Presidente da ACI mostra-se surpreso com o Brasil
Competição e identidade - Barberini também traçou um cenário do Cooperativismo mundial e afirmou que dois são os desafios: a competição das cooperativas em um mercado global, cada vez mais disputado, e a preservação da identidade, da filosofia cooperativista. "É preciso encarar a crise que o mundo vive hoje em dia como uma grande oportunidade para o movimento cooperativo, porque o Cooperativismo é muito moderno e possui uma grande capacidade de compreensão e de gestão das complexidades da sociedade moderna." O presidente da ACI lembrou ainda que hoje é preciso equilibrar o desenvolvimento econômico e a coesão social. Liberdade e segurança precisam ser conjugados, segundo ele. "O desenvolvimento econômico depende diretamente da coesão social que existe em uma sociedade e o movimento cooperativo já está acostumado a gerenciar todas essas questões", enfatizou.
Alegria por Rodrigues - Barberini fez questão de expressar sua alegria pela nomeação de Roberto Rodrigues ao Ministério da Agricultura, a quem sucedeu na presidência da ACI. Barberini tomou posse na presidente da instituição em outubro do ano passado, durante congresso da entidade em Seul, na Coréia do Sul. Recentemente ele deixou a presidência da Legacoop - uma das maiores confederações de cooperativas agrícolas, de trabalho, consumo e de crédito italianas - para se dedicar exclusivamente à ACI. Fundada em Londres em 1895, a entidade é a maior organização não-governamental do mundo, com cerca de 950 milhões de associados espalhados por mais de 100 países de todos os continentes.