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Sistema Ocepar realiza curso para atualizar conhecimentos na atuação jurídica das cooperativas

O Sistema Ocepar deu início, na sexta-feira (28/08), ao Curso de Atuação Jurídica, evento online que reuniu cerca de 40 participantes de cooperativas de todo o Estado, com o intuito de atualizar os conhecimentos. Nesta primeira etapa foi abordado o tema Governança e Compliance no Cooperativismo. O curso está sendo realizado em parceria com o Isae Escola de Negócios e Fundação Getúlio Vargas (FGV), que tem parceria de cerca de 30 anos com o Sistema Ocepar.

Segundo o advogado do Sistema Ocepar, Marlon Dreher, os temas foram sugeridos e construídos com a ajuda dos departamentos jurídicos das cooperativas. O objetivo é desenvolver competências técnicas e estratégicas para atuação do setor jurídico, com foco na melhoria da gestão, monitoramento de processos e apoio na tomada de decisões. A procura por participar foi grande, superando o que tinha sido planejado em vagas. “Será inevitável uma segunda turma”, disse.

O curso completo terá 16 horas, com mais três eventos a serem realizados. Em 4 de setembro, o tema será Inteligência Artificial Aplicada ao Direito, também com quatro horas de duração. O terceiro módulo contempla Controladoria Jurídica e Gestão de Processos, em 11 de setembro. A jornada se encerra em 18 de setembro, com o tema Integração Estratégica do Jurídico.

As aulas são conduzidas pelo professor e advogado Fábio Lopes Soares, da FGV. Nesta primeira, conduziu a conversa a partir da estratégia Governança, Risco e Compliance (GRC), que, segundo ele, precisa atuar de forma conjunta na tomada de decisões, garantindo mais segurança e organização para evitar fraudes e danos à imagem. Soares destacou que os princípios de uma boa governança levam em conta integridade, transparência, equidade, responsabilização e sustentabilidade.

O professor reforçou ainda que o risco faz parte dos negócios realizados pelas corporações. “Precisa ter gente preparada para poder analisar riscos, porque o problema é a resposta que se dá ao risco”, salientou. Segundo ele, o compliance também precisa ter uma sinergia profunda com a governança, da qual ela é um instrumento. “Compliance é dizer para a sociedade que a corporação segue fielmente valores éticos”, afirmou.

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