G7 Paraná manifesta preocupação com a redução da jornada de trabalho
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O G7 Paraná divulgou manifesto demonstrando preocupação com a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1 no país. O grupo, formado pelo Sistema Faep, Fecomércio PR, Fiep, Fecoopar, Faciap, Fetranspar e ACP, alerta para os efeitos estruturais negativos da medida para o setor produtivo e para a sociedade.
Na avaliação do G7 Paraná, reduzir a jornada sem enfrentar entraves históricos do país, como infraestrutura logística deficitária, elevada carga tributária, complexidade regulatória e baixa qualificação, tende a elevar o custo por hora produzida, com reflexos no faturamento setorial, nos empregos formais e na massa salarial.
“A discussão precisa ser equilibrada, sem qualquer viés ideológico e/ou político. A proposta precisa ser discutida com cautela e baseada em dados técnicos”, afirma o coordenador do G7 Paraná e presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “Nossos parlamentares precisam conhecer o real cenário, e não apenas buscar votos”, complementa.
Atualmente, o Brasil ocupa a 94ª posição no ranking de produtividade da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Entre 1990 e 2024, o crescimento médio anual da produtividade atingiu apenas 0,9%, evidenciando atraso estrutural frente a outras economias, conforme pesquisa elaborada pela Gerência de Economia e Finanças Empresariais da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg. Para o G7 Paraná, esses números evidenciam o atraso estrutural do país em relação a outras economias.
“A medida vai provocar efeitos desastrosos. O aumento dos custos produtivos tende a pressionar preços, gerar inflação e comprometer empregos, afetando diretamente consumidores e trabalhadores”, destaca Meneguette.
O documento aponta possíveis efeitos, como aumento dos preços de produtos e serviços, pressão inflacionária, aceleração da automação, crescimento da informalidade, precarização das relações de trabalho e expansão da pejotização. Também há o risco de ampliação indireta da carga de trabalho, caso trabalhadores busquem atividades complementares para recompor a renda diante de eventual elevação do custo de vida.
Outro ponto de preocupação é a implementação simultânea da reforma tributária, que já representa uma reestruturação profunda no ambiente de negócios. Para as entidades, a sobreposição de mudanças amplia incertezas regulatórias e dificulta o planejamento empresarial.
“O G7 Paraná defende ampla análise técnica dos impactos, respeito às diferenças setoriais, valorização da negociação coletiva e coordenação entre política trabalhista, desenvolvimento econômico e política tributária. É preciso responsabilidade na condução desse debate”, pondera Meneguette.
Sobre o G7 Paraná
O G7 Paraná é formado pela Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR), Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Federação e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Fecoopar), Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná (Faciap), Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná (Fetranspar) e Associação Comercial do Paraná (ACP). (Assessoria de Imprensa Sistema Faep)