Exportações do agronegócio atingem valor recorde de US$ 16,34 bilhões em julho
De acordo com nota divulgada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em julho de 2026 as exportações brasileiras do agronegócio alcançaram US$ 16,34 bilhões, cifra recorde para os meses de julho. Esse montante representou um crescimento de 5,4% em relação aos 15,50 bilhões registrados no mesmo mês do ano anterior. O agronegócio representou quase metade das vendas externas totais do Brasil em julho de 2025, com 47,9% de participação. Os demais produtos, além do agronegócio, somaram US$ 17,78 bilhões (6,9% acima do que foi registrado no ano prévio).
As importações, por sua vez, foram de US$ 1,75 bilhão, ou seja, 2,8% inferiores ao que havia sido registrado em julho de 2025. Cabe ressaltar, contudo, que esse montante não considera os insumos utilizados na produção agropecuária, tais como fertilizantes (US$ 1,77 bilhão; +1,5% em relação a 2025), defensivos agrícolas (US$ 642,76 milhões; -7,5% em relação a 2025), entre outros.
Produtos
Os cinco principais setores exportadores do agronegócio, em termos de valor exportado no mês de julho foram: complexo soja (US$ 7,15 bilhões e +22,4% em relação a 225); carnes (US$ 2,91 bilhões e +5,2%); produtos florestais (US$ 1,62 bilhão e +16,5%); complexo sucroalcooleiro (US$ 1,13 bilhão e -27,6%) e café (US$ 937 milhões e -18,2%).
Destinos
A China se manteve como principal destino das exportações brasileiras do agronegócio no mês de julho de 2026, alcançando a cifra de US$ 5,64 bilhões (34,5% de participação). O crescimento das vendas de soja em grãos (+US$ 229,95 milhões); carne de frango in natura (+US$ 85,38 milhões) e celulose (+US$ 61,16 milhões) foi o que mais contribuiu para esse resultado. A União Europeia ocupou a segunda posição entre os mercados de destino das exportações brasileiras, com US$ 2,4 bilhões, ou seja 14,7% do total exportado. Houve aumento de 3,7% na comparação com o mesmo período em 2025, em função, principalmente, da elevação nas vendas de celulose (+US$ 124,25 milhões).
Em termos de valor, os produtos que se destacaram foram: soja em grãos (US$ 453,43 milhões e +17,3% em relação a 2025); farelo de soja (US$ 441,62 milhões e +20,9%); café verde (US$ 375,48 milhões e -28,5% em relação a 2025); celulose (US$ 271,08 milhões e +84,6%) e fumo não manufaturado (US$ 135,79 milhões e -34,4%). Os Estados Unidos, por sua vez, registraram 5,8% de market share nas vendas externas do agronegócio, somando US$ 944,49 milhões. Na comparação com o período anterior houve queda de 12,1% em função da retração nas vendas de café verde (-US$ 35,59 milhões) e suco de laranja (-US$ 27,56 milhões).
Por outro lado, a elevação nas exportações de carne bovina in natura contribuiu para compensar essa queda, com aumento de US$ 89,75 milhões. Os mercados que mais contribuíram para o crescimento das exportações do agronegócio brasileiro em julho de 2026 foram: Índia (+US$ 206,82 milhões); Irã (+US$ 155,51 milhões); Turquia (+US$ 91,73 milhões) e Egito (+US$ 90,33 milhões). (Mapa)