Em agosto, comércio varejista registra variação 0,1%
FOTO: PixabayEm agosto de 2026, o volume de vendas no comércio varejista registrou variação de 0,1% frente a julho, na série com ajuste sazonal, após queda de 0,8% em julho de 2026. Com isso, a média móvel trimestral para o varejo, depois de recuar 0,1% no trimestre encerrado em julho de 2026, volta a apresentar -0,1% de variação no trimestre encerrado em agosto de 2026.
Frente a agosto de 2025, o varejo variou 0,4%, após alta de 1,3% em julho. No ano, o varejo acumula alta de 1,7% e, nos últimos 12 meses, de 1,6%.
No comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de Veículos, motos, partes e peças; Material de construção e Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, o volume de vendas em agosto variou -0,2% frente ao mês imediatamente anterior, após alta de 0,5% em julho de 2026. Com isso, a média móvel trimestral para o varejo ampliado volta a recuar 0,3% no trimestre terminado em agosto de 2026, mesmo valor da variação de junho.
Frente ao mesmo mês de 2025, o varejo ampliado variou 0,1%, após crescer 1,9% em julho de 2026. No ano, o setor avançou 1,7% em relação ao mesmo período do ano anterior e, nos últimos 12 meses, 1,4%.
O volume de vendas do comércio varejista na passagem de julho para agosto de 2026, na série com ajuste sazonal, em termos setoriais, registrou 6 taxas positivas e 2 negativas. No campo positivo, foram as atividades de Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (6,3%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (1,4%), Combustíveis e lubrificantes (1,1%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (0,7%), Tecidos, vestuário e calçados (0,6%) e Livros, jornais, revistas e papelaria (0,2%). No campo negativo, figuraram Móveis e eletrodomésticos (-4,2%) e Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,3%).
No comércio varejista ampliado, os dois setores adicionais tiveram resultado negativo: Veículos e motos, partes e peças de -1,0% e Material de construção de -2,0%.
Frente a agosto de 2025, vendas crescem em seis atividades
Em agosto de 2026, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o comércio varejista registrou 6 atividades no campo positivo e 2 no campo negativo: Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (10,2%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (4,8%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,5%), Livros, jornais, revistas e papelaria (1,1%), Combustíveis e lubrificantes (0,8%), Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,5%), Tecidos, vestuário e calçados (-3,9%) e Móveis e eletrodomésticos (-8,5%). No âmbito do varejo ampliado, Veículos e motos, partes e peças cresceu 1,5%, enquanto Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo e Material de construção caíram: -1,4% e -3,8% respectivamente.
O setor de Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação apresentou alta de 10,2% nas vendas frente a agosto de 2025, terceira consecutiva e 11ª nos últimos 12 meses. Na série com ajuste sazonal, a atividade cresceu 6,3% na passagem de julho para agosto, segundo mês a registrar crescimento (em julho havia sido de 1,1%). No acumulado do ano, a atividade registrou ganhos de 5,7% até agosto, apresentando aceleração no ritmo de crescimento em relação a julho (5,1%). Nos últimos 12 meses, a alta foi de 8,6%.
A atividade de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria registrou alta de 4,8% na comparação com agosto de 2025, mesmo resultado de julho (4,8%). Ao todo, são 42 meses consecutivos de alta no indicador interanual: o último mês a registrar queda foi fevereiro de 2023. Ainda na perspectiva interanual, a atividade representou a maior contribuição na formação do varejo, somando 0,5 p.p. ao total de 0,4% do comércio. Frente ao mês imediatamente anterior, já descontados os efeitos sazonais, o resultado foi positivo em 0,7% em agosto em relação a julho, quarta alta seguida. O resultado acumulado foi de 4,6% no ano; em 12 meses, a taxa foi de 5,3%.
