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O IPCA-15 é de 0,32% em outubro

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) foi de 0,32% em outubro, ficando 0,38 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa de setembro (0,70%). No ano, o IPCA-15 acumula alta de 4,15% e, em 12 meses, de 4,62%, acima dos 4,47% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em outubro de 2025, o IPCA-15 foi de 0,18%.

Período

Taxa

Outubro 2026

0,32%

Setembro 2026

0,70%

Outubro 2025

0,18%

Acumulado no ano

4,15%

Acumulado nos últimos 12 meses

4,62%

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, oito tiveram alta em outubro. A maior variação e o maior impacto vieram de Alimentação e Bebidas (0,88% e 0,19 p.p). As demais variações ficaram entre o recuo de 0,10% de Habitação e o aumento de 0,55% em Despesas pessoais.

Variação do IPCA-15 por grupo de produtos e serviços

Grupo

Variação
Mensal (%)

Impacto (p.p.)

Setembro

Outubro

Setembro

Outubro

Índice Geral

0,70

0,32

0,70

0,32

Alimentação e bebidas

0,40

0,88

0,09

0,19

Habitação

2,07

-0,10

0,31

-0,02

Artigos de residência

0,55

0,28

0,02

0,01

Vestuário

0,41

0,53

0,02

0,02

Transportes

0,60

0,05

0,12

0,01

Saúde e cuidados pessoais

0,13

0,15

0,02

0,02

Despesas pessoais

0,96

0,55

0,10

0,06

Educação

0,03

0,09

0,00

0,01

Comunicação

0,54

0,43

0,02

0,02

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços, Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor.

Em Alimentação e Bebidas (0,88%), a alimentação no domicílio (1,01%) acelerou em relação ao mês anterior (0,38%). Contribuíram para esse resultado os aumentos do tomate (24,54%), da cebola (13,63%), da batata-inglesa (10,96%) e do arroz (5,80%). Por outro lado, destacaram-se os recuos da cenoura (-10,67%), das frutas (-1,37%) e do café moído (-1,16%).

A alimentação fora do domicílio também acelerou na passagem de setembro (0,44%) para outubro (0,56%), em virtude das altas da refeição (de 0,38% para 0,61%) e do lanche (de 0,44% para 0,66%).

Em Despesas pessoais (0,55%), os destaques foram os subitens cinema, teatro e concertos (4,30%), pacote turístico (2,18%) e empregado doméstico (0,62%).

No grupo Transportes (0,05%), o resultado foi influenciado, principalmente, pelos combustíveis que saíram de 0,22% em setembro para 1,20% em outubro. O óleo diesel (3,70%), o etanol (2,73%) e a gasolina (0,92%) apresentaram altas, enquanto o gás veicular teve queda de 0,18%. Com o recuo de 9,24%, o subitem passagens aéreas apresentou o principal impacto negativo no mês (-0,08 p.p.).

No grupo Habitação, que recuou de 2,07% para -0,10%, na passagem de setembro para outubro, a principal contribuição negativa veio da energia elétrica residencial, que passou de 7,42% para -0,89%, com a passagem da bandeira tarifária de amarela (com a cobrança de R$ 1,885 a cada 100 Kwh consumidos) para verde, sem cobrança adicional para os consumidores. Cabe destacar que, em Fortaleza (-4,00%), as tarifas foram reduzidas em 6,65%, com vigência desde 26 de agosto, em razão da incorporação de recursos da repactuação do Uso de Bem Público (UBP), aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Em Belém (3,71%), houve reajuste tarifário de 6,63%, a partir de 18 de setembro.

Ainda em Habitação, destacaram-se os aumentos nos subitens gás de botijão (1,28%) e o aluguel residencial (0,28%). O resultado da taxa de água e esgoto (-0,89%) decorre do desconto de 25% na tarifa mínima em Curitiba (-8,05%), a partir de 1° de outubro.

Quanto aos índices regionais, dez das onze áreas de abrangência tiveram alta em outubro. A maior variação foi observada em Belém (0,76%), por conta das altas do tomate (17,55%) e da energia elétrica residencial (3,71%). Já o menor resultado ocorreu em Curitiba (-0,27%), que registrou queda nos preços das passagens aéreas (-11,58%) e da taxa de água e esgoto (-8,05%).

Variação por Região

Região

Peso Regional (%)

Variação
Mensal (%)

Variação
Acumulada (%)

Setembro

Outubro

Ano

12 meses

Belém

4,46

0,51

0,76

4,36

4,69

Belo Horizonte

10,04

0,79

0,59

4,19

4,40

Goiânia

4,96

0,95

0,44

4,76

5,38

Recife

4,71

0,44

0,37

4,55

4,87

Porto Alegre

8,61

0,75

0,36

4,20

4,90

Salvador

7,19

0,50

0,34

3,86

4,33

São Paulo

33,45

0,73

0,34

4,31

4,90

Brasília

4,84

0,76

0,28

4,10

4,76

Rio de Janeiro

9,77

0,77

0,22

4,57

4,87

Fortaleza

3,88

0,72

0,19

4,66

5,27

Curitiba

8,09

0,62

-0,27

2,27

2,43

Brasil

100,00

0,70

0,32

4,15

4,62

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços, Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor.

Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados no período de 16 de setembro a 14 de outubro de 2026 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 15 de agosto a 15 de setembro de 2026 (base). O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários-mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica. (Agência IBGE de Notícias)

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