos ajudando o cooperativismo como um todo”, afirma o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken.
Entre as necessidades, os diretores falaram sobre a falta de conectividade do campo; a preocupação quanto à sanidade animal da fronteira com o Paraguai; a urgência de se estabelecer um diálogo com o governo, nas esferas federal e estadual, sobre capital de giro para os produtores que têm amargado perdas na produção e seca; a preocupação do ramo de crédito quanto aos impactos dessas perdas no setor; e oscilação da energia no Interior do Estado, entre outros assuntos.
Devolutiva
Em relação às demandas trazidas na reunião anterior, de agosto, o presidente Ricken e o superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti trouxeram os avanços em temas como financiamento às cooperativas (DAP e PCA), Plano Paraná Cooperativo (PCR300), Programa Irriga Paraná, Código Florestal, Nota Fiscal Eletrônica para o Produtor e Programa Paraná Competitivo e Rota do Progresso (que permitem que as cooperativas usem crédito de ICMS).
O superintendente da Fecoopar, Nelson Costa, fez um panorama sobre o PL537, que reconhece a cooperativa como categoria econômica e estabelece o Estatuto Profissional dos Trabalhadores Celetistas em Cooperativas. Aprovado pela Comissão de Assuntos Econômicos, o projeto vai a plenário no Senado.
Ele também falou sobre a sanção da Lei 22.129/2024, que autoriza a desestatização da Ferroeste, com duas emendas propostas pela casa: uma para manter a ativa o trecho Guarapuava/ Cascavel, e outra que os atuais arrendatários do terminal de Cascavel tenham preferência na renovação dos contratos de arrendamento.
Costa ainda sugeriu a criação de um Grupo de Trabalho multidisciplinar para auxiliar as cooperativas na manutenção da segurança e gestão dos riscos dos armazéns.
Convidados
Neste mês, a reunião contou com a participação de convidados, além de membros da diretoria das duas casas. Entre eles, alguns presidentes das cooperativas do ramo agropecuário que estavam em Curitiba para o Programa de Formação; Tânia Zanella, superintende da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB); e o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Edson Vasconcelos.
“Estou surpreso com o nível de discussão e a conversa dessa reunião. Isso em deixa muito feliz porque vejo que nossas reivindicações e necessidades de associados estão sendo tratadas. Temos aqui uma equipe toda em defesa do produtor, que é a razão da nossa existência”, comenta Alfredo Lang, presidente da Cooperativa C.Vale.
Tânia explicou em detalhes o trabalho que a OCB vem fazendo, tendo elegido 8 emendas ao projeto da Reforma Tributária para preservar o desenvolvimento do movimento cooperativista. “Estamos fazendo nosso papel, conversando com os senadores, fazendo aproximação institucional com o Senado e a Receita. Para além do que temos que conquistar, lutamos para não termos baixas no que já conquistamos na Câmara dos Deputados”, afirma.
O presidente da Fiep, Edson Vasconcelos, ressaltou a importância da aproximação entre a indústria e as cooperativas do Estado, principalmente no debate sobre as demandas de infraestrutura no Paraná.
“A maioria das cooperativas do akgronegócio usam muito os corredores de exportação. E esses são aquelas que mais necessitam de atenção. Toda infraestrutura é necessária, mas é ainda mais urgente a logística para o transporte”, comenta Vasconcelos.
Ainda segundo ele, é preciso entender as nossas fortaleças e diferenças entre os setores produtivos, “para poder conseguir mirar planejamentos a curto, médio e longo prazo e poder manter nossa competitividade e melhorar”.
FOTOS: Cassiano Rosário
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