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Indústria de laticínios discute formulação de Plano de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Leite no Paraná

Representantes de entidades ligadas à cadeia produtiva do leite no Paraná estiveram reunidos nesta quinta-feira (24/09), na sede da Ocepar, em Curitiba, para a 4ª reunião do Grupo Técnico responsável pela elaboração do Plano de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Leite no Paraná (PDCL). "Em nossas reuniões temos trabalhado alguns eixos. O primeiro foi o da produção, o segundo o do mercado e agora tratamos da indústria", salientou Elias Zydek, que coordena o grupo. Ele preside o Sindicato das Indústrias de Laticínios e Produtos Derivados do Paraná (Sindileite/PR) e está à frente da Frimesa Cooperativa Central.

Em razão do tema, representantes de indústrias de laticínios e produtos derivados do Estado foram convidados a apresentar as respectivas empresas e apontar os desafios enfrentados por cada uma delas.

O analista de Desenvolvimento Técnico da Ocepar e coordenador técnico do GT, Alexandre Monteiro, disse que o objetivo é a construção de um plano orientador da cadeia leiteira. “Reunimos as entidades para construir essa bússola a quatro mãos, a ideia não é inventar necessariamente coisas novas, apesar de algumas coisas novas terem surgido nas últimas reuniões, mas queremos convergência, convergir as ações, tentar somar aquilo que a gente tem discutido para a cadeia do leite”, ressaltou.    

Panorama leiteiro    

O convidado para falar de forma online foi o engenheiro agrônomo Valter Galan, da MilkPoint Ventures, empresa especializada em inteligência de mercado. Ele apresentou um panorama da cadeia leiteira no Brasil, que mostrava, em 1990, a região Sudeste com 47,8% da produção, o Sul com 22,5%, o Nordeste com 14,1%, o Centro-Oeste com 11,7% e o Norte com 3,8%. Esse perfil se alterou e, em 2024, o Sul passou a ter 33,6%, o Sudeste, 33%, o Nordeste, 17,8%, o Centro-Oeste, 10,7% e o Norte, 4,9%. O Paraná, com 13% da produção, fica atrás de Minas Gerais, que produz 27%.

Galan acentuou que há margem para o Brasil melhorar o preço de seus produtos, valorizando os sólidos do leite, principalmente os teores de proteína e gordura. Os percentuais desses sólidos permanecem basicamente os mesmos que se tinha há 20 anos. Para ele, esse é um desafio que se apresenta ao mercado como um todo, em que produtores e industriais estão entre os principais personagens. “Não é falta de tecnologia ou sinalização sobre o que se quer em qualidade do leite, mas é um dos grandes desafios em que o mercado precisa agir junto”, disse.

Ele apresentou alguns nichos que podem ser explorados pela cadeia. Entre eles, o mercado de queijos é uma das oportunidades. Os dados apontam que o consumo por pessoa na França é de 21,7 quilos de queijo por ano, nos Estados Unidos fica em 19,1 quilos e na Argentina, em 12 quilos. Enquanto isso, o Brasil consome 6,5 quilos. Se o Brasil se propuser a igualar o consumo da Argentina, isso exigirá mais 11 bilhões de litros de leite ao ano. “É um grande mercado”, afirmou.

Plano

O coordenador do Grupo Técnico, Elias Zydek, disse que o próximo passo é preparar o esboço do Plano de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Leite no Paraná e convocar um foro com todos os atores da cadeia para coletar novas sugestões para o texto final, que seja defendido por todos. “O plano precisa ser apresentado como trabalho da cadeia produtiva e que sirva de diretriz para os órgãos que coordenam a produção, os que fiscalizam, os que atuam nas pesquisas e para as indústrias otimizarem os ativos”, destacou. “Queremos que a cadeia leiteira do Paraná seja competitiva e tenha competência para exportar cada vez mais.”

FOTOS: Evandro Fadel / Gerência de Comunicação e Marketing Sistema Ocepar

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