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Palestra do Setembro Amarelo orienta sobre equilíbrio da saúde física, mental e social

Manter o equilíbrio da saúde física, mental e social e perceber os sinais corporais de estresse é importante para salvar vidas. A mensagem foi transmitida nesta sexta-feira (25/09), em palestra promovida pelo Sistema Ocepar, por meio do Sescoop/PR, que teve a participação online de aproximadamente 350 pessoas. O evento faz parte das atividades do Setembro Amarelo encabeçadas pelo Sistema Ocepar, que estabeleceu entre os objetivos a promoção, acolhimento e desmistificação da saúde mental.

A saúde mental é conceituada como estado de bem-estar, no qual o indivíduo é capaz de usar suas próprias habilidades, recuperar-se do estresse rotineiro e contribuir com a sua comunidade. Já a saúde, como definição da Organização Mundial da Saúde (OMS), é um processo que inclui o bem-estar físico, mental e social, e não simplesmente a ausência de doença. “A saúde não é mágica, ela se cultiva com hábitos saudáveis, e um bom paradigma é manter equilíbrio e constância entre os sistemas físico, mental e social”, afirmou o psicólogo Pedro Machado, também professor da FAE Centro Universitário, de Curitiba, que conduziu a reflexão.

Dados da Biblioteca Virtual da Saúde, do Ministério da Saúde, apontaram, em 2017, que uma a cada cinco pessoas tende a ter algum problema mental no trabalho. “Mas a gente é uma pessoa só dentro e fora do trabalho”, ponderou Machado. Então, segundo ele, é preciso entender quando algum evento passa do limite do saudável e o estresse e ansiedade se tornam preocupantes.

Como definição, a ansiedade é um sentimento vago e desagradável de medo e apreensão, caracterizado por tensão ou desconforto derivado de antecipação de perigo ou de algo estranho. Já o estresse é a resposta que a pessoa dá a um evento ou estímulo que perturbam seu equilíbrio e sobrecarregam a capacidade de enfrentamento. “A medicação atua muito no sintoma, mas não vão na causa. É preciso refletir de onde vem a ansiedade, o estresse, pois tudo isso influencia na saúde em geral”, ensinou o professor.

Segundo ele, como há ligação entre o físico, mental e social, é preciso saber que quando o mental estiver baixo terá sintomas no físico. “É sinal de alerta e é preciso estar atento”, alertou. Para isso, ele aconselhou que a pessoa dê um tempo a si mesma para reflexão. “Pensar na própria rotina, no que pode mudar, pensar onde sou mais vulnerável no dia a dia e porque sou vulnerável, saber o que mais me incomoda”, reforçou.

Além disso, precisa de uma constância, entendida como firmeza para realizar algo, e uma autoanálise diária. “Nem tudo se consegue prevenir na vida, mas muitas vezes as pessoas tendem a prestar atenção na saúde mental quando tem algum problema instalado”, ponderou. Machado observou ainda que a saúde mental passa por alimentar atividades lúdicas, como um hobby, um lazer ou práticas de introspecção, leitura ou meditação. “É importante, pois ajuda a preparar para o futuro e não apenas para alívio do que aconteceu”, disse.

As mesmas orientações, particularmente o autoconhecimento, se aplicam à ansiedade. “Os níveis de ansiedade são muito elevados, até pela cultura mais imediatista”, salientou. “A ansiedade por si só pode não ser vilã. Às vezes é sinal de algo. Precisa entender os padrões, de onde ela vem, pois quando bem gerenciada pode não ter necessariamente efeito negativo”, orientou.

No encerramento da exposição, o psicólogo destacou um exercício diário de reflexão para manter a saúde mental. “Pessoas, hábitos e lugares influenciam em nossas ações e pensamentos. Quais aspectos de nosso cotidiano despertam o nosso ‘melhor’ e o nosso ‘pior’?”, perguntou. E aconselhou: “Identifique as características desejáveis e reforce esses aspectos”.

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