Conexão eleitoral das eleições municipais e nacionais é destaque do Informe

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relacoes institucionais destaque 04 11 2024A Coordenação de Relações Institucionais do Sistema Ocepar, vinculada à Gerência de Desenvolvimento Técnico (Getec), publicou, na sexta-feira (01/11), o Informe Semanal referente ao período de 27 de outubro a 1º de novembro. O setor foi criado com o propósito de fazer o acompanhamento das matérias de interesse do cooperativismo em discussão tanto no Congresso Nacional como na Assembleia Legislativa do Paraná, das leis publicadas no âmbito do executivo (federal, estadual e municipal), além de outros temas vinculados às áreas de atuação das cooperativas do Paraná. Confira abaixo os destaques do boletim.

Conexão eleitoral das eleições municipais e nacionais

Há relação entre as eleições municipais e nacionais? O que 2024 pode (ou não) nos dizer sobre 2026? Pesquisadores exploraram a fundo o histórico do comportamento eleitoral do brasileiro para verificar a correlação entre o voto nas eleições municipais e nas eleições nacionais. Quais foram os achados?

Em todos os testes, estatisticamente, que o voto para prefeito não tem associação direta com o voto para Presidente da República. A votação de candidatos a prefeito pelo MDB, PSD, PL, PP e PT, em 2020, e a votação de Lula e Bolsonaro, no segundo turno de 2022, não apresentaram correlação.

Quando se fala na associação entre o voto para prefeito e as eleições legislativas para a Câmara dos Deputados, existem pequenas correlações para ambos os lados. No entanto, os estudos demonstram que essa correlação não é suficientemente generalizável para todos os partidos. No caso do PT, a votação para prefeito explica até 32% da votação para deputados federais do partido. Para legendas do centrão, como MDB, PSD e PP, essa associação vem crescendo a cada eleição, mas ainda é baixa.

Os partidos que lançam candidaturas competitivas para a presidência têm vantagens nas eleições de deputados federais. Em 2022, a Federação Brasil da Esperança de Lula e Alckmin e o PL de Bolsonaro elegeram 40% das cadeiras da Câmara dos Deputados, em um fenômeno conhecido como efeito chicote do presidencialismo. Os partidos do centrão apresentam alta correlação entre governadores eleitos e bancadas robustas de deputados federais em determinados estados, seguindo a mesma lógica do efeito chicote, mas no contexto do presidencialismo estadual.

Conclusão

Os pesquisadores chamam a atenção de que historicamente não houve correlação entre as eleições municipais e o pleito nacional. No entanto, há uma nova variável nessa conta que é o efeito das novas regras de distribuição de emendas parlamentares. Ou seja, as decisões do STF sobre regras de transparência na distribuição desses recursos serão decisivas na associação entre o distributivismo, eleição de prefeitos e eleição de deputados federais.

Mais

O boletim trata ainda sobre a relação entre a cláusula de desempenho e seus efeitos em âmbito municipal e um panorama político partidário no Paraná.

Clique aqui e confira na íntegra o Informe Semanal da Coordenação de Relações Institucionais do Sistema Ocepar

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