Ocepar e Faep pedem reintegração de posse de áreas invadidas
Cumprimento da lei – A correspondência solicita ao governador que o Estado determine o cumprimento das decisões de reintegração de posse. “Ante o quadro que se avizinha de nova escalada de violência das invasões contra a propriedade privada, cujos efeitos perversos são de conhecimento público – pois tão somente a história se repete -, trazemos a Vossa Excelência a preocupação daqueles que pretendem continuar produzindo na agropecuária paranaense”, enfatiza o documento.
Clima de violência – Duas cartas foram anexados à correspondência enviada ao governador: do Sindicato Rural de Campo Mourão e da agricultora Maria das Mercês Lourdes de Lacerda, de Guarapuava. A carta do Sindicato Rural de Campo Mourão, assinada pelo presidente Nelson Teodoro de Oliveira, pelo presidente da Associação Comercial e Industrial de Campo Mourão e outras autoridades de Ubiratã, Farol, Janiópolis, Rancho Alegre e Terra Boa, denuncia o clima de intranqüilidade e pedem o cumprimento das ordens judiciais de reintegração de posse. “Não se pode conceber que toda a sociedade assista calada e indefesa a ação de grupos armados, invadindo terras particulares, produtivas e cultivadas, ocupando-as à força, depredando as lavouras, benfeitorias, reservas naturais e sacrificando animais”, denuncia a carta.
Fazenda produtiva – A agricultora Maria das Mercês Lourdes de Lacerda, proprietária da Fazenda José Bernardo, conhecida como Três Marias, de Manoel Ribas, denuncia os invasores que se apossaram dos animais e diversos animais teriam sido abatidos, “causando prejuízos incalculáveis. À proprietária se revolta dos demais agropecuaristas de nosso Estado”. A fazenda, classificada como produtiva pelo Incra, tem 250 hectares de mata nativa, 480 hectares para cultura de grãos e 1.345 hectares de pastagens cultivadas, com gado puro e cruzado. A proprietária lamenta as dificuldades no cumprimento da determinação legal de reintegração de posse.