G7 emite Nota de Repúdio
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FOTO: José Fernando Ogura / Arquivo AENApesar de divulgar uma carta em que lamenta a confusão com o mercado brasileiro e pedir que sua fala anterior não seja "interpretada como questionamento da parceria com a agricultura brasileira”, o CEO global do Carrefour, Alexandre Bompard, não deixa claro nessa mensagem se o Carrefour na França voltará a comprar carnes do Mercosul.
Com isso, o G7 Paraná, grupo que reúne sete grandes entidades do setor produtivo paranaense (Fecomércio, Faciap, Faep, Fiep, Fetranspar, Ocepar e ACP), manifesta seu total repúdio à decisão da Rede de Supermercados Carrefour de suspender a compra de carne proveniente do Mercosul. Tal decisão desrespeita os países do Bloco Sul-Americano, em especial o Brasil e o Estado do Paraná, onde existe uma grande produção de carnes (bovina, suína, peixes e aves) de alta qualidade. “É preciso ser mais claro e objetivo. Desculpas são bem-vindas, mas é necessário falar de economia de negócios, em um compromisso de manter as negociações de compra dos produtos do Bloco”, frisa o coordenador do G7, Coronel Sérgio Malucelli.
Para o G7, não existem justificativas plausíveis para essa decisão da Rede, que todos sabem estar pautada em um cenário francês no qual seus produtores rurais se posicionam contra acordos comerciais entre a União Europeia e o Mercosul.
As carnes produzidas no Brasil passam, há décadas, por um rígido controle sanitário de qualidade, sendo nossos produtores reconhecidos internacionalmente por sua excelência. Quando falamos de carnes produzidas no Estado do Paraná, o cenário é ainda mais positivo. Em 2021, o Estado foi reconhecido pela Organização Mundial da Saúde Animal como área livre de febre aftosa sem vacinação, sendo esse selo o pré-requisito para que a carne possa ser exportada para mercados extremamente exigentes, como o Japão, Coreia do Sul e países da União Europeia.
Atualmente, 52 países recebem a carne produzida em nosso Estado, totalizando mais de 2,3 milhões de toneladas, o que movimenta uma economia de mais de 4,3 bilhões de dólares por ano. Ora, se dezenas de países chancelam a produção de nosso Estado e de nosso país, é de se destacar que a decisão unilateral do Carrefour e agora, sendo seguido por outros grupos franceses é equivocada, desrespeitosa e cria um clima de depreciação de nosso produto no exterior, que pode causar prejuízos financeiros ao Brasil a serem reparados, uma vez que não existem argumentos que justifiquem tal iniciativa. Esperamos que a Rede reveja essa lamentável decisão e deixe mais claro o posicionamento da continuidade da compra.
Cel. Sérgio Malucelli
Coordenador do G7 Paraná