Demanda industrial garante ganhos recordes para a soja
Cotação - Para se ter uma idéia de como se deu a evolução dos preços, no Oeste do Paraná a saca da oleaginosa, que era cotada a R$ 25,00 no começo do ano, ganhou R$ 6,00 no primeiro semestre, chegando a R$ 31,00 no final de julho. Mas foi no segundo semestre em que veio a explosão: no final de novembro o produto havia ganhado R$ 19,00 por saca, batendo em R$ 50,00, máxima do ano para a região. E isto se deu com a colaboração do aumento da demanda industrial. No ano passado, explica o analista de mercado da Agência Rural de Notícias, Seneri Paludo, as empresas esmagadoras se voltaram com força para o mercado externo, o que se refletiu em um aumento das exportações dos produtos semi-elaborados - farelo e óleo - em detrimento da venda do grão in natura. "Com isso, a procura pelo produto foi sempre maior que a oferta, provocando um quadro de entressafra prolongada no mercado interno", diz.
Resultado - Em pleno mês de dezembro, período em que normalmente as indústrias já estão encerrando suas compras para a safra "velha", os preços pagos pela soja mantiveram-se em alta. Nesta época, quando o mercado interno costuma registrar sensível diminuição nas negociações, a comercialização manteve-se aquecida, se não em volume - até porque a sobra da safra 2001/02 é estimada em menos de 500 mil toneladas - ao menos em valores. Em Ponta Grossa, a saca chegou a ser cotada a R$ 51,00 no início do mês passado, recuou no decorrer do mês com a queda do dólar e voltou a se recuperar no início de janeiro, valendo atualmente R$ 47,50. E apenas a partir da próxima semana, quando ficarem mais comuns os negócios com a soja da nova safra, deve haver um certo recuo. Até lá, os produtores que ainda possuem o grão em seus silos irão continuar recebendo ofertas mais do que animadoras. (Fonte: Gazeta do Povo)