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Indústria nacional recua -0,8% em setembro e acumula 0,4% em 2026

industria 05 11 2026FOTO: Marco Charneski / Agência PetrobrasA produção industrial teve queda de 0,8% na comparação com agosto, permanecendo com o comportamento predominantemente negativo desde maio deste ano. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada nesta quinta-feira (05/11), pelo IBGE.

 Com esses resultados, a indústria avança 0,4% no índice acumulado do ano de 2026, mas reduz crescimento em relação aos meses anteriores e registra taxas predominantemente negativas entre as atividades industriais investigadas.

Entre as atividades, na comparação com agosto, as influências negativas mais importantes foram assinaladas por coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-4,2%) e produtos alimentícios (-1,7%).

"A menor produção do álcool etílico e dos derivados do petróleo foram os itens que mais impactaram na construção do resultado negativo mais intenso observado neste mês, e o setor de produtos alimentícios, que foi influenciado pela menor produção do açúcar, interrompeu 2 meses consecutivos de crescimento na produção. Vale destacar que essas atividades foram pressionadas pela redução no processamento da cana-de-açúcar, refletindo, em grande parte, os impactos provocados pelo maior volume de chuvas" diz o gerente da pesquisa, André Macedo.

Por outro lado, o crescimento nas indústrias extrativas (1,7%) exerceu a principal influência positiva na média da indústria e interrompeu quatro meses consecutivos de taxas negativas. "Nesta atividade, os destaques ficaram por conta da maior extração de óleos brutos do petróleo, gás natural e minérios de ferro", analisa o gerente da pesquisa, que também destacou as contribuições positivas registradas pelos setores de produtos químicos (1,7%) e de produtos do fumo (20,3%).

Entre as grandes categorias econômicas, ainda na comparação com agosto, bens de capital (-1,9%) foi a que apontou a queda mais elevada e intensificou a perda já em agosto (-0,1%). Bens de consumo semi e não duráveis (-1,2%) e de bens intermediários (-0,7%) também assinalaram taxas negativas neste mês. O segmento de bens de consumo duráveis (0,7%) mostrou o único resultado positivo em setembro de 2026 e eliminou parte do recuo de 1,3% verificado no mês anterior.

Na comparação com setembro do ano anterior, o setor industrial recuou 2,5% em setembro de 2026, com resultados negativos em três das quatro grandes categorias econômicas, 18 dos 25 ramos, 52 dos 80 grupos e 59,3% dos 789 produtos pesquisados.

Entre as atividades, as principais influências negativas no total da indústria foram registradas por produtos alimentícios (-5,9%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-4,3%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-17,0%) e máquinas e equipamentos (-8,9%), pressionadas, em grande medida, pela menor produção dos itens açúcar VHP, cristal e refinado, carnes de bovinos congeladas, frescas ou refrigeradas, carnes de suínos frescas ou refrigeradas, biscoitos e bolachas, sucos concentrados de laranja, extrato, purês e polpas de tomate, pães, filés e outras carnes de peixes frescos, refrigerados ou congelados e margarina, na primeira; álcool etílico e óleos combustíveis, na segunda; medicamentos, na terceira; e tratores agrícolas, máquinas de contabilidade, para emitir bilhetes, para pagamentos eletrônicos e semelhantes, aparelhos elevadores ou transportadores para mercadorias, máquinas para limpeza e seleção de grãos, válvulas de expansão, segurança, retenção e redutoras de pressão, máquinas para colheita, máquinas ou aparelhos para o setor agrícola, máquinas para perfuração e sondagem usadas na prospecção de petróleo e aparelhos de ar-condicionado de paredes, de janelas ou transportáveis (inclusive os do tipo “split system”), na quarta.

Entre as sete atividades que apontaram avanço na produção, indústrias extrativas (4,4%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (7,3%) exerceram as maiores influências na formação da média da indústria, impulsionadas, principalmente, pela maior produção dos itens óleos brutos de petróleo e gás natural, na primeira; e automóveis, autopeças, reboques e semirreboques, veículos para o transporte de mercadorias e caminhões, na segunda.

Ainda na comparação com setembro do ano anterior, bens de consumo semi e não duráveis (-6,3%) e bens de capital (-4,9%) assinalaram os recuos mais elevados entre as grandes categorias econômicas, em setembro de 2026. O setor de bens intermediários (-1,3%) também registrou taxa negativa. Por outro lado, o segmento de bens de consumo duráveis (3,8%) registrou o único resultado positivo.

Acumulado no ano avança 0,4%, mas mostra redução na intensidade do crescimento

No acumulado no ano, frente a igual período do ano anterior, o setor industrial mostrou acréscimo de 0,4%, com resultados positivos em duas das quatro grandes categorias econômicas, 9 dos 25 ramos, 32 dos 80 grupos e 40,8% dos 789 produtos pesquisados.

Entre as atividades, as principais influências positivas foram registradas por indústrias extrativas (5,9%), veículos automotores, reboques e carrocerias (6,2%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (2,2%), impulsionadas, em grande medida, pela maior produção dos itens óleos brutos de petróleo, minérios de ferro pelotizados ou sinterizados e gás natural, na primeira; automóveis, autopeças e veículos para o transporte de mercadorias, na segunda; e álcool etílico, óleo diesel, querosenes de aviação e naftas, na terceira.

Por outro lado, as atividades que apontaram redução na produção, as de máquinas e equipamentos (-7,8%) e de produtos químicos (-3,3%) exerceram os maiores impactos na formação da média da indústria, pressionadas, em grande medida, pela menor produção dos itens aparelhos de ar-condicionado de paredes, de janelas ou transportáveis (inclusive os do tipo “split system”), máquinas para colheita, máquinas ou aparelhos para o setor agrícola, tratores agrícolas, bombas centrífugas, aparelhos elevadores ou transportadores para mercadorias e válvulas de expansão, segurança, retenção e redutoras de pressão, na primeira; e fertilizantes químicos das fórmulas NPK, superfosfatos, inseticidas e fungicidas para uso na agricultura, cloretos de potássio, tintas e vernizes para construção e desodorantes, na segunda.

Entre as grandes categorias econômicas, o perfil dos resultados para os nove meses de 2026 mostrou maior dinamismo para os segmentos de bens de consumo duráveis (2,5%) e de bens intermediários (1,2%). Por outro lado, o segmento de bens de capital (-5,0%) assinalou a taxa negativa mais elevada no indicador acumulado para o período. O setor produtor de bens de consumo semi e não duráveis (-0,7%) também registrou recuo no índice acumulado no ano.

Saiba mais sobre a pesquisa

A PIM Brasil produz indicadores de curto prazo desde a década de 1970 relativos ao comportamento do produto real das indústrias extrativa e de transformação. A partir de março de 2023, teve início a divulgação da nova série de índices mensais da produção industrial, após reformulação para atualizar a amostra de atividades, produtos e informantes; elaborar uma nova estrutura de ponderação dos índices com base em estatísticas industriais mais recentes; atualização do ano base de referência da pesquisa; e a incorporação de novas unidades da federação na divulgação dos resultados regionais da pesquisa. Essas alterações metodológicas são necessárias e buscam incorporar as mudanças econômicas da sociedade. (Agência IBGE de Notícias)

 

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