Mdic divulga balança comercial da 4ª semana de setembro
FOTO: PixabayO Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) divulgou, nessa segunda-feira (28/9), os dados da balança comercial brasileira. Até a 4ª Semana de Setembro/2026, comparado a Setembro/2025, as exportações cresceram 22,2% e somaram US$ 30,49 bilhões. As importações cresceram 7,4% e totalizaram US$ 24,04 bilhões. Assim, a balança comercial registrou superávit de US$ 6,45 bilhões , com crescimento de 151,1%, e a corrente de comércio aumentou 15,2%, alcançando US$ 54,52 bilhões.
No acumulado Janeiro até 4º Semana de Setembro/2026, em comparação a Janeiro/Setembro 2025, as exportações cresceram 11,5% e somaram US$ 281,34 bilhões. As importações cresceram 6,0% e totalizaram US$ 219,57 bilhões. Como consequência destes resultados, a balança comercial apresentou superávit de US$ 61,77 bilhões , com crescimento de 36,3%, e a corrente de comércio registrou aumento de 9,0%, atingindo US$ 500,92 bilhões.
Setores e Produtos
Exportações - mensal
Até a 4ª Semana de Setembro/2026, o desempenho dos setores foi o seguinte: crescimento de 12,8% em Agropecuária, que somou US$ 6,17 bilhões; crescimento de 52,2% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 8,41 bilhões e, por fim, crescimento de 13,8% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 15,62 bilhões. A combinação destes resultados levou o aumento do total das exportações.
A expansão das exportações foi puxada, principalmente, pelo crescimento nas vendas dos seguintes produtos: Centeio, aveia e outros cereais, não moídos (33.296,8%), Café não torrado ( 20,6%) e Soja ( 21,1%) na Agropecuária; Outros minerais em bruto (66,0%), Minérios de cobre e seus concentrados (132,5%) e Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (89,6%) na Indústria Extrativa ; Celulose ( 44,0%), Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) (59,2%) e Ouro, não monetário (excluindo minérios de ouro e seus concentrados) ( 59,8%) na Indústria de Transformação.
Por sua vez, ainda que o resultado das exportações tenha sido de crescimento, os seguintes produtos registraram diminuição nas vendas: Milho não moído, exceto milho doce (-10,9%), Produtos hortícolas, frescos ou refrigerados (-28,3%) e Sementes oleaginosas de girassol, gergelim, canola, algodão e outras (-68,9%) na Agropecuária; Pirites de ferro não torrados (-59,6%), Minério de ferro e seus concentrados (-14,7%) e Minérios de níquel e seus concentrados ( -100,0%) na Indústria Extrativa ; Carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (-23,3%), Açúcares e melaços (-17,6%) e Veículos automóveis de passageiros (-29,2%) na Indústria de Transformação.
Importações - mensal
Até a 4ª Semana de Setembro/2026, o desempenho das importações por setor de atividade econômica foi o seguinte: crescimento de 15,7% em Agropecuária, que somou US$ 0,45 bilhões; crescimento de 16,5% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 1,07 bilhões e, por fim, crescimento de 6,8% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 22,37 bilhões. A combinação destes resultados motivou o aumento das importações.
O movimento de crescimento nas importações foi influenciado pela ampliação das compras dos seguintes produtos: Pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado (36,1%), Frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas (30,0%) e Soja ( 46,4%) na Agropecuária; Outros minérios e concentrados dos metais de base ( 53,9%), Carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado (12,0%) e Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus ( 45,3%) na Indústria Extrativa ; Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) ( 86,4%), Máquinas de processamento automático de dados e suas unidades, para registrar dados, leitores magnéticos ou óticos (245,4%) e Veículos automóveis de passageiros ( 99,5%) na Indústria de Transformação.
Ainda que o resultado das importações tenha sido de crescimento, os seguintes produtos tiveram diminuição: Trigo e centeio, não moídos (-15,3%), Centeio, aveia e outros cereais, não moídos (-61,1%) e Tabaco em bruto (-81,2%) na Agropecuária; Fertilizantes brutos (exceto adubos) (-61,6%), Minérios de alumínio e seus concentrados (-60,4%) e Gás natural, liquefeito ou não (-38,3%) na Indústria Extrativa ; Adubos ou fertilizantes químicos (exceto fertilizantes brutos) (-21,8%), Motores e máquinas não elétricos, e suas partes (exceto motores de pistão e geradores) (-78,8%) e Plataformas, embarcações e outras estruturas flutuantes (-97,6%) na Indústria de Transformação. (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços)