Cooperativismo deve compreender importância do Congresso Nacional e das Frentes Parlamentares
O terceiro módulo da Trilha de Educação Política promovida pelo Sistema Ocepar abordou a importância do Congresso Nacional e das Frentes Parlamentares como espaços de articulação e defesa. O evento foi conduzido pela doutora em Ciência Política pela Universidade de São Paulo, hoje professora da Universidade Federal do Paraná, Graziella Testa.
O encontro ocorreu na última sexta-feira (17/07) e contou com a presença virtual de mais de 90 pessoas. A abertura foi realizada pelo presidente executivo do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, que destacou o trabalho de representação do cooperativismo. “Queremos mais lideranças, mais parlamentares que nos apoiam, tanto na Assembleia Legislativa quanto no Congresso Nacional, para que a gente seja cada vez mais bem protegido. As decisões são tomadas no legislativo. Temos que seguir trabalhando para bem representar 4,5 milhões de cooperados no Paraná”, afirmou.
Defendendo Políticas Públicas setoriais
A professora começou sua palestra de maneira interativa, pedindo aos presentes para que definissem, em uma só palavra, o que é política. Após variadas participações, ela exemplificou. “Política se trata de como a gente sistematiza o acesso ao poder. Sempre vai haver conflito. Ainda que eu seja uma romântica, que acredita na política como instrumento para melhora da vida de cada um de nós, não deixo de ser pragmática. Em alguns casos a política vai ser opção à guerra: a gente precisa aprender a discordar do jeito certo. A gente tem representantes que vão trazer queixas que são díspares e é pelo processo democrático que temos que encontrar a solução.”
A especialista explicou que é fundamental levar discussões importantes sobre Políticas Públicas para o Congresso Nacional, onde questões complexas podem ser debatidas sem tanta polarização. “Se há diversos pontos que fazem com que pessoas discordem na arena eleitoral, quando se pensa em política pública é preciso buscar a convergência”, pontuou.
Testa demonstrou a eficácia da atuação das Frentes Parlamentares, grupos de congressistas que se unem para debater e representar pautas específicas. “Qual o problema de se organizar em torno de partidos políticos? Você compra brigas que não são suas. Quando a organização é em uma Frente Parlamentar, é possível unir pessoas que discordam em vários temas, mas concordam em algum ponto específico para construção de consenso”.
Para ela, é essencial que o cooperativismo leve informação técnica e de qualidade aos congressistas, para que quem tem o poder de decisão tenha embasamento para discutir assuntos relevantes. Atualmente, a Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) é um dos maiores grupos do Congresso Nacional. “O cooperativismo tem que formar uma rede de informação técnica e especializada. A Frente faz papel de memória institucional da causa cooperativista, num contexto em que a memória está desaparecendo, por estar enfraquecida. É preciso superar divisões de esquerda e direita. Não significa que o cooperado não possa ter sua identidade, mas na atuação é preciso buscar quem pensa igual a você em determinado tema e não fazer inimigos”, concluiu.
Outros módulos
A trilha de Educação Política é composta por seis módulos. A programação teve início no dia 26 de junho e prossegue até 7 de agosto, com aulas sempre nas sextas-feiras. O primeiro módulo teve como tema “O Programa de Educação Política e a Representação Política do Cooperativismo na OCB e na Ocepar”. O segundo módulo tratou do “Sistema Político Partidário”. Os temas dos próximos módulos são: “Comunicação Institucional sobre Educação Política” (24/07); “Eleições na era digital” (31/07) e “Compliance Eleitoral (07/08). (Comunicação Sistema Ocepar).