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ENCONTRO DE NÚCLEOS II: Agricultor europeu precisa de uma operação de emergência, diz Gefter

Em sua palestra durante o Encontro de Núcleos Cooperativos (Norte e Noroeste do Paraná) realizado na manhã desta terça-feira (27/10), no auditório da Cocamar, em Maringá, o professor Riccardo Gefter, da Universidade de Bolonha, que abordou o tema "A inserção do cooperativismo no mercado global", disse que o agricultor europeu "precisa de uma operação de emergência". Segundo ele, o produtor terá que sobreviver longe da política, uma vez que com o fim dos subsídios ao campo a partir de 2013, "a situação vai ficar bem difícil". "Não vai haver dinheiro para bancar a ineficiência e as distorções", disse Gefter, para quem é preciso racionalizar toda a produção que não tem nicho ou tipicidade.

Produtos éticos - Ele mencionou que há uma série de organizações fechando o cerco em relação a produtos como orgânicos e também os de "grife", que contam com mercados cada vez mais específicos e exigentes. "A tendência do consumidor é dar preferência aos produtos éticos, de produção sustentável". No entanto, advertiu que está havendo uma saturação inclusive nessas áreas em países como a Itália, onde os produtores se encontram debilitados. "Uma estratégia é encarar a competição de mercado sobre o aspecto das características nutritivas dos alimentos", afirmou o professor, enfatizando que é preciso criar diferenciais e não atuar como fazem as grandes redes de supermercados, que se preocupam apenas com a quantidade das vendas. Os supermercados, inclusive, são apontados como predatórios ao lançar promoções em que oferecem descontos substanciais por mercadorias, com o fim de atrair consumidores. Na Itália, que enfrenta uma concorrência cada vez mais acirrada com a Espanha na área de hortifruti, há 124 cooperativas de consumidores que são a primeira etapa na cadeia de distribuição: elas congregam 7 milhões de sócios.

Sinergias - Contudo, o cooperativismo, na opinião de Gefter, vai precisar organizar uma lógica de lobby internacional, criar sinergias. O Paraná, por exemplo, ao seu ver, teria condições de suprir demandas no continente europeu. "A Aliança Cooperativa Internacional ainda não atentou para essa oportunidade", frisou. (Imprensa Cocamar)

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