O agrupamento de Outros artigos de uso pessoal e doméstico teve variação interanual de 2,5% em agosto de 2026, sucedendo queda de 2,3% no mês anterior. Na margem, o segmento fez o mesmo movimento, crescendo 1,4% entre julho e agosto após queda de 1,7% entre junho e julho. Ao longo de 2026, a série dessazonalizada apresenta volatilidade alta, alternando crescimentos e quedas desde janeiro: +0,9% em janeiro; -0,7% em fevereiro; +2,8% em março; -1,6% em abril; -0,1% em maio; +1,5% em junho. Considerando o período acumulado, a atividade registra ganhos de 1,3% no ano, enquanto nos últimos 12 meses mostra alta de 1,7%.
No segmento de Livros, jornais, revistas e papelaria, as vendas ficaram 1,1% acima do patamar de agosto de 2025, ante queda de 1,6% em julho. O setor passou por um momento de aquecimento no bimestre de maio – junho de 2026, quando teve alta de 22,6% e 12,6% respectivamente, devido à venda de álbuns de figurinha da Copa do Mundo de futebol. Em relação a julho, a série com ajuste sazonal apontou variação de 0,2%. No acumulado do ano, o saldo mostra alta de 3,2%; no acumulado em 12 meses, o resultado indica ganhos de 2,4%.
O setor de Combustíveis e lubrificantes apresentou alta de 0,8% nas vendas frente a agosto de 2025, invertendo resultado negativo registrado em julho (-0,6%). Ao todo, nos últimos seis meses, cinco foram de alta na perspectiva interanual. Na leitura mês contra mês anterior, dessazonalizada, a atividade cresceu 1,1% na passagem de julho para agosto, segundo mês consecutivo de alta. No acumulado do ano, a atividade acumulou alta de 1,6% e, nos últimos 12 meses, ganhos de 1,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.
A atividade de Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo registrou alta de 0,5% na comparação com agosto de 2025, terceira seguida e oitava em nove meses: desde dezembro de 2025, o único mês de variação não positiva da série interanual foi maio (-0,4%). O setor foi, inclusive, o segundo entre as contribuições positivas para a formação do indicador do varejo, somando 0,3 p.p. ao total de 0,4%. Frente ao mês imediatamente anterior, já descontados os efeitos sazonais, o resultado foi de -0,3%, segunda variação consecutiva no campo negativo. O resultado acumulado apontou alta de 1,4% no ano; em 12 meses, a taxa mostrou ganhos de 1,0%.
O agrupamento de Tecidos, vestuário e calçados caiu 3,9% em agosto de 2026 comparado ao mesmo mês de 2025. Assim, o setor completa três meses seguidos com resultados negativos: -1,7% em junho e -5,1% em julho. Ainda na leitura interanual, a atividade apresentou a segunda maior influência negativa no total do varejo, contribuindo com 0,2 p.p. para o resultado de 0,4% de agosto de 2026. Na margem, o segmento cresceu 0,6% entre julho e agosto, invertendo trajetória negativa observada nos dois meses anteriores: -3,4% em junho e -3,0% em julho. Considerando o período acumulado, a atividade registrou perdas de 1,4% em 2026 até agosto. Nos últimos 12 meses, também houve perdas: -1,8% até agosto.
No segmento de Móveis e eletrodomésticos, as vendas ficaram 8,5% abaixo do patamar de agosto de 2025, segunda queda seguida e maior em amplitude que ponto anterior: -3,7% em julho. A queda de agosto, na visão interanual, representou a principal contribuição no campo negativo para o varejo: -0,6 p.p. do total de -0,6%. Em relação a julho, a série com ajuste sazonal apontou queda de 4,2%, mesmo valor do mês anterior: -4,2% em julho ante junho. No acumulado do ano, o saldo mostrou alta de 1,2%; no acumulado em 12 meses, o resultado também indicou alta: 3,0%.
O setor de Veículos e motos, partes e peças apresentou alta de 1,5% nas vendas frente a agosto de 2025, sexta seguida. Com isso, a atividade contribuiu com 0,3 p.p. ao total de 0,1% de variação interanual do varejo ampliado, a maior dentre os onze setores. Na leitura mês contra mês anterior, dessazonalizada, a atividade caiu 1,0% na passagem de julho para agosto, após variar positivamente em 0,3% entre junho e julho. No acumulado do ano, a atividade acumulou ganhos de 3,0% até agosto e, nos últimos 12 meses, de 0,9%.
