Soja deve ter expansão de 36% na região do arenito
Depois das chuvas intensas do último final de semana, sementes de soja estão sendo despejadas aos borbotões nos campos das regiões produtoras do Paraná. Os agricultores, contentes com os preços do produto e com as perspectivas de lucro, capricham na operação. No Noroeste do Estado, onde o arenito parecia condenado à miséria até meados da última década, em virtude do solo considerado impróprio até então à agricultura de grãos, as máquinas trabalham dia e noite. De acordo com a Cocamar, a área cultivada com soja deverá apresentar um crescimento de 36% na região do arenito em relação ao ciclo anterior, saltando de 254 mil para 356 mil hectares.
Detalhe
- Essa nova fronteira agrícola somente começou a ser explorada,
com tecnologia adequada e resultados surpreendentes, a partir de 1997. São
2,1 milhões de hectares de terras agricultáveis, dos quais 1,4
milhão ocupados por pastos de baixo retorno econômico que, aos
poucos, estão sendo reformados com agricultura. Pecuaristas que batiam
o pé e viam a soja com desconfiança até pouco tempo, agora
estão sonhando com cifrões. Muitos decidiram eles próprios
reciclar conhecimentos e passar a investir na cultura, enquanto outros tantos
preferiram arrendar propriedades, ou parte delas, para agricultores profissionais.
Os campos de soja crescem em progressão geométrica. Em todas as
regiões do arenito, que compreendem 108 municípios, onde vivem
1,4 milhão de habitantes, ninguém mais têm dúvidas:
a soja veio para ficar, fortalecendo a economia das cidades e gerando desenvolvimento.