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Márcio Freitas é reeleito para Conselho de Administração da ACI

sistema ocb 16 09 2026O presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, foi reeleito, nessa terça-feira (15/09), para o Conselho de Administração da Aliança Cooperativa Internacional (ACI). O resultado foi definido durante a Assembleia Geral Eleitoral da entidade, realizada na Cidade do Panamá, e mantém o Brasil em uma das principais instâncias de decisão do cooperativismo mundial. 

A eleição reuniu lideranças e representantes de organizações cooperativistas de diferentes países. Ao todo, 24 candidatos disputaram 15 vagas no Conselho de Administração, responsável por participar das decisões estratégicas e da definição dos rumos da maior organização de representação do movimento cooperativista em nível global. 

Para Márcio, a reeleição representa o reconhecimento da força alcançada pelo cooperativismo brasileiro. “Essa é uma conquista de todo o movimento brasileiro. Chegamos até aqui representando milhões de cooperados e milhares de cooperativas que mostram, todos os dias, a capacidade desse modelo de gerar desenvolvimento, renda e oportunidades.  

O presidente também reforçou que o resultado amplia a responsabilidade do país nos debates internacionais. “Permanecer no Conselho da ACI significa garantir que o Brasil continue tendo voz ativa nas grandes discussões sobre o presente e o futuro do cooperativismo mundial, o que nos dá ainda mais responsabilidades para ocupar esse cargo”, afirmou. 

Articulação  

A recondução ocorreu em meio ao fortalecimento da atuação internacional do Sistema OCB e ao aprofundamento das relações com organizações cooperativistas das Américas, Europa, Ásia e África. Nos últimos anos, o cooperativismo brasileiro ampliou sua participação em fóruns internacionais, reuniões bilaterais e agendas relacionadas a temas como segurança alimentar, sustentabilidade, inovação, transição energética, inclusão financeira, comércio e desenvolvimento econômico e social. 

A possibilidade de criar conexões e oportunidades para o setor ao ocupar espaços de governança internacional também foi destacada pelo presidente Márcio. “O Brasil tem muito a compartilhar com o mundo, mas também muito a aprender. Quando estamos nesses espaços, conseguimos construir pontes, trocar experiências, aproximar organizações e identificar oportunidades que podem chegar às nossas cooperativas. A representação internacional precisa se transformar em resultados concretos para quem está na ponta”, apontou.

Ampliação da representação 

A reeleição para o Conselho da ACI integra uma agenda mais ampla de participação brasileira nas eleições realizadas durante a programação internacional no Panamá. Além da Assembleia Eleitoral para o Conselho e a presidência da ACI, a programação reúne Assembleias Eletivas da ACI Américas, dos comitês de gênero e juventude e das organizações setoriais vinculadas tanto à ACI global quanto à representação continental. 

A presença simultânea em diferentes instâncias demonstra, de acordo com o presidente Márcio, que a estratégia brasileira ultrapassa a simples ocupação de uma cadeira e busca ampliar a capacidade de participação do país na construção das políticas do movimento.  

“Queremos uma representação brasileira cada vez mais ampla e qualificada. É importante estar no Conselho global, mas também fortalecer nossa presença nas Américas, no cooperativismo agropecuário, na juventude e nas organizações setoriais. Cada espaço conquistado aumenta nossa capacidade de contribuir, construir alianças e defender uma agenda que reconheça o cooperativismo como instrumento de desenvolvimento”, explicou. 

Comitiva brasileira 

O Brasil participa da programação no Panamá com uma delegação de 34 pessoas, formada por representantes do Sistema OCB, organizações estaduais e lideranças do movimento cooperativista. A apresentação pública do novo Conselho de Administração da ACI está prevista para quinta-feira (17/09), durante a Conferência Global. 

Com a reeleição, Márcio seguirá representando o cooperativismo brasileiro em um dos principais espaços de governança do movimento mundial. Para ele, o desafio agora é transformar a presença internacional em novas oportunidades e resultados. 

“Essa reeleição aumenta nossa responsabilidade. Vamos continuar trabalhando para que o Brasil seja cada vez mais ouvido e respeitado e para que nossa atuação internacional gere conexões, conhecimento e oportunidades para as cooperativas. Temos um cooperativismo forte e queremos contribuir ativamente para construir um movimento global ainda mais relevante para a sociedade”, concluiu. (Sistema OCB)

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