Da inteligência artificial à edição gênica, inovação ganha espaço nos simpósios
Os quatro simpósios realizados durante o XXIII Congresso Brasileiro de Sementes levaram para a discussão temas que estão mudando o setor, da edição gênica e da inteligência artificial à qualidade sanitária e à restauração ambiental.
No VI Simpósio Brasileiro de Sementes de Espécies Forrageiras, o debate passou pelas possibilidades abertas pela biotecnologia e pela edição genômica com CRISPR, incluindo o desenvolvimento de plantas mais tolerantes ao estresse hídrico. Também entraram em pauta o manejo nutricional e fitossanitário, a segurança jurídica e o uso da inteligência artificial na fiscalização e no combate ao comércio irregular de sementes.
Já o II Simpósio Brasileiro de Análise de Sementes colocou em discussão como novas tecnologias podem contribuir para tornar os processos de avaliação e controle de qualidade mais eficientes e alinhados aos padrões internacionais. Entre os assuntos estiveram o teste de envelhecimento acelerado, os desafios das sementes tratadas e a aplicação da norma ISO/IEC 17025. O encontro também prestou homenagem a quatro mulheres que contribuíram para a ciência de sementes: Odete Liberal, Maria Selma Carvalho, Maria de Fátima Zorato e Maria Laene.
A sanidade das sementes e os desafios do comércio internacional foram o foco do XVII Simpósio Brasileiro de Patologia de Sementes. As discussões destacaram a importância do diagnóstico precoce e de análises precisas para reduzir riscos no campo e evitar que problemas sanitários se transformem em perdas de produção ou barreiras à comercialização.
No XIII Simpósio Brasileiro de Sementes Florestais, o debate aproximou conhecimentos tradicionais, bioeconomia e restauração ambiental de ferramentas como genômica, imagens de raio-X e luz multiespectral. A programação também marcou a primeira edição do Radar de Inovações em Sementes Florestais, que premiou pesquisas de Jamille Cardeal da Silva, da Embrapa Semiárido, em primeiro lugar; Ivonir Piotrowski, em segundo; e Andreliza Roberta Terciotti de Oliveira, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em terceiro. (Assessoria de Imprensa Abrates)