A atividade de Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo registrou queda de -1,4% na comparação com agosto de 2025, invertendo trajetória de alta observada nos dois meses anteriores: 7,5% em junho e 2,5% em julho. O resultado acumulado aponta ganhos de 1,6% no ano, mostrando desaceleração no ritmo de crescimento em relação a julho (2,0%); em 12 meses, há manutenção no ritmo de ganhos 2,6% até julho e 2,7% até agosto.
O agrupamento de Material de construção teve variação interanual de -3,8% em agosto de 2026, sucedendo queda de 1,2% no mês anterior. Tal resultado faz com que o setor tenha a maior contribuição para o total da variação de 0,1% do comércio varejista ampliado, registrando -0,3%. Na margem, o segmento também mostrou queda: 2,0% entre julho e agosto. Considerando o período acumulado, a atividade teve perdas de 1,2% no ano, enquanto nos últimos 12 meses, houve queda de 1,4%.
Quarto bimestre tem alta de 0,8% na comparação interanual
No quarto bimestre de 2026, comparado ao mesmo período de 2025, o comércio varejista apresentou alta de 0,8%. Esse é o 24ª bimestre consecutivo a registrar crescimento, uma vez que a última informação no campo negativo havia sido no primeiro bimestre de 2022 (-0,2%).
Setorialmente, o quarto bimestre de 2026 teve quatro atividades com variação no campo positivo: Equipamentos para escritório, informática e comunicação (6,4%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (4,8%), Hiper e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,7%) e Combustíveis e lubrificantes (0,1%). Por outro lado, foram três as atividades em queda no bimestre: Móveis e eletrodomésticos (-6,0%), Tecidos, vestuário e calçados (-4,5%) e Livros, jornais, revistas e papelaria (-0,3%). O setor de Outros artigos de uso pessoal e doméstico registrou estabilidade (0,0) na comparação do quarto bimestre de 2026 com igual período de 2025.
O varejo ampliado, por sua vez, registrou 1,0% de crescimento frente ao quarto bimestre de 2025, com variações positivas para Veículos, motocicletas, partes e peças (3,2%) e para Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,5%) e queda no setor de Atacado e varejo de material de construção (-2,4%).
Comércio varejista cresce em 14 das 27 Unidades da Federação entre julho e agosto
Na passagem de julho para agosto de 2026, na série com ajuste sazonal, a taxa média nacional de vendas do comércio varejista mostrou avanço em 14 das 27 unidades da federação, com destaque para: Rondônia (5,8%), Amapá (5,3%) e Mato Grosso do Sul (2,7%). Por outro lado, pressionando negativamente figuraram 12 unidades da federação, com destaque para: Espírito Santo (-3,8%), Alagoas (-1,3%) e Rio Grande do Norte (-1,1%). Roraima mostrou estabilidade (0,0%).
Para essa mesma comparação, no comércio varejista ampliado, houve resultados positivos em 16 das 27 unidades da federação, com destaque para: Rondônia (6,9%), Amapá (2,2%) e Roraima (2,0%). No lado negativo, figuraram 11 Unidades da Federação, com destaque para: Espírito Santo (-4,9%), Maranhão (-1,9%) e Bahia (-1,4%).
Frente a agosto de 2025, o comércio varejista avançou em 18 das 27 unidades da federação, com destaque para: Rondônia (10,9%), Amapá (9,5%) e Pernambuco (7,9%). Por outro lado, pressionando negativamente, figuraram 9 unidades da federação, com destaque para: Goiás (-4,5%), Rio Grande do Norte (-4,4%) e Maranhão (-3,6%). Para a mesma comparação, no comércio varejista ampliado, houve resultados positivos em 17 das 27 unidades da federação, com destaque para: Mato Grosso do Sul (12,0%), Rondônia (11,6%) e Amapá (11,1%). No campo negativo, figuraram 10 unidades da federação, com destaque para: Mato Grosso (-5,8%), Goiás (-5,4%) e Espírito Santo (-4,6%). (Agência IBGE de Notícias)